02 janeiro 2010

E como voltamos da Costa Verde?

Como todos estão vendo, Angra dos Reis foi arrasada pela chuva: na Ilha Grande, um deslizamento matou dezenas de pessoas. Na cidade, outro deslizamento também matou outro tanto, e falam já em 50 ou mais vítimas. Assustador. Conforme eu relatei num post anterior, choveu no dia 30, 31 todo e ainda um pouco no dia 1/1. Não foi uma chuva fortíssima, mas foi constante e intensa. E com isso, ficamos ilhados no bairro do Perequê, onde minha cunhada e seu esposo moram.
Dia 31 ficamos dentro de casa o dia todo, o que é chato: Nada para fazer. Eu arrumei o que fazer, e tive atividade para todo o dia - edição de áudio, depois eu explico por quê. Mas queríamos passear, e a chuva impediu. Amanheceu o dia 1, compramos pão, café, televisão... E a água acabou. Que ironia, choveu tanto, e agora sem água na casa. Parece que as barragens foram fechadas, para não entupir as tubulações com folhas, barro e galhos. De qualquer forma, acabou a água e isso acaba deixando qualquer um mais desconfortável. Vamos tentar passear numa praia, já que o passeio de escuna já tinha ido para o saco. Na saída do bairro para a rodovia (BR-101), tudo alagado: A 3 quarteirões da casa da minha cunhada, a água estava chegando a meio metro, batendo no meio da porta de um Fusca, e bicicletas aro 26 com água no meio da roda. Sim, pegaram botes para tirar pessoas de casas alagadas naquele trecho.
Logo, mais um dia perdido, e conversei com a Cláudia sobre antecipar a volta para casa (ao invés de sábado de manhã, sexta de tarde), e depois, no meio do mês, a gente volta e passa um final de semana e faz os passeios que não conseguimos fazer. Ela relutou, mas topou. Arrumamos tudo, despedimo-nos, mas antes o esposo da minha cunhada foi ver qual era a saída para a rodovia com menos água. Ele fez algumas fotos (que infelizmente não fiz cópia), me indicou o caminho, e dali fomos embora.
Segui em frente, virei à direita 2 quarteirões depois... E lá vem água, no meio do pneu do carro. Respirei fundo, acelerei o motor... E enfiei o meu 306 na água. Como disse à Cláudia: "Eu nunca fiquei preso numa enchente, e essa não será a primeira!" Passamos rápido, mas com água batendo no fundo, aproveitando as ondas que os carros da frente faziam, e dei graças a Deus pela ponta do escapamento do meu carro ser virado para baixo (nota mental: no próximo carro, colocar uma ponteira direcionando para baixo). Passei um quebra-molas... E escapamos da enchente.
Seguimos para o Rio, e vimos várias quedas de barreira. Algumas tomaram parte da pista, fazendo com que o tráfego tivesse o fluxo reduzido. Em um trecho, desceu parte do acostamento. Tentei visitar a Vila Residencial de Praia Brava, próxima às usinas de Angra 1, 2 e 3 (por uma questão de nostalgia), mas não tinha mais fichas para visitantes. Paciência, fica para a próxima.
Quando chegamos em Angra, o trânsito parou. Pelo que soubemos, a pior queda de barreira foi no bairro de Sapinhatuba (sim, é esse o nome), que tomou quase toda a pista. O trânsito parou, e por 20 minutos fiquei lá, pensando na vida. Depois de uma discussão sobre o problema com a Cláudia, resolvi tentar uma aposta arriscada: Dar a volta.
Explico: Quando tracei a rota para a casa da minha cunhada via Google Maps, descobri que havia um caminho para lá pegando a Dutra e uma rodovia estadual que eu nunca tinha ouvido falar, a RJ-155. Era mais longo (45 km), mas ia pela Dutra e de lá entrava para a Costa Verde. Claro que fui pela Rio-Santos, mas na volta... Vamos tentar essa opção.
Foi um sufoco voltar para a rodovia Rio-Santos: Tentei escapar por dentro de Angra, mas parte da cidade está bloqueada pela lama e deslizamentos. O GPS do celular apontou o caminho certo, mas ele não sabia da tragédia. Portanto, depois de perder tempo rodopiando, voltei para o mesmo ponto onde estava, e consegui voltar. Seguimos 13 km pela Rio-Santos, e entrei na RJ-155, seguindo a rota alternativa traçada pelo GPS do celular (o Sygic Mobile).
A estrada está com asfalto tinindo de novo, bem cuidado. Tem acostamento, pequeno mas tem. E passa dentro das cidades de Lídice, Rio Claro e termina em Barra Mansa, daonde pegaríamos a BR-116 (Rod. Pres. Dutra). Só que a estrada é estreita (mão dupla, uma faixa de cada lado), e muitas curvas. (Quase) todos que seguiram nela, resolveram ser sossegados e não ficar cortando a torto e a direito. Portanto, foi razoavelmente tranquilo o percurso, embora houvesse muita subida, e depois, muita descida. Detalhe foi a passagem por 4 túneis escavados na pedra, com calçamento de paralelepípedos. Pena que não fotografei. O GPS ainda mandou entrar por dentro de Volta Redonda, para pegar a Dutra lá na frente, mas preferi ser mais comedido no percurso, e saí na Dutra "lá em cima", em Barra Mansa mesmo.
De lá, segui em frente, pé embaixo. Passei a Serra das Araras (que agora tem CINCO radares de 40 km/h, viva), paguei o pedágio em Seropédica (R$ 8,80!), coloquei GNV (finalmente!) em Queimados, e chegamos em casa às 21hs, 5 hs depois de termos saído da casa da irmã da Cláudia. Quando ligamos de volta, ficamos sabendo que a água tinha baixado, e estava voltando a água para a torneira, mas ainda muito fraca. Paciência, voltaremos lá quando o tempo melhorar, acredito eu que em janeiro. Mas conseguimos escapar, mesmo gastando mais combustível e rodando mais. Melhor do que ficar preso no congestionamento.
PS: Cobertura de celular da Tim na Costa Verde FAIL. Tive diversos problemas de ligação. Acesso 3G então, longe disso. No máximo EDGE em alguns pontos, e ainda consegui fazer alguma coisa na Net, mas quase nada.
PS 2: Meu pai lembra de uma mega-chuva que caiu por lá há uns 20, 25 anos, que o Laboratório de Radioecologia de Furnas (na época, Angra 1 não era da Eletronuclear) foi arrastado INTEIRO para dentro do mar. A força do lamaçal foi tão grande que parte da Rio-Santos foi destruída, assim como o laboratório, uma marina no lado oposto, e até alguns barcos afundaram. Ele lembra pois trabalhou desenvolvendo programas para esse laboratório, no tempo em que ele era "furneiro".

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31 dezembro 2009

Fim de ano na Costa Verde

... e mais uma vez esse blog ficou abandonado. Dessa vez, mais de 2 meses. Mas nada de ficar choramingando e apresentando desculpas. Vamos em frente.

O ano fecha, e eu e Cláudia estamos na casa da minha cunhada, em Mambucaba, quase no fim de Angra dos Reis. O esposo dela trabalha na Capitania dos Portos de Paraty, e nos convidou a passar o fim de ano aqui, e aqui chegamos.

Algumas conclusões rápidas:
  • Eu esperava que a Rodovia Rio-Santos estivesse com o asfalto estivesse pior, mas está até razoável.
  • Em compensação, ela está pessimamente sinalizada: voltar de noite é um caso sério. O GPS ajudou muito, ao apontar as curvas. Mesmo assim, Cláudia estava quase em pânico ao meu lado.
  • Paraty é muito bacana, tirei muitas fotos no centro histórico. Muitas curiosidades, como a casa que pertence à família do Roberto Marinho; a casa com abacaxis de louça na fachada; a livraria e cafeteria com uma TV LCD na parede; a água que sobe na subida da mar e invade as ruas. Aliás, os prédios tem um palmo de altura, justamente para evitar que a água invadisse as casas.
  • O chato é que choveu muito hoje, 30/12. Logo, atrasou tudo, e passamos parte do dia aqui, "ilhados" dentro de casa.
  • Ontem fomos a um churrasco da Marinha, numa praia que não sei o nome. Lá, comemos muito, bebemos muito refrigerante, ainda participamos de bingo (só participamos), e tiramos muitas fotos.
  • Hoje fomos ä Ilha dos Pelados (não, não é uma praia de naturismo), de carona num barco, curtimos tudo, tiramos foto... E tomamos muita chuva, inclusive na volta.
Amanhã irei matar as saudades da Vila Residencial de Praia Brava (que hoje em dia pertence à Eletronuclear, assim como as usinas de Angra 1, 2 e 3), rever a Vila de Mambucaba, e talvez ir a Paraty. O Teatro de Bonecos (que iríamos hoje) deverá ter a nossa presença na 6a-feira. Além disso, um passeio de escuna em Angra pode acontecer até sábado, quando deveremos voltar ao Rio.

Está sendo bem divertido o passeio: A irmã da Cláudia e seu esposo são muito hospitaleiros, e conhecem muito o que fazer por aqui. O acesso à Internet aqui é limitado, estou acessando numa conexão EDGE que o meu celular está distribuindo, via Joikuspot, o que é LENTO. Mas ainda dá para acessar.

Depois continuo tentando recobrar o tempo perdido, e falar aqui do que passei nos últimos meses sem contar aqui.

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Jaú 2009 - o que aconteceu na ida

Essa história foi contada pela MSXBR-L, mas reproduzo aqui o que passamos na ida até Jaú, no final de outubro de 2009. Lá vai:

  1. A preparação - Combinamos ir na 6a de tarde, nos vôos de 15:10 e 16:40 da Gol, até Campinas. De lá, pegaríamos um carro alugado e iríamos até Jaú. O povo do Rio que iria comigo (Marcio Lima, Dr. Venom, minha esposa, Maria Cláudia e o Marcus), pegaria em casa e levaria até o aeroporto, fazendo o inverso na volta. Meu carro ficaria no estacionamento do aeroporto, e assim era bom para todo mundo: Uma corrida de táxi até o Galeão é muito cara. Tudo planejado... Vamos ao que interessa.
  2. A partida - Saio de casa ãs 13 hs junto com a Cláudia, passo na casa dos meus pais, converso um pouco, entrego umas coisas... Saímos de lá meia-hora depois. Ligo para o Dr. Venom, que está pronto mas o Márcio Lima nem tinha chegado na casa dele. Nota: Combinamos com o Márcio para que ele fosse até a casa do Venom para irmos todos juntos. Conclusão: Pela primeira vez na vida, fiquei irritado com o Márcio. Mas depois ele explicou o que aconteceu, entendi o que levou-o ao atraso. Bem, peguei o Venom 1o, passei na casa do Marcio em 2o, levo todo mundo no aeroporto, saio, pego o Marcus e volto para o aeroporto. Esse era o plano B. Faço isso, vou pela Penha, Vista Alegre... Subo o viaduto, pego a Dutra e caio na Linha Vermelha. Um acidente dos feios no sentido contrário. O trânsito anda, uma blitz, anda mais um pouco, congestiona... Anda e pára. 50 minutos para fazer um percurso de 10, o Rio de Janeiro deu um nó como eu nunca tinha visto. 1o erro: Essa contingência não foi prevista. Na próxima vez, na véspera de um feriado, sairemos com mais algumas horas de antecedëncia. Larguei o Marcio na UFRJ junto com o Venom, e eles tomaram um táxi para tentar pegaro avião. Volto para tentar pegar o Marcus, mas no meio do caminho, Cláudia me desaconselha, liga para ele e pede para que ele tome um táxi. Retorno para o aeroporto, pegando um trânsito infernal.
  3. Avião perdido - Chegamos no estacionamento às 16:18, Márcio e Venom ajudam-nos a pegar toda a bagagem... Mas não conseguimos embarcar. Marcio não tinha conseguido äs 15:10, remarcou (e pagou R$ 90), e não conseguiu embarcar de novo. Vamos lá reclamar, tentar embarcar, ver se há alguma chance... Neca. O jeito é colocar o nome na lista de espera, e tentar o próximo vôo, às 21:05. Procuro o stand da locadora, me passam o telefone da central, e consigo remarcar o carro das 18:30 para as 22:30. Quem sabe conseguiríamos embarcar? 20:35 chega, e temos a triste notícia de que não há desistências no vôo para Campinas. A Gol foi intransigente por causa do engarrafamento, e muitos dos seus passageiros chegaram atrasado. Eles foram cobrindo os "buracos" de passageiros que faltaram remarcando passagens para mais tarde (e ganhando dinheiro com isso). As opções são:
    • Tentar uma lista de espera para o vôo de sábado, às 7:30, mas é uma loteria.
    • Cancelar a passagem de ida e tentar reaver o dinheiro.
    • Tentar pegar o vôo de sábado de noite, mas o custo era proibitivo (R$ 600, em média). Inviável.

    E aí vem outras notícias desagradáveis:

    • Pelo tipo da passagem, a Gol só reembolsaria 30%. Ou seja, apenas R$ 43 do pacote ida+volta.
    • A volta era perdida: Se você não foi, você não volta.
    • No caso do Marcio, os R$ 90 foram perdidos. Foi menos pior porque um funcionário o isentou de nova taxa de remarcação de passagem.

    E lá vamos nós para o guichê da Gol tentar recuperar algo. Cláudia e o Venom estavam exaltados, reclamando muito, falando alto e inclusive atraindo a atenção - até dos seguranças da INFRAERO. Depois de uma funcionária irritadinha (que nos repassou a um outro, mais calmo), cancelamos as passagens (as minhas 3 e a do Marcus), tendo um reembolso chinfrim e muito tempo perdido. Esse mesmo funcionário, vale notar, concordou com o Márcio, quando ele explicou a sua história (a passagem dele ficou em aberto, ele não foi ressarcido em nada), e ele perguntou se isso era justo. O funcionário respondeu, entre os dentes: "Não, não é justo, senhor".

    2o erro: Empresas aéreas são mais mercenárias do que parecem. Leia todo o contrato, se você faz tudo do jeito deles, é ótimo. Se foge um milímetro... Você perde feio.

    Constatação 1: Faça o check-in assim que possível, e antes de chegar no aeroporto. Isso garante o teu assento.

    Com o cancelamento da Gol, perdemos o direito à locação do carro pela Unidas, já que estavam "casados". Também não era possível transferir a locação para a passagem do Marcio, já que a passagem dele ficou em aberto. Cancelei a reserva, eram 22 horas e nada. O povo que já tinha chegado (Rogério Belarmino, Giovanni Nunes e Ricardo Oazem) ligando preocupados... E a gente ainda preso no Rio.

  4. Vamos a Jaú, nem que seja a pé - Todo mundo cansado, irritado, tenso... E começam as manifestações de desistência. Todos, sem exceção, fraquejaram. Todos pensaram seriamente em ficar em casa, fazer um encontro por aqui, não irem a Jaú e economizar o dinheiro que ainda seria gasto. Como não tinha mais passagem de avião, o jeito era tentar ir de ônibus até Campinas (ou São Paulo), e de lá arrumar uma maneira de chegar. Ligo para o Daniel Caetano, que não pode atender (ele estava dando aula). Ligo para o Rigues, e explico a situação, pergunto se podemos ir seguindo o Daniel mais ele mais Elaine mais Gabriel. Sem problema, ele sairia da Vila Madalena às 9:30 de sábado. Voltamos ao carro, pensando em ir à Rodoviária, tentar uma passagem para irmos, ver no que dá... Quando chegamos no estacionamento, e vemos algo incrível. Eu confesso que vi nisso um sinal divino, de que deveríamos ir: Um carro japonês (um Honda), com uma placa do Espírito Santo, cujas 3 primeiras letras eram: M, S, X.

    Sim, MSX. E o carro era japonês. Eu nunca tinha visto um carro no Rio com essa placa. O Tabajara já tinha me contado de placas MSX no Espírito Santo, Cláudia disse-me que viu um certa vez... Mas eu nunca vi um com essa placa. E esse carro estava estacionado do lado do meu carro. para mim, isso foi como uma mensagem de Deus dizendo: "Vai que vai dar certo!"

    Constatação 2: Deus é MSXzeiro.

    Animei-me, e tratei de animar os outros (que fotografaram a placa). Saímos, os 5 mais malas mais tralha dentro do meu Peugeot 306 (a "Kombi de frete") rumo ä Rodoviária. Acho que nem na mudança ele levou tanto peso assim.

  5. Finalmente, a caminho - Chegamos na Novo Rio às 23:25, estacionamos o carro mas não o descarregamos: Vamos esperar comprar as passagens, e vamos para Campinas ou São Paulo. Aliás, Campinas era considerado perdido: Não daria tempo de pegar um ônibus para lá, e Sampa tem muito mais opções, quase um atrás do outro. Vamos tentar...Saímos do Edifício-Garagem para o saguão, todo reformado (o Marcio ficou abismado com o que viu, e realmente, a Novo Rio melhorou 1000%), e vamos tentar passagens. Na 1001 temos passagem para as 2:00, mas é um convencional com ar, o que é horrível para quem é alto que nem eu. Bem, vamos ver na Itapemirim. Qdo estamos na fila, surge um rapaz me oferecendo 5 passagens para São Paulo, com o ônibus saindo daqui a... 10 minutos. "Acho que Deus quer que nós vamos mesmo", pensei. Jogo a chave do carro nas mãos do Márcio, e ele, Venom e o Marcus saem correndo para descarregar o meu Peugeot, e voltam com todas as malas e coisas que estávamos levando. Enquanto isso, vou verificar a veracidade da passagem (era quente), o preço (era o de tabela), e sigo até um caixa eletrônico para pegar dinheiro e pagar o rapaz. Nota: Esse rapaz é um atravessador de Vale Transporte e RioCard, que compra passagens com esses vales e revende na fila, pelo preço de tabela. Assim, ele tem lucro, troca o VT por dinheiro e a gente resolve nosso problema. Marcus paga parte do dinheiro, Venom fornece o resto, e eu pego algum no caixa eletrônico para completar. Compramos as passagens, agora precisamos embarcar. Corremos até o embarque, conseguimos passar... Saímos do Rio em direção a São Paulo às 0:10 de sábado, num ônibus Double Class da 1001. Previsão de chegada, 6 horas. Finalmente estamos a caminho.
  6. Em São Paulo... Dormir em ônibus é uma droga, principalmente comigo, pois sou grande (1,95m), e mesmo o apoio das pernas do executivo não ajuda muito. Piora quando a Cláudia se remexe toda e quer reclinar-se sobre mim. Ela demora a se ajeitar para dormir. Mas isso pode ser ainda pior. E piora: o Venom ronca. Justiça seja feita, ele está roncando mais agudo, o que deve ser devido a 25 kg perdidos no caminho de uma dieta que ainda não acabou. Mesmo assim, dormi MUITO mal, tendo um pouco de sossego na última meia-hora de percurso. Chegamos ao Tietê, e vamos atrás de um carro para alugar, e passagens para voltar. Vamos no stand da Localiza, e o preço não nos agrada. Vamos até uma lan-house, no 2o piso do Tietê, e depois de muito futucar (e pagar uma grana preta para usar a Internet), descobrimos que:
    • A maioria das locadoras não tem carro para alugar. Tentamos a LocarAlpha, a Hertz, a Avis, a Unidas... Sem sucesso.
    • A TAM tem um vôo voltando de Campinas para o Rio, às 14:02, a R$ 63.

    O jeito é tentar o stand da Localiza de novo. Conversamos com a atendente, que se comove com a nossa história, e nos dá um desconto: Pelo preço de um carro básico, categoria A (Palio 1.0 básico), alugamos um modelo categoria B, econômico (Palio 1.0 Fire, 4 portas, ar, vidro e travas elétricas). Subo, pego o carro, peço a Deus que continue conosco, desço com ele e vamos arrumar a bagagem e as pessoas lá dentro. Márcio acha uma avaria na lateral, chama o funcionário da Localiza para confirmar... E lotamos o carro. Faço todo mundo colocar o cinto de segurança (inclusive o abdominal, para o passageiro do meio). A coisa ficou tão apertada que eu tive que descer e fechar as portas traseiras: Eles não conseguiam fechar, não dava para puxar a porta.

  7. Vamos para a estrada, rumo a Jaú. Joguei todas as fichas que restaram no GPS do celular, que funcionou muito bem: Pegou o sinal rapidamente, e tracei uma rota até o Hotel Jardim, onde ficaríamos hospedados. Antes, pedi ao Giovanni para avisar do nosso atraso, e que eles adiassem nossa reserva para sábado, ao invés de sexta. Seguimos em frente, e o GPS fez seu papel em nos tirar de São Paulo até a Rodovia Bandeirantes... Mas o Giovanni nos sugeriu seguir a Bandeirantes de São Paulo até Cordeirópolis, e não pegar a Via Anhanguera sob hipótese alguma. Embora tivéssemos 2 pedágios até Campinas e mais 4 pedágios até Jaú, o limite de velocidade é maior (120 km/h), o tráfego é menor, e com isso seria mais rápida a viagem. Ligamos o ar, trancamos tudo, pedi a Deus mais uma vez a Sua proteção e seguimos em frente. Surpreendi-me com o motor Fire do Palio ao longo da viagem: Embora fosse um motor 1.0 e mesmo com 5 pessoas dentro, malas e tralha, houve momentos de andarmos a 140 km/h, s/ esforço. Gostei. Rigues me liga, explico que seguimos em frente, e que nos veríamos em Jaú. Ele nos deseja boa viagem. Continuamos em frente, pé embaixo, falando abobrinha, mas ainda muito focados, e querendo chegar de qualquer maneira em Jaú. Quando, de repente... Um policial surge no meio da pista, sinalizando para pararmos no acostamento. "Agora ferrou, o que ele vai encrencar?" pensei. Era um policial rodoviário estadual (acho). Ele faz um grande percurso, até o carro. Quando chega, dá uma volta no veículo, olha tudo, pede os documentos (carteira de motorista e documentos do carro), olha tudo... E dispara:
    "- Tem passageiro aí atrás sem cinto de segurança."
    "- Não mesmo, todos estão usando cinto de segurança, isso eu tenho certeza!" respondi. E peço ao Marcio para mostrar o cinto abdominal.

    O guarda, a contragosto, comenta que os passageiros de trás com cinto de três pontos, do jeito que estão, numa freada iriam se machucar feio. Mando os 2 (Venom e Marcus) se ajeitarem no banco e pergunto: "Tudo certo, policial?" Ele entrega os documentos e libera-nos. Ficou sem o cafezinho dele, dessa vez. Fica para a próxima.

  8. Sim, chegamos - Saímos em Cordeirópolis, pegamos a Rodovia Washington Luís e seguimos até a saída 206B, como quem vai para São Carlos. Antes, em Rio Claro, paramos para ir ao banheiro e beber algo. Começo a sentir dor de cabeça, creio eu que por causa de cansaço. Não como nada, pegamos o carro e continuamos em frente. Pegamos a SP-225, que é quase toda em linha reta. A dor de cabeça aumenta, o cansaço aperta... Nisso, parte dos passageiros no banco de trás dormiram e acordaram, e Cláudia vai puxando papo, para me deixar acordado. Às 12:30 de sábado, finalmente demos entrada no Hotel Jardim, depois de tantas aventuras e cansaço. A nossa reserva tinha sido cancelada, mas felizmente tinha quarto disponível. Para o povo do quarto triplo, só o mais caro estava disponível (diária de R$ 135), e justamente não condizia com o custo do quarto (muitos mosquitos no teto do banheiro, por exemplo). No meu caso, fiquei com a Cláudia num quarto de casal (diária de R$ 91), muito bom, por sinal.

    Qto ao resto, e à volta, fica para depois.

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08 novembro 2008

Ida a São Paulo: A Santa Ifigênia

Se você é leitor antigo dessa joça aqui, sabe que eu sustento, junto com outro fudeba, um blog para falar de locais interessantes para comprar gadgets: Camelódromo da Uruguaiana (RJ), Feira dos Importados (DF), Santa Ifigênia (SP), entre outros lugares. É o Uruguaiana é Punk, que vale a olhadela. Pois então, postei um relato sobre a visita à padroeira de todos os nerds e gadgetzófilos de plantão. Se quiser ler... Clique aqui.


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12 outubro 2008

CONISLI, aí vou eu!

Quem diria, no próximo final de semana estarei em São Paulo, palestrando em um congresso de software livre! Pois é... A história é a seguinte: Teremos a Latinoware em Foz do Iguaçu no fim do mês, e cheguei a pensar em ir, aproveitando a caravana que será montada pela FAETEC para levar quem vai participar da Olimpíada de Algoritmos Hostnet. Só que:

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  • São 1532 km de distância, da minha casa até lá. O Google Maps aponta pouco mais de 18 horas, logo bota no mínimo 20 horas de viagem de ônibus.
  • Será uma quinta, sexta e sábado (30, 31/10 e 1/11). Isso significa sair daqui na quarta de manhã (29/10), e voltar na madrugada de segundaa (3/11). Conseguir a liberação com um dos meus empregadores é fácil, mas os outros dois... Fica complicado.
  • A condução é por conta da usina Itaipu Binacional, mas a hospedagem e alimentação é toda por minha conta.
  • Eu iria de "babá de aborrecente", e nada de ver as palestras, que são o que realmente vale.
  • Ir a Foz do Iguaçu significa ir a 3 lugares: Parque Nacional do Iguaçu, Ciudad del Leste e a usina propriamente dita. Em 3 dias, não dá.
  • Passagem de avião? R$ 1016, ida e volta por cabeça, fora taxa de embarque. Esquece, caro demais.
Logo, desisti antes mesmo de começar a me animar. Mas queria ir a um evento de SL, procurei... CONISLI, num final de semana em São Paulo. É bem mais perto (6 horas de viagem), num fim de semana (vai e volta), e dá para matar as saudades da fudebada MSXzeira paulistana, uma das poucas coisas boas que vejo naquela cidade esfumaçada e feia.

Animei-me a ir, conversei com a metade mais mentalmente sã do meu relacionamento (minha esposa), e ela gostou da idéia. Pensou a mesma coisa que eu? Sim, 25 de Março, Brás, etc. Falei com um amigo do trabalho, que usa Linux, ele se animou a ir com a esposa... Mas depois desanimou, disse que tinha que trocar a caixa d'água da casa dele (quem manda comprar casa velha), e não vai. Bem, pensávamos em rachar acomodações para baratear custos... Não rolou. O jeito é arrumar alguém mais para ir.

Bem, isso não é exatamente um problema quando a família da Cláudia é composta basicamente de jovens mulheres doidas por uma promoção: Numa conversa rápida, a outra irmã e uma prima se animaram a ir. Mas um concurso e a falta de dinheiro impediram duas delas, e só uma cunhada irá nos acompanhar a São Paulo.

Conversando com o Spy sobre o CONISLI, ele sugeriu pagar a inscrição na hora, e tive um estalo: Por que não mandar uma palestra para lá? "Assim entro de graça", pensei. Tramei alguns assuntos, e submeti duas:
  1. Uma foi sobre o uso do Linux na escola onde trabalho, tudo o que criamos, fizemos e desenvolvemos para conseguir marcas como reinstalar 130 computadores por imagem em 5 horas, e coisas do tipo. Também das dificuldades, as barreiras causadas pelos colegas de trabalho (a última é que querem tirar o MySQL e o Oracle, e colocar M$ SQL Server - nem por cima do meu cadáver)... Em resumo, empenhei quase que a tarde toda do último dia de submissão de palestras.
  2. A outra foi uma palestra que dei na Semana de TeleInfo, na escola, sobre Linux em sistemas embarcados, que foi uma introdução ao assunto. Mandei exatamente a mesma que eu tinha usado na escola.
Adivinhem qual foi aceita? Acertou quem disse a segunda. Logo, às 9 da manhã do próximo domingo, na FIAP, irei enrolar 75 minutos sobre sistemas embarcados e Linux, já me preparando para eventuais perguntas cascudas que não saberei responder.

Logo, estarei por 3 dias nessa cidade esfumaçada e feia, mas que sempre me acolhe bem. Irei visitar a padroeira (esperem atualizações no Uruguaiana é Punk), resolver uma pendência com a ABUB (uma doação, na verdade) e principalmente rever os amigos fudebas MSXzeiros para um refrigerante (brejas por conta deles) e praticar o antigo esporte bretão: Bater papo.

Como não terei como ir a Jaú esse ano, vou fazer dessa ida a Sampa o "meu encontro de Jaú". Não teremos MSX, mas teremos MSXzeiros, o que é algo que une a macacada. Quem estiver em SP e ler esse post, manifeste-se. Vamos bater um papo e tomar algo.

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18 janeiro 2008

Minhas impressões sobre a Região dos Lagos: 2a parte

  1. Cabo Frio - A cidade grande da Região dos Lagos. Sim, lá tem de tudo, inclusive tem o que se fazer quando chove, o que é uma carência em cidades litorâneas. Uma das coisas curiosas que vi por lá (além de um caminhão com o letreiro "Mudanças do Pirata"), há uma feira com um verdadeiro "point gastronômico" na beira da praia: De pastéis a sanduíches de picanha, de cachorro-quente (o popular "podrão") a talharim na caixinha (parece até China In A Box). E sim, os camelôs são legalizados, inclusive pagam energia elétrica (um monte de relógios de luz próximos). Mas, voltando à cidade... Cabo Frio é, de todas, a cidade mais bem-preparada para receber turistas. Alguns tipos de passeios de barco (com direito a mergulho), pontos de atendimento ao turista, a própria rua do canal, bonita, bem-tratada e com vários restaurantes (caros)... Cada lancha imensa, vários jet-skis atirando água para cima e desflando pelo canal, que é circundado por mansões chiques (a maioria de empresários, hoje em dia). A Praia do Forte é linda, tirei várias fotos do por-do-sol por lá. Ah, do outro lado do canal tem a Rua dos Biquínis, com umas 100 lojas de roupas de banho (não só biquínis), e o legal é que a travessia pode ser feita de balsa. Tem o que ver em Cabo Frio, vale a pena a visita. Tanto que tivemos lá 3 vezes. Ah, ia esquecendo... Lá tem posto de GNV, inclusive com preços bons.
  2. Arraial do Cabo - De todas as cidades, foi a que eu mais gostei. Pequena, com aquele jeito de cidade do interior, bonitinha e bem-tratada... Pelo menos no centro. Muito vento (não tanto quanto a Praia Rasa, de Búzios, mas muito vento), e um passeio de barcos muito bacana, com praias lindas. Só que Arraial fica numa enseada, e naquele dia ventava muito, logo... O barco bateu muito. Muito mesmo, foram ondas de 2 metros na lateral, Cláudia apavorada, e eu, temeroso, mas mesmo assim mostrando firmeza, tranqüilizando-a. Acho que Arraial é uma cidade ainda mal-preparada para turismo: por exemplo, a entrada para o passeio de barco é no meio do porto de Arraial, cuja principal atividade é... Pesca. Ou seja, passamos no meio dos caixotes de peixe para pegar o barco. Tem muita areia jogada na pista, e cheguei a filmar o vento trazendo-a para o asfalto. Numa conversa com o comandante do barco em que fizemos o passeio, soubemos que Arraial é mais uma cidade da Região dos Lagos em que uma oligarquia política manda, e a cidade pobre (na sua maioria) sofre. Atendimentos médicos são precários, e vez por outra devem recorrer a Cabo Frio. Bairros afastados são manipulados com a promessa de água para obterem o famigerado voto de cabresto. Uma pena.
  3. Búzios - Na boa, Búzios para mim é a Copacabana da Região dos Lagos: Não tem tanta coisa assim que valha a pena ver, já teve dias de mais glória, está cheia de estrangeiros e tudo é mais caro. Só faltou os idosos. Graças à fama, Búzios é a 6a cidade do Brasil em número de turistas, mas mesmo assim tem apenas 25.000 habitantes. E é uma cidade afastada. Muito longe para chegar: De Cabo Frio, pega a estrada, vira a direita numa placa (depois de 30 km), e roda mais uns 10 a 15 km, pelo menos, para chegar no centro de Búzios (ou Armação dos Búzios, para ser mais certinho). Como fomos de tarde, pegamos um congestionamento na entrada e um engarrafamento na saída, já que a cidade não tem ruas suficientemente largas para o fluxo de carros. A Rua das Pedras está cheia de lojas chiques (e caras), que você só vê no Rio de Janeiro (Capital) e em Búzios. Mas é um local simpático. Tem uma estátua da Brigitte Bardot (bancada pelo VISA), e todo mundo tira fotos abraçado à ela. Não consegui ir às praias para banhistas, por falta de tempo. Tem o mais caro de todos os passeios de barco, mas com uma novidade: Direito a máscara e snorkel, para mergulhar e ver os corais. Pudemos pelo menos visitar a Praia Rasa, onde tem um vento BEM forte, e é propícia para windsurf, kitesurf e outros esportes que dependam de água e vento. Cheguei a colocar 2 vídeos no YouTube mostrando isso, olha num post aí embaixo.
Bem, acho que é isso. Vou ver se coloco mais alguns vídeos, como alguns do passeio em Arraial do Cabo, e finalmente postar as fotos no Flickr.

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17 janeiro 2008

Minhas impressões sobre a Região dos Lagos: 1a parte

Continuando a minha pretensa série sobre a Região dos Lagos, que eu não conhecia mas passei a conhecer, resolvi falar um pouquinho sobre o que vi em cada lugar por onde passei. Lá vai:
  1. Saquarema - Tirando o Templo do Rock, uma feirinha simpática de artesanatos, a Igreja de Nossa Senhora de Nazareth (não a igreja, mas a vista de lá de cima) e três praias (Itaúna, do Diabo e da Vila)... Não há muito o que ver por lá. Saquarema é o balneário, onde os turistas vão. Os moradores refugiam-se em Bacaxá, onde há comércio, bancos e mais movimento. A comida é razoavelmente cara (R$ 2,50 por um espetinho!), mas conseguimos achar uma pensão barata (Pensão du Salvador, perto da Prefeitura), onde almoçamos 4 dias em que lá estivemos. Muitas lan-houses (ou lan-botecos, como preferir), hospedagem barata (vimos suítes a R$ 30 a diária), e falta de rodízios de pizza. A vista do alto da igreja é linda. As praias são perigosas e bem geladas. Tem muito funkeiro (para desgosto meu, da Maria Cláudia e do Serguei), e... Só. Não vi grandes investimentos em turismo, o que é uma pena. E como várias cidades pequenas, politiciamente dominadas por uma oligarquia ligada a algum supridor de necessidades (como os carros-pipa).
  2. Araruama - Embora seja maior e mais desenvolvida que Saquarema, Araruama me pareceu uma cidade... Melancólica. Sabe aquela cara de fim-de-festa? Pois é. Tem mais comércio, médicos, e um rodízio de pizza a R$ 9,50, no meio da cidade, na beira da RJ-106. E a Lagoa de Araruama, que só me rendeu algumas fotos. A impressão que dá é que Araruama está em decadência, saiu de moda. Nada de bom para ver, sinceramente.
  3. Iguaba Grande - Mais uma cidade que você passa, não pára. A lagoa proporcionou uma das mais lindas fotos que já bati, a de um por-do-sol exuberante, além da risada de um posto de gasolina... No meio da calçada. Tirando isso, um ponto de observação geológico (interessante para geólogos, não eu) e mais nada. Alguns condomínios bem bacanas, e pousadas cobrando R$ 60 a diária - mas estando a poucos metros da lagoa.
  4. São Pedro da Aldeia - Um pórtico bonito, 4 postos com GNV (finalmente!), sendo apenas 1 no sentido Cabo Frio, e um monte de salinas. E mais nada. Mais uma cidade pela qual passei para ir até o destino, que era Cabo Frio, Arraial do Cabo ou Búzios. Ah, tem a Base Aérea da Marinha lá, com um helicóptero Sea King "estacionado" na beira da estrada. Estrada que, aliás, melhora bastante já em São Pedro, parece que resolveram dar um trato na RJ-140 (que assume o percurso depois do encontro com a Via Lagos). Pelo menos isso. Não paramos nem para comer algo por lá.
Depois falo de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios.

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04 dezembro 2007

A volta de Jaú

Faz um tempão, mas eu resolvi aproveitar enquanto tento cancelar a minha conta no Terra via chat para contar como foi a volta de Jaú, que eu não falei.

Anteriormente, decidimos fazer o mesmo caminho da volta, apesar do roteiro que o Maluf nos indicou. Era melhor voltar por um percurso que conhecíamos, mesmo pagando pedágio, do que arriscar por uma estrada desconhecida, cheia de curvas, e à noite. Menos trabalho. Então...

Acordamos às 3:45 da manhã, fomos até a portaria do hotel e fomos vender a alma, ops, pagar a conta do hotel. Bem, ano passado o Vip Hotel foi convidativo, esse ano não. O preço do quarto triplo subiu 20%, e tivemos uma noite em que 2 ocuparam um quarto com 3 camas. Não compensou. Segundo o Sturaro, o Hotel Jardim foi reformado e está melhor do que estava no ano anterior (a recepção veio para a frente), inclusive wi-fi.

Não vou negar que o Vip Hotel é bom. Pelo contrário, é ótimo: Tem wi-fi em todos os andares (2 APs por andar), um ótimo café da manhã, um lounge simpático (que não usamos)... Mas ficou caro para apenas dormir e tomar café. Acho que no próximo ano em que formos (2009, provavelmente), iremos para o Hotel Jardim mesmo.

Finalmente saímos às 4:17, não sem antes constatar que todos os morcegos e passarinhos que habitam as árvores do estacionamento resolveram satisfazer suas necessidades fisiológicas em cima do meu carro, coroando o pára-brisa com 2 manchas grandes. Não teve jeito, tivemos que ir a um posto de gasolina para dar uma lavada. Enquanto o resto do povo aproveitou para tomar o café da manhã, o pára-brisa foi lavado, e saímos de lá em torno das 4:30 da manhã. Tudo escuro.

Dirigir à noite é engraçado, tudo um grande breu, numa estrada escura, mas como é uma rodovia pedagiada, está bem sinalizada. Logo pagamos o primeiro pedágio (ugh), e vimos o Areias Que Cantam (ecoturismo), o Motel Cê Que Sabe, entre outros. Chegamos a Rio Claro pouco antes das 6 da manhã, e abastecemos com GNV. Já vai ficar mais em conta.

Às 7:15 da manhã, nova parada em Sumaré, perto de Campinas, para por mais GNV. Paramos, aproveitei para comer alguma coisa. O Rogério (com a namorada) e o Tabajara decidem ir a São Paulo. Rogério viu um carro no WebMotors, e ficou interessado (acabou comprando). O Tabajara queria aproveitar para ir à Santa Ifigênia, já que ele estava perto da Meca da eletrônica, porque não ir? Eu adoraria ir com eles lá, visto que não teria tão cedo uma oportunidade de ouro, de ir com duas pessoas que conhecem bem a Santa Ifigênia. Mas eu:


  • Tinha que dar aula à noite, em São Gonçalo.

  • A viagem seria cansativa, eu tinha que chegar mais cedo para descansar em casa.

  • Estou sem dinheiro. Ir lá e não comprar nada, é como ser levado a uma loja de doces sendo diabético: Uma crueldade.

Logo, troca de passageiros, ósculos e amplexos, e os dois Ricardos (Pinheiro e Oazem) seguem rumo ao Rio de Janeiro, nossa Gondor, enquanto escapava das vizinhanças de Mordor (São Paulo). O GNV acabou perto do fim da Rodovia Dom Pedro I, e pensei em abastecer em Jacareí mesmo. Segundo o mapa que comprei na ida, tem um posto com GNV em Atibaia, na entrada da cidade. Mas eu não queria parar e procurar, a pressa era grande.

Só que errei a entrada para a Dutra, e acabei seguindo pela Carvalho Pinto, rodovia paulista que segue em paralelo à Dutra, com limite de velocidade maior (120 km/h), um pedágio pouco mais caro do que o da Dutra (R$ 4,60), e sem postos de GNV. Whatever, o jeito é ir por ela até Taubaté. Só paramos para por GNV em Guaratinguetá, no Clube dos 500. E isso já eram 10:30. Parada rápida, GNV e banheiro, vamos embora.

Seguimos em frente, aproveitando onde dava para acelerar, mas com receio dos radares. Tive a nítida impressão de que fui fotografado acima da velocidade permitida para chuva, no final da Dom Pedro I, às 9 da manhã. Mas o Oazem acha que foi um raio que caiu no horizonte. Assim espero. E às 11:45 estávamos em Rezende, abastecendo o carro de mais GNV, e já ansiosos para chegar no Rio. Já estávamos em casa, com roaming local, o que ajudava. Presenciamos um pouco antes o atropelo de um cão (por pura imprudência do animal), e a tentativa mal-sucedida de um caminhão dos Correios de não atropelá-lo. Sem sucesso, o pobre e tolo canino morreu diante dos nossos olhos.

Atravessamos a Serra das Araras, e principalmente fizemos a travessia sem abusar. É com certeza o trecho mais perigoso da Dutra, principalmente porque você está cansado, no final de viagem, e topa com esse show de curvas, nós e voltas na pista. Tem que fazer com calma, e tomei cuidado de atravessá-la de dia. Foi o caso, depois de vários radares e alertas, medidores de velocidade na entrada da serra e o escambau a quatro, atravessamos a bendita serra, e às 13:40, deixo o Oazem em Belford Roxo, mas não sem antes mais um abastecimento, e o recorde de 130 km com um cilindro de GNV na estrada. E não tinha acabado todo o gás, só estava "na alma".

Já por minha conta, voltei para casa entrando por Irajá, e depois em Madureira, gasolina e GNV, e às 14:25, finalmente em casa. Arredondando, 10 horas de viagem. Cheguei em casa estourado, tirei um cochilo, já com a cabeça na obra e nas demandas... E de noite fui dar aula, 1/2 alquebrado. Dos 30 alunos, 8 presentes. Paciência, matéria nova e bola pra frente.

Foi uma experiência interessante, dirigir 700 km em 10 horas. Eu gosto de viajar dirigindo, e fazer essa "doideira" valeu a pena. Ainda + p/ ir p/ Jaú, rever os amigos e fudebar um bocado. E, como diria mestre Tabajara: Todo o poder aos fudebas!

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17 novembro 2007

Mais sobre Jaú

São pouco mais da meia-noite do dia 18/11, e vamos falar (um pouco) sobre como está sendo o encontro de Jaú, para quem não veio por fudebice, que perceba a bobeada que deu. Quem não pode vir, por motivos alheios à sua vontade... Lamento informar, mas estão perdendo um ótimo encontro.
Primeiro, o pacote do Oazem. Quem foi na MSXRio, viu o que ele fez, um protótipo de 4 VDPs pendurados no mesmo MSX. O vídeo está aí embaixo:

Agora, legal mesmo foi essa novidade que ele demonstrou em Jaú. Que tal... Esse jogo num MSX?

Interessante, não? Pois é, e ele não é programador, apenas um desenvolvedor de hardware. Aliás, no Brasil, temos ótimos desenvolvedores e entendidos em hardware: Ademir Carchano, Tabajara, o Rafael B@ss, Sturaro, Oazem, o Danjovic, etc. Mas está faltando desenvolvedores de software. Isso faz falta, pois o binômio vira um monômio perneta: Hardware sem software... Ah, vocês sabem.

O papo e os amigos: Sempre é uma alegria rever amigos queridos, que só vemos via Internet, e mesmo assim às vezes. E ainda fazer amigos novos, como o Edgard Pinheiro (com um sobrenome desses, tinha que ser gente boa), cearense, dentista e colecionador de micros antigos. Ou rever o RicBit, agora funcionário da colônia da SkyNet em BeAgá, além do DJC, cujo casamento eu não pude ir (embora estivesse em São Paulo, naquele final de semana). Conhecer um pouco melhora Lúcia, noiva do Moacyr, e ir comprar uma sandália para a Cláudia com a assessoria dela e da mãe do Spy, uma senhora super-simpática e comunicativa (lembrou muito minha mãe), além da convivência com a cambada toda. Isso faz valer a viagem toda, ida e volta.

Novidades: Além da VDU, que vocês viram os vídeos aí em cima, teve um desmanche de um teclado da Toshiba, que vinha com o MSX-Audio, para copiar como ele funciona por dentro. Valeu Maluf, por ter liberado para o povo desmontar o bichinho (muito pesado, por sinal). O FRS mostrou a sua adaptação para transformar as Music Module em MSX-Audio, o Ravazzi trouxe algo bizarro (um MSX 2 da Hitachi com 64 Kb de VRAM!), o MSX-on-a-chip do Carlos Eduardo, Carchano aparecendo e trazendo muitos componentes para vender, uns bons papos sobre hardware e programação... Não, não teve tanta novidade assim, é verdade. Mas houveram coisas interessantes.

Aliás, alguns fatos pitorescos:
A Tatiane, namorada do Rogério, chegou aqui curiosa para ver o que "um computador velho tem para fazer esse povo todo ir para uma cidade no meio de São Paulo e passar 4 dias por lá". Bem... No primeiro dia ela entendeu, depois de um papo com o Edgard, em que ele descreveu o cuidado e o carinho com que ele trata sua coleção de micros, encabeçada por 12 MSX. No segundo, ela pegou o fMSX S/60 e colocou no celular dela (um N73), e mais um monte de ROMs. No terceiro, ela falou em comprar um MSX-on-a-chip, que ela achou "uma gracinha". Conclusão: A nossa fala em uníssono ao Rogério foi simples e direta: "Bicho, case com ela!". Quem sabe demos um impulso?

Ah, teve o povo que foi fazer rapel na cachoeira, em Brotas, e voltou contando histórias engraçadas de como alguns se penduraram e se enrolaram para descer as cachoeiras de 25 e 47 metros. Um dia que eu vá a Jaú com tempo (quem sabe, se o Toni e o Wilson aceitam a minha eterna sugestão de fazer um encontro no carnaval), aí eu irei fazer rafting, pelo menos. Rapel... Pode ser também.

De noite... Shed, como sempre. Antes, no 1o dia, o X-Fudeba (que o Tabajara não teve sorte de comer). No 2o, o pastel (que não fui, por ficar fudebando no hotel e perder a hora). No 3o, rodízio de pizzas (massa fina, boa... Mas já comi melhores). O grupo foi menor esse ano, mas andou mais unido.

Já complemento esse post de volta para casa, mas não pretendo que seja o último sobre Jaú. Ainda quero falar mais um pouco, e tecer algumas considerações a respeito. Mas, vale lembrar mestre Wanderson, MSXzeiro do Espírito Santo: "Fudebar é preciso". Sábias palavras.

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16 novembro 2007

Estamos em Jaú

Finalmente estamos em Jaú. Como é possível que alguns tenham lido o post do Tabajara, falando a respeito da nossa viagem, vou falar um pouco sobre o meu lado, em tópicos:
  • A semana foi infernal, com todas as dificuldades da construção da casa, como fossa, massa corrida e tinta, ainda toda a correria. Resultado: A tensão acabou me causando um enjôo estomacal, que resultou em constirpação e uma problemática mais visível: Em 15 anos, vomitei pela primeira vez o jantar e o café da manhã. As coisas ainda não se acertaram no meu interior (principalmente por não estar obedecendo corretamente às recomendações para tratar uma indisposição intestinal. Mas faz parte), mas uma coisa "boa" é não gastar com almoço: Não tenho andado com fome.
  • Meu relógio, na 5a de manhã, não colaborou. Explico: funk nos vizinhos, tranco tudo, coloco abafadores de ouvido e o despertador perto da cabeça. Só que o relógio ficou imprensado contra a cabeceira da cama, e atrasou. Ou seja... Acordei atrasado.
  • O Tabajara já contou a confusão que foi a chegada dele, e com isso chegamos no primeiro pedágio 3 horas atrasado.
  • Para piorar, 7 ou 8 pancadas de chuva (algumas BEM fortes) fizeram a gente andar mais lento em alguns trechos. Apesar de que eu quebrei o meu recorde de velocidade no 306, mandei 160 km/h no GNV, na SP-225. Me senti bem... Assustado. Mas tem uma foto do velocímetro provando isso.
  • Ainda tivemos atrasos porque o Tabajara cismou de almoçar numa churrascaria rodízio, com direito a aulas de como cortar a carne para o jovem garçom, e a frase: "O cupim estava ruim, mas o carneiro estava maravilhoso!"
Resumo da ópera, chegamos aqui äs 19:30. 10 horas de percurso. Mas chegamos, o que é bom. Depois conto mais a respeito do que está rolando aqui.

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24 agosto 2007

Tiradas randômicas

Se um dia, o Google mudar o serviço fornecido para Skynet, e o nome da empresa para Cyberdyne... Saia correndo.

Cortesia do Azaghâl, do NerdCast.


Nos X-Men... Se o poder do Juggernaut (Fanático) é não ser parado, e o poder do Blob é não ser movido... O que aconteceria se os dois se chocassem?

Outra do NerdCast, um podcast memorável para nós, nerds.


Essa foi indicação do Cesar. Depois de filmes baseados em jogos, como Super Mario Bros, Resident Evil, Warcraft e outros... O trailer do próximo clássico: Minesweeper!


A vida está bem tumultuada. Como vocês viram, não postei nada nas últimas semanas, talvez esse seja o meu maior hiato. Estou indo a Sâo Paulo, para mais uma reunião da Diretoria Nacional da ABUB, será uma passagem do tipo bate-e-pronto: Deixarei meu carro na Rodoviária, pego o ônibus e vou para SP. Chegando lá, participo da reunião, e no final da tarde, volto. Chegarei de volta a tempo de completar 24 horas, retirar o carro e ir para casa. Economizarei R$ 10 no táxi, o que compensará financeiramente falando.

Falando em finanças, estou no vermelho, passei a deixar o cartão de um dos bancos em casa, para evitar gastos. Agora é pagar tudo que puder no cartão de crédito, e economizar como puder. Em compensação, a segunda laje está sendo montada essa semana, e o concreto está inclusive atrasado... Bem, de qualquer forma, consegui adiar um cheque, pelo menos isso.

Estou ouvindo alguns podcasts novos, como o NerdCast, que citei aí em cima, além de outros, como o PodSer, o Mesa de Centro, entre outros. Depois comento.

MSXRio chegando, e trabalho pegando... Queria ter comentado sobre muita coisa, mas agora não dá. Aaah, estamos abrindo inscrições para um novo colunista de jogos, para o MSX Force. Alguém se habilita?

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24 janeiro 2007

Viagem a São Paulo - parte 2

Acordo lá pelas 9 e pouco, enrolo na cama no colchão, me levanto e resolvo ir logo. Acordo o Spy, que disse que não iria. Ainda estava meio beldo, segundo ele. Well, vou lá. Chego um pouco atrasado no Metrô São Bento, encontro o Rigues e o Robson. Iremos visitar a padroeira dos nerds e executivos de fronteira, a Rua Santa ifigênia. A bota ainda me machuca um pouco o pé (droga, eu devia ter comprado um All Star aqui mesmo), e seguimos na caminhada. Muito grande, por sinal.

O Rigues saiu determinado a comprar um MegaDrive, e nós vamos ajudá-lo na aventura. Pego a bateria do notebook de volta, R$ 180. Graças a Deus eram as células, ela funciona normalmente. Agora é só carregar. Continuamos procurando...

Não sei se você, caro leitor, já foi na Santa Ifigênia. O curioso é que agora lá temos shoppings de informática para tudo que é lado. E eu duvido que alguém consiga fazer um site de pesquisa de preços para lá. O Portal da Santa Ifigênia não dá para fazer pesquisa de preços, e com a quantidade de estabelecimentos por lá (e nas redondezas), é difícil (senão impossível) fazer um levantamento completo e atualizado. Eu vou deixar os detalhes de compra e venda para o Uruguaiana é Punk, mas aqui falo... "Do resto".

Então, andamos muito. Se você leu o post do Rigues, já dá para ter uma idéia de quanto andamos . Sim, entramos em muitas lojas, vimos muita coisa... De home-theaters e PlayStation 3 a Wii e japinhas de biquini jogando voleibol (Dead or Alive qualquer coisa no Xbox 360), de camelôs vendendo "serviço de sogra" a jogos originais de videogame. E tome caminhada. Caminhar e ver lojas com os amigos é sempre divertido, mesmo com os pés doendo e tomando chuva. Maiores informações depois, no outro blog. Mas cansa.

No final de umas 3 a 4 horas, voltamos para o Metrô São Bento. O Rigues conseguiu comprar um MegaDrive (como vocês notaram no blog dele), e o cabo RCA apropriado... Ele comprou depois. Eu peguei a bateria do notebook consertada, comprei um adaptador P2-P1 (para poder usar o meu headphone comum no celular) e peguei um cartão de uma empresa que pode me fornecer o tão desejado solenóide, para a Laserjet IIIP. O Robson não comprou nada, mas se divertiu um bocado com a gente. No caminho do Metrô, indico um shopping onde tem várias lojas de videogames, o Rigues foi ver... E mais um momento banana consumou-se. Não vou contar, vou deixar para ele contar. Mas basicamente, ele falou novamente: "Odeio vocês, lá se vai a minha poupança". Pois é... Estou ficando bom nisso.

Comemos numa rede de fast-food de churrasquinho grego, o tal do Mister Gyros. Na verdade é um "charuto" feito com pão sírio, lascas de carne e salada, e muito tempero: "É um churrasquinho grego próprio para consumo humano", assim foi-me dito. Muito bom! Dali, fomos para a Comix. Não demoramos muito lá, já estávamos cansados (a Comix é no fim do fim da Alameda Jaú, e tivemos uma ladeira pela frente. A Comix é divertidíssima, tem de tudo para ver e comprar. Eu me contive, afinal, muito do que eu quero comprar tem disponível no Rio, na Metrópolis. Comprei o 2o álbum do Blueberry (o 1o eu já tenho, edição de Portugal), uma edição do "Liberdade", que um amigo pediu (edição impressa em papel offset), e o primeiro volume do Incal, do Jodorovsky e do Moebius (a Devir está editando por aqui). Os outros álbuns ficam para depois. Conforme eu falei, não tenho lá muita paciência para seguir maxisséries.

Dali fomos para o Stand Center, o cruzamento de Uruguaiana com Edifício Avenida Central, atrás de uma câmera, a Canon Powershot S2 IS. Eu queria essa câmera, pois saiu a S3 (com 1 Mpixel a mais), e com isso o preço da S2 caiu. E pagar R$ 200 a mais por uma câmera... Não era muito o que eu queria, somente por 1 megapixel a mais. Procurei muito, e a maioria dos chineses diziam que não tinha a S2, só a S3... Até que eu achei. R$ 950, no cheque, mais 70 reais numa bolsa. Comprei a câmera, que está cheia de apetrechos, e terei que ler o manual (em espanhol!) para entender como ela funciona. Logo, não levarei-a para o Culto dos 50 anos da ABU, justamente por não saber o que fazer com ela.

Despeço-me dos meus amigos de caminhada, fedendo que nem um porco, cansado pacas... E vou para a casa do Spy, para tomar um banho e me arrumar para o culto. Chego lá faltando 15 minutos para as 18 horas, e saio meia-hora depois. 16 estações de metrô (Santana - Saúde), e vou até a igreja, a Igreja Metodista Livre da Saúde. Mais de 400 pessoas e um culto muito abençoado: Testemunhos das diversas gerações da ABU lá representados (a minha geração já passou, nossa), pregação... Muitos amigos revistos, abraços e manifestações de saudade. É bom fazer parte da ABU, por mais que problemas ocorrem (desde o financeiro até a guerra de egos), e saber que somos parte do sonho de Deus, participando do Seu projeto. Eta coisa boa!

Ganho uma carona do Bráulio Craveiro, ex-presidente da ABU, tesoureiro da IFES e morador de Santana. Agradeço a carona e a conversa (buraco do metrô, obras, como funciona o Comitê Executivo da IFES, etc), e chego, às 23:30, bem cansado, no Spy. Ele, por sua vez, resolveu sair para beber, junto com um amigo, Max. Conheço o jogo Frets On Fire, que é muito divertido: Você pega o teclado e vai... Tocar guitarra. F1 a F5, e ENTER para tocar. Tem várias músicas já prontas, é sair "tocando" e se divertindo. Eu provei que não tenho coordenação motora, só acertei 8 notas em sequência... O Spy, por exemplo, acertou 46 em "Ace of Spades", do Motorhead.

Termino a noite falando com a Maria Cláudia, vendo Adult Swim e indo dormir, bem cansado. Não consegui falar com o Ravazzi, para ir trocar o teclado do Philips, e nem resolver o rolo do solenóide. Mas quase tudo foi resolvido, o que é bom.

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22 janeiro 2007

Viagem anual a São Paulo - parte 1

A viagem começou na verdade, na quinta-feira, dia 18, de noite. Pensei muito se ia de avião ou de ônibus, e acabei optando por um ônibus executivo (Double Class) da 1001, no horário das 23:59. Os motivos são simples:

  • Por mais que o avião barateou, era razoavelmente mais caro (R$ 68,50 x R$ 150, em média - incluindo taxa de embarque). O único vôo realmente barato (para variar, da BRA) só saía do Rio no início da tarde (R$ 108,50, a propósito). Um vôo barato da OceanAir (R$ 80 + taxa) saía do Rio às 21:30, o que era interessante. Mas meu receio era que ele atrasasse, e eu não chegasse a tempo de pegar o metrô aberto.
  • Se eu fosse de manhã cedo, era para acordar às 6 horas e ir. Não importa a hora em que fosse o vôo, eu teria que sair de casa bem cedo, por causa dos engarrafamentos habituais de um dia de semana.
  • Pior, acordaria eu e meu pai, que me daria uma carona até o aeroporto. Poderia tomar um táxi, mas eram mais R$ 35, em média. No ônibus, seria melhor pois ele podia me levar, e voltar para casa, não tendo que madrugar, ou pegar congestionamentos. No máximo, uma blitz.
  • Chegando em SP de manhã, eu aproveitaria bem melhor o dia. No horário em que eu estaria esperando um vôo (que provavelmente estaria atrasado), eu já estava procurando o que eu queria na Santa Ifigênia.

Então, assim foi. E segui em direção à paulicéia desvairada, chegando de manhã bem cedo. Rodei um pouco, fui no caixa eletrônico, fiz uma hora, comprei alguns bilhetes do metrô e segui na direção da casa do Lud e do Spy, em Santana. Cheguei lá, já dolorido (noite mal-dormida no ônibus, gosto de dormir de lado e no ônibus, não dá), somado ao par de botas que começava a maltratar meus pés. Toca o interfone... Nada. Toca para o celular dele, beleza, posso subir.

O Spy está se arrumando para ir para o trabalho (7:20), e depois de separar o que eu levaria (mochila com notebook, caixa do Sega Saturn, etc), sigo com ele, rumo ao metrô e à Praça da Sé. Diz o Marcio Lima que "tudo de ilícito em São Paulo começa pela Praça da Sé". Bem, não deu para averiguar isso (visto que os camelôs oferecendo serviços para "limpar o nome do Serasa" não estavam por lá - parte da praça está em obras), mas uma coisa é certa: Aquela é a estação de metrô mais cheia que eu já vi na vida. Bem, cruzamento de duas linhas do metrô, centro geográfico da cidade... Já viu.

Dali fui "fazendo um vôo por instrumentos" com o Marcio Lima (ele no Rio, eu em São Paulo, via telefone), para achar um curso onde ele estudou e ficou devendo algo. Ele não lembrava o endereço ou o nome do curso, só como chegar lá. Bem, achei. Caso ele esqueça novamente o nome do curso, perca o folheto que eu trouxe (com o telefone) ou não saiba o site, o link está aqui: Instituto Edison. Lembrem-me de apontar esse post para ele, quando ele precisar.

Depois caminhei até a Santa Ifigênia, santa padroeira dos nerds e localizada a uma distância considerável da Sé. E carregando notebook + Saturn. O Saturn em questão não é meu, pertence ao Dr. Venom, é preto, e é uma das primeiras versões. O objetivo era desbloqueá-lo. Chego na loja (Rua Santa Ifigênia, 295, loja 31), e a dona diz que aquele modelo não tem jeito. O desbloqueio (que era um chip soldado no cabo que liga a unidade ótica à placa-mãe) não é mais produzido. Eu resmungo, afinal, aquele treco é grande (tomou 40% da minha mala!), pesado e foi um saco trazê-lo até São Paulo... Ela faz uma contra-proposta: Desmontar um Saturn branco (desbloqueado) e trocar as placas-mãe. O Saturn branco era uma outra versão. R$ 100. Ligo para o Venom, que autoriza o serviço. 90 minutos para estar pronto. Ok, saio e vou ver outras coisas.

Quanto à bateria do notebook, acho uma loja (entrada pela Rua Autora, mas o endereço é Rua Santa Ifigênia, 338, box 9) que faz esse serviço. R$ 180 pela troca das células de bateria do notebook. Se o problema fosse na placa de controle, aí só uma bateria nova, o que custaria R$ 380. Pronto, só no sábado. Ok, vamos tentar a sorte, vamos ver no que dá.

E o solenóide da impressora? Esse deu trabalho. Explicando: O Marcio doou para a minha escola uma impressora laser, uma Laserjet IIIp. O solenóide está queimado, precisa ser trocado. E é só isso, o problema dela. Bem... Vamos ver se eu acho algo. E ando. Ando. Ando. Ando. E ando. Nada de achar o maldito solenóide. Os pés doem, começo a me arrepender de ter deixado o meu bom e velho All Star em casa, e vejo muita coisa interessante. Coleto cartões e anoto preços, depois relato melhor no Uruguaiana é Punk. Voltei até um caixa eletrônico, peguei dinheiro, e voltei para dentro da Santa. No final da manhã, eu não tinha conseguido resolver o problema do solenóide; o videogame estava desbloqueado; a bateria teria que ser pega no dia seguinte.

Volta para a Sé, almoço com o Spy... Aquele trecho, da Rua Direita, Praça da Sé e São Bento, a maior confusão para achar o local, até que nos encontramos e fomos comer. Eu já devo ter contado em algum lugar que os restaurantes de comida a quilo sempre me dão prejuízo: É a vontade de experimentar cada um dos itens, por mais que fique caro. É tanta coisa nova que eu não sei por onde começar, nem que seja uma colher de chá de cada uma das muitas opções. Dizem que isso é influência do signo de Gêmeos, mas como eu não acredito muito em astrologia...

Almoço feito, despeço-me do Spy (que volta ao trabalho) e combinamos sobre a noite. Pego o metrô e volto para a casa dele, para tomar um banho (eu fedia como um porco na lama), e descansar um pouco. Acabei ficando, cochilei (cansaço bateu), escrevi um pouco no notebook, naveguei, vi vídeos no YouTube, e acabei empurrando para o dia seguinte a ida à Comix. Lud chega, conversamos um pouco. Não o vi em casa porque ele saiu bem cedo (quase encontramo-nos na Rodoviária), e converso com ele, se ele vai beber algo com a gente. Ele topa, e vamos de carro.

O Robson Franca foi convidado por mim via Internet (ICQ, para quem disse que todo mundo na sua lista sumiu), e nos encontraria no caminho. Fomos de carro, e a conversa foi o assunto do país no momento: O afundamento do poço de serviço das obras do Metrô de São Paulo. Conversamos sobre a obra (aquele solo é um dos mais estudados pela Engenharia Civil da USP), sobre motivos, problemas, situação, e a sobrexposição da mídia sobre o fato (saco, parecem tatus, só sabem falar de um buraco). Chegamos na pizzaria do Seu João, depois de termos pego o Robson e a Mônica (esposa dele) no caminho (metrô Paraíso). Lá estavam já Spy, Rigues, Piter Punk (irreconhecível, enfiado numa roupa social) e sua esposa, Marina, e mais gente (incluindo o j0ker, que chegou depois). Ali ficamos conversando e bebendo, comendo pizza e brincando, contando histórias... Nossa, pena que eu não gravei tem algumas que rendem muitas gargalhadas. Algo que eu não tinha há tempos, e vai demorar para ter de novo. O papo foi muito divertido, gostei muito.

Saímos da pizzaria depois da meia-noite, alguns meio beldos por conta das cervejas, outros bem cansados. Mas todos contentes por terem investido esse tempo com os amigos. Realizamos uma compressão de gente dentro do Celta do Lud (6 pessoas), e seguimos, deixando o pessoal aqui e ali, mas não sem antes combinar a aventura do dia seguinte: 10 da manhã, no Metrô São Bento, para revirar a Santa Ifigênia. Voltamos, ligo para Maria Cláudia, conversamos um pouco, mexo um pouco no notebook... E vou dormir o sono dos justos, cansado mas contente.

Quanto a fotos, só realizei algumas peripécias fotográficas com a câmera do celular, depois eu coloco elas por aqui. Num próximo post falo de como foi o meu sábado.

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21 janeiro 2007

Viagem anual a São Paulo

Agora eu estou em casa, mas quando comecei a escrever essas linhas, eu estava com o meu notebook no colo, esperando chegar um pedido do China in a Box, na casa do Spy e do Lud, em Santana, São Paulo. Sim, estava em São Paulo, e fui embora pouco depois de começar a redigir o post (acabei no Rio, em casa).
Foi uma vinda curta, dessa vez. Só 3 dias, cheguei na 6a, dia 19, e fui embora hoje, 21. Outras vezes, a minha estadia em SP era mais longa, justamente porque eu vinha nessa terra apenas uma vez por ano. Só que, a partir de 2006, eu me tornei diretor financeiro, ou seja, um membro da Diretoria Nacional da ABUB. Com isso, viajei muito em 2006, a saber:
  1. Janeiro - Viçosa (Missão 2006) e São Paulo (turismo nerd)
  2. Março - São Paulo e Campinas (reunião da Diretoria)
  3. Maio - São Paulo (reunião da Diretoria)
  4. Agosto - Campinas (reunião da Diretoria)
  5. Outubro - São Paulo (reunião da Diretoria)
  6. Novembro - Jaú (encontro de usuários de MSX)
Em março e outubro eu vim para essas terras um dia antes da reunião, para ver alguma coisa. No primeiro, vim para SP e depois para Campinas. Em outubro, foram 3 dias em SP mesmo. Logo... Já viu. Mas, como diz meu irmão, "depois de alguns dias, o melhor lugar de São Paulo é o aeroporto ou a rodoviária".

Voltei satisfeito, pois a maior parte do planejado foi cumprido. Sobraram dois itens, que eu resolvo na minha próxima ida, em março. Em compensação, ganhei dores nas pernas, nos ombros e 3 bolhas nos pés, fora pontos doloridos nas solas dos mesmos. Andei muito, suei que nem um porco (São Paulo é abafado no verão, culpa da poluição e da distância para o mar), visitei muitas lojas e vi muita coisa. O que eu fiz, explico melhor a partir do próximo post - e de outros.

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06 novembro 2006

De volta para casa

A volta de Jaú foi bem tranquila. Claro, tivemos alguns percalços, como sempre, mas nada comparado ao ano passado, em que paramos no Shopping Dom Pedro e demoramos a sair (maldita loja da Zelo). Em Rio Claro colocamos GNV e almoçamos. Em Caçapava e São José dos Campos, procuramos postos com GNV, sem sucesso. Acabamos colocando um pouco de gasolina, e colocando gás em Guaratinguetá e em Resende.

A traseira do carro estava baixa, além de dois passageiros "de peso", como eu (93 kg - mas eu tenho 1,95m!) e o Dr. Venom, com mais de 135 kg (acho). A suspensão não foi reforçada, e mais um monte de tralha... Já viu. Foi complicado. Raspou e bateu os amortecedores várias vezes, por mais que a perícia do Edson evitasse mais problemas.

No final, a ansiedade em chegar logo em casa, Serra das Araras e um monte de pedágios. Ainda preciso fazer o balanço final, para acertar a dívida de quem foi, mas acho que vai sair bem barato para cada um. Estou cansado e com um monte de coisas em cima da cama, que preciso arrumar. O jeito é fazê-lo, ou tentar. Agora deixa eu ir trabalhar que eu comento mais depois.

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04 novembro 2006

Jaú-uhu!

Estou agora em Jaú, interior do estado de São Paulo, participando do encontro de usuários de MSX em Jaú. No momento estou escrevendo no meu notebook, o Legolas, fiel companheiro do pé-na-estrada... Estamos num hotel que está em reforma na fachada, o Vip Hotel, mas que tem um café da manhã ótimo, e quartos muito agradáveis. Até conexão com a Internet tem! Quem diria... E fica bem localizado, no centro da cidade, em frente à praça da igreja matriz (onde assisti, tempos atrás, no meio da madrugada, alguns fudebas jogando um RPG de pinguim...).

São perto de 1 da tarde, e estamos aqui com um grupo razoável. Infelizmente muitos da turma não vieram. Uns por falta de dinheiro. Outros porque o trabalho impediu-os. Outros, por motivo de doença na família. E por último, tem aqueles que sux, logo isso é motivo suficiente. Mas mesmo com várias baixas, o encontro está sendo uma alegria, como sempre.

Tivemos uma sessão de upgrade de IDEs, o Sturaro saiu mexendo em várias... Descobri que o drive do meu Philips, o NMS-8250, está esquisito. Mas descobri que posso trocá-lo e meter um drive de PC sem medo. Funciona. Ainda tem um cabo SCART meu, que temos que fazê-lo funcionar no Philips. Mas ainda temos tempo.

A comida tem sido bem variada. Fomos ao X-Fudeba, ponto tradicional nosso, e O Pizzaiolo, que também está tornando-se um ponto. O Casarão das Pizzas, local onde foram os encontros de 1998 e 1999, está fechado. Logo, não voltamos lá para comer até sair pelas orelhas, e receber o "Muito obrigado!" efusivo do dono...

Ainda não consumimos Refrigerante Quinze, o único refrigerante não-alcoólico com baixo teor alcoólico (?!). As vendas estão devagar, infelizmente. Acho que vamos voltar com muito material ainda. Logo, nós, do grupo MSXRio, vamos ter que montar um esquema de vendas no Mercado Livre.

O "evento paralelo" das cópias estão a todo vapor. Depois eu falo mais, pois agora é hora do almoço. Mas, como sempre, está ótimo.

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