31 dezembro 2009

Jaú 2009 - o que aconteceu na ida

Essa história foi contada pela MSXBR-L, mas reproduzo aqui o que passamos na ida até Jaú, no final de outubro de 2009. Lá vai:

  1. A preparação - Combinamos ir na 6a de tarde, nos vôos de 15:10 e 16:40 da Gol, até Campinas. De lá, pegaríamos um carro alugado e iríamos até Jaú. O povo do Rio que iria comigo (Marcio Lima, Dr. Venom, minha esposa, Maria Cláudia e o Marcus), pegaria em casa e levaria até o aeroporto, fazendo o inverso na volta. Meu carro ficaria no estacionamento do aeroporto, e assim era bom para todo mundo: Uma corrida de táxi até o Galeão é muito cara. Tudo planejado... Vamos ao que interessa.
  2. A partida - Saio de casa ãs 13 hs junto com a Cláudia, passo na casa dos meus pais, converso um pouco, entrego umas coisas... Saímos de lá meia-hora depois. Ligo para o Dr. Venom, que está pronto mas o Márcio Lima nem tinha chegado na casa dele. Nota: Combinamos com o Márcio para que ele fosse até a casa do Venom para irmos todos juntos. Conclusão: Pela primeira vez na vida, fiquei irritado com o Márcio. Mas depois ele explicou o que aconteceu, entendi o que levou-o ao atraso. Bem, peguei o Venom 1o, passei na casa do Marcio em 2o, levo todo mundo no aeroporto, saio, pego o Marcus e volto para o aeroporto. Esse era o plano B. Faço isso, vou pela Penha, Vista Alegre... Subo o viaduto, pego a Dutra e caio na Linha Vermelha. Um acidente dos feios no sentido contrário. O trânsito anda, uma blitz, anda mais um pouco, congestiona... Anda e pára. 50 minutos para fazer um percurso de 10, o Rio de Janeiro deu um nó como eu nunca tinha visto. 1o erro: Essa contingência não foi prevista. Na próxima vez, na véspera de um feriado, sairemos com mais algumas horas de antecedëncia. Larguei o Marcio na UFRJ junto com o Venom, e eles tomaram um táxi para tentar pegaro avião. Volto para tentar pegar o Marcus, mas no meio do caminho, Cláudia me desaconselha, liga para ele e pede para que ele tome um táxi. Retorno para o aeroporto, pegando um trânsito infernal.
  3. Avião perdido - Chegamos no estacionamento às 16:18, Márcio e Venom ajudam-nos a pegar toda a bagagem... Mas não conseguimos embarcar. Marcio não tinha conseguido äs 15:10, remarcou (e pagou R$ 90), e não conseguiu embarcar de novo. Vamos lá reclamar, tentar embarcar, ver se há alguma chance... Neca. O jeito é colocar o nome na lista de espera, e tentar o próximo vôo, às 21:05. Procuro o stand da locadora, me passam o telefone da central, e consigo remarcar o carro das 18:30 para as 22:30. Quem sabe conseguiríamos embarcar? 20:35 chega, e temos a triste notícia de que não há desistências no vôo para Campinas. A Gol foi intransigente por causa do engarrafamento, e muitos dos seus passageiros chegaram atrasado. Eles foram cobrindo os "buracos" de passageiros que faltaram remarcando passagens para mais tarde (e ganhando dinheiro com isso). As opções são:
    • Tentar uma lista de espera para o vôo de sábado, às 7:30, mas é uma loteria.
    • Cancelar a passagem de ida e tentar reaver o dinheiro.
    • Tentar pegar o vôo de sábado de noite, mas o custo era proibitivo (R$ 600, em média). Inviável.

    E aí vem outras notícias desagradáveis:

    • Pelo tipo da passagem, a Gol só reembolsaria 30%. Ou seja, apenas R$ 43 do pacote ida+volta.
    • A volta era perdida: Se você não foi, você não volta.
    • No caso do Marcio, os R$ 90 foram perdidos. Foi menos pior porque um funcionário o isentou de nova taxa de remarcação de passagem.

    E lá vamos nós para o guichê da Gol tentar recuperar algo. Cláudia e o Venom estavam exaltados, reclamando muito, falando alto e inclusive atraindo a atenção - até dos seguranças da INFRAERO. Depois de uma funcionária irritadinha (que nos repassou a um outro, mais calmo), cancelamos as passagens (as minhas 3 e a do Marcus), tendo um reembolso chinfrim e muito tempo perdido. Esse mesmo funcionário, vale notar, concordou com o Márcio, quando ele explicou a sua história (a passagem dele ficou em aberto, ele não foi ressarcido em nada), e ele perguntou se isso era justo. O funcionário respondeu, entre os dentes: "Não, não é justo, senhor".

    2o erro: Empresas aéreas são mais mercenárias do que parecem. Leia todo o contrato, se você faz tudo do jeito deles, é ótimo. Se foge um milímetro... Você perde feio.

    Constatação 1: Faça o check-in assim que possível, e antes de chegar no aeroporto. Isso garante o teu assento.

    Com o cancelamento da Gol, perdemos o direito à locação do carro pela Unidas, já que estavam "casados". Também não era possível transferir a locação para a passagem do Marcio, já que a passagem dele ficou em aberto. Cancelei a reserva, eram 22 horas e nada. O povo que já tinha chegado (Rogério Belarmino, Giovanni Nunes e Ricardo Oazem) ligando preocupados... E a gente ainda preso no Rio.

  4. Vamos a Jaú, nem que seja a pé - Todo mundo cansado, irritado, tenso... E começam as manifestações de desistência. Todos, sem exceção, fraquejaram. Todos pensaram seriamente em ficar em casa, fazer um encontro por aqui, não irem a Jaú e economizar o dinheiro que ainda seria gasto. Como não tinha mais passagem de avião, o jeito era tentar ir de ônibus até Campinas (ou São Paulo), e de lá arrumar uma maneira de chegar. Ligo para o Daniel Caetano, que não pode atender (ele estava dando aula). Ligo para o Rigues, e explico a situação, pergunto se podemos ir seguindo o Daniel mais ele mais Elaine mais Gabriel. Sem problema, ele sairia da Vila Madalena às 9:30 de sábado. Voltamos ao carro, pensando em ir à Rodoviária, tentar uma passagem para irmos, ver no que dá... Quando chegamos no estacionamento, e vemos algo incrível. Eu confesso que vi nisso um sinal divino, de que deveríamos ir: Um carro japonês (um Honda), com uma placa do Espírito Santo, cujas 3 primeiras letras eram: M, S, X.

    Sim, MSX. E o carro era japonês. Eu nunca tinha visto um carro no Rio com essa placa. O Tabajara já tinha me contado de placas MSX no Espírito Santo, Cláudia disse-me que viu um certa vez... Mas eu nunca vi um com essa placa. E esse carro estava estacionado do lado do meu carro. para mim, isso foi como uma mensagem de Deus dizendo: "Vai que vai dar certo!"

    Constatação 2: Deus é MSXzeiro.

    Animei-me, e tratei de animar os outros (que fotografaram a placa). Saímos, os 5 mais malas mais tralha dentro do meu Peugeot 306 (a "Kombi de frete") rumo ä Rodoviária. Acho que nem na mudança ele levou tanto peso assim.

  5. Finalmente, a caminho - Chegamos na Novo Rio às 23:25, estacionamos o carro mas não o descarregamos: Vamos esperar comprar as passagens, e vamos para Campinas ou São Paulo. Aliás, Campinas era considerado perdido: Não daria tempo de pegar um ônibus para lá, e Sampa tem muito mais opções, quase um atrás do outro. Vamos tentar...Saímos do Edifício-Garagem para o saguão, todo reformado (o Marcio ficou abismado com o que viu, e realmente, a Novo Rio melhorou 1000%), e vamos tentar passagens. Na 1001 temos passagem para as 2:00, mas é um convencional com ar, o que é horrível para quem é alto que nem eu. Bem, vamos ver na Itapemirim. Qdo estamos na fila, surge um rapaz me oferecendo 5 passagens para São Paulo, com o ônibus saindo daqui a... 10 minutos. "Acho que Deus quer que nós vamos mesmo", pensei. Jogo a chave do carro nas mãos do Márcio, e ele, Venom e o Marcus saem correndo para descarregar o meu Peugeot, e voltam com todas as malas e coisas que estávamos levando. Enquanto isso, vou verificar a veracidade da passagem (era quente), o preço (era o de tabela), e sigo até um caixa eletrônico para pegar dinheiro e pagar o rapaz. Nota: Esse rapaz é um atravessador de Vale Transporte e RioCard, que compra passagens com esses vales e revende na fila, pelo preço de tabela. Assim, ele tem lucro, troca o VT por dinheiro e a gente resolve nosso problema. Marcus paga parte do dinheiro, Venom fornece o resto, e eu pego algum no caixa eletrônico para completar. Compramos as passagens, agora precisamos embarcar. Corremos até o embarque, conseguimos passar... Saímos do Rio em direção a São Paulo às 0:10 de sábado, num ônibus Double Class da 1001. Previsão de chegada, 6 horas. Finalmente estamos a caminho.
  6. Em São Paulo... Dormir em ônibus é uma droga, principalmente comigo, pois sou grande (1,95m), e mesmo o apoio das pernas do executivo não ajuda muito. Piora quando a Cláudia se remexe toda e quer reclinar-se sobre mim. Ela demora a se ajeitar para dormir. Mas isso pode ser ainda pior. E piora: o Venom ronca. Justiça seja feita, ele está roncando mais agudo, o que deve ser devido a 25 kg perdidos no caminho de uma dieta que ainda não acabou. Mesmo assim, dormi MUITO mal, tendo um pouco de sossego na última meia-hora de percurso. Chegamos ao Tietê, e vamos atrás de um carro para alugar, e passagens para voltar. Vamos no stand da Localiza, e o preço não nos agrada. Vamos até uma lan-house, no 2o piso do Tietê, e depois de muito futucar (e pagar uma grana preta para usar a Internet), descobrimos que:
    • A maioria das locadoras não tem carro para alugar. Tentamos a LocarAlpha, a Hertz, a Avis, a Unidas... Sem sucesso.
    • A TAM tem um vôo voltando de Campinas para o Rio, às 14:02, a R$ 63.

    O jeito é tentar o stand da Localiza de novo. Conversamos com a atendente, que se comove com a nossa história, e nos dá um desconto: Pelo preço de um carro básico, categoria A (Palio 1.0 básico), alugamos um modelo categoria B, econômico (Palio 1.0 Fire, 4 portas, ar, vidro e travas elétricas). Subo, pego o carro, peço a Deus que continue conosco, desço com ele e vamos arrumar a bagagem e as pessoas lá dentro. Márcio acha uma avaria na lateral, chama o funcionário da Localiza para confirmar... E lotamos o carro. Faço todo mundo colocar o cinto de segurança (inclusive o abdominal, para o passageiro do meio). A coisa ficou tão apertada que eu tive que descer e fechar as portas traseiras: Eles não conseguiam fechar, não dava para puxar a porta.

  7. Vamos para a estrada, rumo a Jaú. Joguei todas as fichas que restaram no GPS do celular, que funcionou muito bem: Pegou o sinal rapidamente, e tracei uma rota até o Hotel Jardim, onde ficaríamos hospedados. Antes, pedi ao Giovanni para avisar do nosso atraso, e que eles adiassem nossa reserva para sábado, ao invés de sexta. Seguimos em frente, e o GPS fez seu papel em nos tirar de São Paulo até a Rodovia Bandeirantes... Mas o Giovanni nos sugeriu seguir a Bandeirantes de São Paulo até Cordeirópolis, e não pegar a Via Anhanguera sob hipótese alguma. Embora tivéssemos 2 pedágios até Campinas e mais 4 pedágios até Jaú, o limite de velocidade é maior (120 km/h), o tráfego é menor, e com isso seria mais rápida a viagem. Ligamos o ar, trancamos tudo, pedi a Deus mais uma vez a Sua proteção e seguimos em frente. Surpreendi-me com o motor Fire do Palio ao longo da viagem: Embora fosse um motor 1.0 e mesmo com 5 pessoas dentro, malas e tralha, houve momentos de andarmos a 140 km/h, s/ esforço. Gostei. Rigues me liga, explico que seguimos em frente, e que nos veríamos em Jaú. Ele nos deseja boa viagem. Continuamos em frente, pé embaixo, falando abobrinha, mas ainda muito focados, e querendo chegar de qualquer maneira em Jaú. Quando, de repente... Um policial surge no meio da pista, sinalizando para pararmos no acostamento. "Agora ferrou, o que ele vai encrencar?" pensei. Era um policial rodoviário estadual (acho). Ele faz um grande percurso, até o carro. Quando chega, dá uma volta no veículo, olha tudo, pede os documentos (carteira de motorista e documentos do carro), olha tudo... E dispara:
    "- Tem passageiro aí atrás sem cinto de segurança."
    "- Não mesmo, todos estão usando cinto de segurança, isso eu tenho certeza!" respondi. E peço ao Marcio para mostrar o cinto abdominal.

    O guarda, a contragosto, comenta que os passageiros de trás com cinto de três pontos, do jeito que estão, numa freada iriam se machucar feio. Mando os 2 (Venom e Marcus) se ajeitarem no banco e pergunto: "Tudo certo, policial?" Ele entrega os documentos e libera-nos. Ficou sem o cafezinho dele, dessa vez. Fica para a próxima.

  8. Sim, chegamos - Saímos em Cordeirópolis, pegamos a Rodovia Washington Luís e seguimos até a saída 206B, como quem vai para São Carlos. Antes, em Rio Claro, paramos para ir ao banheiro e beber algo. Começo a sentir dor de cabeça, creio eu que por causa de cansaço. Não como nada, pegamos o carro e continuamos em frente. Pegamos a SP-225, que é quase toda em linha reta. A dor de cabeça aumenta, o cansaço aperta... Nisso, parte dos passageiros no banco de trás dormiram e acordaram, e Cláudia vai puxando papo, para me deixar acordado. Às 12:30 de sábado, finalmente demos entrada no Hotel Jardim, depois de tantas aventuras e cansaço. A nossa reserva tinha sido cancelada, mas felizmente tinha quarto disponível. Para o povo do quarto triplo, só o mais caro estava disponível (diária de R$ 135), e justamente não condizia com o custo do quarto (muitos mosquitos no teto do banheiro, por exemplo). No meu caso, fiquei com a Cláudia num quarto de casal (diária de R$ 91), muito bom, por sinal.

    Qto ao resto, e à volta, fica para depois.

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23 maio 2007

Sem clichês por hoje, só falando o fundamental

Poupando vocês de uma longa desculpa, explicações mil... Vamos ao que interessa. Primeiro, antes de tudo, caso alguém tenha notado, hoje é o meu aniversário. Idade? Bem... Quando um médico coloca um estetoscópio nas costas de um paciente e pede a ele para falar em voz alta um número, qual é? Esse mesmo, 33. A idade que Cristo foi crucificado. E, embora eu não tenha planejado morrer por ninguém, devem querer me pendurar num madeiro, já que usuário nunca está satisfeito. Se alguém quiser me dar algum presente, peço que seja em dinheiro ou em crédito numa loja de materiais de construção. Explico num próximo post. E muito obrigado por todas as lembranças de vocês. Ao contrário do ano passado, que eu fiz agradecimentos pessoais a todos que me parabenizaram, esse ano eu só vou fazer um grande obrigado a todos vocês.

Outra novidade legal (e ao mesmo tempo, não tão legal) é que troquei o HD do meu notebook. Comprei um HD de 120 Gb da Samsung por módicos R$ 295, e ganhei a troca de graça pelo funcionário da loja. Descobri que trocá-lo é bem mais fácil do que eu pensava, e eu mesmo o teria feito. Em compensação, o HD antigo, um Hitachi de 20 Gb (finalmente descobri a marca) está agora num case de HD IDE, que liga via USB, mas se recusa a funcionar corretamente. Preciso descolar um adaptador emprestado, para ver se consigo recuperar os dados dentro dele, ou entender o que está acontecendo com o dito cujo. Afinal, se eu consigo colocá-lo operacional, eu terei um pendrive grandinho, de 20 Gb, para passear comigo. A solução foi reinstalar o Ubuntu do zero, colocando o Feisty Fawn e reconfigurando tudo de novo. Ainda não acabei, mas com espaço maior, fica mais fácil de trabalhar. 10 Gb para a partição principal é um mundo para o Linux. Tem é espaço para me divertir. E 107 Gb para guardar tralha... É o sonho para qualquer encontro dos amigos do Esteban.

Falando em Esteban, isso me lembra MSX. E MSX lembra-me da idéia que eu dei ao pessoal que organiza o encontro de usuários de MSX em Jaú, para pensar numa edição no meio do carnaval. A maioria dos MSXzeiros não curte carnaval, e ir para uma cidade que fica deserta nesse período, para ficar fudebando, é o paraíso. Ei, Toni e Wilson, pensem com carinho nessa idéia, eu tenho certeza de que a fudebada vai adorar.

Ainda no papo do Esteban, só para notificar aos trekkies que estou a 1,81 Gb de ter tudo a respeito de Jornada nas Estrelas já produzido, em termos de TV e cinema. A série clássica (em DVD), os filmes (em DVD), a Nova Geração, DS9, Voyager, Enterprise (43 DVD-Rs!). Pretendo começar a converter os episódios e começar a assistir, o que tem assunto para alguns anos (sério) de diversão solitária e noturna. Não tão solitária, quando eu conseguir fazer com que a Maria Cláudia assista também (embora, no momento, o processo de absorção continue usando Galactica).

Depois falo mais.

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