14 outubro 2007

Nunca duvide da estupidez humana

Minha turma do 1o período, daquela instituição de ensino que eu trabalho (o motivo você sabe, está nesse post aqui), conseguiu se superar no quesito burrice. Explicação: Passei uma lista de exercícios, valendo 2 pontos, para somar com a prova, que vale 8 pontos.

O conteúdo da lista era questões sobre a matéria (um monte), 25 questões de conversão de base, 25 questões de aritmética binária, e 10 questões sobre armazenamento de números racionais no computador (padrão IEEE-754, acho). Eles tinham que escolher 5 perguntas, 8 questões de conversão de base, 5 de aritmética binária e 3 de números racionais (num total de 20), colocar num papel e me entregar. Claro, eu iria corrigir.

Só que tem uma coisa: Tirando as perguntas, todas tinham gabarito. Eu coloco o gabarito ao lado, para que eles, ao estudarem, tivessem um referencial para ver se acertaram. Ou seja, eles iriam entregar uma lista que, na sua maior parte, eles já tem a resposta.

Finalmente, por quê a burrice? Porque teve gente tirando 0,9 na lista. Tiveram uns que tiraram 1,8, 1,9... Até aí, tudo bem. Mas 1,2, 1,3, 0,9? Isso parece piada, mas não é. Fala sério.

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09 julho 2007

Besteirol em prova, ano 2007

Agora temos uma nova lista, da lista de besteiras que os meus alunos escreveram esse ano, nas provas de SO, MMM (da escola) e Computação Básica (da faculdade), até agora. A lista já está grande... Clique em http://republica.ath.cx e clique no botão "Humor", para rir um bocado.

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31 maio 2007

Murphy ataca... Novamente e outra vez.

Tudo acontece quando você não pode se dar ao luxo de perder tempo. E hoje de manhã foi um dia desses, estava cheio de coisas para resolver, e a placa-mãe do meu micro (uma Abit KV8-Pro) resolveu não funcionar. É verdade que depois que coloquei mais 512 Mb de RAM (que eu peguei com o Dr. Venom como parte do pagamento de uma dívida), a máquina ficou um pouco estranha. Mas hoje não queria funcionar direito nem a tapa. E mexe daqui, solta cabo dali, atualiza BIOS, reconfigura isso e aquilo, jumpers... Nada. Não tem jeito, depois da manhã perdida, removo ela do gabinete, empacoto e depois de uma aula na escola, levo no técnico que confio, para verificar o que está acontecendo. O mesmo me promete uma resposta amanhã na hora do almoço.

Infelizmente não tive tempo de copiar os arquivos importantes (como meus emails) para o notebook, logo poderia ir trabalhando por lá. Até consigo copiar, mas não sem pouco trabalho. Logo, acabei chegando cedo aqui na Paraíso, e tentei aproveitar para resolver algo no servidor da escola, o que eu iria fazer hoje. Saquei o PuTTY, canivete suíço com SSH, Telnet, rlogin, SFTP e outros... Mas a porta 22 está fechada. Grrr, pôxa, que droga.

Para completar a fileira de probleminhas irritantes, um engasgo não identificado no crontab do novo servidor da escola, o INetServ (também conhecido como Xuxu (*)), não está gerando corretamente o relatório do Squid, via SARG. Tenho que ver o que está acontecendo, o que verei em casa, depois.

Quanto aos downloads, no momento o que ocupa a minha rede P2P é a ISO do Fedora Core 7, que foi lançada hoje. Também estou finalizando o download de um DVD que eu queria muito, o show On The Night, do Dire Straits. Depois devo parar um pouco com os downloads, visto que cheguei a um estágio em que peguei quase tudo que me interessava. Logo, o bom e velho boromir deve ficar desligado durante o dia, colaborando com a baixa na conta de luz de casa.

No mais, muita coisa acontecendo... Semana passada pensei que tinha apagado as partições do meu HD de 80 Gb (fui tentar destrancar o HD do notebook), e fui futucar, recolocar tudo funcionando... Os dados foram preservados, mas enchi a paciência e reinstalei o Fedora 6, por cima, no meio da madrugada. Instalei, atualizei, coloquei o Beryl funcionando, com direito a janelas sendo queimadas quando são fechadas, e reduzidas num flash de luz quando são minimizadas. Nada útil, mas muito legal de se ver.

A construção começou oficialmente na 2a, mas meu bolso já está numa espiral descendente, com meta de chegar ao zero em breve. Já foi um valor razoável, com fundação e mão-de-obra... Andou chovendo e nesse tempo não é muito bom para construções.

Troca de correia dentada, lá vou eu, R$ 200 na correia, mais R$ 120 no tensionador da correia (ainda era a original, a correia é a 4a), e mais R$ 120 de mão-de-obra (dá um trabalho daqueles para tirar a dita cuja). E eu gastando um dinheiro que não tenho... Tá, até tenho, que é o dinheiro da FAPERJ, logo significa que não é meu. E pronto.

Fim de período chegando nas faculdades, recomeça a luta de escrever montanhas de provas, e corrigir uma cordilheira delas, fora trabalhos. Ainda bem que vem um feriado no meio do caminho, mas... Doh, as provas tem que estar prontas ANTES do feriado! Droga... Ainda tenho uma lista quilométrica para cumprir, e sem desktop... Vamos nos virando.

Ainda não expliquei os motivos de ter colocado algumas coisas aí do lado, e algumas mudanças que realizei. Depois escrevo. Aliás, tem muita coisa que comecei a escrever em casa para pôr aqui e não concluí. Eu deveria ter salvo nos Drafts do Blogger, assim eu iria editando-os por aqui... Bem, depois eu faço isso.

Estado de espírito... Enrolado. E para piorar, um amigo meu fica telefonando, querendo bater papo, fica cobrando a minha presença, como amigo... Como eu explico para ele que não dá e não quero? Sabe aquelas pessoas-chiclete? Então, ele é um desses. Pessoa bacana, mas bidimensional quando resolve ser. Tenho amigos que considero mais do que ele, e não ficam me pentelhando... Cadê aquela vacina contra a chatice?

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04 maio 2007

Ser esquecido é...

...usar as costas da prova de um aluno para fazer anotações relativas ao trabalho.



E eu nem corrigi a prova ainda!

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27 dezembro 2006

Doideiras de ser professor

Há pouco mais de uma hora, apliquei uma prova... Num shopping. Mais precisamente no Downtown, na Barra da Tijuca. E a aluna passou. O motivo... Explico depois.

Explicação: Numa das faculdades onde leciono, ocorreram as provas na semana passada. Sò que uma aluna entrou em contato comigo, avisando que não poderia vir fazer a minha prova, por causa do trabalho, e pediu ajuda. Bem, eu fiquei de ver com a coordenação, que no dia seguinte foi irredutível: Não dá para aplicar outro horário, etc e tal.

Achei isso extremamente injusto, já que era uma aluna esforçada. Fraca, mas esforçada. Deixei um recado no perfil do Orkut de um outro aluno, amigo dela, pedindo para que ela me contactasse. Só que não passei o meu telefone, e deixei que ela entrasse em contato por Orkut e/ou email. Na 6a passada, que fui para a escola trabalhar (embora fosse a minha folga).

O resultado foi o meu esquecimento, uma aluna desesperada, e um coordenador desconfiado. Acalmei-a pelo telefone, quando ela me ligou usando o celular do coordenador, que cedeu, muito a contragosto. Disse que iria dar um jeito.

E dei. O jeito foi ela fazer a prova fora do horário, outra prova, outro dia, outro local. Acontece que é exame final, e as provas precisam ficar arquivadas. Ela precisava de 4,5. Eu lancei 4,5 no diário, e no sistema. Ou seja, ela estava aprovada, na tangente. Só que era possível que eu fosse cobrado da prova dela, não dava para chutar uma nota.

Daí a minha ida ao Downtown hoje, para que ela fizesse a prova. E ela fez em 20 minutos, tirou exatos 4,5, não precisarei alterar no sistema ou no diário. Caso o coordenador me pergunte pela prova dela, ela está comigo, é só entregar. E assim tudo resolvido, meu lado fica limpo, e ela, descansada.



Agora, digam aí: Vocês conhecem algum professor que quebra esse tipo de galho para alunos? E ainda tem gente que reclama...

P.S.: Ainda tenho algumas histórias para contar de trabalho, como um aluno que é um calo para todos os professores que aturam-no. Depois eu falo da peça.

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