19 fevereiro 2009

Placas mini-ITX e os meus projetos pessoais

Placas-mãe mini-ITX estão começando a aparecer, aos pouquinhos, por aqui, em terra brasilis. Ainda não estão na relação de mobos do BoaDica, mas já vi algumas à venda em lojas em Cascadura, por exemplo.
Pois é, acabei comprando uma dessas, por R$ 300 no ML. Peguei uma com a seguinte configuração:
  • Processador: Celeron de 1 Ghz, sem cooler - embora tenha conectores para ligar coolers.
  • Memória: DDR de 512 Mb.
  • 3 portas seriais (!)
  • 2 Ethernet (!!)
  • 1 entrada para usar Compact Flash como HD. Aliás, veio com um CF de 4 Gb (e com Windows XP instalado, bleargh).
  • 1 mini-fonte de 300W.
  Depois de pesquisar um pouco, descobri que essa placa é uma PMI8M, da ECS, e feita especialmente para pontos de venda. Por isso 3 seriais (uma delas é RS-422, acho) e 2 portas Ethernet. Não rodei nada nela, só verifiquei se estava funcionando, e realmente estava. É realmente pequena, a dita. E é muito curioso olhar aquele trequinho daquele tamanho sendo a mobo de um micro todo. Curioso mesmo.
  Eu queria uma plaquetinha dessas para substituir a placa-mãe do meu servidor, que é uma A7V8X-X, com um Duron 800 espetado. Mas é quase um pecado colocar uma placa de 17x17 cm dentro daquele gabinete monstro que tenho na mesa do escritório. É capaz dele se perder lá dentro, com tanto espaço vazio. Devo acabar colocando uma PC2500E, da Phitronics, no lugar.
  Tinha pensado em importar uma nova, como o AcidX fez. Mas com a disparada do dólar, desanimei a fazê-lo. Se bem que vou tocar um projeto meu com essa placa, e algumas coisas terei que importar, aqui eu não achei. O que é? Bem, por enquanto é segredo, mas vocês saberão. se der certo, será muuuuuuuuuuuuuuuuuito r0x.

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19 setembro 2007

Tragédia pouca é bobagem - 2 - a placa-mãe

Depois do meu roteador wireless, veio a placa-mãe do meu servidor, uma antiga e assumidamente problemática Asus A7V-133. Assumidamente porque todos sabem, essa família (A7V) é a mais problemática de todas as placas já feitas pela gigante asiática. E ela já veio para mim como uma "refurbished" de pobre: Deu defeito, foi consertada, e revendida a mim, pouco mais de 2 anos atrás.

A crise começou quando uma das 4 controladoras IDE deu crise. Repassei os HDs para outra controladora, reconfigurei (rapidamente) o Gentoo, vamos usando. Para encurtar a história: Todas as 4 IDEs e a controladora de drive pararam de funcionar. O jeito foi comprar outra placa. Peguei com o Dr. Venom uma A7V-8X, muito superior à anterior, com soquete 462, som onboard, rede Gigabit Ethernet... E AGP8X, e memória DDR. Por isso o mercado das pulgas, aí embaixo. Não tenho onde usar mais uma placa de vídeo e 3 pentes de memória. Para o Venom foi bom, ele abateu mais uma parte na sua dívida para comigo. Quanto a mim, o ideal era receber o dinheiro, mas era necessário, visto que o meu roteador está no conserto... Se ele estivesse bom, eu encostava a máquina temporariamente, e quando pudesse, reporia-a. O jeito é trocar, espetar uma placa de vídeo PCI nela, e vamos funcionando... O curioso foi ver que a placa de vídeo (uma S3 Virge) está operando a 1024x768x16 bits, sem problema algum. Como é servidor, então...

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23 junho 2007

Computadores e meu irmão

Não sei se já falei por aqui, ou quantos sabem, mas eu tenho um irmão, o Fabio (sim, sem acento). Ele é exatos 30 meses mais novo que eu (22 de novembro), petroleiro, operador de turbina, e borrachinha emergente (como dizem na plataforma), por ser morador do Recreio dos Bandeirantes. Está vendendo o almoço para comprar a janta, andando nu em casa para economizar roupa (frases dele), tudo isso para pagar o apartamento que ele está comprando.

Ele é divorciado. Não falei por aqui do processo de divórcio dele, que começou em março de 2005, primeiro por pedido dos meus pais. Eles morriam de vergonha de um dos filhos estar se separando. Depois, por querer economizar o blog do drama pessoal que vivíamos, e da apreensão em que estávamos. O divórcio foi litigioso, a ex-esposa dele queria R$ 25 mil e tudo que tinha dentro de casa (saiu com R$ 2500). Até ser perseguido na rua ele foi. A sogra que ele tinha era algo pior do que as jararacas de plantão... Foi muito complicado. E por último, não falei porque não calhou, esqueci, essas coisas.

O Fabio é a parte mais maluca da família. Ele é diferente de mim: Expansivo, falador, brincalhão, fala alto... Como diz minha mãe, "seu irmão chega e enche o ambiente". Ele é do tipo boa-praça, do tipo que quem não conhece, acha ele arrogante e metido (tá, vez por outra ele realmente é). Mas quem conhece, vê que ele é um sujeito dos mais bacanas. E é o meu único irmão, que não tem fissura por MSX, mas está querendo experimentar o Linux e é fascinado por motores, carros turbinados e coisas do tipo. Aliás, isso tem uma participação no nosso dia em que passamos juntos.

Conforme eu falei anteriormente (num post aí embaixo, vai lá procurar), fomos à caça de uma nova placa-mãe para o micro dele, e uma nova fonte para o meu micro. Consultei antes, via Internet, que haviam algumas lojas vendendo placas-mãe Asus A7V600-F. Essa é placa para soquetes 462 (o processador dele é um Athlon XP 2600+, núcleo Barton), 5 PCIs, 1 AGP, etc e tal. Preço bom (R$ 165), é placa para ficar por um bom tempo. E memória... Sugeri a ele para por logo 1 Gb de DDR 400, da Kingston, assim ele pode jogar Counter-Strike em paz. Fomos à caça. Chegamos nas lojas previamente listadas, ouvimos que a placa acabou, só depois das 5 da tarde. Droga. Achei uma rede wifi aberta, conectamos... O Fabio, que nunca tinha visto isso, se divertiu à beça: leu email, viu cotação do dólar e da bolsa, consultou o BoaDica, etc.

Tinha uma outra loja, com placas-mãe da ECS, mais caras (R$ 180). "Mas eu prefiro Asus", disse a ele. Fomos resolver umas questões que meu pai tinha nos pedido para resolver e fomos ao escritório do advogado que cuidou do divórcio dele. De lá fomos a cartório, xerox, documentos, volta ao advogado... Voltemos à placa. Sugiro ir numa assistência técnica que eu conheço, para pedir para que eles vejam qual é o problema da placa-mãe dele, e se tem conserto. Bem, R$ 20 para confirmar um defeito, ele preferiu não perder esse dinheiro.

Comprei uma fonte nova para mim (uma CoolerMaster de 380W), e fizemos nova procura na rede wifi aberta. Só uma loja tinha disponível a placa, num shopping de informática novo, longe daonde estávamos. Tentamos o telefone para confirmar a existência da placa no estoque... E o telefone não atende. Reiterei que não iria meter a mão e trocar aquele processador. Com 2 (ou 3) processadores AMD quebrados no currículo, não vou me arriscar a fraturar um quarto. Conversamos... E ele diz: "Ah, vamos lá mesmo, se não conseguir, paciência". E fomos até a Presidente Vargas.

Entramos no shopping, e pouquíssimos boxes abertos. Chegamos no último, pergunto pela placa e preço, tudo confirmado. Ótimo. Enquanto isso, o Fabio encara o dono do box, que também o encara, como que tentando lembrar de algo...

"-Escuta, você não tinha um Gol 1.0 turbinado com 1,2 bar de pressão?"

"-E você não tinha uma Saveiro branca, turbinada?"

"-Você é o Pasquale?"

"-Você é o Fabio!"

Mundo pequeno e mal-freqüentado. O Pasquale teve certeza de que queria turbinar o carro dele depois de ter andado na Saveiro do meu irmão, e eles não se viam há uns bons anos. Conclusão: Compramos a placa, eles trocaram contatos, números de Nextel, papearam um bocado, e ele ainda trocou o processador, de graça. Legal, não?

Na volta, montamos o micro dele, que saiu já pronto, e remontei o meu. Fiquei devendo para ele o Linux, que ele queria instalar para experimentar, e passamos um dia todo juntos, como a gente não fazia faz um tempão. Foi muito divertido, espero poder repetir novamente com ele depois.



Update: Ele baixou o Linux (Ubuntu 7.04), instalou e tá usando. Claro, não sem antes ir algumas vezes ao Fórum do Ubuntu-BR, olhar o Guia e me dar alguns telefonemas. Mas está usando e se divertindo um bocado com o pinguim. Pois é, mais uma prova de conceito, que Linux pode ser usado por pessoas de fora da área de informática.

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22 junho 2007

Sessão do Descarrego resolve?

O gabinete onde fica o meu desktop, o aragorn, deve ter algo como mau-olhado, cocô de urubu, caveira de burro embaixo dele, essas coisas.. Lá vai a lista:


  1. A primeira mobo, uma KT7-RAID, da Abit, após muitos serviços prestados, pirou na batatinha e deu um monte de problemas, terminando por fritar um processador meu. Segundo foi constatado, circuitos reguladores de tensão com problema.
  2. A segunda mobo, uma KV7, da Abit (também), que funcionou muito bem, até que começou a travar quando eu convertia vídeos. Descobri, a ventoinha do northbridge chipset estava com problemas. Coloquei um dissipador passivo da Zalman, resolveu o problema. Essa placa depois foi para o meu irmão, e faleceu há dois dias, levando consigo um pente de memória DDR 400 256 Mb da Kingston.
  3. A terceira foi uma KV8-Pro, que depois de um bom tempo, estava intermitente, dando pau quando encostava no chipset, e aí não ligava mais. Está guardada, para ser usada em experimentos científicos...
  4. A quarta é uma NF8-V, da Abit. Eu já concluí que o meu problema com a Abit é azar mesmo, mas comprei outra Abit simplesmente por falta de outros modelos com AGP8x e soquete 754 na praça. Nada contra, tive que engolir o orgulho besta e por NVidia, blah blah blah. Até que ela começou a ter problemas ao longo da semana...

Botão de power, e a máquina não ligava imediatamente. Mexe daqui, remexe dali, troca botão, contato direto com chave Philips... Até que ela ligava, e funcionava corretamente. Isso levava de 2 a 5 minutos. Notei depois que, se eu deixasse o no-break ligado, ela entrava na hora. Logo, eu precisava deixar o conjunto carregado, para funcionar. Culpei logo a placa-mãe, mas depois de R$ 20 desperdiçados numa assistência técnica, imaginei que fosse a fonte.

Comprei essa Seventeam de 350 W há (quase) exatos 2 anos. E deduzi que era defeito dela. Logo, vamos comprar outra fonte. Acabei comprando hoje uma da Coolermaster, de 380 W, toda preta, cheia de coisas. Está funcionando agora, e tudo parece estar ok. Bem, pelo menos dessa vez não foi a placa-mãe. Mas eu já estava cogitando uma visita á Igreja Universal...

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01 junho 2007

Lembram daquela placa-mãe?

Pois é, liguei hoje para o técnico, ele me falou que a minha Abit KV8-Pro não tem jeito. Ela tem um defeito intermitente, que faz ela parar de funcionar, e ele acha que é algo embaixo do chipset. Nada feito. Maldição, logo quando não podia gastar?

O jeito foi pesquisar no Boadica, procurar uma substituta. Achei Abits, Foxconns e PCChips baratas. Entre essas três, apesar do meu azar com Abit, era a Abit NF8-V, a R$ 138. Só tinha um probleminha: chipset nForce 3. NVidia. E eu não gosto de NVidia...

O jeito foi engolir o orgulho besta (mesmo porque placas com soquete 754 e slots AGP 8X não são lá muito comuns hoje em dia), e ficar com uma placa-mãe nova, por um preço bem em conta. Monta, remonta, arruma... Botão de power não está mais com nada, o jeito é partir para usar o reset. Também, o gabinete tem 6 anos... Não troquei por ser um ATX torre média padrão, então vai ficando.

No momento, estou atualizando o meu Fedora para o 7, que saiu ontem, e depois vou instalar o Foresight Linux, que estranhamente não rodou direito via QEMU... Well, vamos instalar pelo método "antigo" mesmo.

Ainda não testei algumas coisas, mas a maioria está funcionando redondamente.



Ah, uma notícia boa, estive hoje no SESC de Ramos, parece que vamos ter o espaço para a MSXRio ser lá. E possivelmente de graça.

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31 maio 2007

Murphy ataca... Novamente e outra vez.

Tudo acontece quando você não pode se dar ao luxo de perder tempo. E hoje de manhã foi um dia desses, estava cheio de coisas para resolver, e a placa-mãe do meu micro (uma Abit KV8-Pro) resolveu não funcionar. É verdade que depois que coloquei mais 512 Mb de RAM (que eu peguei com o Dr. Venom como parte do pagamento de uma dívida), a máquina ficou um pouco estranha. Mas hoje não queria funcionar direito nem a tapa. E mexe daqui, solta cabo dali, atualiza BIOS, reconfigura isso e aquilo, jumpers... Nada. Não tem jeito, depois da manhã perdida, removo ela do gabinete, empacoto e depois de uma aula na escola, levo no técnico que confio, para verificar o que está acontecendo. O mesmo me promete uma resposta amanhã na hora do almoço.

Infelizmente não tive tempo de copiar os arquivos importantes (como meus emails) para o notebook, logo poderia ir trabalhando por lá. Até consigo copiar, mas não sem pouco trabalho. Logo, acabei chegando cedo aqui na Paraíso, e tentei aproveitar para resolver algo no servidor da escola, o que eu iria fazer hoje. Saquei o PuTTY, canivete suíço com SSH, Telnet, rlogin, SFTP e outros... Mas a porta 22 está fechada. Grrr, pôxa, que droga.

Para completar a fileira de probleminhas irritantes, um engasgo não identificado no crontab do novo servidor da escola, o INetServ (também conhecido como Xuxu (*)), não está gerando corretamente o relatório do Squid, via SARG. Tenho que ver o que está acontecendo, o que verei em casa, depois.

Quanto aos downloads, no momento o que ocupa a minha rede P2P é a ISO do Fedora Core 7, que foi lançada hoje. Também estou finalizando o download de um DVD que eu queria muito, o show On The Night, do Dire Straits. Depois devo parar um pouco com os downloads, visto que cheguei a um estágio em que peguei quase tudo que me interessava. Logo, o bom e velho boromir deve ficar desligado durante o dia, colaborando com a baixa na conta de luz de casa.

No mais, muita coisa acontecendo... Semana passada pensei que tinha apagado as partições do meu HD de 80 Gb (fui tentar destrancar o HD do notebook), e fui futucar, recolocar tudo funcionando... Os dados foram preservados, mas enchi a paciência e reinstalei o Fedora 6, por cima, no meio da madrugada. Instalei, atualizei, coloquei o Beryl funcionando, com direito a janelas sendo queimadas quando são fechadas, e reduzidas num flash de luz quando são minimizadas. Nada útil, mas muito legal de se ver.

A construção começou oficialmente na 2a, mas meu bolso já está numa espiral descendente, com meta de chegar ao zero em breve. Já foi um valor razoável, com fundação e mão-de-obra... Andou chovendo e nesse tempo não é muito bom para construções.

Troca de correia dentada, lá vou eu, R$ 200 na correia, mais R$ 120 no tensionador da correia (ainda era a original, a correia é a 4a), e mais R$ 120 de mão-de-obra (dá um trabalho daqueles para tirar a dita cuja). E eu gastando um dinheiro que não tenho... Tá, até tenho, que é o dinheiro da FAPERJ, logo significa que não é meu. E pronto.

Fim de período chegando nas faculdades, recomeça a luta de escrever montanhas de provas, e corrigir uma cordilheira delas, fora trabalhos. Ainda bem que vem um feriado no meio do caminho, mas... Doh, as provas tem que estar prontas ANTES do feriado! Droga... Ainda tenho uma lista quilométrica para cumprir, e sem desktop... Vamos nos virando.

Ainda não expliquei os motivos de ter colocado algumas coisas aí do lado, e algumas mudanças que realizei. Depois escrevo. Aliás, tem muita coisa que comecei a escrever em casa para pôr aqui e não concluí. Eu deveria ter salvo nos Drafts do Blogger, assim eu iria editando-os por aqui... Bem, depois eu faço isso.

Estado de espírito... Enrolado. E para piorar, um amigo meu fica telefonando, querendo bater papo, fica cobrando a minha presença, como amigo... Como eu explico para ele que não dá e não quero? Sabe aquelas pessoas-chiclete? Então, ele é um desses. Pessoa bacana, mas bidimensional quando resolve ser. Tenho amigos que considero mais do que ele, e não ficam me pentelhando... Cadê aquela vacina contra a chatice?

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