18 janeiro 2008

Minhas impressões sobre a Região dos Lagos: 2a parte

  1. Cabo Frio - A cidade grande da Região dos Lagos. Sim, lá tem de tudo, inclusive tem o que se fazer quando chove, o que é uma carência em cidades litorâneas. Uma das coisas curiosas que vi por lá (além de um caminhão com o letreiro "Mudanças do Pirata"), há uma feira com um verdadeiro "point gastronômico" na beira da praia: De pastéis a sanduíches de picanha, de cachorro-quente (o popular "podrão") a talharim na caixinha (parece até China In A Box). E sim, os camelôs são legalizados, inclusive pagam energia elétrica (um monte de relógios de luz próximos). Mas, voltando à cidade... Cabo Frio é, de todas, a cidade mais bem-preparada para receber turistas. Alguns tipos de passeios de barco (com direito a mergulho), pontos de atendimento ao turista, a própria rua do canal, bonita, bem-tratada e com vários restaurantes (caros)... Cada lancha imensa, vários jet-skis atirando água para cima e desflando pelo canal, que é circundado por mansões chiques (a maioria de empresários, hoje em dia). A Praia do Forte é linda, tirei várias fotos do por-do-sol por lá. Ah, do outro lado do canal tem a Rua dos Biquínis, com umas 100 lojas de roupas de banho (não só biquínis), e o legal é que a travessia pode ser feita de balsa. Tem o que ver em Cabo Frio, vale a pena a visita. Tanto que tivemos lá 3 vezes. Ah, ia esquecendo... Lá tem posto de GNV, inclusive com preços bons.
  2. Arraial do Cabo - De todas as cidades, foi a que eu mais gostei. Pequena, com aquele jeito de cidade do interior, bonitinha e bem-tratada... Pelo menos no centro. Muito vento (não tanto quanto a Praia Rasa, de Búzios, mas muito vento), e um passeio de barcos muito bacana, com praias lindas. Só que Arraial fica numa enseada, e naquele dia ventava muito, logo... O barco bateu muito. Muito mesmo, foram ondas de 2 metros na lateral, Cláudia apavorada, e eu, temeroso, mas mesmo assim mostrando firmeza, tranqüilizando-a. Acho que Arraial é uma cidade ainda mal-preparada para turismo: por exemplo, a entrada para o passeio de barco é no meio do porto de Arraial, cuja principal atividade é... Pesca. Ou seja, passamos no meio dos caixotes de peixe para pegar o barco. Tem muita areia jogada na pista, e cheguei a filmar o vento trazendo-a para o asfalto. Numa conversa com o comandante do barco em que fizemos o passeio, soubemos que Arraial é mais uma cidade da Região dos Lagos em que uma oligarquia política manda, e a cidade pobre (na sua maioria) sofre. Atendimentos médicos são precários, e vez por outra devem recorrer a Cabo Frio. Bairros afastados são manipulados com a promessa de água para obterem o famigerado voto de cabresto. Uma pena.
  3. Búzios - Na boa, Búzios para mim é a Copacabana da Região dos Lagos: Não tem tanta coisa assim que valha a pena ver, já teve dias de mais glória, está cheia de estrangeiros e tudo é mais caro. Só faltou os idosos. Graças à fama, Búzios é a 6a cidade do Brasil em número de turistas, mas mesmo assim tem apenas 25.000 habitantes. E é uma cidade afastada. Muito longe para chegar: De Cabo Frio, pega a estrada, vira a direita numa placa (depois de 30 km), e roda mais uns 10 a 15 km, pelo menos, para chegar no centro de Búzios (ou Armação dos Búzios, para ser mais certinho). Como fomos de tarde, pegamos um congestionamento na entrada e um engarrafamento na saída, já que a cidade não tem ruas suficientemente largas para o fluxo de carros. A Rua das Pedras está cheia de lojas chiques (e caras), que você só vê no Rio de Janeiro (Capital) e em Búzios. Mas é um local simpático. Tem uma estátua da Brigitte Bardot (bancada pelo VISA), e todo mundo tira fotos abraçado à ela. Não consegui ir às praias para banhistas, por falta de tempo. Tem o mais caro de todos os passeios de barco, mas com uma novidade: Direito a máscara e snorkel, para mergulhar e ver os corais. Pudemos pelo menos visitar a Praia Rasa, onde tem um vento BEM forte, e é propícia para windsurf, kitesurf e outros esportes que dependam de água e vento. Cheguei a colocar 2 vídeos no YouTube mostrando isso, olha num post aí embaixo.
Bem, acho que é isso. Vou ver se coloco mais alguns vídeos, como alguns do passeio em Arraial do Cabo, e finalmente postar as fotos no Flickr.

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17 janeiro 2008

Minhas impressões sobre a Região dos Lagos: 1a parte

Continuando a minha pretensa série sobre a Região dos Lagos, que eu não conhecia mas passei a conhecer, resolvi falar um pouquinho sobre o que vi em cada lugar por onde passei. Lá vai:
  1. Saquarema - Tirando o Templo do Rock, uma feirinha simpática de artesanatos, a Igreja de Nossa Senhora de Nazareth (não a igreja, mas a vista de lá de cima) e três praias (Itaúna, do Diabo e da Vila)... Não há muito o que ver por lá. Saquarema é o balneário, onde os turistas vão. Os moradores refugiam-se em Bacaxá, onde há comércio, bancos e mais movimento. A comida é razoavelmente cara (R$ 2,50 por um espetinho!), mas conseguimos achar uma pensão barata (Pensão du Salvador, perto da Prefeitura), onde almoçamos 4 dias em que lá estivemos. Muitas lan-houses (ou lan-botecos, como preferir), hospedagem barata (vimos suítes a R$ 30 a diária), e falta de rodízios de pizza. A vista do alto da igreja é linda. As praias são perigosas e bem geladas. Tem muito funkeiro (para desgosto meu, da Maria Cláudia e do Serguei), e... Só. Não vi grandes investimentos em turismo, o que é uma pena. E como várias cidades pequenas, politiciamente dominadas por uma oligarquia ligada a algum supridor de necessidades (como os carros-pipa).
  2. Araruama - Embora seja maior e mais desenvolvida que Saquarema, Araruama me pareceu uma cidade... Melancólica. Sabe aquela cara de fim-de-festa? Pois é. Tem mais comércio, médicos, e um rodízio de pizza a R$ 9,50, no meio da cidade, na beira da RJ-106. E a Lagoa de Araruama, que só me rendeu algumas fotos. A impressão que dá é que Araruama está em decadência, saiu de moda. Nada de bom para ver, sinceramente.
  3. Iguaba Grande - Mais uma cidade que você passa, não pára. A lagoa proporcionou uma das mais lindas fotos que já bati, a de um por-do-sol exuberante, além da risada de um posto de gasolina... No meio da calçada. Tirando isso, um ponto de observação geológico (interessante para geólogos, não eu) e mais nada. Alguns condomínios bem bacanas, e pousadas cobrando R$ 60 a diária - mas estando a poucos metros da lagoa.
  4. São Pedro da Aldeia - Um pórtico bonito, 4 postos com GNV (finalmente!), sendo apenas 1 no sentido Cabo Frio, e um monte de salinas. E mais nada. Mais uma cidade pela qual passei para ir até o destino, que era Cabo Frio, Arraial do Cabo ou Búzios. Ah, tem a Base Aérea da Marinha lá, com um helicóptero Sea King "estacionado" na beira da estrada. Estrada que, aliás, melhora bastante já em São Pedro, parece que resolveram dar um trato na RJ-140 (que assume o percurso depois do encontro com a Via Lagos). Pelo menos isso. Não paramos nem para comer algo por lá.
Depois falo de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios.

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10 fevereiro 2007

Quem vê cara...

Vou mostrar umas fotos feitas na câmera digital nova para os meus pais, como o passeio que fiz na Ilha Fiscal e no bondinho de Santa Teresa (em breve coloco todas na Internet), e aproveito, mostro as primeiras fotos que fiz com a câmera. Entre elas, essa foto aí do lado. A história é simples: Eu estava na casa do Spy, num domingo de manhã, brincando com a nova câmera. Ele tinha chegado às 5, beldo depois de ter saído para a gandaia, que foi em Moema (e a gente estava em Santana - acho que é longe). Ele foi no banheiro. Acordei, fui brincar com a câmera, ouvi ele no banheiro... Tomei posição e fiquei esperando. Ele saiu, eu bati a foto. A reação dele foi simples: Fala sério.

Dispensável que minha mãe se chocou com a visão aí do lado, e perguntou: "Seu amigo, filho"? "É, mãe. Um amigão". "Ele não usa drogas não"? "Até onde sei, só MSX que vicia ele"... Não, não falei do álcool porque senão pode causar mais celeuma. E acrescentei: "Eu tenho outras fotos em que ele aparece mais normal". É... Quem vê cara...

P.S.: Meu pai viu a foto e riu um bocado: "Caramba, você só tem amigo figura, hein"?

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14 outubro 2006

Counter-Strike ao vivo

Hoje realizei uma vontade que tinha há muitos anos, que era jogar paintball. Não estou lá com muita vontade de ficar explicando o que é, mesmo porque acho que vocês sabem. E o link da Wikipédia está bem esclarecedor.

Acho que foi uma moda que houve, e na época eu não tinha dinheiro. Só fiquei na vontade. Agora, anos depois, abriu uma quadra num shopping aqui em Jacarepaguá, o Top Secret Paintball, e combinamos de ir, o povo do trabalho. De 16 que se manifestaram interessados em ir, só 7 apareceram. Dividimos em duas equipes, e partimos para dentro.

Conclusões a que chego:


  1. Cansa. O treco cansa. Minhas pernas estão cansadas do esforço. Era melhor fazer um aquecimento primeiro.
  2. As armas não tem boa mira. Aliás, não tem mira nenhuma. E são velhas.
  3. Os óculos e a máscara de proteção... Credo. A gente suava em bicas, e a lente toda embaçada. Jogar com óculos (de correção de grau) junto, naquelas máscaras... Impossível.
  4. A quadra é boa, tem 2 carros abandonados lá, muitos obstáculos... Gostei.
  5. Não ficou caro, mas tem locais onde é mais barato. Olha a lista:

    • Kit, composto de colete, máscara, marcador (arma) e carga de 50 bolinhas = R$ 26.
    • Aluguel da roupa = R$ 5.
    • Carga de mais 50 bolinhas = R$ 4.
    • Total: R$ 35.

  6. E se não tivéssemos tantos furos, teríamos um desconto de R$ 3.
  7. Não quis arriscar o pescoço com minha mãe, logo aluguei a roupa. Pior é que ela tinha sido usada, logo estava bem suada e FEDIDA. E eu, entrando nela... É o jeito.

Agora, a diversão... Foi ótima. Saiu dois com tiros na cara, eu estou com um arroxeado no punho direito, e tem gente que ganhou hematomas. Uma das pessoas do grupo (no meu caso, membro da equipe adversária) pegou uma automática escondido (a gente usou semi-automáticas, e combinamos isso), logo era uma chuva de balas sobre a gente. Mas conseguimos pegar a bandeira uma vez. Eu me enrolei todo, derrubei obstáculos, mas fiz bem o meu papel. Espero poder jogar de novo em breve - já fui perguntar a são Google sobre informações a respeito, inclusive comprar a munição e levarmos, deve ficar mais barato.

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