08 fevereiro 2011

Relatos de Campus Party - quarto dia

No sábado fiz diferente, não fui direto à Campus Party. Dessa vez fui até a Santa Ifigênia, para mais uma vez perambular sem lenço e sem documento, para ver coisas curiosas e sem noção... E os lixões das redondezas da Santa. Fui acompanhado do Daniel Ravazzi e posteriormente do Dante Nishida, e rodamos um bocado, procurando algo que fosse minimamente interessante. Maiores relatos eu trarei posteriormente, no Uruguaiana é Punk.
Dali, voltamos para a Campus Party. Comentando com o Ravazzi a respeito do calor lá dentro, disse que um carioca ou um nordestino ali sente-se tranquilo. Um paulista se incomoda. Um morador do sul já sofre com o calor. E um rapaz na fila complementa: "E eu, que sou de Cuiabá (Mato Grosso), estou até sentindo frio!" Rimos à beça com o fato. Já chegamos lá depois do almoço, com uma ligação do Giovanni avisa que ele está chegando. Nos encontramos lá, na própria Campus Party. Tentamos usar todo o nosso charm person para ver se conseguirmos com que o Dante e o Ravazzi entrem na área dos campuseiros, sem sucesso. Almoço, passeio na área de exposições... Comprei o livro do Woz, além de 2 camisas na LinuxMall. Preço bom, pena que não pude adquirir adesivos. Por lá encontramos com o Rigues (junto com a turma da PC World que veio com ele), e a Elaine, grávida de 6 meses, esperando a Carmen.
Na área de exposições da Campus Party havia vários estandes, e alguns locais para exposições relacionadas. Por isso vocês podem ver aí embaixo fotos de itens relacionados, como o carro movido a bateria de nobreaks, o relógio movido a água e um sapo (da @agenciafrog) usando um notebook. O Dante foi assistir uma palestra (depois de ter tentado comer um Cup Noodles de graça - e não conseguiu), e acabamos nos desencontrando dele. Nisso eu já tinha ido lá dentro, colocado o netbook para continuar fazendo downloads - e tentar fechar o que ficou pendente.



Na volta, estandes, inclusive o da AMD, onde conversei longamente sobre a tecnologia Fusion, as APUs, que reúnem processador + processador de vídeo + chipsets ponte norte e sul numa peça única - e pequena... Além de tirar muitas fotos. Algumas já subi para o álbum (como a que está aí do lado), outras talvez irão, mas terão mais utilidade no trabalho. Algumas ideias sobre media-center para a sala de casa foram devidamente adiadas. Já que eu sou fã mesmo de AMD, vamos esperar pois a promessa é que o dito cujo vai ser bom. Eu, pelo menos, vi uma plaquetinha dessas tocando um vídeo em full-HD (era Transformers 2, tá aí a Megan Fox que não me deixa mentir). Ainda teve o robô da Petrobrás (operado por 2 pessoas, um controlava o robô, e outro mexia com a fisionomia dele), o "super-piano" (semelhante àquele do filme "Quero Ser Grande"), e outros itens. Volto para ver como está os downloads, e a maior parte dos podcasters não voltou. Parece que o Tour Gastronômico do Papo de Gordo estava sendo bom mesmo. Só espero que o último prato não tenha sido a canja de galinha do Hospital das Clínicas...

Bem, chegou a grande hora: Vamos fazer a entrevista com Steve Wozniak, o Woz. Pergunto como é o esquema para o Rigues, e entro, meio assustado, já que é a primeira vez em que sou imprensa credenciada. Eu queria, como a maioria ali, um autógrafo do Woz na autobiografia dele (que eu tinha comprado pouco antes), e fazer uma pergunta a ele.
Filmei boa parte da coletiva, na medida com que era possível, já que a câmera trepidava, eu estava sem tripé, a iluminação não ajudava... E eu cansava. Fiz várias fotos desse sujeito simpaticão, pouco mais novo do que meu pai (60 anos), e com um iPod nano no pulso (direito). Ainda filmei... E consegui fazer a pergunta! Quase não pude, já que quando pedi o microfone, a moça que conduzia a entrevista disse que não podia. Mas houve espaço para mais duas, e eu perguntei a ele sobre o que ele mudaria no projeto original do Apple II.
Para a maioria dos jornalistas especializados (ou não), essa pergunta não era relevante. Afinal das contas, eles queriam perguntar da saúde de Steve Jobs (Woz não falou nada que não sabemos), sobre o iPad, sobre a Apple... Só que ele saiu da Apple em 1987, ele não trabalha mais lá há quase 25 anos! Caramba... O Rigues perguntou sobre o que ele acha de uma afirmação no blog dos desenvolvedores do Android, que dizem que os fabricantes terão que tomar uma posição: Ou fecham o aparelho completamente, ou permitem que o usuário faça o que quiser com ele. Woz saiu bem pela tangente, quase perpendicular, e não respondeu à pergunta.
Quanto a resposta à minha pergunta, ele falou sobre o uso do Microsoft BASIC (ele queria evitar o fato), sobre colocar unidade de ponto flutuante no Apple II, e o mais só vendo o vídeo. Eu estava emocionado por um dos heróis da minha geração estar ali, respondendo uma pergunta minha. O Tabajara teria infartado do coração com o fato. No final da coletiva, Woz sai pela lateral, rapidamente, e todos nós com o livro na mão, esperando a assinatura. A Babs, do Garotas Geeks, trouxe um Mac Classic II para ser autografado. Não foi, mas foi o alvo das câmeras dos jornalistas presentes. Bem... Fica para o final.
De Campus Party 2011
Ah, vale dizer que o Giovanni não conseguiu entrar na coletiva de imprensa, e como bom (?!) Marvin que é, mandou-me um SMS de despedida (iria voltar para Campinas) e deu um jeito de passar a pulseira cinza dele (a de convidado VIP) para o Ravazzi, e assim ele poderia entrar na área dos campuseiros. Bem, assim ocorreu, e o Ravazzi adentrou o recinto (finalmente).
Acaba a coletiva, vamos de volta para área dos campuseiros, Rigues vai ver como está a Elaine, e eu vou me enfiar no meio da molecada que quer ouvir o Woz (mas não faz a menor ideia do que ele fez na Apple). A aglomeração é grande, e fica díficil fazer fotos. Mesmo assim consegui registrar algumas da palestra, além de vê-lo chegando, tal qual estrela do rock, até o palco principal. Nisso, o Fernando Valente, da Chiaro Software está com um MacBook aberto, e na tela escrito: "Woz, I wanna talk with you :-)". Ele manteve o MacBook sobre a cabeça, aberto para que Steve Wozniak visse e, quem sabe, chamasse-o para falar. Acabei papeando e revezando com ele para segurar o notebook.
Ravazzi liga. Ele tinha ido tentar tomar uma água na sala VIP de dentro da área dos campuseiros, mas fora barrado pelo segurança, já que a sessão de assinaturas do Woz seria ali. Ele me telefona, e saio da palestra correndo para a fila, que estava se formando. Perco a maior parte da palestra do homem, fico na fila e conheço algumas pessoas muito simpáticas, como um jornalista que disse-me que a minha pergunta foi a mais pertinente de todas (Ricardo Bánffy) e um fã de Apple II, que trazia um mouse de Apple IIgs para que o Woz autografasse. Conversa vai, conversa vem... Mais de uma hora na espera.
De repente, alguém do apoio nos retiram da fila, sob a alegação de que já que somos da imprensa credenciada, poderíamos tirar fotos do Wozniak autografando livros: "Mas vocês não podem pedir autógrafo dele. Fã é fã, e imprensa é imprensa". Discordamos prontamente, e o Bánffy respondeu de maneira exemplar: "Esse homem é meu herói desde os 10 anos de idade, eu sou fã dele. Não saio daqui sem o autógrafo dele, mesmo sendo imprensa". Argumentei que as fotos dele já tinham sido feitas na coletiva de imprensa, só queria ser fotografado com ele, e o autógrafo. Conclusão... Pedido de desculpas a nós e voltamos para a fila. Fila que, aliás, estava bem desorganizada: Ela estava próxima a um bebedouro, e os seguranças ainda mandaram aproximá-la do móvel. Ou seja, veio gente com a desculpa de irem beber água, e ali ficaram, mesmo debaixo de protestos. Ainda houve a restrição de apenas um item seria autografado pelo Woz (para que a fila andasse), mas não foi muito observada pelas pessoas que entraram com 3, 4 MacBooks debaixo do braço. No final, ainda foi formada uma segunda fila, dos dinamizadores (a equipe de apoio da Campus Party), e por pouco não ficamos parados, esperando que todos eles entrassem e recebessem seus autógrafos, para depois sermos atendidos: Debaixo de protestos, o apoio teve a brilhante idéia de misturar a fila, subindo algumas pessoas de cada uma das duas filas. E assim se fez.
Finalmente subimos, e tudo foi muito rápido. Sentei-me ao lado desse que é um dos heróis da nossa geração, e disse, em inglês claro e direto: "Senhor Wozniak, este é o nosso cartão. Nós temos um podcast sobre retrocomputação, e falamos também do Apple II". E o sorridente gordinho (como disse minha mãe) estendeu a mão, pegou o cartão, agradeceu e disse: "Interessante". E ele pegou um pacotinho, abriu, pegou um cartão de visitas dele e me entregou. Fiquei branco na hora, mas sorri e estendi a mão a ele para cumprimentá-lo, o que foi respondido. Logo fui tirado às pressas, já que não dava para esperar muito, mas ainda consegui fotografar o Daniel Ravazzi, atrás de mim, também com o Wozniak.
As curiosidades do cartão de visitas do Wozniak consistem em que:
  • Ele não dá esse cartão a qualquer um. Pelo contrário, ele só entrega esse cartão a quem ele considera interessante.
  • O cartão é feito de lâmina de aço, com alguns desenhos feitos a laser, e perfurações também.
  • O cartão traz o nome, email, endereço e número de telefone do Wozniak. 
O próprio Wozniak já brincou dizendo que ele usaria o cartão para cortar bifes recebidos nos serviços de bordo das companhias aéreas aos quais ele viajaria... Mas é um troféu, o que coroou uma semana de correria, e fez valer a pena o esforço. Como diz meu amigo Marcio Lima...
Ajoelhe-se aos meus pés, filho de Jor-El!

Dali, o que sobrou? Foi procurar os amigos na fila. Rafael Rigues, infelizmente, ainda estava no meio da fila. Ele foi para a sala VIP. Mas a sala do lado de fora, na área de exposições. O rapaz do mouse de Apple IIgs disse que o Woz se emocionou quando viu a procedência do mouse, assinou e parabenizou-o por ter esse micro. O Bánffy conseguiu 2 autógrafos: Um na sua edição da autobiografia, e outro na edição da autobiografia que ele vai dar ao filho dele de presente. Teve gente descendo com iMac autografado, outros com Macbooks... O que é meio burrice, já que você vai vender depois o notebook, e vais fazer o que com o autógrafo? Pedir mais caro? Bem fez a Babs, que conseguiu o autógrafo dele (finalmente) no seu Mac Classic II.

E com isso fecha a Campus Party para mim. Com o sentimento do dever cumprido, despedi-me de quem ainda estava por lá (Jurandir e Maurício, do RapaduraCast, por exemplo), e segui rumo ao microônibus, despedindo-me da minha primeira Campus Party, rumo ao metrô e depois, no Esfiha Chic, para comer com os amigos MSXzeiros que lá estavam (Piter Punk, Raimundo e sua namorada, Adriana), e os que depois chegaram (Rigues e Elaine, José Luiz e Marluce). Rendeu uma boa conversa, muitos risos, e o retorno, tarde da noite ao hotel.

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05 fevereiro 2011

Relatos de Campus Party - terceiro dia

Vamos ao terceiro dia de Campus Party, a sexta-feira, dia 21 de janeiro. Bem, esse acabou sendo o dia dos podcasts, pois todas as atividades relacionadas foram concentradas pela organização nesse dia. Acabou sendo muito bom, pois foi um dia em que eu cheguei bem cedo (antes das 10 horas), e de lá só saí para jantar... Num rodízio de pizza.

Minha estratégia sempre é comer muito bem no café da manhã (e como comi mamão esses dias...), para depois só jantar. Nada de almoço. Na 3a, comi no Habib's com o Capitão Nelson Wakai. Na 4a, fui sozinho para o imperdível Esfiha Chic, próximo ao hotel e detentor de originais esfihas de catupiry e calabresa (fora as tradicionais, de carne, frango e queijo). Na 5a, comi um yakisoba júnior e refrigerante na própria Campus Party (R$ 11!). Não fui à Choperia Opção para beber c/ o povo por querer aproveitar o tempo em q estava na Campus... Para downloads. Ah, tá, tem as conversas tb. E q conversas boas! O tempo investido na conversa c/ o Sérgio Vieira (Impressões Digitais) foi excepcional, e ainda rendeu um networking: Entreguei cartões para parte da organização da Campus, como o Edney Silva (Interney). Quem sabe ele n vira ouvinte nosso?

É claro que o interesse de muitos não era só debate e conversa, oficina e palestra: A maioria foi lá aproveitar a banda larga disponível para baixar tudo o que pode e mais um pouco. Chega a ser assustador ver que teve gente que praticamente não levantou a bunda (gorda ou magra) da cadeira nem para comer. Os gamers ficaram lá, como que em clausura. Não os recrimino na questão do download pois fiz igualzinho, e desci algo em torno de 80 Gb de dados. Não enchi o HD, mas foi o bastante para animar o meu netbook. Antes que alguém me acuse de pirata, 2 comentários:
  • Desci 6 DVDs de Linux: O último DVD-live beta do Ubuntu 11.04 (o Natty Narwal) e TODA a Debian 5.0.7 (Squeeze). Nisso já vão 6 DVDs, que desceram em média, a 2 Mb/s.
  • Pirataria é crime. Afundar navios dá cadeia. Compartilhar não é crime.
Aproveitamos a banda, mesmo com as deficiências que ocorreram. Os downloads diretos vieram bem rápidos, coisa de 6,83 Mb/s (Ubuntu a partir da Locaweb) e média de 2 Mb/s, no caso da Debian.

As falhas de infraestrutura eram claras, e sempre fala-se que uma boa organização é aquela que não se vê trabalhando, mas tudo segue normalmente. Nesse caso vimos muitas vezes a organização da Campus Party apagando incêndios, felizmente nenhum literal. Olha a lista até então:
  1. Na terça, dia em que cheguei a São Paulo, a chuva foi a vilã (segundo a Eletropaulo), e provocou a queda de luz no pavilhão por mais de uma hora, sendo precedida por outra queda, agora curta. Houve a procissão da Santa Banda Larga, gente pedindo uma graça... E depois ocorreu. Bem, segundo a Eletropaulo a queda de luz foi em todo o bairro, como disse. Mas alguns campuseiros relataram-me que viram todo o bairro aceso, e só o Centro de Exposições Imigrantes apagado. Ora, será que eles não preveram a possibilidade de um apagão? Afinal, quando chove em São Paulo no verão, é chuva violenta, com possibilidade de quedas de luz. O aluguel de um ou mais grupos geradores ia bem. Economizaram por um lado mas chamuscaram a sua imagem no outro lado.
  2. Na quarta, como já devo ter relatado, algumas bancadas estavam sem acesso à rede. Essa falha ocorreu novamente ao longo de alguns dias, com picotes na conexão, o que desagradou algumas pessoas (ou muitas). 
  3. Voltando à sexta, tivemos mais duas quedas: A primeira foi no início da tarde, e que fez o MalcomTux pular da cadeira ao meu lado e gritar, socando o ar: "Dez minutos!". Não entendi nada, mas ele explicou que a organização do evento prometeu a retomada total da energia elétrica em no máximo 10 minutos. Levou 15. A queda foi contida em parte pelos geradores que mantiveram o cubo de vidro da Telefonica no ar, e alguns pontos estratégicos. Mas nessa, a rede foi paralisada novamente. Para ser exato, houveram 2 quedas da rede na sexta, como vocês podem ver nessa foto do tráfego. Se vi direito, o consumo de banda não alcançou o topo oferecido pela patrocinadora do evento, mas mesmo assim houve cortes e com isso reclamações.
  4. A infraestrutura montada pela Telefonica deixou a desejar em alguns momentos, e o acesso quase instantâneo a alguns sites ficou mais lento do que na minha casa, com o meu ADSL de apenas 2 Mbps, acreditem se quiser. No caso de torrents, a flutuação é normal, mas a variação era maior do que a esperada. Muito maior.
Voltando ao dia dos podcasts, além das múltiplas gravações ocorridas (Radiofobia, Guerrilha Geek, Dimensão Nerd, entre outros), tivemos a oficina do Gustavo Guanabara sobre podcasts. A oficina foi muito boa por vários motivos:
  • O Gustavo é professor, então sabe como falar em público para uma audiência numerosa, com um linguajar apropriado. Quem lida com adolescentes em sala de aula e é bem sucedido, é capaz de fazer qualquer coisa.
  • Ele tem muita experiência com palestras, e com podcasts. Logo, qualquer dica é útil.
  • Ele não se prendeu às ferramentas, apesar de precisar delas para apresentar como as coisas funcionam. Claro que não gostei dele falar mal do Audacity, e nem todos tem dinheiro para comprar o Soundbooth ou o GarageBand. No final das contas, nem ele mesmo gostou, pois numa conversa (gravada) com o Vinícius Schiavini (Kombo Podcasts), ele falou que foi infeliz na sua afirmação. É, eu concordo, o Audacity não é o melhor programa para edição de áudio, mas é muito bom, embora gaste muito espaço com dados. E sim, ele trava. Mas já aprendi a contornar o seu gênio temperamental... Se bem que o Gustavo gosta do Mevio, o que eu abomino. Aí fica no "elas por elas".
  • Ele falou não só da parte técnica, mas também falou de estatísticas, como contabilizá-las, e algumas dicas de sites que podem fazer esse "serviço sujo".
A oficina foi ótima, e tive inclusive algumas idéias sobre edição que envolvem o Ardour (o "clone" open-source do ProTools) e o Audacity. Preciso estudar o primeiro. Gostei do que ouvi, apesar do marketing pró-Apple...

Logo depois, no palco principal, o pessoal do Nerdcast, Alexandre Ottoni (jovemnerd) e Deive Pazos (azaghal). E parte da turma se manifestou por lá: Eduardo Spohr ("A Batalha do Apocalipse"), BlueHand, entre outros. Não, não fui lá olhar eles. Por quê? Porque não havia nada de novo a ouvir... Embora fosse algo realmente novo: Eles fizeram um NerdCast ao vivo, praticamente. Mas, o que mais incomoda nem é o status de "estrelas nerds" que eles alcançaram. Não os invejo, e nem desejo ter essa posição. O que incomoda mesmo é o nível de fanatismo que alguns fãs deles tem: O Deive comentou que um fã desmaiou ao apertar a mão dele. No palco, fãs só faltaram dizer que o NerdCast ajudou ele a curar um câncer, obter a paz mundial ou revolucionar a ciência. Falaram, falaram, falaram... E não disseram nada.

E quanto às estrelas? Olha, de estrelas não tem nada, ambos são muito simpáticos. Só não falei com eles por não ter parado e tido a oportunidade. Minha timidez também não ajuda, e fiquei em débito com o Eduardo Moreira (TargetHD e SpinOff), além de ter falado tão pouco com o Jurandir Filho (RapaduraCast). Quando sentaram para gravar a seção de emails do NerdCast 241, na mesa de som do Leo Lopes (Radiofobia)... Logo se avoluma uma pequena multidão para assistir o evento. É bacana vê-los, apesar de serem estrelas de primeira grandeza dentro da constelação da Campus Party, sentando na bancada de podcasters, batendo papo, falando abobrinha e rindo, como a gente fez em boa parte do tempo.

Rir, aliás, é o melhor remédio, e o Radiofobia, na pessoa do Leo Lopes e do Quessa, e com o auxílio do Tarcan, do Professor Maury, da Dani Monteiro e de tantos outros protagonizaram dois dias de maratona podcastal, a #maratonapod. Foi tão comentada que chegou ao 2o lugar nos trending topics do Twitter no Brasil. O Leo tem curso de radialismo, sabe fazer um programa ao vivo, e leva o Radiofobia como se fosse um programa de rádio AM. Não é à toa que ganharam o prêmio Podcast de melhor podcast de humor. Na 6a, a mesa de som, o iPad usado para scratches, os notebooks e os microfones profissionais deram lugar a um potente gravador com entrada para mais 2 microfones, e a corrida para os lados, para catar possíveis convidados (ou não) para um programa especial Campus Party do Radiofobia. A Maratona Podcast foi transmitida via Twitcam, e foi simplesmente hilária. Queria ter visto mais, tentarei procurar posteriormente na rede.

A chuva desabou de forma BEM violenta às 14 horas desse dia, e um vento fortíssimo uivava do lado de fora do Centro de Exposições Imigrantes. O Vinícius chegou encharcado, o Tiago Andrade quase foi levado pelo vento (filé de borboleta...), e tive que fechar o meu netbook por causa dos respingos de água. Sim, respingou água dentro do pavilhão. E eu estava no MEIO do pavilhão, estávamos muito próximos ao centro do mesmo, onde estava o cubo de vidro da Telefonica, ao lado da "sala de imprensa" e do quiosque da assistência técnica (que desassistiu alguns conhecidos meus).

Mas, vamos ao debate. E lá estavam Mafalda (do Monalisa de Pijamas), Alan Polar (do Nerdrops), Eduardo Moreira (TargetHD e SpinOff), Leo Lopes (Radiofobia) e o Maestro Billy (do programa do Luciano Hunk, da ABEPOD e por aí vai). Foi um debate rico, com inestimáveis dicas sobre pautas, convidados, montagem, direitos autorais de músicas, e principalmente a transformação do seu podcast em algo profissional: A necessidade de um media kit, estatísticas de acesso...  A mídia podcast ainda é muito nova, e a maioria das agências de publicidade não despertaram para esse novo meio de propaganda. Formatos de áudio, histórias engraçadas, problemas... E quando acabou a luz, aí é que a coisa desandou, com o Leo Lopes fazendo muita piada corporal (fica feio falar que o amigo estava fazendo macaquices), e o Moreira indo questionar, na platéia, quem viu e gostou do final de Lost... Felizmente (ou não) o microfone estava s/ funcionar, mas o streaming de vídeo continuou, graças aos no-breaks. Se não editaram, experimente ver e tentar ler os lábios do Moreira. Sim, ele nunca gostou de Lost, o que é uma novidade para todos que nunca ouviram o SpinOff. Engraçadíssima, além de preciosa conversa.

Nessa noite tudo terminou em pizza, na Mansão da Pizza, no Ipiranga. A mesa tinha mais de 40 pessoas, com um bocado de gente comendo como animais. Infelizmente vários não foram porque senão fecharíamos um andar todo da pizza. Conversas sobre a organização, trânsito, entre outros. Revi o Ock-Tock (Máquina do Tempo), conheci a Vana Medeiros (SpinOff Podcast), e comemos como ogros famintos na companhia de dois piratas da melhor/pior espécie, o Maycon (jabour_rio) e o Júnior, do Baú Pirata.

Na volta, caminhada junto com o Tiago Andrade até o metrô (15 a 20 minutos), e dali, até o hotel. Depois de um banho, notebook ligado, 3G ativado, conversa via messenger... E cama. O outro dia seria ainda mais extenso, com Santa Ifigênia e o Steve Wozniak.

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04 junho 2009

"Olá amigos, amantes da tecnologia..."

Pois é, se alguém conhece esse bordão, sabe quem é o Gustavo Guanabara e o seu site, o Guanabara.info. Se não sabe, clica no link e vai lá ver. Mas tem uma novidade: Virei um dos editores do blog (finalmente, depois de 10 meses de espera - o Gustavo é bem enrolado!), e comecei a postar também lá. O podcast dele é um dos que eu vou comentar num próximo post sobre podcasts que eu ouço, e foi através dele que eu o conheci. O Gustavo é uma figuraça, mas não, ele não é dono dos supermercados Guanabara...
Bem, se quiserem me ler por lá, dêem um pulinho no site e leiam também o que eu escrevo. Quem sabe algo se aproveita?

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17 maio 2009

Podcasts que tenho ouvido - a nova lista - quem entrou - podcasts de esportes e música

Bem, a lista do que entrou é grande, portanto lá irei eu dividir a lista (novamente). Nesse primeiro post, podcasts de esportes... Se bem que no meu caso, é Fórmula-1 mesmo.
  1. Buteco Racing - Um dos podcasts mais zoneados que eu já ouvi: Não tem música de fundo, não tem edição, não tem nada... Mas é um dos melhores para falar de Fórmula-1. O Moyna, o Stênio, o Luis e o Maurício conseguiram me fazer voltar a me interessar pelos carrinhos. É um papo de fã, logo é de gente que lê ardorosamente sites, fóruns e blogs, que vê as corridas e olha além do que estamos acostumados a ver. É bem grande (4 a 5 blocos de 20 a 30 minutos cada) e bem detalhado. Recomendo fortemente se você gosta de automobilismo.
  2. Pit Stop - Na contramão, um podcast produzido pelo UOL, com o Fábio Seixas, jornalista especializado em automobilismo (e que tem a minha idade!). Na verdade é um programa da TV UOL, mas eu só ouço, não vejo. No máximo 30 minutos, semanal, toda terça, sobre automobilismo. 
Também tem os podcasts de música, que são:
  1. Alternativando - O primeiro dos podcasts da Kombo Podcasts que cito aqui. Do Vinícius Schiavini e do Tiago Andrade, um podcast de música com uma fórmula super-simples:
    • Sempre tem um convidado, com exceção dos episódios múltiplos de 5 (5, 10, 15, etc) em que eles apenas lêem os comentários enviados e tocam músicas sugeridas.
    • 1 música dos Beatles e 1 música diversa escolhida pelo Schias (ele é Beatlemaníaco), 2 músicas pelo Tiago, 2 músicas pelo convidado e 1 cover bizarra.
    • Logo, faz-se assim um podcast muito divertido de se ouvir. Vale a pena.
  2. OctopusLand - Esse eu ouvi muito pouco, mas é sobre rock psicodélico e progressivo, dos anos 60 e 70. Ouvi um em homenagem ao Richard Wright, tecladista do Pink Floyd e morto em 2008. Tem um problema sério de variação de volume de som entre o que é falado e o que é tocado. Mas, tirando isso, é ótimo para ouvir bandas completamente desconhecidas. Recomendo para quem gosta do estilo.
  3. Privada Elétrica - Carolina Garofani começou fazendo um podcast que fala sobre rock em geral, mas no caso dela, bandas novas, ou muito novas. Muito bom para conhecer sons novos, como os Fratellis (não consigo esquecer da família de bandidos dos Goonies). Hoje em dia o podcast está sendo apoiado por uma rádio de Curitiba, a 91Rock (e que me faz sentir saudade da Cidade). Vale a pena ouvir pelo menos um para conhecer.
Num próximo post, mais podcasts.

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Podcasts que tenho ouvido - a nova lista - quem saiu

Lá vai uma lista minha de podcasts que ouço... A primeira foi feita no final de 2006, e foram 4 posts:
De lá para cá, mudou muita coisa na minha lista. Saíram vários, entraram outros... Vamos primeiro a quem saiu, e por quê:

  1. Podcast INFO - Minuto Tech - muita informação e não dava vazão para acompanhar. Tornou-se chato de ouvir.
  2. Rádio PC Mag - Esse acabou, o Rigues foi para o IG Tecnologia, o Henrique Martin, para o Zumo e para a Mac World. Simples assim.
  3. Papotech - Enchi o saco desse aqui. O João Roberto virou um velho resmungão, o Vinícius resume-se a ficar falando que não conhece, que é muito novo, não é do tempo dele... Pouca precisão nas notícias, muito mais "achismo" do que informação relevante. Tornou-se dispensável, e ouvi até o episódio 100 para depois cancelar o feed. Já foi bom, mas lá pelo episódio 60 e poucos, depois da volta deles dos EUA, desgringolou de vez. Quando bateram palmas para o Windows Vista (enquanto o mundo todo fala mal), aí é que eu vi que não tinha jeito. Cansei.
  4. Podcast Código Livre - Outro que parei. Esse tem episódios absurdamente longos, chegou um a ter mais de 3 horas de duração. E fala de TUDO, menos de software livre. O Maccari agora usa Windows para fazer o podcast, enrola demais, e ainda chama a Bia Kunze para ficar enchendo linguiça. E de Linux, não fala absolutamente nada. Ainda tive que aturar num episódio (acho que o 67 ou 68) um discurso pró-ateísmo do Maccari, idolatrando Richard Dawkins e colocando as religiões como alvo de tiro. E é claro, atira-se primeiro na fé cristã. Se eu já estava cansado de ouvir e não reter nada, aí é que eu joguei a pá de cal. Na boa, meus ouvidos não são penico. Cansei e cancelei. 
  5. Podsemfio - Outra que cancelei faz tempo. Cansei de ouvir risinhos tolos, falta de embasamento e papo desconexo. Não consigo vê-la como uma "consultora em mobilidade" como falam aí, desculpem. E sinceramente, mobilidade como ela fala... Eu prefiro ler os Pinguins Móveis, do meu amigo Cesar Cardoso.
  6. PoOOoOooODCAST! - Palavrão demais, besteira demais, assunto de menos.
  7. PodVariar - Esse era sem foco, e ficou desfocado, acabou parando. E ficou chato também. Ah, o Marcos Vieira defendeu o Alckmin com unhas e dentes, como toda (boa?) classe média paulistana, num email trocado comigo. Logo, não dá para dar muito crédito.
Agora, os que morreram e/ou estão em coma:
  1. Rock Bola - Não tem calhado de ouvir mais, agora meu servidor passa a maior parte do tempo desligado, em nome da economia de energia e dinheiro. E o horário mudou, agora é meio-dia.
  2. Abobrinhas Digitais - Esse na verdade eu não cancelei o feed, eles é que cancelaram o podcast. Um dos melhores que já ouvi, mas não publicam nada há tempos.
  3. Momento Retrô - Outro que subiu no telhado, e não colocam nada no ar há quase 1 ano. Infelizmente.
Nos próximos posts, a nova leva do que tenho ouvido.

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11 maio 2009

Resenhando Star Trek [SPOILERS AHEAD!]

Agora, sobre o filme: Assisti ao filme duas vezes na última sexta. Sendo sintético, minha opinião pode ser resumida numa frase da Maria Cláudia, que não é fã e muito mal conhece a franquia: "Adorei! Eu não via um filme bom assim no cinema desde 'Cavaleiro das Trevas'!"

Muitos elementos para fãs delirarem e muita coisa para quem não é fã se divertir à beça. Algumas que eu listo:

  1. Uma montanha de citações e homenagens, desde a sabatina que Spock criança sofre (Star Trek IV) até frases do velho Spock ("Eu sou e sempre serei seu amigo", Star Trek II), passando pelo beagle do Almirante Archer (Star Trek: Enterprise), o Kobayashi Maru (Star Trek II) e um monte de detalhes que você só pega muito atento, sendo fã ou na 2a, 3a, 4a vezes que ver o filme. Aposto que alguém já está compilando uma lista de citações, como "Fascinating", e "Dammit Jim, I'm a doctor!", que ouvimos pelo menos 2 vezes. Christopher Pike presente (inclusive na cadeira de rodas, alusão à Série Clássica), o uniforme que ele está vestindo (Star Trek: Phase II e Star Trek I) são mais referências que não podem ser deixadas de fora.
  2. A Enterprise é muito parecida com a nave da Série Clássica, e ao mesmo tempo atualizada, e com isso muito bonita. Foi um cuidado impressionante.
  3. Spock é o melhor caracterizado, Zachary Quinto É o Spock. Fantástico.
  4. Chekov e seu sotaque russo bem carregado... "Uictor-Uictor", quem vê, entende. Hilário.
  5. Chris Pine diz que não se baseou em Shatner... Conversa fiada. Até o sorriso de canto de boca e o olhar do Capitão ele imitou. E ficou fenomenal! Claro, faltou a voadora do Kirk, mas a canastrice do Shatner estava também presente.
  6. Oficialmente deram o 1o nome à Uhura, que já tinham dado no Universo Expandido. Ela chama-se Nyota, e junto com Scotty, Chekov e Sulu, tiveram maior participação na história, muito mais do que ser apenas escada para o trio principal.
  7. Aliás, McCoy foi talvez de todos o melhor interpretado, Karl Urban soou como Magro o tempo todo: ranzinza, chato, irônico e divertidíssimo. E de quebra, a explicação da origem do apelido, Magro (Bones, em inglês).
  8. Detalhes como o interior da nave (bastante crível em comparação à nave dos outros filmes e do seriado, se bem que os turboelevadores mudaram de posição em relação à série); a transição dos uniformes, de Star Trek Enterprise para o novo filme, que vemos através da USS Kelvin; o pai de Kirk, o Corvette Stingray do padrasto, as bebidas no bar (drinques cardassianos, mas nada de cerveja romulana ainda), o comunicador Nokia (merchandising!) fizeram a gente adorar.
  9. Mudanças como o interior da engenharia da Enterprise (não dá para acreditar que é tão grande e tão... Sujo), as piadas do Scotty, os alívios cômicos, as mudanças sutis que fizeram a gente se divertir.
  10. E como não poderia deixar de ser, morreu um red shirt, para delírio dos papa-defuntos da série, ou seja: Todos nós.
Tem falhas? Bem... Alguns pontos que ficaram obscuros, não ficaram claros, ou que poderiam ser adaptados... Em resumo, chateação minha mesmo, mas que não tiram o brilho do filme. Citações a furos em relação ao Universo Expandido (como o capitão Robert April) não serão consideradas.
  1. A trama é fraca, mas o foco são os personagens, então passa.
  2. Um transportador colocar 2 pessoas dentro de uma nave em dobra espacial vai. O problema é essa nave estar a anos-luz de distância.
  3. Chekov com 17 anos, já na Frota, formado? Afinal, ele é alferes. Kirk tem 25 e não se formou.
  4. A nave capitânea da Frota recheada de cadetes ainda não formados, também não soa lá muito bem. Mas, nessa realidade, a Enterprise É a nave capitânea? Isso não fica nada claro.
  5. Só uma citação aos Klingons, e mesmo assim à distância... Espero que voltem no próximo filme.
  6. Delta Vega já existia na Série Clássica, mas não era ali, naquele local.
  7. Kirk encontra-se com o velho Spock, e eles dois com o Scotty. Muita coincidência, não?
  8. A USS Kelvin tem 1 nacele de dobra, e segundo as explicações técnicas que tantos gostam (como eu), é preciso um número par de naceles para fazer o campo de dobra. A Enterprise tem 2, a Stargazer tinha 4, e por aí vai.
  9. E um deslize que ninguém que eu li, comentou: DeForest Kelley (McCoy) tinha olhos azuis. Karl Urban (McCoy) tem olhos castanhos.
E como fã, fui levado às lágrimas, de emoção, pelo menos 3 vezes. Vi duas vezes, peguei uma cópia via Torrent e ainda pretendo assistir uma cópia dublada semana que vem, junto com o povo da AFERJ. E comprarei o DVD, e verei de novo... E aguardarei ansiosamente pelo próximo Star Trek. Como falei no post anterior, é uma nova realidade, vamos explorá-la. Voltamos, e com força total!

PS: Curioso... Não ouvi NENHUM podcast falando sobre Jornada nas Estrelas. O "famoso" podcast nerd Nerdcast (que eu estou ouvindo menos e achando cada vez mais sem-graça e cada vez mais preocupado em vender), falou sobre mercado financeiro. Outros ignoraram, mas quem salvou a pátria foi o RapaduraCast. Dois episódios, um explicando tudo antes e outro para quem viu o filme. Sim, eles sentaram e falaram de Star Trek, embora a falta de um trekker de carteirinha e a presença do Maurício Saldanha me façam ter medo desse episódio. Não entendam-me mal: Gosto do Maurício, mas aposto que ele imitou o McCoy e resmungou à beça, disse que Star Trek é subcultura, pobreza cultural, que falta o Paul Thomas Anderson dirigindo um filme de ST, etc e tal. Bem, vamos ver.

PS 2: Cláudia agora quer ver a Série Clássica toda. Acho que criei um monstro.

PS 3: George Lucas, faça um favor a Star Wars e terceirize a produção dos filmes 7 a 9 de SW. Quem sabe não fazem algo melhor do que os Episódios 1 a 3?

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26 agosto 2007

Mais duas citações

Ter muitos filmes não faz de ninguém ser crítico de cinema. Quer dizer, qualquer funcionário da Saraiva poderia opinar no Oscar.

O Dentes-de-sabre [do filme dos X-Men] parece uma drag queen gigante.


Ambas, do NerdCast, que é um podcast r0x.

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27 novembro 2006

Podcasts que tenho ouvido - 4

Fechando a lista, os podcasts (e os que não são), sobre variedades... E futebol:


  1. Rock Bola: Bem, esse não é bem um podcast, mas sim a gravação diária do programa de rádio que rola na Oi FM. Como eu quase nunca estou disponível para ouvir o programa, bolei uma maneira de capturar o áudio via Internet (da rádio online), gerar um MP3, fazer as tags... Funciona muito bem, era usado na rádio anterior, por onde o programa passou, antes da transição da antiga rádio para a sua atual versão. Parece que agora eles disponibilizam o programa no site, para quem quiser baixar. Eu continuo copiando do meu jeito mesmo... Sobre o programa, é simples: Um bate-papo sobre futebol com um mediador e quatro torcedores dos grandes clubes do Rio. Vale dedo-no-olho, chute na canela, sacanear o adversário quando perde, elogiar um jogador que anteriormente criticou... Quem nunca ouviu, vale a pena ouvir, é muito engraçado. Os caras são grandes amigos, mas na hora de falar de futebol, não é raro terem uma discussão mais acalorada, tirando sarro do time do outro. Sem contar o repórter, que é burro que nem uma porta, além de feio (conhecido como Sméagol, daí vocês imaginam), e um comentarista "Mandrake" (o comentarista de todas as torcidas), que é dublê de imitador (sua especialidade é a cantora Alcione) e cobre as faltas de um e de outro. Recomendo fortemente que vocês ouçam, de 2a à 6a, das 20 às 21 horas, na Oi FM. Mas não ouça pensando em saber dos times do Rio, ouça para rir. Porque o lema é: "Rock bola, informação em segundo lugar".
  2. PodVariar: O podcast do Marcos Lacerda é muito interessante, pois ele não segue uma forma padrão, afinal, o programa pode variar. Por exemplo, no último que eu ouvi (número 49), ele leu algumas notícias, de alguns feeds RSS, e comentou no ato. Quase sempre tem duas músicas pod-safe (liberada para execução), uma abrindo e outra fechando o podcast, além de comentários sobre um monte de coisas, de política a viagens, de economia a atualidades, de tecnologia a... Trânsito. Não, ele não comenta futebol. Os comentários são ótimos, o papo interessante, e o programa, bem feito. Não é um podcast iluminado, que me faça querer ouvir assim que eu baixo, mas vale a pena ouvir, o Marcos é um podcaster que virou blogueiro depois de fazer o podcast, o que é muito diferente do que imaginamos que seja. Já discuti um tico de política com ele, discordamos mas nos respeitamos, e ficou uma simpatia mútua. Recomendo a audição, vale a pena conhecer (por mais que alguns se incomodem com alguns risos sutis do Marcos, ao longo do podcast).
  3. Impressões Digitais: O Sérgio Vieira é dono de um dos podcasts mais intrigantes e inteligentes, senão o mais interessante de todos os que tenho ouvido ultimamente. O Sérgio não é nenhum garoto (está quase queimando óleo 5.0), e a gente não consegue entender qual é a sua especialidade, a sua formação. Mas com fino humor, ironia afiadíssima, observação atenta e comentários matadores, ele faz do seu podcast uma das melhores audições que tenho tido hoje em dia. Confesso que admirava-o, mas virei fã quando na seção O Manual do Torneiro Mecânico, ele dissecou um problema de Matemática Pura (mais especificamente, de Topologia Algébrica), que nem eu, que sou matemático, seria capaz de explicar. Um dos últimos ele tratou de Física Nuclear, e da pesquisa com aceleradores de partículas, de uma maneira primorosa. A campanha dele "Não reeleja ninguém para o Congresso Nacional" parece que surtiu efeito, com 46% de mudanças nessa próxima legislatura. Enfim, um podcast que vale a pena ouvir. Confesso que não achei muita graça nos especiais, homenageando outros podcasts... Mas as transmissões daquela rádio do interior (esqueci o nome) são ótimas, e os aforismos do pensador Arkady são muito criativos - pena que acabaram, mas se bem que ele trocou a seção por outra... Recomendo fortemente a audição.

É isso aí. Estou procurando dois podcasts, um de cinema, e um de rock. Achei o Moviecast e o PodTocar Alto, só que estranhamente, no Rhythmbox não atualizou os feeds. Aliás, no primeiro apenas aponta falha para baixar qualquer um dos episódios. No segundo, neca, nada aparece. Vou fazer uma experiência com um leitor de RSS comum, tipo Liferea.

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26 novembro 2006

Podcasts que tenho ouvido - 3

Continuando a lista, os podcasts de assuntos genéricos e "nerds":


  1. Momento Retrô: Esse spin-off do PapoTech, citado acima, tem sido muito bem produzido. O especial sobre De Volta para o Futuro foi excepcional, fiquei com vontade de pegar a caixa (presente de uma ex-namorada) e ver tudo de novo. Cheguei a mandar sugestões para eles, acho que vou escrever algo sobre Patrulha Estelar e mandar para eles, como colaboração. E assuntos como doces, filmes, seriados, desenhos da época (anos 70 e 80) estão na moda (vide a onda "Anos 80"). Mas ambos, Paulo Victor e Fernando, conduzem primorosamente, com muito bom-humor. Recomendo fortemente.
  2. PoOOoOooODCAST!: Ouvi 2 episódios desse podcast, que é feito pelo pessoal do site Judão, e é em linhas gerais, o que vemos no site. Do que eu ouvi, acho pouco para avaliar, mas achei por enquanto meio sem graça. Vou ouvindo o que eu baixei, só por desncargo de consciência.

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25 novembro 2006

Podcasts que tenho ouvido - 2

Continuando a lista de podcasts, agora os "genéricos", sobre tecnologia:


  1. Papotech: O João Roberto e o Vinícius tem um podcast sobre tecnologia que tem pouco mais de um ano (e estão no episódio 50), mas aí é com a ótica de usuários, e não de jornalistas de TI. Então, falam mais do que entendem, o que é bom. Mas com isso gastam um tempo danado falando da Microsoft, mais do que eu gosto de ouvir. Embora seja um bom podcast, para mim tem perdido em qualidade, visto que tem sido na sua maior parte uma conversa sobre o Windows (fora de) Vista, iPods e criticar a Apple. Nem a INFO fala tanto do Vista quanto eles. Não sei se sou eu o exigente, mas eu estou achando esse podcast um pouco mais míope com o passar do tempo. Está ficando com pouco assunto... As seções Mantenha seu PC saudável e Fotografia Digital eram opções bem legais, meu pai ficou interessado em ouví-las. Agora, acabaram. Os comentários das notícias tem tornado o podcast fraco, já que é só isso agora. Talvez a última conversa que eu achei realmente interessante foi o podcast sobre software livre (espantoso como o JR foi usuário de Unix no CPQd, em Campinas, e esqueceu tudo), e antes dele, um em que falaram um bocado sobre redes sem-fio. A seção "Momento Retrô" era boa (embora sempre o papo do Vinícius de "eu não sou desse tempo" me soava como um deboche), mas emancipou-se, e virou um podcast separado. É, pena, está ficando chato, e eu tenho perdido a vontade de ouví-lo... Vou ouvindo sem ficar ansioso pelo próximo.
  2. Podcast Código Livre: O Ricardo Macari e a Adriana Saito estão parados com o seu podcast, mas é um pod muito divertido de se ouvir, já que ele é feito sem pauta. E o meu xará é um excelente defensor do software livre, logo, o podcast dele é um podcast Linux advocate, e dos melhores, onde ele defende com afinco o que acredita. E argumenta muito bem. Por não ter pauta, soa bem bagunçado. Até que não é. Mas parece. Mas também, por não ter pauta, é bem natural. As intervenções da Adriana são engraçadas. Falei certa vez que ela era meio "bissexta", ela não gostou. Bem, na verdade é que ela intervém vez por outra, e uma coisa que gosto nela falando, é que a observação sobre o Linux que ela faz é de uma usuária leiga, e com isso fala mal ou bem, de acordo com o que ela percebe. Muito bom, esse podcast. Infelizmente eles estão parados no momento, logo o jeito é esperar o próximo, mandando um email para lá, resmungando pelo número 60...
  3. Podsemfio: Conheci a Bia Kunze, dentista e vidrada em mobilidade, em 2000, acho, na lista Palm-BR. Saí de lá faz tempo, mas lembro da fascinação dela, quando comprou um Palm m505, com entrada para cartão SD e tela colorida, na carcaça do Palm V. Tempo passsa, tempo voa... A Bia seguiu na direção do "lado negro da força" (Windows Mobile), e eu continuo fiel aos Palms. E ela fez um podcast sobre mobilidade. Eu ouço... Mas não é um que me empolgue muito. Tá, eu sei, a Palm fez muitas burradas, ainda é a líder do mercado por inércia dos usuários... Mas confesso que me incomoda essa atitude um pouco fangirl ("fanboy", para ela não pega bem) dela para o lado do Windows Mobile. Preferia que ela fosse mais imparcial, se bem que ela falou muito no Symbian, e um pouco no Palm OS, e Windows Mobile esteja crescendo (se bem que eu usei um iPaq certa vez e achei tão confuso...). Linux em portáteis... Nem sombra, embora a Motorola, Sharp e outros achem o contrário. Mas o que acho pior é o hype em torno dela, que muitos fazem (eleger o blog dela como um dos melhores do mundo no Best of Blogs eu achei forçar a barra), talvez por ser mulher... Me faz colocar um pé atrás. Não que eu ache que ela não entende sobre o assunto, pelo contrário. Mas eu acho que o povo "em torno" acha que ela entende muito, e ela não entende tanto assim sobre o assunto. Ah, ela falou nesse post aqui: "Estou fazendo uma pesquisa de campo que vai deixar todos (em especial os Linuxeiros) de boca aberta.", ou seja, vai chover no molhado, todas as discussões sobre inclusão digital com Linux já falaram de coisas semelhantes a estas (e para mim, só me deixaria de boca aberta se o motivo fosse um ataque alienígena...). Mas vá lá, a Bia tem um desconto bom por gostar de rock, e está mexendo com Linux (se bem que eu não vi ainda os ecos dessa... "Mexida"), e por falar bem de um assunto que é interessante. Tá, não acho que ela saiba tudo sobre o assunto, mas o que ela comenta é interessante. Recomendo para curiosos por mobilidade, mas desaconselho para fanboys.
  4. Abobrinhas Digitais: Esse podcast é ótimo, recomendo fortemente. Discussões bem-humoradas regadas a um vinho (muda de programa para programa), sobre tecnologia, Linux e Mac... São muito divertidos. Talvez por eles não se levarem tanto a sério assim, aí é que a gente ri um bocado. O papo com o "eterno furão" sobre sistemas embarcados foi ótimo, o outro, sobre computador no carro (CarPC) me deixou curioso sobre como colocar um micro dentro de um automóvel (gostei da idéia...). E o curioso é ouvir um podcast feito em Vitória da Conquista, Bahia, logo tem um sotaque nordestino, e junto com as notícias bizarras mais o papo mais profundo do episódio, tornam esse podcast um dos melhores que eu ouço atualmente.

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24 novembro 2006

Podcasts que tenho ouvido - 1

Como contei nesse post aqui, tenho ouvido muitos podcasts. Alguns eu acrescentei o feed e depois removi, achando-o um saco. Outros, acrescentei depois... Ah, vou falando de cada um e o que acho. A ordem não está em ordem de preferência, está na ordem da minha memória. Como o post ficou grande demais, vou falar primeiro dos podcasts de revistas:


  1. Podcast INFO - Minuto Tech: Esse podcast é quase diário, uns 10 minutos (no máximo) com uma locutora com uma voz engraçada (ela fala o 'i' quase como um 'e') lendo as notícias do dia (ou dos últimos 2, 3 dias). Dá para o gasto, para manter-se informado.
  2. Rádio PC Mag: Prestigiando o amigo Rafael Rigues, tenho ouvido o podcast cujo narrador do slogan tem sotaque, principalmente quando anuncia os participantes, como Marrcelo Barrrrrbão. O podcast é bom, curto, fala de algumas novidades, mas com mais profundidade. Não tem sido tanto um podcast de opinião, por si só, mas algo mais informativo. Só faltava algum dos fudebas atualizarem o feed, já que o último que eu ouvi foi no início de outubro...
  3. Podcast INFO - Semana Tech: Esse aqui o feed dava muito pau com o Rhythmbox, e como eu não sou muito fã de aplicações com o Mono (por questões ideológicas), acabei tirando-o fora da minha lista, e no período que passei acessando com o cliente do Podnova, não coloquei. Recoloquei agora, com o Fedora Core 6 e Rhythmbox menos bugado (se é que isso é possível). Esse aqui eu acho melhor do que a revista. Na boa, a INFO é uma leitura chata (por mais que estejam puxando a brasa para o software livre), muito papo para administradores de TI e pouco papo para quem rala. Um amigo do Cesar diz que "A INFO é a Contigo da informática". Mas aí é que está, o podcast deles é semanal e dura 30 minutos, e comenta as notícias da semana (boa parte delas). E eu tenho ouvido opiniões muito interessantes, centradas (sem puxar o fogo para nenhum peixe), inclusive muitas com as quais eu concordo. Claro, revista de tecnologia hoje em dia não fala só de micro, então eles falam de TV digital também, celulares, e muitos outros gadgets, mas a opinião deles tem sido muito bom de ouvir. Recomendo, mais do que a revista.
  4. Podcast IDG Now!: O site IDG Now é conhecido na área de TI, e o podcast deles é curtinho, composto de uma entrevista de, no máximo 15 minutos. Sempre alguém da área, falando sobre algum assunto interessante. E já ouvi sobre TV Digital, Creative Commons, provedores de acesso à Internet, telefonia celular, "briga" do Google com a Justiça Brasileira, laptop de US$ 100... Diversos assuntos, e a entrevista é conduzida por 2 pessoas. Papo curto, rápido, e interessante. Bom para ouvir e ouvir novamente, procurar na lista do feed e saber quem manda, o que pensa. Recomendo.

Continuo nos próximos posts, falando dos outros podcasts que eu estou ouvindo.

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