21 janeiro 2011

Relatos de Campus Party - segundo dia

Hoje na Campus Party já não tive maiores problemas para chegar, aprendi o "caminho das pedras", mas antes fui até o Stand Center Boulevard Monti Mari buscar minha câmera digital, comprar um par de headphones, e daí seguir rumo ao Centro Imigrantes. As estórias de São Paulo (além da Campus Party) serão contadas depois, em outro post, inclusive no Uruguaiana é Punk. No caminho para a Campus Party, o ônibus atrasa por conta de um mané/palhaço/idiota/imbecil/whatever que cismou de andar no microônibus... Em pé. Até tirarem o cidadão... Atrasou tudo. Curioso foi que em dias posteriores o ônibus trafegou com até seis pessoas em pé. Bem, isso varia de motorista para motorista, pelo visto. Mais uma falhinha de organização, se bem que essa nem é falha propriamente dita.

Cheguei na Campus quase que no meio do dia, para sair logo rumo à Santa Ifigênia. E a chuva se antecipou, e ao invés da tradicional pancada às 18 hs, a chuva desceu forte às 14 hs. Tomamos chuva, estreei guarda-chuva... Acabei saindo um pouco mais tarde do que deveria, e fiz um fudeba MSXzeiro (o Junior Capela) tomar um chá-de-cadeira da gente. Acabou que, do povo todo do Guerrilha Geek, só foi o Maxwell, um sujeito super-simpático de Franca que tem claustrofobia... Mas era seco para andar de metrô! E andou. Sabe que ele não se desesperou? Mas o incômodo para ele só aumentou quando o trem encheu. 

Chegamos na estação São Bento, e rodamos à beça, olhando e perguntando... Algumas coisas que vi foram:

  • O meu sonho de consumo, uma Canon Powershot SX20 IS... 35x de zoom. Péra aí, eu disse TRINTA E CINCO VEZES DE ZOOM. A minha câmera tem 12x. Dá para fazer miséria, e acredite, dá para usar o zoom máximo sem ter que apoiar a câmera num tripé. Fiz a experiência, e as fotos não ficam tremidas mesmo com todo esse zoom (e um pouco de zoom digital ligado). Usa bateria (R$ 110 cada uma - Rua Santa Ifigênia, 379 - loja 02), até 6400 de ISO... Achei de R$ 1100 no Boulevard Monti Mari a R$ 1450 na Santa (Rua Santa Ifigênia, 403 - loja 09). Sendo que no último, nota fiscal e 1 ano de garantia. O Guanabara me indicou uma importadora (FastImport - Rua Santa Ifigênia, 490 - loja 15/18), que parcela e dá garantia. Vou dar uma olhada no sábado.
  • Achei um Motorola Milestone a R$ 900 (Rua Santa Ifigênia, 373 - loja 13), o que me faz pensar no que eu faço com o meu Nokia 5800. É a chance de abandonar Palm + celular e fazer tudo uma coisa só. Será a primeira vez, desde 1999, que eu não teria um dispositivo rodando Palm OS comigo... Mas é um senhor aparelho com Android, apesar de comentários desagradáveis do seu microfone, por parte do Leandro Pereira.
  • HDs externos, de 500 Gb (R$ 200), 640 Gb (R$ 230) e 1 Tb (R$ 360). O endereço? Rua Santa Ifigênia, 452 - loja 12. Todos Samsung... O que eu não gostei muito. Acho que a melhor opção é comprar um HD Seagate de notebook e por numa gaveta genérica qualquer.
  • E ainda achei uma loja com um saldão de notebooks, vendendo notes usados a um preço considerável (Rua dos Andradas, 242). A melhor oferta que achei foi um Dell XPS M1330, 13,3", 3 Gb de RAM, 320 Gb de HD, leve, gravador de DVD-RW, etc e tal... R$ 1450, parcelável em 6x sem juros. Ah, tem leitor biométrico também. E Windows Vista Business. Mas se eu comprasse um note usado, teria o saco cortado pela minha amada esposa.

Ainda encontramos com o José Luiz e a Marluce, já que eles foram de carro para São Paulo e foram dar uma olhada na Santa também. O Maxwell andou muito, se assustou com o tamanho dos prédios do Vale do Anhangabaú e comprou um micro usado (mas em ótimo estado) para a sua esposa: Um Pentium 4 com 1 Gb de RAM e 40 Gb por R$ 300. O Kinect que ele pensou em comprar variava de R$ 550 a R$ 900, sem contar os desbloqueios necessários, etc e tal. Já o Wii, pediram R$ 1300 por um com 50 jogos (talvez os únicos disponíveis, hehehe).

Voltamos para a Campus Party no final do dia, bem cansado. Pelo visto o pessoal que ia ao PodBreja, na sua maioria, não foi. E gravei podcast com Schias, Tiago Andrade, Maycon (jabour_rio) e outros. Conversei, me diverti e fiz mais de 100 fotos. Jantei um yakisoba júnior com guaraná, na (cara) praça de alimentação da Campus Party. Para quem não almoçou, ótimo. E ainda liguei para o meu amigo Luiz Jacob, para ver se a gente se encontra no domingo, já que tem anos que não o vejo. No final do dia, carona com os pais do Vinícius (Schiavini), e conversa com o Tiago no metrô, até chegar na Paraíso. E agora, aqui, finalizando esse post. Amanhã tem mais.



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20 janeiro 2011

Relatos de Campus Party - primeiro dia

Olá turma, estou na Campus Party 2011, pela primeira vez aqui, e como imprensa credenciada. Já que (ainda) sou autor de um blog quase abandonado, mas com ouvintes de alto garbo e elegância (como diz meu amigo Tiago Andrade), nada mais honesto de minha parte anotar, relatar e observar o que tenho visto por aqui. Minha câmera está no conserto, logo amanhã vocês deverão ter melhores fotos do que as feitas pelo meu celular e twittadas para o Twitpic. Por enquanto, fotos só no celular.

Não posso relatar nada do que vi e senti na segunda e terça-feiras, já que eu não estava aqui. Hoje é o meu primeiro dia de #cpbr4, logo não posso falar da minha experiência pessoal na queda de luz, ou na falta de Internet. Mas posso falar do que tenho visto. Lá vão aqui algumas impressões:

  1. A chegada é confusa: Desculpem organizadores, mas... Achei a chegada à Campus Party muito confusa. Eu, pelo menos, como imprensa credenciada, não sabia onde pegar o ônibus no Terminal Jabaquara, e tive que perguntar um bocado até alguém me dizer. Faltou avisos na saída do metrô. Em compensação, o resto foi tranquilo, com o microonibus conduzindo os campuseiros até o Centro de Exposições Imigrantes. 
  2. O excesso de calor humano é latente. Aliás, o excesso de calor é latente. Apesar dos ventiladores com borrifador de água, o calor é forte. Mas nada que um carioca não resista. Os paulistanos e o pessoal do Sul, por sua vez, devem estar sofrendo. Já nós, cariocas, e os amigos do Nordeste estão sentindo-se em casa.
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  4. Tudo na Campus Party é muito grande: São 6500 campuseiros, num espaço de alguns milhares de m2, com uma banda larga de 10 Gbps, vários patrocinadores, montes de oficinas... E muita gente com a cara enfiada no desktop/notebook/netbook/whatever. Engraçado como muitos preferem ficar na companhia dos seus micros ao invés de moverem as bundas (gordas e magras) e ir até as palestras.
  5. A internet é rápida se você pegar um link com cabo CAT-6 (o cinza) e conectá-lo. Cheguei a baixar um CD do Ubuntu 10.10 em 2 minutos (média de 7 Mb/s), e todo mundo gera tráfego, de uma forma quase inimaginável. Os gráficos que são expostos no quiosque da Telefonica mostram isso (olha aí do lado).
  6. Assisti uma oficina, do meu chapa Rodrigo Troian e do Vinícius John, sobre... OpenWRT. As oficinas são espaços interessantes para prática, já que teoria só não basta. E a turma flashou roteadores, instalou e configurou alguns brinquedinhos com o firmware amigo da rapaziada... Aliás, ainda não consegui descobrir qual roteador que suporta 804.11n, tem porta USB e pode ter o OpenWRT instalado. Se alguém souber... Me responda, por favor. Minha rede doméstica agradece.
  7. É bom conhecer pessoalmente pessoas fantásticas que só conheci via Internet, e ver alguns de perto. Por exemplo, Jurandir Filho e Alexandre Ottoni sendo entrevistados pelo Leo Lopes. Aliás, o homem por trás do Radiofobia sempre refere-se à turma que mexe com som como "a família podcastal". Apesar de alguns serem mais bem sucedidos do que outros, isso não quer dizer que sejam estrelas, pelo contrário: Estavam lá, como todo mundo, papeando, gravando, discutindo... Sendo pessoas normais, como são.
  8. Tem de tudo por aqui: Podcasters conhecidos e desconhecidos, blogueiros, famosos e não-famosos, celebridades, sub-celebridades, não-celebridades e outros tantos, anônimos e ainda alguns que querem aparecer. Muita gente fazendo flashmobs para ganhar brindes, outros que não tiram a cara dos seus monitores imensos, e seus desktops cheios de enfeites (como diz o Sturaro, "mais enfeitado que mula de cigano").
  9. Gostei de ver um torneio de Urban Terror, um FPS open source que é bem legal de se jogar, mas eu não sou um bom referencial de jogo. Em compensação, registrei um pessoal jogando Rock Band Beatles, com uma TV LCD IMENSA.
  10. Achei um monitor CRT, um gabinete full tower, um chapéu com um Tux colado em cima, um boneco do Bart Simpson... Tem de tudo, além dos quase onipresentes notebooks, netbooks, desktops, cabos de rede... 
  11. Fiz alguns contatos, distribuí alguns cartões do Retrocomputaria, peguei mais outros... Descobri que o headphone que comprei ontem é um lixo, e por aí vai. 
  12. Na volta, ainda conversei com o Wagner, da comunidade de SL e convidado da Agência Espacial Brasileira. Falamos sobre o projeto da ANATI, que eu acho fantástico, e sobre onde comer tarde da noite em São Paulo. Parei no Esfiha Chic, q ainda está aberto na hora em que faço o arredondamento desse post.

Abaixo vai o álbum de fotos. 


Campus Party 2011


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