22 maio 2008

Virei o taxímetro

Hoje esse hnal aqui completa mais uma volta em torno do Arbol, conforme eu falei há algumas voltas atrás. Pelo menos, 2 vezes, e com essa, a 3a. Agora, é a 34a. Se eu tinha que morrer crucificado, já perderam a hora. Agora, foi-se. Mas ainda não peguei a fase dos "enta", levará ainda uns 6 anos (em 2014, pode ser).

Além de agradecer pelas lembranças via telefone, email e Iogurte (que eu irei olhar daqui a alguns meses, quando eu resolver voltar àquela josta), queria falar um pouquinho sobre minha família, amigos, e algumas pessoas que me marcaram ao longo da vida, e participaram do processo que foi tornar-me o que eu sou. Serei breve.

Primeiro, meus pais, Sergio e Madalena, que amo e me ensinaram (quase) tudo que eu precisava saber sobre a vida, o universo e tudo o mais. Se eles não sabiam, me davam um livro, e eu li muito na infância, criei o hábito da leltura (exemplificada em 2 estantes cheias de livros e papéis e quadrinhos e tanta coisa...).

Meu pai, hoje aposentado, compete nadando, e está vinculado à Federação Aquática do Rio de Janeiro, e está toda hora beliscando uma medalha de ouro aqui e outra ali. Como ele repete, rindo, o que eu falei a ele: "Eu sou um velho maluco". E o homem tem ouro não por participação, mas por merecimento. Eu nado, ele treina, sempre falo isso. Se quiser conferir, tá ele lá, em 10o lugar na categoria dos 60+ masculino para provas curtas, e em 9o lugar na mesma categoria para provas longas. Tirar ouro nos 200 medley, na categoria dele... Não é para qualquer um. Ele já acumulou mais medalhas de ouro agora do que quando ele era adolescente e nadava pelo Vasco. Hoje nada pelo Botafogo. Com ele aprendi a ser homem. E não homem por ter um órgão sexual masculino. Mas ser homem, como um homem deve ser, nas atitudes, nos atos, nas responsabilidades, na palavra. Ah, ele é o sujeito grisalho, sorridente e que encolheu a barriga, no alto do pódio.

Minha mãe, das mulheres, a mais cantada (Maria Madalena, imagina quantas brincadeiras já não fizemos com ela), e entre muitas, uma das mais bem-humoradas pessoas que já conheci. Mas com um pulso firme... Como já disseram a ela, só tendo uma personalidade forte para aguentar 3 homens na mesma casa! Como ela dizia: "Fala que duvida que eu faço isso?!" E a gente: "Eu não, você é maluca..." E dedica-se ao lar e a Deus, como um exemplo de cristã com o qual eu preciso ainda aprender muito...

Meu irmão, Fabio, que como já foi dito, "onde chega, enche o ambiente". Quem conhece a figura, sabe como ele é. Certa vez ele ficou ofendido, quando disse que ele era a parte mais louca da minha vida. Mas também, a mais querida. Inclusive estou no débito com ele, não tenho quase conversado com ele... Preciso telefonar-lhe. Ele é o meu irmão mais novo, e como todo irmão mais novo, sempre quer fazer as coisas primeiro: Casou, separou... Agora está casado de novo, e vai me dar a honra e a alegria de merecer o título de tio. Pois é, povo, eu e Maria Cláudia seremos titios, a Giulie (nome original, hein?) nasce até julho, filha dele e da Carla, sua esposa. Uma das coisas que aprendi com o Fabio é ser perdoador: Ele é capaz de rosnar, morder e brigar, mas pouco tempo depois está te dando uns tapas nas costas, e fazendo piada do fato. Tem um coração imenso, uma paixão pelo emprego (como petroleiro), e uma tara por motores, graxa e turbinas (não é à toa que tatuou um turbo Garrett no tornozelo esquerdo). Ah, e é usuário de Linux, experimentou o Ubuntu e está gostando. Como ele mesmo disse: "Olha, eu só tô usando Windows para jogar Counter-Strike, e mesmo assim porque ainda não descobri como rodar ele dentro do Linux. Se bem que eu sei que dá para fazê-lo".

Da família, ainda cito Maria Cláudia, minha amada esposa, que vai morrer de vergonha quando souber que falei nela por aqui, mas que tem tornado o nosso casamento como a melhor decisão que tomei desde que vim parar nessa terceira rocha azulada contando a partir do sol. Como ela mesmo diz: "Não tinha ninguém melhor para casar não?". "Louca como você, não". E a vida de casado tem sido uma alegria tremenda, de descobertas e de ajuda mútua. Muito divertida a vida a dois, eu diria. Um exemplo de descoberta? A que eu casei com a filha mais louca do seu Eduardo e da dona Zélia. Talvez a maior prova tenha sido ela sair dos cafundós de São Gonçalo e vir morar aqui em Jacarepaguá, comigo. Mas também eu sou doido, visto que a casa foi erguida... Para ter onde morar com ela. Ela disse certa vez que moraria comigo "até debaixo da ponte", mas eu disse a ela que não tiraria ela de casa para pagar aluguel, mas que iria construir um canto só nosso. E assim foi feito.

E lá vou eu, lavar louça, estender roupa, arrumar cama e compras nos armários. Mas também carinho, chamego e cumplicidade. Meus pais ganharam uma "filha adotada", e estão felizes em saber que o filho deles está sendo bem-tratado e está feliz. Ao mesmo tempo, estou nerdizando a Cláudia, agora mesmo ela está assistindo Doctor Who, e se continuar assim, em breve me alcança, na 4a temporada (ela está fechando a 1a). Cláudia tem sido até aqui, a melhor coisa que me aconteceu na vida, e tem sido um prazer e uma alegria viver quase 5 meses ao lado dela. Se o resto da vida for parecido com isso, serei o hnau mais feliz desse lado de Tellus.

Ainda tem gente que participou da minha formação, e que eu lembro com carinho: Professores, gente da minha igreja (que ainda está lá ou que passou por lá), mestres na vida e de formação. Depois falo mais deles.

PS: Infelizmente não achei fotos ao meu alcance do meu irmão e da minha mãe. Estranho, o F-Spot não apontar... Bem, com mais de 5000 fotos a serem indexadas (e um monte de repetições), não é estranho perder-me nesse oceano de fotografias que ainda precisam de revisão na indexação.

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07 janeiro 2008

O casamento - o que aconteceu e o que não aconteceu

Confesso que não tive muito o que me preparar para o casamento. Tudo foi muito corrido, embora já tivesse previsto há meses. Muita complicação com a obra da casa, que meu pai está cuidando, ao longo da minha ausência. Mas tudo indica que ficará pronta logo logo. Assim, pensar no que era a decisão de casar... Eu não pensei.

Chegamos lá ãs 16 hs, com o casamento marcado para 1 hora depois. O caminho é fácil, o mapa era tranqüilo de chegar... Mas meu pai resmungou um pouco, disse que "se eu viesse sozinho, talvez pela graça de Deus eu acertasse". Bem... Descer a ponte, pegar a Av. do Contorno, seguir reto e virar ä direita em Guaxindiba... Eu não sei se é tão difícil assim. Mas meu pai é MUITO medroso para se perder. E todos os convidados com os quais eu falei, disseram não haver dificuldades para chegar. Pelo menos isso.

E deixei para trocar de roupa lá no salão, o que me poupou de um suplício de calor maior do que eu já passei. Foi engraçado, chegar no posto de GNV, na Av. Brasil, para por gás, indo para o meu casamento... Calçando o meu tênis All-Star bagaceira, uma calça comprida de tactel e camiseta. Ah, quem me dera casar assim... Imaginem eu, que sou calorento, vestindo uma túnica, com direito a camisa, colete e paletó, mais gravata? Isso, no verão do Rio de Janeiro. Foi isso que presenciaram. Alguns brincaram comigo, perguntando: "E como está aí? Está nervoso?" "Não, só com calor". Ou então, a alguns pedi um ar-condicionado portátil, já que eu estava derretendo.

Maria Cláudia se preparou com antecedência, e mantive-a informada através do celular. Ela só não chegou antes por causa dos atrasos, e dessa vez o fotógrafo é que colaborou mais fortemente com isso. Mas às 18 horas, tudo já estava certo e começando, apesar da tensão da minha mãe (caramba, eu não lembro de tê-la visto assim, apreensiva), e de uma coisa ou outra trocada, como o noivo ser o último a entrar, antes da noiva.

A música que eu selecionei para tocar na minha entrada, "Wild's Theme", do filme Local Hero (executada pelo Mark Knopfler), não tocou. Disse-me o responsável pelo som (reprovado, na minha opinião), que eu entrei rápido demais e não deixei que ele tocasse. Acontece que estava todo mundo com pressa, estavam já incomodando-me, e ele não tocou a música. Entramos, espera... A noiva já está cansada de esperar na porta, dentro do carro, quando ela finalmente adentra o salão, com a dama de companhia, ao som da marcha nupcial tocada por violinos, e todos se pondo de pé ao vê=la.

E a única coisa que passou pela minha cabeça, foi: "Meu Deus, ela está linda!" E estava linda mesmo. Maquiada, cabelo feito, num belo vestido... Quase deixei escorrer uma lágrima de alegria. Mas não sem antes recolhê-la, e ouvir de uma das minhas (futuras) cunhadas, entre os dentes: "Não vai chorar agora, hein?!"

A cerimônia durou no total 55 minutos, mais longa do que achamos que seria. Mas deu (quase) tudo certo: O cântico na benção das alianças, a benção dirigida pelo Major Edgar Chagas (da minha igreja), a pregação do pastor Vladimir, pastor da Cláudia e da igreja batista... Quase tudo deu certo. Depois, festa e uma sessão de fotos interminável, mais de 200 fotos batidas, e o fim de tudo lá pelas 22:30.

Vamos aos fatos curiosos, pitorescos e lembranças agradáveis que tivemos nesse dia:


  1. Vários amigos foram ,e mesmo com a dificuldade de acesso, estiveram lá. O Bob, por exemplo (amigo dos tempos de UFRJ) foi uma cena à parte: Ele chega lá de bermuda e camiseta, com 2 sacolas na mão. E tínhamos acabado de entrar. Ele entra e segue na direção do banheiro, onde foi... Trocar a roupa. Só que ele passou na frente de todos os convidados. Foi uma graça, as irmãs da Cláudia adoraram ele, só falaram nisso. Depois, consegui arrastar ele para a mesa onde estava a fudebada MSXzeira, já que a única pessoa que ele conhecia na festa era o noivo... O Cláudio viria com ele, mas teve um contratempo e não pode vir.
  2. Aliás, fiz questão de casar com o logo do MSX na lapela esquerda. Uma vez MSXzeiro, sempre MSXzeiro.
  3. Amigos da escola vieram também, como o Diego e o Bizarro, ex-alunos do CEI-Quintino, mas deram um jeito de vir, mesmo sem ter condução própria. O que eu pude fazer por eles (e pelo Bob) foi tentar descolar uma carona, que consegui.
  4. Aliás, os amigos da FAETEC salvaram o dia. Na hora do almoço, liga-me a minha madrinha, Daniela, amiga de longa data (quase uma irmã para mim), dizendo que está bem gripada, mal se agüentando em pé. Bem... Vamos para o plano B, e ligo para a coordenadora, aquela que eu vez por outra cito por aqui... E ela acaba aceitando, mas não sem antes me avisar que tinha conseguido uma gravata a ser picotada. O Paulo foi (com a Luciana) ao casamento, e garantiu carona para o Diego e o Bizarro, o que foi muito bom.
  5. Passamos toda a festa fazendo duas coisas: Tirando fotos e cumprimentando pessoas. Segundo o (empolgado e atrasado) fotógrafo, mais de 200 fotos e umas 200 pessoas presentes. Me senti o próprio político, cumprimentando, dizendo "obrigado", dando beijos e abraços.
  6. Alguns amigos da turma do MSX (incluindo um padrinho) resolveram confiar na lógica do GPS, mas erraram o endereço, já que São Gonçalo não segue a lógica. Explico: A numeração de uma rua é crescente ou decrescente, certo? Acontece que em São Gonçalo, ela é caótica: O número 28 da Rua Cardeal Mauri (onde está o salão) não está do lado do número 29. Logo, Google Maps e GPS erram a localização, não por falha deles, mas por erro da rua. E lá vamos nós, orientando via telefone para eles chegarem.
  7. Foi muito bom ver lá amigos que eu imaginava que não iriam, como o Bob, o Diego e o Bizarro, além do Flávio, meu primo que mora em Salvador, e

  8. Alguns não foram por diversos motivos:

    1. O pessoal da empreiteira que estão finalizando a nossa casa (Hércules e Álvaro) não foram por problemas no carro (rompeu-se a correia dentada);
    2. Uma prima do meu pai, médica, foi chamada em cima da hora para trabalhar. No meio das férias.
    3. Uma das minhas madrinhas (Daniela) não pode ir, por motivos de saúde.
    4. Dois amigos do trabalho não apareceram, por motivos ignorados. Acho que foi bichice.
    5. Outras pessoas não vieram por motivos variados, talvez até esquecimento. Viadagem mesmo.

    Quanto à música, não foi a contento: Preparei um CD com 206 músicas em MP3, mas menos de 15% das músicas foram executadas. Levei um discman que toca MP3, para que fosse tocado tudo em modo embaralhado. Mas o responsável acabou colocando o CD no aparelho de DVD, e não colocou no modo embaralhado. Ou seja, não passou da letra C. E depois, o responsável resolveu tocar as músicas que ele queria. Tudo o que não queríamos. Na hora dos DVDs, ele acabou colocando o que ele queria (não o que nós preparamos), mas trocamos a tempo o vídeo para passar os que nós preparamos, e todos divertiram-se com os vídeos que levei e já coloquei no YouTube.

    Finalmente passamos, eu e Cláudia, o resto da festa tirando fotos, e foram mais de 200... Sim, é chato pacas, tira foto segurando mão e tomando champanha, fazendo poses mil para um fotógrafo bem empolgado. Gente, isso cansa. Mas a idéia de fazer a cerimônia às 17 horas mostrou-se acertada. Mesmo com o atraso (não da noiva, mas do fotógrafo), tudo encerrou-se antes das 22:30, com todo mundo comendo bolo, sendo bem servido no buffet, e nós bem cansados, a caminho de Saquarema.

    Ainda gastaram um batom rabiscando o meu carro (ah, Martha...), e os presentes (mais de 20) foram levados pelos meus pais para a (agora) casa deles. E fomos para Saquarema, para a nossa lua-de-mel.

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A nova vida de casado

É gente, eu sou agora um homem casado. Há pouco mais de uma semana, tornei-me mais um da lista de homens encoleirados, fubapas,como queiram chamar. Mas um sujeito feliz, contente por ter tomado a decisão certa. Claro, receber um beijo da esposa enquanto escrevo essas mal-rabiscadas linhas ajuda a fortalecer a opinião.

Como disse no parágrafo anterior, mudei de estado civil, estou em lua-de-mel na Região dos Lagos, e escrevendo esse post a partir do meu notebook. Esse post será salvo no pendrive, e irei fazer o upload a partir de uma LAN-house próximo onde estou, um pequeno apartamento pertencente à tia da minha esposa, na cidade de Saquarema.

Aliás, esposa é um termo que estou me acostumando aos poucos. Maria Cláudia continua sendo minha namorada, mas agora é minha esposa, usa a aliança na mão esquerda, e me chama de "senhor meu marido". Errr... Está bom, essa última frase não ocorre, somente "amorzinho", "lindinha" e outros termos mais simpáticos e menos machistas.

Tem muita coisa que eu quero comentar, do que foi o meu (na verdade nosso) casamento, e como está sendo a lua-de-mel. Afinal, há pouco mais de uma semana, minha vida mudou drasticamente, e até aqui, para melhor.

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