31 agosto 2012

Mais 2 fatos que provam que o Bradesco me odeia

Primeiro fato do dia:

  Cancelei a conta Bradesco que tinha devido a trabalhar na UniverCidade, e transferi todo o dinheiro para a conta que tenho agora, devido a ser funcionário público estadual. Até aí, tudo bem. Tive problemas para transferir dinheiro dessa conta para outras, e eu jurava que tinha preenchido um formulário para liberação, conforme o banco pede.
  Bem, de qualquer forma, preencho o formulário (talvez novamente, não sei), coloco minha conta poupança no Bradesco (conjunta com meu pai) e a conta corrente do meu pai também. Aproveito e preencho outro formulário, informando-os da minha conta corrente no Itaú. Então, são 2 formulários a serem impressos, 2 folhas cada, 4 folhas de papel no total,certo?
  Verifico todo o formulário, está para ser impresso em modo retrato (em pé), mando para a impressora... E sai em modo paisagem (deitado). Acabo gastando inutilmente uma folha de papel a mais, em cada formulário. Parece piada, mas é verdade.

Segundo fato do dia:

  Tenho algumas transferências agendadas, para ser exato, duas. Todo mês saem R$ 350,06 da minha conta: R$ 250,06 para a Aliança Bíblica Universitária do Brasil (onde estive por 15 felizes anos) e para um pastor, na Amazônia, que a Cláudia contribui. Eu faço a oferta, ela me paga depois. Sem problemas.
  Tive problemas com uma das transferências, que o Bradesco impediu que ela fosse realizada, alegando falta de fundos. Mas mesmo com a transferência feita, ainda tinha R$ 300 na conta. Vai entender.
  De qualquer forma, vou hoje olhar as transferências agendadas, e vejo que o Bradesco, inexplicavelmente, colocou a mesma transferência, de R$ 100 mensais até fevereiro de 2013... Duas vezes. Bacana, não? E lá vou eu, cancelar todas as transferências duplicadas...

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05 fevereiro 2011

Relatos de Campus Party - terceiro dia

Vamos ao terceiro dia de Campus Party, a sexta-feira, dia 21 de janeiro. Bem, esse acabou sendo o dia dos podcasts, pois todas as atividades relacionadas foram concentradas pela organização nesse dia. Acabou sendo muito bom, pois foi um dia em que eu cheguei bem cedo (antes das 10 horas), e de lá só saí para jantar... Num rodízio de pizza.

Minha estratégia sempre é comer muito bem no café da manhã (e como comi mamão esses dias...), para depois só jantar. Nada de almoço. Na 3a, comi no Habib's com o Capitão Nelson Wakai. Na 4a, fui sozinho para o imperdível Esfiha Chic, próximo ao hotel e detentor de originais esfihas de catupiry e calabresa (fora as tradicionais, de carne, frango e queijo). Na 5a, comi um yakisoba júnior e refrigerante na própria Campus Party (R$ 11!). Não fui à Choperia Opção para beber c/ o povo por querer aproveitar o tempo em q estava na Campus... Para downloads. Ah, tá, tem as conversas tb. E q conversas boas! O tempo investido na conversa c/ o Sérgio Vieira (Impressões Digitais) foi excepcional, e ainda rendeu um networking: Entreguei cartões para parte da organização da Campus, como o Edney Silva (Interney). Quem sabe ele n vira ouvinte nosso?

É claro que o interesse de muitos não era só debate e conversa, oficina e palestra: A maioria foi lá aproveitar a banda larga disponível para baixar tudo o que pode e mais um pouco. Chega a ser assustador ver que teve gente que praticamente não levantou a bunda (gorda ou magra) da cadeira nem para comer. Os gamers ficaram lá, como que em clausura. Não os recrimino na questão do download pois fiz igualzinho, e desci algo em torno de 80 Gb de dados. Não enchi o HD, mas foi o bastante para animar o meu netbook. Antes que alguém me acuse de pirata, 2 comentários:
  • Desci 6 DVDs de Linux: O último DVD-live beta do Ubuntu 11.04 (o Natty Narwal) e TODA a Debian 5.0.7 (Squeeze). Nisso já vão 6 DVDs, que desceram em média, a 2 Mb/s.
  • Pirataria é crime. Afundar navios dá cadeia. Compartilhar não é crime.
Aproveitamos a banda, mesmo com as deficiências que ocorreram. Os downloads diretos vieram bem rápidos, coisa de 6,83 Mb/s (Ubuntu a partir da Locaweb) e média de 2 Mb/s, no caso da Debian.

As falhas de infraestrutura eram claras, e sempre fala-se que uma boa organização é aquela que não se vê trabalhando, mas tudo segue normalmente. Nesse caso vimos muitas vezes a organização da Campus Party apagando incêndios, felizmente nenhum literal. Olha a lista até então:
  1. Na terça, dia em que cheguei a São Paulo, a chuva foi a vilã (segundo a Eletropaulo), e provocou a queda de luz no pavilhão por mais de uma hora, sendo precedida por outra queda, agora curta. Houve a procissão da Santa Banda Larga, gente pedindo uma graça... E depois ocorreu. Bem, segundo a Eletropaulo a queda de luz foi em todo o bairro, como disse. Mas alguns campuseiros relataram-me que viram todo o bairro aceso, e só o Centro de Exposições Imigrantes apagado. Ora, será que eles não preveram a possibilidade de um apagão? Afinal, quando chove em São Paulo no verão, é chuva violenta, com possibilidade de quedas de luz. O aluguel de um ou mais grupos geradores ia bem. Economizaram por um lado mas chamuscaram a sua imagem no outro lado.
  2. Na quarta, como já devo ter relatado, algumas bancadas estavam sem acesso à rede. Essa falha ocorreu novamente ao longo de alguns dias, com picotes na conexão, o que desagradou algumas pessoas (ou muitas). 
  3. Voltando à sexta, tivemos mais duas quedas: A primeira foi no início da tarde, e que fez o MalcomTux pular da cadeira ao meu lado e gritar, socando o ar: "Dez minutos!". Não entendi nada, mas ele explicou que a organização do evento prometeu a retomada total da energia elétrica em no máximo 10 minutos. Levou 15. A queda foi contida em parte pelos geradores que mantiveram o cubo de vidro da Telefonica no ar, e alguns pontos estratégicos. Mas nessa, a rede foi paralisada novamente. Para ser exato, houveram 2 quedas da rede na sexta, como vocês podem ver nessa foto do tráfego. Se vi direito, o consumo de banda não alcançou o topo oferecido pela patrocinadora do evento, mas mesmo assim houve cortes e com isso reclamações.
  4. A infraestrutura montada pela Telefonica deixou a desejar em alguns momentos, e o acesso quase instantâneo a alguns sites ficou mais lento do que na minha casa, com o meu ADSL de apenas 2 Mbps, acreditem se quiser. No caso de torrents, a flutuação é normal, mas a variação era maior do que a esperada. Muito maior.
Voltando ao dia dos podcasts, além das múltiplas gravações ocorridas (Radiofobia, Guerrilha Geek, Dimensão Nerd, entre outros), tivemos a oficina do Gustavo Guanabara sobre podcasts. A oficina foi muito boa por vários motivos:
  • O Gustavo é professor, então sabe como falar em público para uma audiência numerosa, com um linguajar apropriado. Quem lida com adolescentes em sala de aula e é bem sucedido, é capaz de fazer qualquer coisa.
  • Ele tem muita experiência com palestras, e com podcasts. Logo, qualquer dica é útil.
  • Ele não se prendeu às ferramentas, apesar de precisar delas para apresentar como as coisas funcionam. Claro que não gostei dele falar mal do Audacity, e nem todos tem dinheiro para comprar o Soundbooth ou o GarageBand. No final das contas, nem ele mesmo gostou, pois numa conversa (gravada) com o Vinícius Schiavini (Kombo Podcasts), ele falou que foi infeliz na sua afirmação. É, eu concordo, o Audacity não é o melhor programa para edição de áudio, mas é muito bom, embora gaste muito espaço com dados. E sim, ele trava. Mas já aprendi a contornar o seu gênio temperamental... Se bem que o Gustavo gosta do Mevio, o que eu abomino. Aí fica no "elas por elas".
  • Ele falou não só da parte técnica, mas também falou de estatísticas, como contabilizá-las, e algumas dicas de sites que podem fazer esse "serviço sujo".
A oficina foi ótima, e tive inclusive algumas idéias sobre edição que envolvem o Ardour (o "clone" open-source do ProTools) e o Audacity. Preciso estudar o primeiro. Gostei do que ouvi, apesar do marketing pró-Apple...

Logo depois, no palco principal, o pessoal do Nerdcast, Alexandre Ottoni (jovemnerd) e Deive Pazos (azaghal). E parte da turma se manifestou por lá: Eduardo Spohr ("A Batalha do Apocalipse"), BlueHand, entre outros. Não, não fui lá olhar eles. Por quê? Porque não havia nada de novo a ouvir... Embora fosse algo realmente novo: Eles fizeram um NerdCast ao vivo, praticamente. Mas, o que mais incomoda nem é o status de "estrelas nerds" que eles alcançaram. Não os invejo, e nem desejo ter essa posição. O que incomoda mesmo é o nível de fanatismo que alguns fãs deles tem: O Deive comentou que um fã desmaiou ao apertar a mão dele. No palco, fãs só faltaram dizer que o NerdCast ajudou ele a curar um câncer, obter a paz mundial ou revolucionar a ciência. Falaram, falaram, falaram... E não disseram nada.

E quanto às estrelas? Olha, de estrelas não tem nada, ambos são muito simpáticos. Só não falei com eles por não ter parado e tido a oportunidade. Minha timidez também não ajuda, e fiquei em débito com o Eduardo Moreira (TargetHD e SpinOff), além de ter falado tão pouco com o Jurandir Filho (RapaduraCast). Quando sentaram para gravar a seção de emails do NerdCast 241, na mesa de som do Leo Lopes (Radiofobia)... Logo se avoluma uma pequena multidão para assistir o evento. É bacana vê-los, apesar de serem estrelas de primeira grandeza dentro da constelação da Campus Party, sentando na bancada de podcasters, batendo papo, falando abobrinha e rindo, como a gente fez em boa parte do tempo.

Rir, aliás, é o melhor remédio, e o Radiofobia, na pessoa do Leo Lopes e do Quessa, e com o auxílio do Tarcan, do Professor Maury, da Dani Monteiro e de tantos outros protagonizaram dois dias de maratona podcastal, a #maratonapod. Foi tão comentada que chegou ao 2o lugar nos trending topics do Twitter no Brasil. O Leo tem curso de radialismo, sabe fazer um programa ao vivo, e leva o Radiofobia como se fosse um programa de rádio AM. Não é à toa que ganharam o prêmio Podcast de melhor podcast de humor. Na 6a, a mesa de som, o iPad usado para scratches, os notebooks e os microfones profissionais deram lugar a um potente gravador com entrada para mais 2 microfones, e a corrida para os lados, para catar possíveis convidados (ou não) para um programa especial Campus Party do Radiofobia. A Maratona Podcast foi transmitida via Twitcam, e foi simplesmente hilária. Queria ter visto mais, tentarei procurar posteriormente na rede.

A chuva desabou de forma BEM violenta às 14 horas desse dia, e um vento fortíssimo uivava do lado de fora do Centro de Exposições Imigrantes. O Vinícius chegou encharcado, o Tiago Andrade quase foi levado pelo vento (filé de borboleta...), e tive que fechar o meu netbook por causa dos respingos de água. Sim, respingou água dentro do pavilhão. E eu estava no MEIO do pavilhão, estávamos muito próximos ao centro do mesmo, onde estava o cubo de vidro da Telefonica, ao lado da "sala de imprensa" e do quiosque da assistência técnica (que desassistiu alguns conhecidos meus).

Mas, vamos ao debate. E lá estavam Mafalda (do Monalisa de Pijamas), Alan Polar (do Nerdrops), Eduardo Moreira (TargetHD e SpinOff), Leo Lopes (Radiofobia) e o Maestro Billy (do programa do Luciano Hunk, da ABEPOD e por aí vai). Foi um debate rico, com inestimáveis dicas sobre pautas, convidados, montagem, direitos autorais de músicas, e principalmente a transformação do seu podcast em algo profissional: A necessidade de um media kit, estatísticas de acesso...  A mídia podcast ainda é muito nova, e a maioria das agências de publicidade não despertaram para esse novo meio de propaganda. Formatos de áudio, histórias engraçadas, problemas... E quando acabou a luz, aí é que a coisa desandou, com o Leo Lopes fazendo muita piada corporal (fica feio falar que o amigo estava fazendo macaquices), e o Moreira indo questionar, na platéia, quem viu e gostou do final de Lost... Felizmente (ou não) o microfone estava s/ funcionar, mas o streaming de vídeo continuou, graças aos no-breaks. Se não editaram, experimente ver e tentar ler os lábios do Moreira. Sim, ele nunca gostou de Lost, o que é uma novidade para todos que nunca ouviram o SpinOff. Engraçadíssima, além de preciosa conversa.

Nessa noite tudo terminou em pizza, na Mansão da Pizza, no Ipiranga. A mesa tinha mais de 40 pessoas, com um bocado de gente comendo como animais. Infelizmente vários não foram porque senão fecharíamos um andar todo da pizza. Conversas sobre a organização, trânsito, entre outros. Revi o Ock-Tock (Máquina do Tempo), conheci a Vana Medeiros (SpinOff Podcast), e comemos como ogros famintos na companhia de dois piratas da melhor/pior espécie, o Maycon (jabour_rio) e o Júnior, do Baú Pirata.

Na volta, caminhada junto com o Tiago Andrade até o metrô (15 a 20 minutos), e dali, até o hotel. Depois de um banho, notebook ligado, 3G ativado, conversa via messenger... E cama. O outro dia seria ainda mais extenso, com Santa Ifigênia e o Steve Wozniak.

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31 dezembro 2009

Jaú 2009 - o que aconteceu na ida

Essa história foi contada pela MSXBR-L, mas reproduzo aqui o que passamos na ida até Jaú, no final de outubro de 2009. Lá vai:

  1. A preparação - Combinamos ir na 6a de tarde, nos vôos de 15:10 e 16:40 da Gol, até Campinas. De lá, pegaríamos um carro alugado e iríamos até Jaú. O povo do Rio que iria comigo (Marcio Lima, Dr. Venom, minha esposa, Maria Cláudia e o Marcus), pegaria em casa e levaria até o aeroporto, fazendo o inverso na volta. Meu carro ficaria no estacionamento do aeroporto, e assim era bom para todo mundo: Uma corrida de táxi até o Galeão é muito cara. Tudo planejado... Vamos ao que interessa.
  2. A partida - Saio de casa ãs 13 hs junto com a Cláudia, passo na casa dos meus pais, converso um pouco, entrego umas coisas... Saímos de lá meia-hora depois. Ligo para o Dr. Venom, que está pronto mas o Márcio Lima nem tinha chegado na casa dele. Nota: Combinamos com o Márcio para que ele fosse até a casa do Venom para irmos todos juntos. Conclusão: Pela primeira vez na vida, fiquei irritado com o Márcio. Mas depois ele explicou o que aconteceu, entendi o que levou-o ao atraso. Bem, peguei o Venom 1o, passei na casa do Marcio em 2o, levo todo mundo no aeroporto, saio, pego o Marcus e volto para o aeroporto. Esse era o plano B. Faço isso, vou pela Penha, Vista Alegre... Subo o viaduto, pego a Dutra e caio na Linha Vermelha. Um acidente dos feios no sentido contrário. O trânsito anda, uma blitz, anda mais um pouco, congestiona... Anda e pára. 50 minutos para fazer um percurso de 10, o Rio de Janeiro deu um nó como eu nunca tinha visto. 1o erro: Essa contingência não foi prevista. Na próxima vez, na véspera de um feriado, sairemos com mais algumas horas de antecedëncia. Larguei o Marcio na UFRJ junto com o Venom, e eles tomaram um táxi para tentar pegaro avião. Volto para tentar pegar o Marcus, mas no meio do caminho, Cláudia me desaconselha, liga para ele e pede para que ele tome um táxi. Retorno para o aeroporto, pegando um trânsito infernal.
  3. Avião perdido - Chegamos no estacionamento às 16:18, Márcio e Venom ajudam-nos a pegar toda a bagagem... Mas não conseguimos embarcar. Marcio não tinha conseguido äs 15:10, remarcou (e pagou R$ 90), e não conseguiu embarcar de novo. Vamos lá reclamar, tentar embarcar, ver se há alguma chance... Neca. O jeito é colocar o nome na lista de espera, e tentar o próximo vôo, às 21:05. Procuro o stand da locadora, me passam o telefone da central, e consigo remarcar o carro das 18:30 para as 22:30. Quem sabe conseguiríamos embarcar? 20:35 chega, e temos a triste notícia de que não há desistências no vôo para Campinas. A Gol foi intransigente por causa do engarrafamento, e muitos dos seus passageiros chegaram atrasado. Eles foram cobrindo os "buracos" de passageiros que faltaram remarcando passagens para mais tarde (e ganhando dinheiro com isso). As opções são:
    • Tentar uma lista de espera para o vôo de sábado, às 7:30, mas é uma loteria.
    • Cancelar a passagem de ida e tentar reaver o dinheiro.
    • Tentar pegar o vôo de sábado de noite, mas o custo era proibitivo (R$ 600, em média). Inviável.

    E aí vem outras notícias desagradáveis:

    • Pelo tipo da passagem, a Gol só reembolsaria 30%. Ou seja, apenas R$ 43 do pacote ida+volta.
    • A volta era perdida: Se você não foi, você não volta.
    • No caso do Marcio, os R$ 90 foram perdidos. Foi menos pior porque um funcionário o isentou de nova taxa de remarcação de passagem.

    E lá vamos nós para o guichê da Gol tentar recuperar algo. Cláudia e o Venom estavam exaltados, reclamando muito, falando alto e inclusive atraindo a atenção - até dos seguranças da INFRAERO. Depois de uma funcionária irritadinha (que nos repassou a um outro, mais calmo), cancelamos as passagens (as minhas 3 e a do Marcus), tendo um reembolso chinfrim e muito tempo perdido. Esse mesmo funcionário, vale notar, concordou com o Márcio, quando ele explicou a sua história (a passagem dele ficou em aberto, ele não foi ressarcido em nada), e ele perguntou se isso era justo. O funcionário respondeu, entre os dentes: "Não, não é justo, senhor".

    2o erro: Empresas aéreas são mais mercenárias do que parecem. Leia todo o contrato, se você faz tudo do jeito deles, é ótimo. Se foge um milímetro... Você perde feio.

    Constatação 1: Faça o check-in assim que possível, e antes de chegar no aeroporto. Isso garante o teu assento.

    Com o cancelamento da Gol, perdemos o direito à locação do carro pela Unidas, já que estavam "casados". Também não era possível transferir a locação para a passagem do Marcio, já que a passagem dele ficou em aberto. Cancelei a reserva, eram 22 horas e nada. O povo que já tinha chegado (Rogério Belarmino, Giovanni Nunes e Ricardo Oazem) ligando preocupados... E a gente ainda preso no Rio.

  4. Vamos a Jaú, nem que seja a pé - Todo mundo cansado, irritado, tenso... E começam as manifestações de desistência. Todos, sem exceção, fraquejaram. Todos pensaram seriamente em ficar em casa, fazer um encontro por aqui, não irem a Jaú e economizar o dinheiro que ainda seria gasto. Como não tinha mais passagem de avião, o jeito era tentar ir de ônibus até Campinas (ou São Paulo), e de lá arrumar uma maneira de chegar. Ligo para o Daniel Caetano, que não pode atender (ele estava dando aula). Ligo para o Rigues, e explico a situação, pergunto se podemos ir seguindo o Daniel mais ele mais Elaine mais Gabriel. Sem problema, ele sairia da Vila Madalena às 9:30 de sábado. Voltamos ao carro, pensando em ir à Rodoviária, tentar uma passagem para irmos, ver no que dá... Quando chegamos no estacionamento, e vemos algo incrível. Eu confesso que vi nisso um sinal divino, de que deveríamos ir: Um carro japonês (um Honda), com uma placa do Espírito Santo, cujas 3 primeiras letras eram: M, S, X.

    Sim, MSX. E o carro era japonês. Eu nunca tinha visto um carro no Rio com essa placa. O Tabajara já tinha me contado de placas MSX no Espírito Santo, Cláudia disse-me que viu um certa vez... Mas eu nunca vi um com essa placa. E esse carro estava estacionado do lado do meu carro. para mim, isso foi como uma mensagem de Deus dizendo: "Vai que vai dar certo!"

    Constatação 2: Deus é MSXzeiro.

    Animei-me, e tratei de animar os outros (que fotografaram a placa). Saímos, os 5 mais malas mais tralha dentro do meu Peugeot 306 (a "Kombi de frete") rumo ä Rodoviária. Acho que nem na mudança ele levou tanto peso assim.

  5. Finalmente, a caminho - Chegamos na Novo Rio às 23:25, estacionamos o carro mas não o descarregamos: Vamos esperar comprar as passagens, e vamos para Campinas ou São Paulo. Aliás, Campinas era considerado perdido: Não daria tempo de pegar um ônibus para lá, e Sampa tem muito mais opções, quase um atrás do outro. Vamos tentar...Saímos do Edifício-Garagem para o saguão, todo reformado (o Marcio ficou abismado com o que viu, e realmente, a Novo Rio melhorou 1000%), e vamos tentar passagens. Na 1001 temos passagem para as 2:00, mas é um convencional com ar, o que é horrível para quem é alto que nem eu. Bem, vamos ver na Itapemirim. Qdo estamos na fila, surge um rapaz me oferecendo 5 passagens para São Paulo, com o ônibus saindo daqui a... 10 minutos. "Acho que Deus quer que nós vamos mesmo", pensei. Jogo a chave do carro nas mãos do Márcio, e ele, Venom e o Marcus saem correndo para descarregar o meu Peugeot, e voltam com todas as malas e coisas que estávamos levando. Enquanto isso, vou verificar a veracidade da passagem (era quente), o preço (era o de tabela), e sigo até um caixa eletrônico para pegar dinheiro e pagar o rapaz. Nota: Esse rapaz é um atravessador de Vale Transporte e RioCard, que compra passagens com esses vales e revende na fila, pelo preço de tabela. Assim, ele tem lucro, troca o VT por dinheiro e a gente resolve nosso problema. Marcus paga parte do dinheiro, Venom fornece o resto, e eu pego algum no caixa eletrônico para completar. Compramos as passagens, agora precisamos embarcar. Corremos até o embarque, conseguimos passar... Saímos do Rio em direção a São Paulo às 0:10 de sábado, num ônibus Double Class da 1001. Previsão de chegada, 6 horas. Finalmente estamos a caminho.
  6. Em São Paulo... Dormir em ônibus é uma droga, principalmente comigo, pois sou grande (1,95m), e mesmo o apoio das pernas do executivo não ajuda muito. Piora quando a Cláudia se remexe toda e quer reclinar-se sobre mim. Ela demora a se ajeitar para dormir. Mas isso pode ser ainda pior. E piora: o Venom ronca. Justiça seja feita, ele está roncando mais agudo, o que deve ser devido a 25 kg perdidos no caminho de uma dieta que ainda não acabou. Mesmo assim, dormi MUITO mal, tendo um pouco de sossego na última meia-hora de percurso. Chegamos ao Tietê, e vamos atrás de um carro para alugar, e passagens para voltar. Vamos no stand da Localiza, e o preço não nos agrada. Vamos até uma lan-house, no 2o piso do Tietê, e depois de muito futucar (e pagar uma grana preta para usar a Internet), descobrimos que:
    • A maioria das locadoras não tem carro para alugar. Tentamos a LocarAlpha, a Hertz, a Avis, a Unidas... Sem sucesso.
    • A TAM tem um vôo voltando de Campinas para o Rio, às 14:02, a R$ 63.

    O jeito é tentar o stand da Localiza de novo. Conversamos com a atendente, que se comove com a nossa história, e nos dá um desconto: Pelo preço de um carro básico, categoria A (Palio 1.0 básico), alugamos um modelo categoria B, econômico (Palio 1.0 Fire, 4 portas, ar, vidro e travas elétricas). Subo, pego o carro, peço a Deus que continue conosco, desço com ele e vamos arrumar a bagagem e as pessoas lá dentro. Márcio acha uma avaria na lateral, chama o funcionário da Localiza para confirmar... E lotamos o carro. Faço todo mundo colocar o cinto de segurança (inclusive o abdominal, para o passageiro do meio). A coisa ficou tão apertada que eu tive que descer e fechar as portas traseiras: Eles não conseguiam fechar, não dava para puxar a porta.

  7. Vamos para a estrada, rumo a Jaú. Joguei todas as fichas que restaram no GPS do celular, que funcionou muito bem: Pegou o sinal rapidamente, e tracei uma rota até o Hotel Jardim, onde ficaríamos hospedados. Antes, pedi ao Giovanni para avisar do nosso atraso, e que eles adiassem nossa reserva para sábado, ao invés de sexta. Seguimos em frente, e o GPS fez seu papel em nos tirar de São Paulo até a Rodovia Bandeirantes... Mas o Giovanni nos sugeriu seguir a Bandeirantes de São Paulo até Cordeirópolis, e não pegar a Via Anhanguera sob hipótese alguma. Embora tivéssemos 2 pedágios até Campinas e mais 4 pedágios até Jaú, o limite de velocidade é maior (120 km/h), o tráfego é menor, e com isso seria mais rápida a viagem. Ligamos o ar, trancamos tudo, pedi a Deus mais uma vez a Sua proteção e seguimos em frente. Surpreendi-me com o motor Fire do Palio ao longo da viagem: Embora fosse um motor 1.0 e mesmo com 5 pessoas dentro, malas e tralha, houve momentos de andarmos a 140 km/h, s/ esforço. Gostei. Rigues me liga, explico que seguimos em frente, e que nos veríamos em Jaú. Ele nos deseja boa viagem. Continuamos em frente, pé embaixo, falando abobrinha, mas ainda muito focados, e querendo chegar de qualquer maneira em Jaú. Quando, de repente... Um policial surge no meio da pista, sinalizando para pararmos no acostamento. "Agora ferrou, o que ele vai encrencar?" pensei. Era um policial rodoviário estadual (acho). Ele faz um grande percurso, até o carro. Quando chega, dá uma volta no veículo, olha tudo, pede os documentos (carteira de motorista e documentos do carro), olha tudo... E dispara:
    "- Tem passageiro aí atrás sem cinto de segurança."
    "- Não mesmo, todos estão usando cinto de segurança, isso eu tenho certeza!" respondi. E peço ao Marcio para mostrar o cinto abdominal.

    O guarda, a contragosto, comenta que os passageiros de trás com cinto de três pontos, do jeito que estão, numa freada iriam se machucar feio. Mando os 2 (Venom e Marcus) se ajeitarem no banco e pergunto: "Tudo certo, policial?" Ele entrega os documentos e libera-nos. Ficou sem o cafezinho dele, dessa vez. Fica para a próxima.

  8. Sim, chegamos - Saímos em Cordeirópolis, pegamos a Rodovia Washington Luís e seguimos até a saída 206B, como quem vai para São Carlos. Antes, em Rio Claro, paramos para ir ao banheiro e beber algo. Começo a sentir dor de cabeça, creio eu que por causa de cansaço. Não como nada, pegamos o carro e continuamos em frente. Pegamos a SP-225, que é quase toda em linha reta. A dor de cabeça aumenta, o cansaço aperta... Nisso, parte dos passageiros no banco de trás dormiram e acordaram, e Cláudia vai puxando papo, para me deixar acordado. Às 12:30 de sábado, finalmente demos entrada no Hotel Jardim, depois de tantas aventuras e cansaço. A nossa reserva tinha sido cancelada, mas felizmente tinha quarto disponível. Para o povo do quarto triplo, só o mais caro estava disponível (diária de R$ 135), e justamente não condizia com o custo do quarto (muitos mosquitos no teto do banheiro, por exemplo). No meu caso, fiquei com a Cláudia num quarto de casal (diária de R$ 91), muito bom, por sinal.

    Qto ao resto, e à volta, fica para depois.

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23 agosto 2009

"Os dias passam lentos..."

Quando entramos no recesso escolar, fiquei sabendo inicialmente que teríamos 10 dias de férias APENAS lá na escola. Bem, não daria para fazer tudo o que eu gostaria, incluindo MSXRio. Tentei aproveitar ao máximo, queimar o máximo de itens da minha lista.

Mas aí veio um problema com o RioCard dos alunos, e tudo foi adiado uma semana. Opa, melhorou, dá para descansar. Depois veio a gripe suína, e as escolas tiveram seu início adiado mais uma vez. Tivemos reuniões com a direção da escola, basicamente sentar e ouvir o que tem sido realizado e propor mudanças e melhorias. E outro adiamento... Enfim, do dia 27 de julho, recomeçamos no dia 17 de agosto. Mais de um mês de recesso.

Apesar de parecer que sim, não gostei de tanto tempo parado. É ruim porque depois acumula no fim do ano, e invariavelmente teremos gente querendo jogar provas de recuperação final para janeiro de 2010, ou acabar tudo em cima do Ano Novo. E não poderíamos sair, descansar, passear... Porque é inverno, falta dinheiro e a qualquer momento poderíamos voltar para a sala de aula.

As faculdades também adiaram o reinício das aulas. Em uma, logo recebi um email: 17 de agosto. Na outra, as aulas foram retomadas dia 3... E canceladas logo em seguida. Eu fui trabalhar sem ter sido avisado. Recomeça tudo dia 10. Voltei 1 semana depois... E tinha sido adiado de novo. Novamente não fui avisado. Dispensável dizer como me senti, depois dessa, né? Aliás, em uma das instituições que trabalho ocorreram várias mudanças: Teve chefe pedindo demissão, teve coordenador voltando para a sala de aula, várias mudanças. Não dá para falar mais porque há sempre alguém melindrado com fatos que não querem que venham à tona.

Pois então, voltei essa semana... E queria voltar ao recesso. Até dia 17 eu estava em paz. Hoje está tudo em guerra. E não é nem com o trabalho... Tá, é com o trabalho também. Mas tem três furacões na minha vida que surgiram na última semana, e que estão me gerando dor de cabeça:
  1. Um grande amigo que estava longe, está de volta. Mas ele está desempregado, todo endividado e os amigos querem ajudá-lo.
  2. Minha avó (de 88 anos) fissurou a cabeça do fêmur, está internada no hospital, e hoje fui visitá-la.
  3. Estou no meio de um fogo cruzado num dos meus empregos, entre dois chefes, me sinto uma bolinha de tênis de mesa... E os alunos é que vão pagar o pato. E eu me sinto como um traidor para com eles.
Minha oração, nesse momento, é pedir a Deus serenidade e sabedoria para lidar com tudo. Falo mais detalhes dos fatos depois.

PS: A lista? Pelo menos está em 86,4% de itens resolvidos. Poderia estar melhor? Sim, mas... Ah, não enche, tá melhor do que estava antes.

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08 novembro 2008

Acho que o Blogblogs tem problemas...

Estou dando uma olhada na minha conta do Blogblogs (coisa que faço semestralmente, quando lembro), e descubro que o Sidney Rezende, jornalista da rádio CBN, é meu fã, segundo o Blogblogs. Hum... Não sei, mas acho que tem algo errado aí, principalmente porque ele aparece três vezes na lista de 11 fãs que eu tenho. E não é o único que aparece mais de uma vez.

De qualquer forma, se ele já perdeu tempo lendo essa joça, a ponto de dizer que é meu fã, fica o meu agradecimento encabulado, e também dizer que gosto muito de ouví-lo, no CBN Rio. Por mais que eu tenha certa prevenção contra as Organizações Globo (nada de um discurso pseudo-esquerdista-que-todo-acéfalo-emite, apenas cautela), eu gosto muito de ouví-lo, por preocupar-se em dar a notícia, e não transformar tudo em cavalos de batalha, a mero pretexto de "estar revoltado". Ricardo Boechat, em compensação, está cada vez mais assim no mesmo horário, o que tem me feito sair da Band News.

Mas eu falo melhor disso num próximo post, da série "filosofações".

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23 setembro 2008

Desventuras em série - com bancos

O Daniel Caetano contou no seu blog as suas desventuras com o Banco Real, e eu lembrei das minhas... Resolvi comentar as minhas um pouco também.

Banco é uma droga mesmo. Sou cliente dos 3 grandes (Bradesco, Itaú e Banco do Brasil). No Bradesco, tenho uma conta-poupança (conjunta com meu pai, desde os meus tempos de menor de idade), onde é depositado o meu salário, de uma instituição onde leciono. Ainda tenho uma conta corrente no mesmo banco, mas em agência diferente (aberta agora), para receber salário da faculdade que me chamou de volta à sala de aula. No Itaú, recebo o pagamento do Estado. No BB, recebo... Nada.

De todos, o que tenho a dizer:
  • O Banco do Brasil não me deu muito problema, mas também, por não receber salário por lá, não tenho nenhuma cortesia. Para conseguir o cartão de crédito internacional, foi uma novela, tive que pegar uma capitalização e uma previdência privada, por exemplo. Mantenho essa conta por questões de confiabilidade: O BB ainda é bem-visto por aí, e eu tenho essa conta há 11 anos, desde que eu fechei a conta do mestrado (quando perdi a bolsa de estudo), e abri uma conta universitária. Mas assim como o Real que o Daniel relatou, quando precisei discutir algo relativo à conta, demorou um bocado para atender. Certa vez, com a questão do cartão de crédito, saí da agência depois das 6 da tarde, já verde de raiva por ter esperado tanto. Já tive mais produtos do banco, mas todos rodaram: A capitalização acabou e eu peguei o dinheiro de volta; a previdência privada foi devidamente estripada para pagar a obra da casa. E o cartão de crédito foi eliminado nessa que foi o meu mais recente lance: Resolvi cancelar o cartão de crédito VISA internacional que tinha por lá, já que o Itaú me ofereceu um com um limite 3x maior (até parece que eu um dia vou arranhar o limite, mas... Pode ser necessário), com mais regalias, etc e tal. Ah, tinha pontos disponíveis no programa de fidelidade deles. Fui olhar o que eu poderia retirar... E o item menos inútil era um par de frigideiras. Fazer o quê, pedi e entregaram aqui em casa, Cláudia ganhou mais duas. Depois, cancelei o cartão. Sábias palavras do grande (fudeba sumido) Mar: "O Banco do Brasil só não entra em falência porque ele é grande demais!"
  • O Itaú deve ser o que me deu menos problema. No tempo em que era Banerj, uma gerente (não sei se gerente de conta) ficou assustada quando viu o meu saldo em poupança, resultado de economias do salário (bom) que eu recebia, e das condições de solteiro em que eu estava. Me passou para cliente especial, aumentou as regalias, embora eu nem quisesse. Para não dizer que tive problema, uma vez tive um problema com a senha, e para desbloquear foi uma novela, 1 h de fila e o escambau a quatro. Usei e abusei do LIS agora, nesses últimos meses, por conta da vermelhidão do meu saldo. Mas estou saindo do buraco agora, e a tendência é melhorar. Mas outra bronca com o Itaú que eu tenho é o esquema com a porta do banco, que vive fechando para mim, e quase tenho que me despir para ir lá dentro. Justamente um local onde eu não quero ir.
  • O Bradesco... Bem, já falei (mal) dele por aqui, logo vou poupar o meu latim e colocar um link para um post antigo sobre o que eu já disse (mal) desse banco. Afinal, recordar é viver. Então, clica aqui, ó. Com a conta nova, até aqui... Nenhum problema por enquanto.

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13 abril 2008

Como eu convenço um usuário?

Sumi daqui mas não do mundo. Outra hora conto algumas (muitas) coisas, mas por enquanto estou começando uma pesquisa: Como eu convenço um usuário a trocar de sistema operacional?

Explico: O micro da Cláudia tem 7 anos de idade. É um Pentium III 600 Mhz (modelo "cartuchão"), com 324 Mb de RAM (isso porque eu coloquei mais 256 Mb, ela vivia dizendo que não precisava, que o micro "é só um pouco lento"), rodando Windows 98. Sim, aquela antiguidade de 10 anos, que nem a Microsoft lembra mais da existência.

Dispensável dizer que tem dual-boot na máquina dela, com o Xubuntu 8.04 (beta), todo configurado. Mas ela diz que "gosta do Windows 98".

Dei um pendrive para ela, um velhusco de 512 Mb para ela. O Windows 98 não reconhece nem a tapa (sim, tentei todos os drivers disponíveis no site do fabricante), o Linux acha na boa. Ela responde: "Não tem problema, eu vou usando disquetes, é melhor...".

Já me recusei a dar suporte a essa ratoeira, já disse que não vou configurar a impressora (que está em rede), já sugeri a ela trocar a máquina (meu pai quer vender o micro dele, disse que faz um precinho camarada), mas ela diz que essa lata velha "tá boa, deixa o meu bichinho na dele".

Na boa, engulo até o Windows XP na máquina dela (embora todos saibam que eu prefiro Linux), mas como eu convenço ela de que ela deveria abandonar essa porcaria?

Sugestões nos comentários.

Update: Acabo de gastar 3 horas do meu dia brigando com o Windows 98 do micro da Cláudia, para fazer ele se convencer a falar com a impressora que está instalada no servidor da casa. Depois de inúmeras tentativas, lutando para que ele visse a impressora, joguei a toalha e catei uma dica para fazer ele imprimir diretamente via IPP. Achei uma dica valiosa nessa página do Dicas-L, e consegui imprimir a página de teste. Agora estou instalando o driver, para poder imprimir colorido. Se fosse Windows 2000, XP ou outra coisa, seria mais fácil. Linux então, nem se fala: Já está funcionando, os servidores CUPS se entendem perfeitamente.

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29 março 2008

Filosofações: Crônica de um jovem casal

Por questões de direitos autorais, pirataria, uso de MP3, coisa e tal, não dá para colocar a música tocando enquanto vocês lêem esse post. Mas se tiverem, coloquem por aí aquela música do Legião Urbana, "O mundo anda tão complicado" para ouvir, como música incidental.

Nota: Partes desse post estão escritas desde o último feriadão, que foi o Carnaval. Logo, vou tentar adaptar.

Às vezes me perguntam como vai a vida de casado. Eu digo que vai muito bem. Tirando a finalização da obra, que segue a "passos de formiga e sem vontade", tem sido tudo muito bom: A descoberta do dia-a-dia, dos jeitos, manias, os detalhes, as coisas simples feitas juntos, os medos... Hoje mesmo fui tentar ajudar a Cláudia a vencer o medo dela de cachorros. Aqui no condomínio tem 3 cães "do condomínio", e 2 pertencentes a moradores, que vivem meio que soltos. E ela tem medo deles, que não perturbam quem eles conhecem. Já foi pauta de reunião de condomínio, já teve discussão a respeito, tem gente a favor e contra... Tranqüilizei ela dizendo: "Se latir, ignore. Se avançar, chute. Se morder, eu mato.". Acho que ela se acalmou, e foi em frente.

E uma das novas práticas da vida de casal é ir ajudar a esposa a fazer compras. Semana passada mesmo foram três mercados no mesmo dia, na luta incessante da dona-de-casa de fazer a melhor economia, comprar o melhor pelo menor preço. Suspeito fortemente que isso dá prazer a elas, essa busca feita com os ouvidos atentos em comerciais de TV, anúncios em rádios, e os sempre presentes encartes. Procura aqui, pesquisa de lá... E vamos às compras.

E, quem conhece o Guanabara, aqui no Rio, sabe que ele tem normalmente promoções muito boas, e um atendimento péssimo. Já disse por aqui que "ir ao Guanabara é ver o o pior do ser humano:" Funcionários mal-treinados, atendimento ruim, filas imensas, clientes mal-criados... Nada contra o meu vizinho superintendente da rede, mas o empregador dele... É péssimo. Deve ser pior do que português.

Começamos pela incrível jornada atrás de um carrinho. Murphy explica que "quando você precisa de um carrinho de compras, aí mesmo é que você não o encontrará". Principalmente se for de noite, véspera de feriado e dia de promoção boa. Os três fatores conjugados são como salitre, carvão e enxofre: Juntos formam uma mistura explosiva, que começa no sumiço dos carrinhos e termina na fila interminável do caixa.

E falando em uma das paixões (ou ódios) nacionais, fila da carne em dia de promoção (como hoje) ultrapassa os 35 metros de comprimento e a uma hora de espera. No final, não tem jeito: "Faz valer o meu esforço aturando a fila... E pega mais um pedaço de alcatra, vai!" Quase R$ 3,50 por quilo a menos quase justifica o esforço.

E por aí vai, os frios esquentando a "mufa" dos clientes, e o pega-não-pega nas gôndolas, as promoções... Numa das vezes, pegamos quatro promoções seguidas. Isso deve gerar serotonina nas donas-de-casa, a correria em alguns casos chega a ser engraçada.

E eu? Bem, na medida do possível ajudo pegando os itens que não requerem o olho apurado da dona-de-casa (e que Cláudia está começando a afiar), e é só ver a validade, pegar e levar. Claro, comprar uma besteira ou outra no caminho, afinal, a conta de alimentação não é minha... Tem outras que estão comigo, mas agora não vem ao caso. Andei propondo à Cláudia irmos às compras com dois carrinhos e usar um par de rádio-transmissores para comunicação. Deve funcionar para compras maiores, em vista de acelerar o penoso processo.

Mas uma coisa é certa, e necessária: Parafraseando Raul Seixas, para a maestria das donas-de-casa, "eu tiro o meu chapéu" (10.000 anos atrás). Elas estão de parabéns.

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20 fevereiro 2008

Telhado dos outros não é de vidro

Do lado esquerdo, a inquilina já está morando, mas o pedreiro dela ainda falta terminar algumas coisas, como a pintura. E a idosa senhora (de 82 anos) tem sofrido inclusive com o barulho vindo da minha casa. Explico: Resolvi fazer umas prateleiras no fundo do lavabo (um corredor de 80 cm de largura por uns 2,5m de profundidade, debaixo da escada), para aproveitar o "canto morto". Colocaríamos material de limpeza por lá, material de uso para a obra (ferramentas emprestadas, por exemplo), e coisas para carro, como por exemplo um pneu que Cláudia tinha guardado, na casa dos pais dela. Duas semanas atrás, estou eu furando revestimento e parede para prender as quatro prateleiras. Uma ficou um pouco torta, outra não ficou tão bem presa assim... O problema foi esburacar a parede com uma furadeira Bosch antiga (era do meu avô), na posição de martelete (que faz uma barulheira danada)... Às 11 da noite. Acabamos parando para assistir um vídeo no notebook, passamos da hora... E lá vou eu, abrir um buraco para bucha 7 mm com uma broca de 6,5... Fico imaginando o diálogo da mãe com a filha (que é quem está bancando a construção da casa): "Filha, estão derrubando a casa do moço, e agora é de noite!"


Falando em vizinha... E o telhado? Uns pedreiros lambões pediram para subir no telhado dela, para fazer o cordão e o acabamento do telhado da minha casa. Nesse meio-termo, quebraram umas 40 telhas da casa dela. Há quem diga que usaram um carrinho de mão sobre o telhado, sem proteção alguma. Absurdo, né? Só pude pedir mil desculpas à filha dela, Dna. Cavina. Mas isso não
é comigo, é com o pessoal que está construindo a minha casa, eles tem que acertar com ela o pagamento das telhas, o que é muito justo.

O problema é que, muito justamente, ela proibiu o pessoal de subir no telhado dela para terminar o acabamento, ou seja, os 25% restantes. Logo, faltou no canto de trás, à direita, o acabamento. Junta-se isso a chuva, que torrencialmente maltratou o Rio de Janeiro recentemente... Eu ajudo, repassando a seqüência, na ordem:

  1. Água empoça na laje.
  2. Água busca sempre um caminho para escapar.
  3. Água escorre entre o muro e a laje.
  4. Água vai para o teto rebaixado de gesso.

Resultado:
Um buraco no meio de uma placa de gesso, do diâmetro do meu polegar, resultado da velha máxima "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Um buraquinho na sanca, por onde escorreu água até o chão do escritório, e 2 placas de gesso que precisam ser repintadas. E tudo isso em cima da escrivaninha da Cláudia!

Fechei o buraco com cola de silicone, como paliativo, e lá fui eu, rastejar no telhado, que é colonial (no ponto mais alto, 2 m. No canto... Zero), me encaixar num espaço com uns 40 cm de altura, para colocar uma bacia, plástico, madeiras e tijolos (sobra de obra encontrada no telhado),
para evitar novo alagamento. Com essas chuvas, somam-se 5 baldes cheios que tirei do telhado, sendo que na penúltima chuva (que fez sair água por tudo que é lado), foram 2 baldes. E eu, tirando água da bacia para o balde usando um copo... Mas essa semana o pedreiro da vizinha vai fazer aquele acabamento, e o problema será resolvido. Temos fé.

No vão da escada, não temos laje, só o gesso. Motivo simples: Se eu quiser subir a casa e fazer um 3o andar, só cortar o gesso e subir a escada. Nada de quebrar a laje. Como diz o Dr. Venom, "Sua casa tem slots de expansão!". Isso seria ótimo, se não houvesse uma goteira sobre o teto de gesso, que eu acabei resolvendo ao estender um plástico grande sobre o mesmo vão. Melhorou, mas quando fizer o cordão do telhado, será finalizado.

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28 outubro 2007

E ainda tem quem goste.

Falei no post anterior que eu estou arrumando outra maneira de acessar o PS2 do Marcio, usando Windows, né? Pois é, resolvi desenferrujar a minha VM (máquina virtual) com o Windows XP que eu tenho num dos cantos do HD, e fazê-la rodar com rede.
Estou usando o QEMU, e coloquei o módulo de kernel que acelera o seu funcionamento (o kqemu). Funciona bem. Funciona (lento, só dei 256 Mb de RAM para ela), mas por instalar programas escusos, tinha uma colônia de vírus, spywares e outras pragas digitais nele. Resolvi apagar o arquivão (2 Gb), e recomeçar de novo.
Gastei boa parte da tarde com ele, que deu pau, reiniciei, recomecei a instalar... Trabalho finalizado. Agora preciso atualizar ele (incluindo o SP2), inclusive as atualizações de segurança. Instalar antivírus, anti-spyware, um programa para limpar o registro, um compactador de arquivos, um pacote de codecs (vez por outra uso ele para converter vídeos para o formato EVA), essas coisas... Ou seja, mal comecei a minha aventura.
Em compensação, criticam o Linux por ser estranho, difícil de instalar, lento... No tempo em que eu gastei para instalar o XisPê, eu teria instalado numa máquina virtual qualquer distro de Linux, já com compactador instalado, e provavelmente um pacote de codecs, e sobraria tempo para futucar um pouco. Dependendo da distro, ela baixa o codec quando houver necessidade. Antivírus, anti-spyware, programa para limpar o registro... Para quê? Não há necessidade dessas coisas.

Em resumo: Para mim há muito masoquista nesse mundinho de Deus... Porque ter que fazer isso tudo (e ainda fazer backup do registro), reinstalar TUDO... Eu prefiro usar Linux, que dá bem menos trabalho, e bem menos dor-de-cabeça.

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19 setembro 2007

Tragédia pouca é bobagem - 1 - o roteador

Dizem que mazela nunca vem sozinha. É, eu senti isso recentemente. Lembram do meu roteador wireless? Pois é, fiz uma burrada na configuração do firewall, tranquei ele. Tentei de tudo para destrancá-lo (todas as dicas que achei no Linksysinfo foram tentadas, mas sem sucesso. Inclusive desconfio de ter feito barbeiragem no caminho. Resumo, enviei para o Tabajara, para ver se ele levanta o defunto.
Depois de muitas tentativas, uso de cabo JTAG, e outras tentativas, não foi possível dar jeito. Achei uma firma em São Paulo, a Wi-Fi Service, que faria o reparo. Só que faltou um componente, que disse-me o dono da empresa, estava queimado. Não tem problema, o Alexandre encomendou o dito cujo na Farnell (R$ 0,55 cada) e mandou entregar lá. Pelas minhas contas, chegaria no fim da próxima semana. Chegaria, porque os Correios estão de greve. Logo... Não está nada dando certo.

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