17 maio 2011

Sobre o kit-gay, fazendo eco.

Meu amigo Tabajara postou no blog dele a sua opinião (dessa vez, serena e calma) sobre o tal do kit-gay. Li, pensei um pouco... E resolvi escrever um pouco também.

Concordo com ele. Defendo o direito dos homossexuais, e sou visceralmente contra a violência que alguns imbecis tem feito contra quem tem uma opção sexual diferente da sua. Isso é preconceito (mas não é racismo, entendam!). Tenho certeza que num dos meios onde convivo, falar que concordo com o direito à união civil homossexual causaria mal-estar, mas acho que eles tem direito a ter herança, plano de saúde e dividir outros direitos que casais heterossexuais também tem. Aliás, foi muito curioso conversar disso há algum tempo com minha mãe, e ela dizer que também acha que eles devem ter direito. E minha mãe é uma senhora com mais de 60 anos de idade, cristã protestante, logo o rótulo de conservadora sobre a cabeça. Mas gostei de ouvir isso dela.

Mas me desculpem, o homossexualismo não é normal. Sinto muito, do tempo em que estudei Psicologia I na licenciatura, lembro que não encaixa na definição do que é a uma relação sexual normal: Homem e mulher, pelas vias normais. Ou é um desvio de foco (homem para mulher, ou mulher para homem) ou é desvio de uso (troca-se as vias normais por outros orifícios do corpo humano). Não lembro os termos ditos pelo professor (Amândio, gente finíssima), mas é isso mesmo.

E olha, nem entrei no mérito religioso, ou coisa do tipo. Aliás, lembro sempre de uma frase de um amigo cristão, que dizia que deveríamos nos envolver em causas na sociedade, a falada co-beligerância: "Se os homossexuais estiverem protestando contra a violência que eles sofrem, devemos ir lá também protestar! Eu iria, com 2 placas. A primeira diria: Abaixo a violência contra os homossexuais! A segunda seria: Eu não sou um deles!"

Sou contra o kit-gay, acho que não é assim que obteremos igualdade de direitos, e a minoria homossexual barulhenta já fala em criar cotas para professores gays em escolas. Isso é algo completamente descabido. A sociedade brasileira é conservadora, e não será por decreto ou por força que eles serão vistos como pessoas normais na sociedade. O ser humano não sabe lidar com as diferenças, não tem jeito, é um aprendizado, e infelizmente muitos não querem. E não será por força de uma lei que a cabeça das pessoas irá mudar.

Quanto às crianças serem "agredidas" com cenas de violência na TV, Internet e jornais... Eu cresci vendo filmes policiais. Brinquei muito de polícia e ladrão. Ganhei pistola de plástico de brinquedo (aliás, algumas das minhas primeiras lembranças são do Natal de 1977, quando ganhei uma pistola vermelha e branca, com a cabeça de um touro gravada no cabo), joguei muito jogo de tiro... E nem por isso sou violento, quero pegar numa arma para matar gente (se bem que alguns alunos mereciam tortura) ou cometer atrocidades. Sou diferente? Cortar isso das crianças vai tolher o instinto assassino de alguns? Pior é que não. Colocar crianças numa bolha não irá protegê-los, irá torná-los menos preparados (como aquela menina que foi baleada na saída do Metrô, e hoje os pais falam que "sou da paz"). Existem homossexuais na sociedade, e isso é um fato. Eles são pessoas como outras quaisquer, e merecem ser tratados como pessoas normais. Mas daí, como alguns fazem (que se beijam no meio da rua, de forma quase erótica), é um ataque ao pudor. Assim como é um casal heterossexual fazê-lo. Decência e ordem, por favor.

 E que cada um eduque o seu filho para entender a pluraridade da nossa sociedade.

Na boa, muito mais grave é a questão do racismo velado que temos no Brasil. Isso sim, é muito mais sério do que a questão homossexual. Então, kit-gay... Tô fora.

Meu medo é quando o homossexualismo deixar de ser uma opção e tornar-se uma obrigação...
(Maurício Menezes, quanto tempo não assisto um show desse cara, saudades!)

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19 abril 2009

Essa é para eu nunca mais esquecer...

Na atual situação lá da rede da escola, nosso tráfego passa por um proxy (o nosso) e depois pelo proxy da FAETEC. Depois de um pouco de trabalho com o comando route (já que 10.0.0.31 é um endereço interno da nossa rede E o endereço do proxy da FAETEC), alguns sites seguros (SSL) não entravam. Depois de muuuuuuuuito tentar, perguntar e ver com outros, a solução foi usar uma lista associada, e um comando, o never_direct.

Logo, basta criar uma lista de sites que irão querer que o navegador faça o acesso direto, e colocar essa lista como argumento do comando never_direct, no Squid. E pronto. Lógico que não lembrei de todos os sites que requerem isso. Além dos sites seguros, alguns requerem para logon em fóruns, e saí acrescentando. A lista cresce de acordo com a colaboração de colegas que noticiam sites que não funcionam, e assim funciona.

Quem me deu a dica foi um usuário do VivaOLinux, muito obrigado mais uma vez. Eu já estava perdendo os cabelos com essa.

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14 agosto 2008

E as Olimpíadas?

Acreditem se quiser, estou acompanhando (aos trancos) as Olimpíadas de Beijing (ou Pequim). Aqui em casa temos uma antena UHF (conforme falei num post aí embaixo), e estou vendo o que posso, quando posso, na Bandeirantes e no TerraTV. Mesmo que eu quisesse ver na Globo (correndo o risco de ouvir Galvão Bueno falando sandices), não poderia: O sinal aqui em casa é muito fraco.

Bem, lá vai a minha coletânea de tiradas rápidas:

Abertura
  • Não vi. Como acenderam a pira olímpica?
  • Aquele papo das pegadas do gigante chegando no Ninho do Pássaro... Se fosse no Brasil iriam dizer que o gigante era um ladrão de ovos... Mas pareceu muito falso, aquela cena.
  • Parece que dublaram uma das cantoras da abertura. Eita! Bem, somemos à música ridícula da abertura do Pan 2007 ("Sinta essa energia"), o arqueiro que errou a pira olímpica em Barcelona 1992, e vamos aumentando a lista de micos esportivos.
Judô
  • 3 bronzes no judô, viva! Muito bom. Falta alguns ouros... Mas a gente chega lá.
  • Pena que os nossos campeões mundiais do judô (João Derly e Luciano Correa) não estão nos seus melhores dias: O primeiro voltou eliminado, e o segundo, acabou de ir para a repescagem, tomando 2 wazaris, fora 1 yuko de punição por falta de combatividade - e teve uma crise de choro. Mas, como coloquei no blog dele, como comentário... "O ouro deixa para Londres, 2012. Mas o bronze... Traga, nem que seja entre os dentes!". E pelo que vi, não teve jeito: Rodou na repescagem também.
  • Parabéns para a judoca brasileira, a Ketlyn Quadros, a primeira brasileira a tirar medalha em esporte individual. Muito bacana, principalmente porque ela era a reserva da Daniele Zangrano, veio e levou.
Natação
  • Na natação, é Michael Phelps e os outros. O homem está impossível. No Terra contaram a história dele.
  • Aliás, repararam como se quebra recordes esse ano, na natação? Em 4 dias, parece que foram 25! Assustador. Já jogaram a "culpa" no novo maiô da Speedo, outros falam em mais pesquisa em hidrodinâmica (e influência no treinamento dos esportistas), entre outras coisas.
  • Cubo d'Água é um nome simpático, pena que não é a verdade: O prédio não é um cubo, é um paralelepípedo. Que tal... Tijolo d'Água?
  • Cesar Cielo em terceiro nos 100 m livre! Uau, maravilha! Parece que descobrimos o substituto do Xuxa nas piscinas, um especialista em provas curtas. E ele disse que vai trazer medalha nos 50 m livre. Assim esperamos. Agora, o pai dele também é um vitorioso... Ah, CBDA, que palhaçada!
  • O Thiago Pereira está em 3o para a final dos 200m medley, especialidade dele. Tomara que ele traga uma.
Basquete
  • Dá gosto de ver os americanos jogar. Os caras passeiam em quadra.
  • E não teremos "dança do siri" em Pequim, o basquete masculino do Brasil não se classificou.
Outros esportes
  • Roger Federer, primeiro no tênis, acabou de ser chutado das Olimpíadas! Nossa, dá até um consolo, depois da derrota dos nossos favoritos no judô.
  • Já que o Terra está transmitindo, dá para assistir por exemplo, tico com arco, tiro esportivo, boxe e badminton. A maioria não tem narração, mas dá para saciar a curiosidade.
Ainda bem que o Terra arrumou a pendência deles com o Linux, e dá para assistir o TerraTV tendo o plug-in do MPlayer instalado. Assim, dá para assistir enquanto corrijo provas - e os alunos estão indo muito mal.

Uma coisa bacana é ver o Brasil sendo mais presente e disputando mais em várias categorias: Natação, judô, ginástica artística, handebol, entre outros. Isso se chama investimento e aplicação. No caso do judô, eles vivem fazendo intercâmbios com outros países: Cuba, Japão, etc. No handebol, todas as jogadoras do time feminino jogam no exterior. Na ginástica artística, nem se fala: Temos chance de medalha em 3 aparelhos. No tempo da Luísa Parente, isso era impensável. Nada como um BOM investimento, em técnico, equipe, aparelhos... Assim temos chance.

É dedicação somado a talento, não tem jeito: Michael Phelps nada cerca de 75 km por semana, e teve 4 ou 5 dias de folga nos últimos 4 anos. Conta-se também de uma história curiosa: O Sinjin Smith, talvez até hoje o maior jogador de vôlei de todos os tempos, estava no time americano bicampeão olímpico, e numa escala num aeroporto, o avião ficou preso por causa do mau tempo. O time americano encontrou-se com o time feminino brasileiro de vôlei, e uma das jogadoras procurou o Smith. Ele estava virado para uma parede, com uma bola de vôlei, dando toques contra a parede. Até nesse momento o cara está lá, treinando.

4 bronzes, nenhum ouro ainda... Continuemos esperando, e torcendo. Enquanto isso, na Olimpíada da Burrice, meus alunos ganham mais medalhas, com as notas mais baixas do que eu esperava, na prova de MMM. Vamos ver SO, deve ser pior ainda.

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24 julho 2008

"Para os maus, pau!"

Por causa das aulas de Programação para a Web, temos que ter instalado nas máquinas o servidor Web IIS, da Microsoft. E o IIS está configurado para acessar uma página (D:\Minhas Paginas), e responder à requisições via Web, requisições que podem partir de toda a rede. Junte isso com um monte de adolescentes dispostos a fazer o que não se deve, e você tem de tudo sendo compartilhado pela rede: Filmes, jogos, ROMs de emuladores, pornografia... Dizem as más línguas que até pedofilia foi avistado num laboratório.

Uma das soluções possíveis é colocar o IIS para responder somente requisições locais, ou seja, do endereço 127.0.0.1. E dá para fazer, só que o IIS instalado nas máquinas não dá essa opção. Ela está desligada, e não descobri como ligá-la. Talvez seja uma restrição por estar usando o Windows 2000 Professional, e não o Server, nas máquinas. Pesquisei, mas não descobri como (se alguém souber como fazer isso no 2000 e/ou no XP e puder me dizer, agradeço).

Outra opção seria jogar tudo na máquina do professor, removendo os IIS das máquinas de alunos e colocando tudo nas máquinas de professor. Bem, de 120 máquinas, reduzimos para 10. Mas um professor reclamou, disse que isso não é bom academicamente, que o melhor esquema de desenvolvimento Web é mesmo tudo local, etc. É, concordo em parte com ele. Mas não faria mal tentar.

Mais uma opção seria a louca idéia de cadastrar todos os alunos que tem acesso às máquinas, e fazer restrições de acesso por usuário. Bem, tem vários fatores que tornam essa idéia inviável, como:
  • Mais de 1000 alunos na informática, e pouco mais de 3000 alunos na escola como um todo. Teremos que cadastrar todos os alunos da escola, não só os da Informática. Afinal, alunos de outros cursos tem aulas de Info, e o pessoal da Mecânica usa nossos micros para aulas de CAD. E sempre tem um ou outro aluno pedindo para usar nossos computadores para "fazer pesquisa".
  • Uma sobrecarga absurda na base LDAP do servidor (que aguenta), cadastrando aluno por aluno. Fazer isso de forma automática é viável e relativamente fácil, mas o problema é depois gerenciar isso tudo.
  • O usuário é adolescente, logo teremos problemas com senhas perdidas e esquecidas, gente compartilhando senha e alunos de outros cursos cujas contas serão usadas para fazer o que não deve na rede.
  • Perfil móvel para todo mundo, de usuário convidado. Mas é espaço em disco desperdiçado.
  • Incluir todas as máquinas da escola no domínio de rede. Nosso servidor é Samba, estações com Windows. Ainda não descobri uma maneira de fazê-lo automaticamente, o que seria deveras interessante. De novo, se alguém souber, me fala.
São todos usuários convidados, e não dá para jogar para eles a responsabilidade da conta. São muito imaturos para isso. Logo, em resumo, isso funciona bem numa empresa, onde os funcionários tem (algum) nível de responsabilidade. Mas numa escola, não tem jeito. Inviável, ainda mais com a diminuta equipe (3 professores, 3 estagiários).

Daí, volto ao início: Como entrar nas máquinas, apagar todo o lixo que está nelas, de forma que eles não percebam, e possa coagí-los a aprontar menos? A solução, como (quase) sempre, está no Linux. Para ser exato, no Cygwin.

E o que é o Cygwin? Segundo o site do Aurélio sobre o Cygwin, "O Cygwin é um programa que se instala no Windows, trazendo o poder da telinha preta do Linux para o sistema das janelas. Não é preciso "dual boot" ou instalar o Linux, pois o Cygwin roda junto com o Windows. É mágica!". Ou seja, eu posso instalar vários programas que rodam em console do Linux, no Windows. Afinal, "linha de comando é o maior barato". E tem muuuuuuuita coisa que pode ser instalada. Se você tiver curiosidade, pegue essa ISO aqui e veja. Até o GNOME, numa versão não muito antiga está disponível.

Então, o que eu fiz? Instalei o servidor SSH, bash e mais meia-dúzia de comandos (incluindo o shutdown) na imagem de instalação, configurei tudo como manda o figurino, e fiz alguns scripts, colocando no diretório /home/administrador. Logo, eu posso agora logar numa máquina Windows (via SSH), disparar um script para apagar o drive D, e através da troca das chaves públicas, posso apagar também o drive D de todas as máquinas que eu quiser. Já tem scripts prontos para isso.

E o melhor é que eu posso abrir uma sessão VNC, ver o que o aluno está fazendo, logar na máquina dele, apagar os arquivos suspeitos e ainda apagá-los também de um meio externo, como um pendrive. Um aluno abusado (e que acha que é o "fera" em Windows) falou outro dia para mim: "Ah, agora vamos ter que jogar a partir do pendrive, só!". E eu respondi: "É, mas eu posso também apagar o seu pendrive". Sem contar que o shutdown foi instalado, logo eu posso também desligar o micro do aluno, na cara dele. Só faltava a webcam em cada máquina, para registrar o rosto do meliante. Mas isso fica para a próxima etapa.

Por isso o título lá de cima, que vem de uma fábula contada por Monteiro Lobato, conhecida como "As Duas Cachorras". A partir de 28 de julho, algumas coisas irão mudar... Inclusive preciso colocar um texto no drive D, explicando o que podemos fazer, para que ninguém venha choramingar dizendo que foi "injustiçado". Todos estão cientes do fato, ou tem como saber as novas diretrizes de forma fácil.

PS: Depois da pedofilia, queríamos zerar a área dos alunos diariamente. Mas numa reunião, os meus "colegas de trabalho" pediram para que fosse apenas uma vez por semana. A alegação de alguns deles é que "o aluno não tem dinheiro para comprar pendrive". Além da resposta comum, a "salve no pendrive do seu amigo do lado", fui ver o preço de um pendrive no BoaDica. E depois de vê-lo, me pergunto: "Em que mundo esses tapados estão?" Fala sério, um pendrive de 512 Mb é mais barato do que um lanche no McDonald's! Vai dizer que aluno não tem R$ 10 para um pendrive de 512 Mb?

PS 2: Bem, do jeito que foi, posso zerar quantas vezes quiser ao dia. Ficou mais fácil controlar as máquinas todas.

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13 março 2008

Ah, usuários...

Por que será que as pessoas acham que, se a máquina está "estranha", a solução é reiniciar logo de cara? Com clientes rodando Uíndous pode até ser, mas com um servidor rodando Linux? Nem nos servidores Uíndous isso vale.

Mas resetaram o servidor Web da escola hoje de manhã, justamente por acharem que ele estava "esquisito". Duas vezes!

Na minha terra, reset não resolve. O que resolve é encontrar o problema e resolvê-lo. Aliás, estou com um GRANDE problema quanto à geração da imagem para resolver, vou ter que "cair de pau" nele hoje. E lá vamos nós...

Ah, uma curiosa: Fizeram uma besteira na instalação elétrica do corredor (nada a ver com a nossa instalação), e apagaram o circuito de iluminação de parte do corredor. Logo, da coordenação de informática até o laboratório 10 não tem luz, as aulas são às escuras. Os micros funcionam porque estão em outra fase.

E isso está desde terça-feira, ainda não conseguiram identificar o problema. Não deixaram isso mapeado. E vamos levando...

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08 março 2008

Problema do DNS resolvido

Tive que gambiarrar o maraDNS, colocando uma segunda entrada com um domínio interno, para que o Uíndous enxergasse as máquinas. Exemplificando, eu tinha:
(...)
labserv. FQDN4 10.0.0.1
(...)

Agora tive que fazer uma segunda entrada:
(...)
labserv. FQDN4 10.0.0.1
labserv.escola. FQDN4 10.0.0.1
(...)

E para todas as entradas internas do nosso DNS. Claro, tive que dizer ao Uíndous que temos um domínio, o .escola, para que ele conseguisse resolver os nomes. E mais uma imagem, mais uma correção... Ah, saco.

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01 março 2008

Algumas experiências em rede

  • Finalmente resolvi colocar um DNS rodando internamente na escola. Nada de ficar batendo IP para acessar a intranet. Depois de queimar a cabeça (e algumas horas) com o BIND, desisti dele e resolvi tentar o MaraDNS. Bem mais simples, roda direto numa chroot jail, e pesa pouco. Ainda dá para fazer a consulta nos sites do OpenDNS, logo a parte interna, ele faz. Na parte externa, o OpenDNS resolve a parada. Já tenho tudo funcionando em casa, e e em 2 servidores da escola. Assim que as atividades pararem lá por hoje, eu faço a migração, em 15 minutos altero tudo e testo. Beleza.
  • Aliás, o mais legal do OpenDNS é ver os relatórios da semana, e ver que vários sites que os alunos tentaram acessar, foram bloqueados por eles. Simples assim. E como o cache deles é imenso, a resolução de nomes é rápida. Chega dos DNS bichados das teles...
  • Ainda não sei quando, mas em breve irei recompilar o kernel do servidor, e adicionar o filtro na camada 7 no iptables, e assim finalmente expurgar o MSN de uma vez por todas dos nossos laboratórios. Tentei várias regras, com relativo sucesso. Mas agora vou apelar para a ignorância: cada pacote será devidamente aberto e investigado. Se no cabeçalho tiver um X-msn-messenger, vai pra vala.
  • Outra experiência que andei fazendo aqui em casa é o fail2ban, já que eu sofro perturbações (não é ataque) de uns idiotas com scripts de invasão, tentando descobrir um usuário SSH liberado na minha máquina. O Fail2ban simplesmente bloqueia o acesso dele à minha máquina depois de algumas tentativas de acesso, e passa a jogar os pacotes "no chão" assim que chegam. Vou por depois na escola, embora nunca tivemos maiores problemas com isso.
  • Ainda falta o Dansguardian (para uma filtragem decente da rede), balanceamento de carga (ainda preciso estudar melhor o HTB), entre outras coisas. Talvez ativar o ClamAV, mas tem que ver se não fica pesado demais.
Mas estamos melhorando a rede da escola aos poucos, para alegria nossa, e desespero de alguns (muitos) alunos.

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14 outubro 2007

Filosofações: Um dos privilégios de ser professor

Uma das coisas boas da carreira é conhecer gente. Com todas as mazelas, dificuldades e problemas da profissão, uma das coisas boas de ser professor é justamente conhecer pessoas, no caso alunos. E a gente, queira ou não queira, se envolve com eles, nem que seja um pouco. Professores normais, claro. Existem colegas que tratam o aluno com uma distaaaaaaaaaaaaaaaaaância daquelas.

Alguns tornam-se ex-alunos (e ex-alunas), e viram amigos. Tenho exatas 352 pessoas penduradas na minha ficha do Orkut, sendo que 99 ex-alunos. 1 a cada 3,55 pessoas, o que é um índice alto. Pelo menos eu acho.

E ontem eu tive a oportunidade de rever alguns que tornaram-se amigos ao longo dos anos, e lideraram o grupo cristão da escola onde leciono. Eu, como professor, participava do grupo (*), não fazendo parte, mas apenas como um apoio. Eu era o único professor que ia ao Projeto Vida, e lá congregava com eles, irmãos em Cristo e... Adolescentes. Ouvi e falei, aprendi muito com eles, e acho que consegui contribuir um pouco com a vida deles.

Pois é, ontem tivemos um encontro, daquela geração tão boa e divertida, que passou pela minha escola. Foram momentos muito bons, de conversa, de bate-papo, e de constatações... Não vou citar nomes, mas queria comentar como as coisas mudam, em pouco menos de 4 anos:
  • Um engordou 25 kg, está finalmente estudando Direito (fez prova para a PM, abandonou, e foi cursar Ciência da Computação. Abandonou também), e está trabalhando fazendo manutenção de torres de celulares, wireless, essas coisas. Vai casar no ano que vem.
  • Outra, que nadava e competia, hoje em dia não quer nem saber de piscinas. Não está trabalhando diretamente na área, e por enquanto não se animou a encarar uma faculdade.
  • A amiga dela, em compensação, quando aluna veio me perguntar o que eu achava dela ir estudar Matemática. Eu dei o maior apoio, e o resto vocês lêem nesse post aqui, de quase 2 anos atrás. Hoje ela está cursando mestrado em Estatística, pensa num doutorado... Mas o pai dela não mudou, continua sendo muito severo com ela, o que não justifica. Para entenderem, uma frase trocada ontem:
- "Seu pai conheceu algum dos seus namorados?"
- "Não".
  • Tem um que está trabalhando na empresa em que ele começou a estagiar. O estágio virou emprego, mudou de igreja, terminou o noivado, está morando sozinho... E foi o anfitrião de ontem. Tentou vestiba, passou mas não cursou... Mudanças de vida.
  • Um outro se casou tem 2 semanas. Eu iria ser padrinho, mas nos enrolamos tanto, que ele nem conseguiu entregar o convite. Infelizmente não foi ontem, porque resolveu arrumar a torneira do banheiro, e terminou o dia com metade da parede quebrada, para achar um vazamento. Melhor sorte para ele.
  • E tem mais um, que largou o curso técnico de Enfermagem (mas vivia na Informática) não concluiu o segundo grau (até hoje), quase abriu uma loja de roupas, ia para o Tocantins "fazer dinheiro" (não, ele não iria vender espelho a índios, mesmo porque o povo de lá é mais esperto do que ele pensa), e agora trabalha numa empresa de informática. E continua um piadista de primeira.
Dos outros, poucas notícias. Lembro de um último, que se casou, e outro, que não tenho maiores notícias. Época boa, essa. Um deles confessou que chorou ao entrar de novo na escola, lembrando do tempo que estava lá. Tempo bom... Que não volta. "Eu era feliz e não sabia", talvez alguém teria pensado. Mas não é o tempo que passa rápido. É a gente que não se apercebe dele.

Esse que casou tem 2 semanas, falou para mim que eu era um exemplo para ele. Logo eu, imperfeito e remendado, do jeito que eu sou? Eu fiquei completamente sem graça, como quando fizeram uma comunidade em minha homenagem, no Orkut. E eu nunca pensei nisso, nossa... Aí nós nos damos conta de como agimos, e do que somos.

Foi um encontro ótimo, e irão fazer outros, espero. Eu me diverti à beça, foi muito bom revê-los todos. Esperamos poder conversar mais.

(*) Hoje em dia a administração da rede e outros afazeres, fora algumas insatisfações com a liderança de então, me afastaram do grupo.

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09 julho 2007

Besteirol em prova, ano 2007

Agora temos uma nova lista, da lista de besteiras que os meus alunos escreveram esse ano, nas provas de SO, MMM (da escola) e Computação Básica (da faculdade), até agora. A lista já está grande... Clique em http://republica.ath.cx e clique no botão "Humor", para rir um bocado.

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05 julho 2007

Rápidas


  • Quebrou a manopla do câmbio do meu carro. A primeira descascou, e a segunda rachou na base. Resolvi correr nos ferro-velhos daqui de perto (o "shopping do carro batido"), para ver se acho alguma. Procuro em todos, ninguém tem. Numa lojinha, no meio dos ferro-velhos, encontro uma nova. R$ 7,90. "Hum, tem um pitbull estampado nela. É, vamos ver antes qual é a da concessionária". Ligo: R$ 56,50. Dispensável dizer, né? Por esse desconto eu aceito comprar até uma manopla rosa. Claro, pinto ela logo depois... E vai ficando com o pitbull mesmo.
  • Finalmente tomei vergonha na cara e configurei o micro do meu pai para aceitar as minhas requisições de impressão. No meu caso, usei o LPD mesmo, não havia a necessidade de levantar um serviço Samba, essas coisas. Achei um artigo simples, mas bem completo, que se encontra nesse link aqui, e fiz. Funcionou redondo.
  • Um aluno meu conseguiu se superar esses dias, escrevendo eficais, enquanto ele queria dizer eficaz, e resolvendo a seguinte questão:

    Temos 264 células, cada uma com 16 bits de tamanho. Qual o tamanho em Mbytes?

    Resposta: 264 * 24 (16). Bases iguais, sendo multiplicação, somamos os expoentes, e teremos 268 bits. Fazendo 268 / 23 (bytes) / 210 (Kbytes) / 210 (Mbytes), temos o resultado, 245 Mbytes. Certo? Segundo ele, errado. Ele resolveu assim:

    264+16 = 1864. Socorro.

  • Aliás, preciso acrescentar a lista de besteirol escrita em 2007 na intranet da escola. Se alguém quiser acessar, é http://republica.ath.cx, e clica no link Humor.
  • Fim de período na escola, correria para uns, tranqüilidade para outros, já que houveram problemas na impressão das provas, e algumas foram adiadas para semana que vem. Sendo que semana que vem é o prazo de entrega de notas. E o COC do 2o Bi foi arremessado para agosto, por causa do Pan. É, eu estou começando a ficar irritado com esse Pan-Americano...
  • A obra está caminhando. Os tijolos chegaram hoje, deixando mais um rombo no meu orçamento. A previsão de término é no início de outubro, vamos ver se dá. Quero por um álbum de fotos da obra no ar, para vocês verem. Mas só com o recesso, eu vou ter tempo para fazer essas coisas - e muitas outras. E nessa brincadeira, meu dinheiro está rareando... Mas é por uma boa causa.

Depois tem mais.

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29 maio 2007

Sobre wikis... Alguma sugestão?

Well, vai aqui via blog mesmo, quem sabe? Preciso de uma opinião. Lá na escola, com servidores novos, estamos com espaço e carga de UCP sobrando, logo vamos dar vazão aos nossos planos maquiavélicos de conquista mundial. E isso tudo começa instalando uma wiki no nosso webserver. O objetivo dessa wiki é funcionar como lista de tarefas para nós, da administração da rede, e tantas outras coisas (uma ferramenta de groupware não funcionaria direito conosco, 50% da equipe é desorganizada demais), e com os alunos, o início de uma idéia que eu tenho, deles criarem o material de referência deles mesmos.

Fui pesquisar, e achei um comparativo imeeeenso, de vários softwares de wiki (tá na Wikipédia). Selecionei quatro com base em alguns critérios, como:


  • Tem sido usado para o público em geral.
  • Feito em PHP.
  • Usa MySQL.
  • Permite upload de arquivos.
  • Tem controle de spam.
  • Tem controle de acesso.
  • Aceita código HTML.
  • Interface com suporte a templates.
  • Licença GPL.

São eles:

  1. Mediawiki - o que é usado na Wikipédia.
  2. PhpWiki - parece que não é muito usado.
  3. TikiWiki - tem suporte em português, e uma seção do site voltado à área educacional.
  4. Twiki - o menor de todos.

O TWiki pede 5 Mb de download, e o MediaWiki, 50 Mb. Os outros variam nesse intervalo. Estou balançando para o lado do TikiWiki. Alguém tem uma opinião mais concreta a respeito?

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