25 maio 2009

Filosofações: Sobre carros novos e usados

Eu acho uma besteira o que falam por aí, que é melhor comprar carro novo do que carro usado. Vamos lá, o que trago para justificar meu argumento:
  1. Uma das alegações é que com o carro novo, você não precisa dar manutenção por 2 anos. Mas você não está dispensado de fazer a manutenção normal do carro. E aí vem:
    • Troca de óleo (5000 km ou 10000 km, dependendo do óleo);
    • Filtro de óleo (10000 km);
    • Velas (10000 km);
    • Filtro de ar (10000 km);
    • Amortecedores (40000 km em média);
    • Correia dentada (50000 km, mas eu troco sempre antes);
    • Por água no radiador (eu coloco semanalmente);
    • Trocar pneu (60000 km em média);
    • Calibrar pneu (eu calibro a cada 1000, 1500 km)...
    E por aí vai. Se você comprar um carro usado de uma agência séria, que você confie, então a dor-de-cabeça sua diminui enormemente, e tudo dá no mesmo. Eu comprei esse carro de uma agência assim. Quando recebi o carro, eles tinham trocado o óleo, filtros de ar e óleo, e me passado o prazo para trocar velas e outras coisas. Como eles dizem, "melhor a gente gastar um pouco e não dar dor-de-cabeça para o cliente, do que ganhar um pouco mais e perdê-lo".
  2. O IPVA é muito mais caro. Eu paguei R$ 320 de IPVA, ou algo assim, esse ano. Quem tem carro novo pagou algo em torno de R$ 1500.
  3. A garantia do carro te impede de por GNV, por exemplo. E se você roda muito, será gasolina por 1 ano sugando a sua carteira, de canudinho.
  4. Para você ter algum conforto, como direção hidráulica, vidros elétricos, trava geral, ar-condicionado e outros... Bem, num carro novo você vai ter que pagar a mais. Um amigo do trabalho comprou um carro novo agora, e resolveu sapecar opcionais, dar um pouco de conforto a ele e à esposa. O carro dele é 1.0 (não anda), assumiu um parcelamento de 48 meses, e de entrada deu o carro antigo dele, um outro que ele comprou zero. Ou seja, no final das contas, o carro antigo, que ele comprou zero em 2005, para a concessionária vale tanto quanto o meu carro, que tem pelo menos 6 anos a mais de idade (isso, consultando a tabela da FIPE). Fora o parcelamento por 4 anos.
  5. Não, não morro de amores por carro. Talvez esse seja o fator primordial, de que carro para mim é mais ferramenta do que outra coisa, e por isso eu acho que gastar um dinheirão com carro novo seja desperdício, e é mais interessante poupar, ou fazer o que falta em casa, sei lá. Não compensa.
  6. Comprar carro novo em concessionária significa depreciarem MUITO o seu carro velho para aceitarem como parte da compra, e com isso você perde dinheiro.
Argumentos a favor são:
  1. O parcelamento. 48 vezes, 60 vezes, 72 vezes! Eu tenho o mesmo carro há quase 7 anos, e atingiria tal parcelamento por agora, de um carro que comprei em 2002. Eu não gosto de parcelar dívidas assim, tão grandes. Já estou incomodado com 2 empréstimos que irão encerrar-se em breve (setembro e novembro), e não gostaria de pegar um novo parcelamento. Além, comprar à vista é melhor para negociar preço. Mas aí é uma questão minha. Tenho um outro amigo que comprou um carro novo, pagou a maior parte, e o pai dele emprestou o dinheiro para completar o pagamento a vista. Agora, ele deve ao pai, e não ao banco. E é melhor dever para a família do que para banqueiro (salvo raras exceções, como uma das minhas tias).
  2. O gosto de ter um carro novo. Ah, eu reconheço que é bacana, o cheiro de carro novo, essas coisas. Mas eu não pagaria tanto apenas por isso.
  3. Seguro mais barato. Em 4 anos, o seguro do meu carro subiu pelo menos 25%. E eu me aperto todo em julho para pagá-lo a vista, de forma integral e aproveitar o desconto que tenho direito. E as seguradoras estão encrencando com gente que quer segurar carro muito velho, por não achar monetariamente compensatório. É, esse é um argumento forte.
  4. Carro usado gasta, e há problemas que surgem com o uso normal. Afinal, tudo gasta. E nos últimos 12 meses tive que mexer no eixo traseiro do meu carro, encapar os bancos, manutenção no alternador... Ainda haverá reparos no motor de arranque, pelo menos, e um ajuste no freio traseiro que não está perfeito. Algumas lâmpadas do farol de milha queimaram (acho que duas vezes), e a mangueira do ar-condicionado rachou, logo desliguei o termostato e só tenho o modo frio demais disponível. Isso são coisas que ocorrem com o uso, e ocorreriam fazendo a manutenção preventiva regular ou não. Mas vários outros problemas foram evitados fazendo a manutenção preventiva regular, e que todo dono de carro, novo ou velho, deve fazê-lo.
O que concluo? Bem, concluo que eu irei comprar um novo carro usado daqui a algum tempo. O tempo do 306 comigo já está passando... Assim que tiver condições, vou trocar de carro, talvez para um onde as peças sejam mais em conta, um mais novo, com seguro mais barato (ele só sobe nos últimos anos). Mas será outro carro usado, com certeza.

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09 novembro 2007

Crise do gás? Aonde?

Estão falando muito aí sobre a tal crise do gás. Que o GNV vai subir, que está havendo desabastecimento aqui e ali, que está tudo ruim, que o Governo Lula não presta (afinal, para falarem mal do Governo, basta o Governo estar lá), e que eu fui um trouxa colocando GNV no meu carro. Ouvi isso de um idiota, esses dias. Aí entra o que eu tinha a dizer.
Conforme vocês que acompanham o meu blog há tempos, noticiei num post em maio de 2006 que coloquei um kit GNV no meu carro. Comentei dos altos e baixos, e ao longo de 2006, fiquei relatando como estava a minha economia com o GNV, e o pagamento do kit (o que aconteceu em dezembro de 2006). Ou seja, em 2007, até aqui, foi só lucro. Resolvi pontuar algumas coisas a respeito, e avaliar, como bom profissional da área de exatas, os números e criar conclusões em cima deles. Lá vai:
  • A lei estadual do desconto de 75% no IPVA, que fez o meu reduzir-se de R$ 670,14 para R$ 311,95, o que é uma redução de 53,45%. O IPVA subiu, e a gente não paga SÓ IPVA. Paga também seguro obrigatório, DPVAT e outras coisas juntas. Mesmo assim, uma economia de R$ 358,19.
  • Meu carro é um Peugeot 306 1.8 Passion ano 1999. Tem mais de 164.000 km rodados, o que é uma quilometragem de "gente grande". Passados 19 meses, ainda não tive nenhum problema com o gás. Tá, um dia desses a válvula afrouxou, o que foi resolvido com uma chave de boca e 3 apertos. Só isso. É claro, o gasto aumentou um pouco por eu estar fazendo todas as trocas (vela, óleo, filtro de óleo e filtro de ar) com mais regularidade. Mas mesmo assim, era meu dever como motorista fazê-lo. Logo, não há gastos que eu deva colocar aqui.
  • Gastos extras... Foi a vistoria, e a licença anual, que paguei R$ 50 (acho) para renovar.
  • Para os tolos que acham que eu fiz uma grande besteira... Vamos fazer uma tabela:





CombustívelConsumo médioPreçoCusto por km rodado
GNV14,65 km/m3R$ 1,25R$ 0,085
Gasolina9,71 km/lR$ 2,40R$ 0,247
Álcool7,5 km/lR$ 1,35R$ 0,18

Os valores de consumo médio da tabela não são chutados. Foram pescados da minha tabela que mantenho, com todos os abastecimentos desse carro, desde que eu comprei-o (e já se passaram mais de 5 anos). Pesquei os valores lá, e coloquei aqui. Quanto ao álcool, fiz um cálculo simples, estimando a queda em economia em 20% (perfeitamente aceitável). Os preços do gás, gasolina e álcool foram pinçados por mim, em postos ao acaso, que eu vi hoje, na rua.

Vale lembrar que:
  1. Um carro a álcool consome pelo menos 20% a mais do que um carro a gasolina. Mas, com o custo por km rodado menor, é o combustível preferido para quem gosta de turbinar o carro, já que abaixa o custo final (meu irmão que o diga).
  2. O preço do álcool é de agora (novembro de 2007), mas o mesmo está agora num período de safra, o que faz o custo do
    combustível na bomba baixar. Quando você leva isso para o período de
    entressafra (que começa em março, acho), o álcool dispara, chegando
    perto dos R$ 2. Aí, quem tem carro flex, compensa rodar na gasolina (que é o caso do meu pai).
  3. O preço da gasolina foi do posto com gasolina aditivada mais barato que eu achei.
  • Ou seja, para o meu carro deixar de ser vantajoso rodar no gás, o custo dele teria que subir para, pelo menos o valor do km rodado com o álcool. Ou seja, o preço teria que ir para pelo menos R$ 2,64, o que é um valor acima da média da gasolina que temos por aí nos postos. Isso, se o meu carro fosse flex. Como ele não é (e eu não pretendo passá-lo para álcool, ou mesmo turbiná-lo), teríamos que levar em conta o valor da gasolina. Logo, o GNV teria que subir para pelo menos R$ 3,62. Uma subida de quase 190%. E mesmo que haja desestímulo ao uso de GNV, não irão disparar o preço a esse ponto. Isso seria a falência de postos em todo o Brasil, provocando uma enxurrada de processos judiciais, e aumentando o problema, ao invés de diminuir.
  • Mais uma coisa: Estão falando muito em desabastecimento de gás, que está faltando em vários postos, etc e tal... Bem, eu sou um cliente bem infiel em termos de gás. Se o carro precisa, eu paro no primeiro posto e coloco. Falsificar o gás, injetando ar? Meio difícil, o motor não funcionaria. Pode ser que a bomba tenha alguma mutreta, cobrando mais do que deveria. Mas eu ainda acredito em lacres do INMETRO, e laudos pendurados. Claro, podem ser falsos, mas... O que eu posso fazer? Botar na conta do papa? Mas então, eu ainda não parei em posto onde me disseram: "Tem gás não, vai em outro." Todos os postos onde parei, consegui abastecer sem problemas. E olha, eu paro muito para abastecer, minha autonomia é bem baixa (no máximo 100 km), e do jeito que eu rodo, eu abasteço pelo menos 5 vezes por semana. Já houveram dias de 3 abastecimentos - no mesmo dia.
  • O GNV consumido no Rio de Janeiro, na sua grande maioria, vem da Bacia de Campos. Acho que é 90%. Logo, mesmo que o Evo Morales resolva fechar os gasodutos, não teremos falta por aqui, em terras cariocas.
  • Tem um bando de idiotas da imprensa falando de desabastecimento de gás, etc e tal... Alguém aí lembrou da descoberta do Campo de Tupi, em Santos, com uma reserva estimada em 5 a 8 bilhões de petróleo, fora um tanto de gás? Pois é, eu acho é que o uso do gás da Bolívia vai diminuir, isso sim. Esse campo tem o potencial de duplicar as reservas de gás no Brasil. Que tal? Mandem o Evo Morales lamber sabão.
O que ninguém se tocou até agora é o motivo por trás disso. O Governo tem pânico de vivermos outro apagão energético, e na atual conjuntura, eles querem é baratear o uso de gás para alimentar as termoelétricas, e evitar um problema em 2011. Só que isso virou paranóia, e a imprensa, que adora arrumar uma crise para falar mal do Governo, deita e rola.

Em resumo: Se tem crise do gás mesmo, ainda não falaram nada para o meu carro. Porque ele está rodando normalmente, sem sentir os tais efeitos...

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29 maio 2007

"and still cutting the crap"

Falando sobre MSX, no penúltimo sábado (19/5) tivemos um mini-encontro de MSXzeiros em Bacaxá, no último final de semana. Quem não conhece, esse é um distrito de Saquarema (terra, entre outros de Serguei, símbolo máximo do rock maluquete nacional, e pansexual de carteirinha, seja lá o que for isso). O encontro foi na casa onde meus amigos José Luiz e Marluce estão morando provisoriamente (até a casa deles, em Maricá, estar pronta). Bacaxá é realmente longe, não podemos falar que é no "Grande Rio". É Região dos Lagos mesmo. Foi-se um cilindro de GNV para ir até lá e voltar até 1/3 do caminho. E o próximo posto com GNV fica em Arsenal, quase em Tribobó, São Gonçalo... Não vimos nada da cidade, mexemos com MSX um bocado, papeamos um pouco, conversamos sobre MSXRio... Espero que possamos ter mais. Pena que meu notebook não colaborou muito.

Falando em MSXRio, parece que o nosso evento será nômade mais uma vez. A penúltima informação que tive é que o Colégio Lemos Cunha não quer a gente lá em 2007. Pelo visto, somos vocacionados a sermos nômades: Em 11 eventos, 7 locais. Está difícil... Tentamos uma última cartada, mas ao mesmo tempos estamos correndo atrás de outro local. Parece que vamos dessa vez privilegiar locais baratos e que forneçam dois dias, em detrimento do acesso. Logo, preparem-se, povo de fora, que é possível que a MSXRio seja no SESC de Ramos ou no SESC de Madureira. Não dá para fazer em outro local, lamento. Não temos tempo nem vontade nem paciência de ficar correndo atrás de lugares caros e mais bem-localizados, só para uma pequena parte dos beneficiados estarem presentes. A MSXRio'2005 foi isso, foi uma confusão daquelas (local furou, processo na Justiça, gasto imenso com local, etc), e o povo todo, que seria realmente beneficiado pela localização privilegiada (centro do Rio!), quase todo mundo furou. Depois dessa, tô fora.

Ainda sobre MSX, estou na espera da volta do meu Philips, que está com o Ademir Jorge para a reforma. Ele está repintando-o (tinta automotiva, uau), limpando e restaurando-o para que eu possa adicionar a interface IDE interna, Zip-Drive e CF de 1 Gb. Daí, arrumar o monitor dele (ou já ligar o monitor colorido que comprei junto com o povo) e tenho um micro pronto para "conquistar o mundo", de fácil transporte: teclado, gabinete e monitor (se você acha muito, experimenta ver o Turbo-R + gabinete + monitor + Zip-Drive + controladora + whatever).

Falando do monitor colorido: Comprei um monitor colorido para ele, por obra e graça do Ricardo Vendramini, que arrematou um lote de vários monitores (MercadoLivre), pela bagatela de R$ 33 cada um. Trinta e três reais. Para ter uma idéia, o envio será o dobro do preço do monitor. São monitores usados em emissoras de TV, com um painel traseiro repleto de conectores (tem até um DB-25). Precisamos levantar o esquemário do bicho, para saber como ele funciona, e poder ligar ele num MSX da melhor maneira possível. Eu não iria comprar nada, mas uma oferta dessas... É irrecusável.

E terminando o falatório de MSX, estou na fila do MSX-on-a-chip. E nada do grupo Bazix falar sobre a venda do micro. Dá vontade de cancelar e comprar com o Ikeda, já que ele tem para pronta entrega...

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12 janeiro 2007

Pérolas rápidas

Sim, estou fazendo muita coisa nas minhas férias, que são necessárias... Bem, vai aqui um breve relato de tudo:
  • Infelizmente não pude ir ao casamento do Daniel Caetano e da Patrícia, embora eu estivesse em Atibaia, a pouco mais de 1 hora de São Paulo. Perdi a grande chance de ver a fudebada toda na estica. Mas a reunião do Conselho Diretor da ABUB foi das mais longas e chatas que eu já participei, em quase 15 anos de movimento. Mas foi fundamental.
  • A propósito, essa foi a minha primeira experiência em pegar estrada com GNV. O resultado final foi bom, mas eu esperava um pouco mais: 120 km de autonomia máxima com o cilindro cheio (mas acho que dá para ir mais), economia de menos de 30% no final (longo trecho sem GNV nos fizeram ter um gasto de R$ 55 em gasolina)... E 100 km/h de média na estrada. Isso foi bom! Revi rapidamente um grande amigo que está morando em Guaratinguetá, e atravessamos a Serra das Araras de dia, o que foi muito legal (eu gosto de descer serras dirigindo).
  • 2007 chegou, e como foi em 2001 e 2004... Check-up. Fui no médico, que só pediu 4 exames: sangue, fezes, urina e ultrassonografia do abdômem. Hoje enfrentei o vampiro (argh, odeio agulhas) e entreguei os 2 seguintes. O último exame, só dia 24, depois da minha ida a São Paulo.
  • Falando em ida a São Paulo... Estou pensando em ir visitar os amigos (pela última vez, provavelmente) e aproveitar para participar do culto dos 50 anos da ABUB, no dia 20. Pensei em chegar na 5a (18/1) de manhã e ir embora no domingo (21/1) de noite. Dessa vez não tenho muitas coisas para ver em SP, além de resolver pendências e (talvez) comprar uma nova câmera digital (aquela, que eu citei nesse post aqui). Será que alguém tem uma casinha (grande) de cachorro para hospedar um pobre fudeba?
  • Quanto aos outros itens do post anterior (notebook e upgrade), vão esperar mais um pouco. Hoje vi o notebook que eu quero a R$ 3200 no InfoCentro. Hmm... Será que dá para ser mais barato?
  • Resolvi fazer uma grande faxina nos meus CDs. Estou passando TUDO para DVD, para ocupar menos espaço. O resultado até agora é uma pilha de 40 cm (!) de altura de CDs que serão vendados (vendidos + doados) pela módica quantia de R$ 0,20 cada um. Isso mesmo, VINTE CENTAVOS DE REAL. Quem quiser algo, a maior parte é anime. Mas tem filmes e desenhos também. Depois vou tirar uma foto da pilha para mostrar para vocês.
  • Vou preparar uma nova sessão de fotos curiosas. Agora, com um celular com câmera, dá para fazer um bocado de gracinhas. Como eu conecto ele ao micro muito esporadicamente (no Linux ele funciona como um pendrive, eba!), só fiz a última "descarga" de fotos recentemente. Vou fazer uns álbuns com o que eu tenho de fotos e por "na rua". Tem muuuita coisa curiosa, desde um arco-íris num entardecer, no meio de uma via expressa (meu lado poeta) até um Lada Niva amarelo. Ah, e vou postar o relatório completo da minha visita com o Cesar na Uruguaiana, no fim do ano. Não esqueci não, Cesar, vou colocar lá depois...
Acho que tá bom, vou tratar de aprontar o resto. E tome DVD sendo gravado.

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02 janeiro 2007

Oitavo mês do gás


  • Gasolina:

    1. Quantidade: 1
    2. Total: R$ 98,83
    3. Média: R$ 98,83

  • Gás:

    1. Quantidade: 22
    2. Total: R$ 173,08
    3. Média: R$ 7,87 (aproximadamente)

  • Total gasto: R$ 271,91
  • Redução: 35,22%
  • Economia até agora: R$ 1459,50

Conclusões:


  • Rodei menos... 1972 km. Mas a média mensal é bem alta. Proporcionalmente seriam quase R$ 420 em gasolina (202 litros consumidos). Ao contrário, foram 146,70 m3 de GNV. Ainda não paguei o kit-gás, faltam R$ 40,50, mas esse mês tem o IPVA, e um bom desconto, como comentei no post passado esse aqui, do sétimo mês). Aì o kit está pago.
  • De manutenção do carro, só a troca de óleo, e espantosamente, o melhor preço do óleo era na concessionária... R$ 20 o litro do óleo semi-sintético, indicado pela Peugeot. Melhor assim, a troca é a cada 10 mil km.
  • O console do painel central quebrou, precisei trocar. Na concessionária me pediram (sob encomenda) o valor de R$ 320. Resolvi catar no "shopping do carro batido" (os ferro-velhos perto da minha casa), e peça mais troca custou R$ 150. Só que deu um revés, o acendedor de cigarros ficou de fora. Bem, preciso passar no mesmo ferro-velho e trocar o acabamento. Aí, é levar no capoteiro e ele troca, pagando uma Coca-Cola para ele.
  • A capa do banco do motorista, no lado direito, rasgou. Logo, preciso ir a um estofador, e lá se vão R$ 50 pelo serviço. Vou ver se caso as duas coisas (a troca do banco e o acabamento a ser trocado) e faço tudo de uma vez.
  • A troca da chave fica para "quando der na telha", e a pintura do pára-lama ficou esquisita, está mais clara, preciso falar com o pintor. Acho que até fevereiro teremos troca de velas e filtro de ar. É... Não pára. Pelo menos o "pretinho" funciona muito bem, e quem olha, não diz que ele tem 142383 km rodados. Dependo dele para muita coisa, logo eu gosto de mantê-lo sempre em dia.

Para mim, fazer esses relatórios tem sido bons para o meu próprio levantamento, e para quem quer saber se GNV vale a pena (sim, vale). Mas a questão é: Vale a pena continuar escrevendo isso tudo aqui no blog? Não sei se vale, por isso pergunto: Se vocês acham que vale a pena, mandem um comentário aí embaixo. Se não houverem, continuo o meu controle, mas sem relatar por aqui. O objetivo foi atingido, que era de comprovar a meta de pagar o kit GNV até o fim de 2006, e foi feito. Agora, daí para frente... É com vocês.

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03 dezembro 2006

Sétimo mês do gás


  • Gasolina:

    1. Quantidade: 1
    2. Total: R$ 108,60
    3. Média: R$ 108,60

  • Gás:

    1. Quantidade: 19
    2. Total: R$ 154,53
    3. Média: R$ 8,12 (aproximadamente)

  • Total gasto: R$ 262,93
  • Redução: 42,46%
  • Economia até agora: R$ 1311,65

Conclusões:


  • Nesse mês rodei um total de 2226 km, e proporcionalmente seria R$ 457 em gasolina somente (se eu abastecesse no mesmo posto sempre, e gastasse a média que eu fazia quando era só gasolina). Logo, mais um mês e eu pago o kit-gás. Rodei menos, por estar um final de semana fora (em Jaú), mas tendo que ir a São Gonçalo 3 a 4 vezes por semana... Não tem economia que se sustente.
  • Teremos a economia do IPVA, que é lei estadual. Logo, o desconto é de 75%, deverá reduzir em R$ 487, aproximadamente (tô com preguiça de ver o valor do IPVA de 2006). Isso é bom, menos um dinheirão que vou ter que pagar.
  • Esse mês acabei tendo algumas despesas imprevistas. Um idiota de um motoqueiro bateu na traseira do meu carro, o que amassou o pára-choque traseiro e afundou um pouco pelo lado de dentro. Como eu já tinha um amassado no pára-lama direito dianteiro, e eu estava enrolando para arrumar, resolvi fazer tudo de uma vez. Tudo foi feito, um trabalho primoroso (com direito a uma lavagem e um polimento), mas foram-se R$ 400 do meu bolso. Bem, se eu fizesse numa oficina especializada, iria ser bem mais caro (só o amassado no pára-lama seria uns R$ 200, por causa do vinco). E sim, o motoqueiro fugiu.
  • Aliás, nada como pagar o sujeito em dia e do jeito que ele quer: Ele me pediu 3 dias para fazer o serviço, eu argumentei que precisava do carro no dia seguinte, à noite. Em 1 dia e meio ele fez tudo, parou toda a oficina para resolver tudo, porque "o cara é parceiro, é gente-boa, sempre nos ajuda, é a nossa hora de ajudar ele". E foi um serviço grande, mas muito bem-feito.
  • Continua a minha jornada por postos que coloquem mais de 7 m3 no cilindro que está no meu carro. A média está em 6,6 m3.

No fim de dezembro (o oitavo mês) deverei ter que trocar o óleo (10 mil km rodados), e estou enrolando a troca da chave do carro, para uma que o botão funcione. É algo simples, não tem urgência... Mas eu acho legal. O duro é R$ 270 por algo... "Legal".

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06 novembro 2006

Sexto mês do gás

Agora até um pouco adiantado...


  • Gasolina:

    1. Quantidade: 1
    2. Total: R$ 105,01
    3. Média: R$ 105,01

  • Gás:

    1. Quantidade: 22
    2. Total: R$ 179,98
    3. Média: R$ 8,18 (aproximadamente)

  • Total gasto: R$ 334,47
  • Redução: 41%
  • Economia até agora: R$ 1117,59

Conclusões:


  • Quase rodei tanto quanto o mês anterior, num total de 2316 km. Acabei gastando menos em combustível, ultrapassando os R$ 1000 de economia, em 6 meses.
  • Só que os gastos subiram, porque eu aproveitei a possível ida a Jaú no meu carro e fiz barba, cabelo e bigode: troca dos 4 pneus, discos de freio da frente e o conjunto de pastilhas. Ainda teve que desamassar uma haste da suspensão esquerda (ainda efeito daquela batida, em julho). O gasto subiu, mas era tudo necessário, dada a idade do carrinho. Pelo menos deu para parcelar.
  • Nesse próximo mês, devo finalmente levar o carro para desamassar o pára-lama (e uma mossa nova que descobri na porta direita - o carro estava sujo e eu não vi), e continuar apenas mantendo.

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De volta para casa

A volta de Jaú foi bem tranquila. Claro, tivemos alguns percalços, como sempre, mas nada comparado ao ano passado, em que paramos no Shopping Dom Pedro e demoramos a sair (maldita loja da Zelo). Em Rio Claro colocamos GNV e almoçamos. Em Caçapava e São José dos Campos, procuramos postos com GNV, sem sucesso. Acabamos colocando um pouco de gasolina, e colocando gás em Guaratinguetá e em Resende.

A traseira do carro estava baixa, além de dois passageiros "de peso", como eu (93 kg - mas eu tenho 1,95m!) e o Dr. Venom, com mais de 135 kg (acho). A suspensão não foi reforçada, e mais um monte de tralha... Já viu. Foi complicado. Raspou e bateu os amortecedores várias vezes, por mais que a perícia do Edson evitasse mais problemas.

No final, a ansiedade em chegar logo em casa, Serra das Araras e um monte de pedágios. Ainda preciso fazer o balanço final, para acertar a dívida de quem foi, mas acho que vai sair bem barato para cada um. Estou cansado e com um monte de coisas em cima da cama, que preciso arrumar. O jeito é fazê-lo, ou tentar. Agora deixa eu ir trabalhar que eu comento mais depois.

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27 outubro 2006

Quinto mês do gás

Bem atrasado, mas ainda deu tempo de sair. Então, lá vai:


  • Gasolina:

    1. Quantidade: 1
    2. Total: R$ 101,62
    3. Média: R$ 101,62

  • Gás:

    1. Quantidade: 24
    2. Total: R$ 277,79
    3. Média: R$ 7,34 (aproximadamente)

  • Total gasto: R$ 379,41
  • Redução: 32,12%
  • Economia até agora: R$ 885,16

Conclusões:


  • Nesse mês rebasteci muito mais, quase que todo dia do mês. Também, rodei muito... Foi um total de 2355 km. Logo, esse mês eu gastaria, proporcionalmente, algo como R$ 559 em gasolina (se eu abastecesse no mesmo posto sempre, e gastasse a média que tenho feito).
  • Rodei menos na gasolina, mas está difícil achar postos GNV que consigam colocar mais do que 7 m3 no cilindro do meu carro. A média caiu muito, foi para 6,4 m3 por abastecimento.
  • Em compensação tive uns gastos com o carro, coisa pouca: Filtro de ar (eu mesmo troquei, viva), e o rádio... Esse teve que trocar o motor e a unidade ótica. Mas agora, está funcionando bem. Também, algo tem que gastar, né? 4 anos de uso intenso...

Espero que mais breve eu traga aqui o sexto mês do gás, já incluindo a troca dos pneus (estava na hora), os discos dianteiros e as pastilhas... Ui.

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04 setembro 2006

Quarto mês do gás


  • Gasolina:

    1. Quantidade: 1
    2. Total: R$ 110,50
    3. Média: R$ 110,50

  • Gás:

    1. Quantidade: 17
    2. Total: R$ 146,84
    3. Média: R$ 8,16 (aproxiamadamente)

  • Total gasto: R$ 257,34
  • Redução: 42,81%
  • Economia até agora: R$ 705,57

Conclusões:


  • Nesse mês não teve jeito, quase entrei na reserva da gasolina. O abastecimento foi um valor bem alto, e rodei menos, apenas 1983 km com esse tanque.
  • Rodei demais na gasolina esse mês, segurando as pontas para abastecer em postos com mais pressão. A média de gás aumentou, foram 7,83 m3 de GNV por abastecimento. Mas acabei gastando mais do que deveria. De qualquer forma, ultrapassei R$ 700 na economia, o que é bom.

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11 agosto 2006

Terceiro mês do gás


  • Gasolina:

    1. Quantidade: 1
    2. Total: R$ 90,11
    3. Média: R$ 90,11

  • Gás:

    1. Quantidade: 18
    2. Total: R$ 125,94
    3. Média: R$ 7,00 (aproxiamadamente)

  • Total gasto: R$ 216,05
  • Redução: 51,98%
  • Economia até agora: R$ 512,91

Conclusões:


  • A redução aumentou ainda mais um pouco nesse mês, subiu para quase 52%. A economia também aumentou substancialmente, passei dos 500 reais de economia.
  • Aumentei mais um pouquinho na duração do tanque de gasolina: Mais 4 dias, e 6 quilômetros a mais, totalizando 2067 km sem abrir o tanque e dizer: "Completa".
  • Acabou a festa do gás a menos de 1 real: A Petrobrás reajustou o preço, e o mais barato está a R$ 1,13. Mesmo assim a economia vale a pena.
  • Agora são 2 noites por semana na Paraíso. Aumentarei a quilometragem mensal, e o gasto com pedágio (mais um por semana). Bem, desde que a UniverCidade me colocou de licença, o jeito é tentar equilibrar dessa forma.

Hoje pretendo ver as pendências do carro. Nada com pressa, mas tudo que eu pretendia ver no recesso, e esse compromisso aqui me fez adiar por duas semanas. É uma mossa no pára-lama direito, troca do extintor, lavar o carro, completar o cilindro de gás, ir no capoteiro para tentar encapar o banco do motorista, fechadura da porta... São detalhes, mas que precisam ser vistos. Ah, e a suspensão traseira também, que é necessária.

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07 julho 2006

Segundo mês do gás


  • Gasolina:
    1. Quantidade: 1
    2. Total: R$ 98,10
    3. Média: R$ 98,10

  • GNV:
    1. Quantidade: 17
    2. Total: R$ 138,67
    3. Média: R$ 8,16

  • Total gasto: R$ 236,77
  • Redução: 47,38%
  • Economia até agora: R$ 278,96
Conclusões:
  • Esse mês eu consegui virar só pondo gasolina uma vez. Virei 1847 km nesse mês, mas entre os dois abastecimentos de gasolina, foram 2061 km rodados. Virei o hodômetro parcial duas vezes.
  • Agora a redução foi boa. Nesse ritmo eu pago o kit gás em 11 meses, mas acho que consigo isso em menos tempo, o primeiro mês foi ruim em termos de economia.
  • Nada como um pouco de concorrência: O posto perto da minha escola está vendendo o gás a R$ 0,97 o metro cúbico (em Quintino, posto Ale). A pressão é boa (não é ótima, mas tá bom), e eu encho ali também pela praticidade. Um segundo posto, na Rua Cândido Benício (ligação entre Cascadura, Madureira e Jacarepaguá) colocou gás, e logo baixou o preço, de R$ 1,17 para R$ 0,99. Conclusão: Todos os outros 4 postos que vendem gás nessa via, baixaram o preço para R$ 0,99. A pressão está boa: Em média 7, 7,5 m3 de gás. Como minha autonomia no gás não passa de 100 km na cidade, estou enchendo muito (uma vez a cada dois dias, em média), mas economizando muito.
  • O carro morreu algumas vezes, mas descobri: Pé na embreagem tempo demais, no ponto-morto, em descidas. E ele acende todo o painel, mas não necessariamente morre. Demora um pouquinho. Logo, algumas manias de motorista de carro a gasolina eu estou tendo que perder, como deixar o pé na embreagem por um pouco mais de tempo.
Tirando isso, o gasto nesse mês, com o carro, não houve mais nada. Ganhei um amassado leve no pára-lama direito, e um arranhão superficial, culpa de um motoqueiro que tentou me cortar e não conseguiu (acho que o maior prejuízo foi dele, deve ter doído muito). Isso sai com uma marretada e massa de polir. Ainda é necessário terminar de arrumar a fechadura da porta direita (está com a tampinha quebrada faz tempo), e levantar a suspensão traseira um pouco (já vi com quem fazê-lo). Tirando isso... Tudo bem, o gasto mensal com o carro diminuiu... E sobra mais um troco para por no pé-de-meia.

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03 junho 2006

Primeiro mês do gás


  • Gasolina:

    1. Quantidade: 3
    2. Total: R$ 228,82
    3. Média: R$ 76,20

  • GNV:
      Quantidade: 24
    1. Total: R$ 156,25
    2. Média: R$ 6,51

  • Total gasto: R$ 384,27
  • Redução: 15%

Conclusões:


  1. O primeiro mês é mais esquisito para se adequar. Foram três abastecimentos de gasolina, rodei cerca de 1200 km sem por gasolina no tanque, só no gás, na maioria do tempo.
  2. A redução foi pequena, mas já foi significativa. De grão em grão a galinha enche o papo.
  3. Descobri postos onde a pressão é boa e o preço também. O mais barato que achei foi de R$ 0,99. Aliás, 2 postos. Num, a pressão era uma bosta (5,40 m3 e já encheu o cilindro). No outro, pressão boa. Uma das melhores pressões fica num posto perto da minha igreja. R$ 1,08 o m3. Se a pressão for maior do que 250 bar, pode danificar a válvula. Em tempo, o cilindro do meu carro pega entre 7 e 8 m3 de GNV.
  4. Na estrada, um cilindro cheio deve dar para uns 120 km, o que é pouco. Na cidade, também é baixa, mas melhor assim do que nada, ou perder a mala toda.
  5. No funcionamento do carro, nada de anormal.
  6. Enfim, estou gostando do gás, espero reduzir meu gasto ainda mais.

Tirando isso, 3 gastos extras no mês, com o pretinho:


  • Troquei (finalmente) o abafador. O novo custou R$ 220, com direito a um ronco mais grave. É bom de ouvir, e esse estava velho - era original!
  • O sensor de temperatura pirou na batatinha. Ele dizia que o motor estava a 110 graus, e o capô frio. Foram R$ 42 na pecinha (maior novela para achar onde tinha) e R$ 15 na troca.
  • Um bom polimento, que eu devia a ele fazia tempo. R$ 20 porque o pintor é meu camarada (seria R$ 50 a 70).

Ou seja, coisas normais, de uso de um carro com 127 mil km, mas bem-cuidado e tratado. Quando vou vender? Sei lá, um dia desses eu penso nisso.

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