02 outubro 2014

Como ser professor?

Num comentário no Diário do Centro do Mundo (site imperdível, recomendo), me perguntaram sobre como ser professor, lidar com a diversidade em sala de aula, evitar o preconceito, etc. Foi numa matéria onde falou-se de uma menina que foi chamada de macaca pela professora. Daí eu escrevi, e aqui tem a versão editada e melhorada:

Seguem aqui os meus 10 Mandamentos como professor:
  1. Aluno é um indivíduo (por mais que alguns não pareçam), e deve ser respeitado. Se ele é diferente dos outros, isso não é impedimento para o aprendizado. Se há, tente buscar ajuda com a escola. Já tive alunos surdos, com síndrome de Asperger e hiperativos em sala, e você tem que saber como lidar com isso, no meio da coletividade.
  2. Você tem que lidar com a diversidade de alunos em sala de aula ao seu favor. Mas não ressalte diferenças, se você não é preconceituoso, não o seja.
  3. Exercite o sangue-frio. Você irá ouvir as pérolas mais escabrosas vindas das bocas mais puritanas, ou as cretinices maiores advindas das mentes mais vazias. Não se chocar em público (por mais que você queira chorar depois) ajuda muito a entender os alunos e fazer com que eles percebam que você não os discrimina.
  4. Você não está lá para fazer amigos, mas para cumprir o seu trabalho. Se alguns deles tornarem-se seus amigos posteriormente (e já aconteceu comigo), ótimo. Mas não é o seu propósito, ele é o de instruir e ajudar na educação daqueles jovens. Nisso inclui-se alunas que tem por sonho "namorar um professor". Caia fora disso.
  5. Professor tem que se impor em sala, no sentido de ser líder e não ditador. Adolescentes adoram questionar, e se você começar a "cagar regra", vai perder a autoridade rapidamente. Ouça e seja ouvido. Seja sensível para parar a aula para uma conversa que seja útil: sobre estágio, futuro profissional, dúvidas, formação acadêmica ou questões relacionadas a acontecimentos atuais. Isto pode mostrar-se mais valioso do que ditar conteúdo nos ouvidos deles. Muitas vezes eles querem ser ouvidos também.
  6. Aluno é ser humano, e com isso vai tentar torcer o jogo a favor dele. Logo eles tentarão te chocar, com frases e atitudes; alunas se insinuarão lascivamente para você; alunos tentarão rasurar a sua correção para depois pedir revisão de prova; outros irão tentar torcer a prova para extrair, de forma legal, até o último décimo-milésimo ao qual eles tem direito; pela ótica dos alunos, o critério de arredondamento é sempre a favor deles, e nunca o correto; o interminável lamento e solicitação de pontos, choro e ranger de dentes... Fora a maldita cola. Isso tudo faz parte do jogo, principalmente a partir do mês de outubro de todo ano. Se imponha, mas seja justo.
  7. Picareta tem em todo lugar, e tem muito professor que usa a desculpa do salário insatisfatório e falta com atestado médico forjado; anula 2/3 da prova para não ter trabalho de corrigí-la; ignora a prova única aplicada para fazer do seu jeito; distribui pontos a torto e a direito para não ter trabalho; libera o aluno mais cedo somente para ele poder ir embora logo almoçar ou ir para casa ou assumir outro compromisso; ensina nada, deixa os alunos à toa enquanto usa o tempo para resolver problemas pessoais. A lista de cretinices cometidas por professores é interminável. Não se misture com eles. Ande com eles, mas faça bem o seu trabalho. Seu público (os alunos) não tem nada a ver com as suas insatisfações com seu patrão (seja o dono da escola, ou o governo, ou quem quer que seja).
  8. Tenha bom humor, e seja flexível. Já reprovei alunos com dó no coração, porque o sujeito era esforçado mas não tinha nota para passar nem de longe. Mas já empurrei alunos que faltavam pouco para passar. A aluna me agradeceu no ano seguinte e seguiu bem melhor. Ela formou-se e hoje trabalha com um amigo, em outro setor da fundação. E ela ouve de mim a frase quando os visito: "É, esse lugar já foi mais bem-frequentado...".
  9. Uma frase do meu professor de Pedagogia: "Professor tem 2 mochilas: A com material de trabalho e a que estão os seus problemas, dificuldades, insatisfações... Essa fica na porta da sala de aula, e você só pega ela de volta quando sair de lá".
  10. Uma última coisa: você, como professor, impacta vidas. é o exercício de imortalidade que o Rubem Alves fala. E isto não tem preço algum que pague. Tive essa experiência em 2012, quando a mais de 1500 km da minha casa reencontrei um ex-aluno, 13 anos depois. Ele enveredou por um caminho que eu ajudei ele a desbravar. Quase chorei de alegria quando ele me abraçou e disse: "Professor, foi na sua aula que eu tive o primeiro contato! Obrigado!"
Em suma: Dar aula tem um monte de problemas, mas é uma cachaça - Você vicia e não quer largar mais.

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30 maio 2014

Lembram da máxima "O Bradesco me odeia"? Então...

Reinstalei o celular, o aplicativo para geração da chave eletrônica precisa dos códigos de validação. Vou lá, ligo para o Fone Fácil e... Só na agência agora. Antes era possível no telefone. Agora, só na agência.

Ou seja, vou ter que esperar até segunda-feira para fazer a validação, ou então restaurar um backup do meu aparelho que contém o aplicativo ativo, para então poder acessar minha conta.

É o que eu sempre digo: O Bradesco me odeia.

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28 fevereiro 2014

Mensalão para lá, mensalão para cá...

O Ministro Celso de Mello falou que os partidários do PT chamam o STF de Tribunal de Exceção, e criticou-os severamente por isso. Então resolvi fazer uma lista de motivações para explicar por que o STF age como um tribunal de exceção, e coloquei abaixo. Os links são de matérias veiculadas na imprensa, logo recomendo que você, caso duvide, me questione ou não concorde, que leia as matérias relacionadas.

Então vejamos por que o STF foi chamado de tribunal de exceção. Sem ódio ou cor partidária, por favor. Vamos às perguntas:
Véio, na boa... Tem muita coisa errada aí.

Aliás, alguém me explica por quê:
Nota: Não vou entrar nem no mérito das condenações, ou da legalidade (ou não) da AP 470. Só queria que isso me fosse explicado. E não estou fazendo campanha a favor ou contra ninguém. O que eu quero é esclarecimento e principalmente justiça.

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13 fevereiro 2014

Filosofações: Sobre impostos no Brasil

Fiquei matutando sobre o problema do Brasil quanto aos impostos. Confesso que nunca parei muito para pensar nisso, e concluí que nós pagamos muitos impostos para o pouco de retorno que temos, em termos de serviços públicos. Isso é o que revolta a todos. Não é que pagamos muitos impostos. Nós pagamos muito para o pouco que temos em retorno. Novamente, isto é revoltante. E afeta todas as esferas governamentais. Muitos tem a mania de apenas culpar o Governo Federal, mas a maior discrepância (o ICMS) é um imposto estadual.


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10 fevereiro 2014

Por que eu sou "de esquerda"?

Há alguns anos, eu me defini politicamente como um alinhado ao pensamento dos jacobinos, da Revolução Francesa. Sim, além de canhoto, sou politicamente progressista, ou "de esquerda". Podem queimar meu nome em praça pública, eu deixo.

Mas o que me fez tomar esse alinhamento? Quais são as consequências disso? O que eu acho do comunismo? O que eu acho do capitalismo? Todas essas respostas... Não, não serão na sexta, no Globo Repórter. Serão aí embaixo. Se prepare que ficou longo.

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27 dezembro 2013

"O Bradesco me odeia"

Em poucas palavras narro essa história:
Meu cartão de acesso à conta está em estado terminal, quebrado e falhando. Vou até o posto que tem no local onde trabalho (FAETEC), e solicito um cartão novo à funcionária, pedindo para que ele seja entregue na minha casa.
Passadas 3 semanas, o cartão não é entregue, e vou até o posto. Fico sabendo da funcionária de que o cartão está na agência, me esperando lá. Digo que não posso ir lá, e ela faz a solicitação que o meu cartão seja remetido para o posto no próximo malote. No dia seguinte eu poderia retirar o cartão no posto.
E o que acontece no dia seguinte?
Essa chuva aqui, ó. Nem saí de casa no dia. Não fui trabalhar, nem tinha como. E a casa de força do local onde trabalho alaga, fazendo com que toda a energia elétrica do local seja cortada imediatamente, sob pena de danos mais sérios. Dia seguinte, água sendo retirada com gerador alimentando uma bomba. No dia seguinte a este, a escola é finalmente religada com o uso de um grupo gerador. A presidência da fundação é mantida acesa com um gerador menor, mas sem poderem nem ligar os ar-condicionados. Coisa complicada.

Ah, o meu cartão? Não sei onde ele está. Cheguei no posto na semana seguinte, e tinha um cartaz na porta: "Posto fechado devido às chuvas e falta de luz. Qualquer questão, vá na agência". Ou seja, lá vou eu na agência, onde não queria ir (um local complicado para chegar, dado o trânsito), só para pegar um cartão... Se é que ele já não está no posto.

Sim, esta é mais uma prova de que o Bradesco me odeia.

PS: Uma nova: Vou transferir um dinheiro p/ a conta do meu pai, resolvo fazer via aplicativo do celular (q é muito bom). Entro, transferência, conta cadastrada... Cadê que consigo digitar o valor, ou a data? Nada. Acabo só gerando o número de segurança (com o token do aplicativo) e vou para um navegador fazer a transferência.

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25 dezembro 2013

F-X2: Perguntas, respostas, opiniões... Parte 6: O Saab JAS-39 Gripen (e o NG)

Quando ouvi falar pela primeira vez do Saab Gripen, eu era um pré-adolescente leitor da coleção "Aviões de Guerra", e o novo caça da Saab era um protótipo. A Saab sueca desenvolveu a espinha dorsal da aviação de caça da Suécia, primeiro com os Saab Drakken (asa em duplo delta e quase 50 anos em operação), depois com os Saab Viggen (asa em delta com canards imensos). Logo, o Gripen é o terceiro da "linhagem", e comercialmente o mais bem-sucedido.

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24 dezembro 2013

F-X2: Perguntas, respostas, opiniões... Parte 5: O Boeing (McDonnell Douglas) F/A-18E/F Super Hornet.

Ah, o F/A-18E/F Super Hornet... Haja codinome, não? O "Vespão" é um tremendo de um caça, talvez o primeiro caça multi-função da história. Sempre achei ele espetacular. De todos os que falei, talvez seja o caça de projeto mais antigo, mas não quer dizer que seja menos eficiente ou letal. O F/A-18, produzido pela McDonnell Douglas (posteriormente comprada pela Boeing) é um avião que faz o papel de caça e de ataque ao solo (Fighter e Attack).

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23 dezembro 2013

F-X2: Perguntas, respostas, opiniões... Parte 4: O Dassault Rafale.


O Rafale já voava em protótipo quando comecei a ler sobre aviação militar, lá nos anos 1980. A França, depois de um longo tempo, resolveu substituir os Dassault Mirage III/V/2000 da sua Força Aérea, e optou pelo Rafale, da mesma Dassault. Ele é um caça de asa em delta (paixão dos franceses, pelo visto), canards (aquelas asinhas na frente, perto do piloto), e é considerado um caça de geração 4,5. Ele tem uma versão feita para operar em porta-aviões.

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22 dezembro 2013

F-X2: Perguntas, respostas, opiniões... Parte 3 - O projetos PAK-FA T-50, FS-2020 e nós.

Alguns defensores do Sukhoi Su-35 lembram que os russos sinalizaram que o Brasil poderia participar do programa Sukhoi T-50 (projeto PAK FA), segundo algumas fontes.


Para quem não o conhece, o Sukhoi T-50 PAK FA é um caça de 5a geração desenvolvido pela Sukhoi e pela Hindustan Aeronautics Limited (HAL), indiana. O que foi dito é que a Embraer entraria no projeto, assim como a Avibrás. Em 2008, segundo o ministro da Defesa, Nélson Jobim, "O Brasil está oficialmente fora do projeto PAK-FA". O Comandante da Força Áerea Brasileira, Juniti Saito, justificou: "Não quero denegrir a imagem do Sukhoi, mas o projeto não se encaixou nas nossas necessidades." A FAB alega que havia falta de comprometimento dos russos em repassar tecnologia, mas o Itamaraty e fontes russas falaram o contrário: Comprar os Su-35 não só resultaria na transferência de tecnologia, como também incluiria o Brasil no desenvolvimento do projeto PAK FA.

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21 dezembro 2013

F-X2: perguntas e respostas, opiniões... Parte 2 - o Sukhoi Su-35.

Muito se falou que a melhor opção de todas era o Sukhoi Su-35 (codinome Flanker-E, segundo a OTAN). Ele é um caça de geração 4++, e o seu primeiro vôo foi em fevereiro de 2008. Ele é um caça de ataque e superioridade aérea pesado, de longo alcance e multi-função. Aliás, é padrão hoje em dia caças multi-função. Por mais difícil que seja fazer um caça desses, os custos baixam no uso, e na hora de vôo.

Vale lembrar que originalmente ele é um derivado do Su-27 (Flanker), que voa desde os anos 1980, mas tem origem em projetos do final dos anos 1960 (sim, em aviação de defesa as coisas são lentas). Dali, teríamos o Su-27M e depois o Su-35 (esse é que voou em 2008).

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20 dezembro 2013

F-X2: Perguntas, respostas, opiniões... Parte 1 - Introdução

Então, os Saab Gripen venceram a concorrência F-X2, do governo brasileiro, a respeito do novo caça que irá equipar a nossa Força Aérea. Em um total de US$ 4,5 bilhões, 36 caças Gripen NG serão adquiridos para formar 3 esquadrões (acho), e o pacote contempla não só a aquisição, mas todo um conjunto de ações, como treinamento, desenvolvimento em parceria, montagem de peças no Brasil, produção local e exportação para a América do Sul, inclusive.

Eu sou um curioso em aviação de defesa desde a minha infância. Aliás, leio sobre aviação militar desde antes de me interessar por informática, computação... Sim, a coleção "Aviões de Guerra" é mais antiga na minha estante do que os meus MSX. E ouvi e li muita besteira dita nesses dias a respeito. Como conheço um pouquinho, resolvi prestar alguns esclarecimentos em comentários de sites que frequento, e juntando tudo, agrupei aqui. Logo, fica fácil para quem quiser ler no futuro.

Vamos lá, então. Eu farei uma série de posts falando de cada item, já que se for um só, fica grande demais e ninguém lê. Começarei falando de cada um dos caças concorrentes, iniciando pelo caça que não concorreu mas tem gente que entende nada do assunto mas diz que deveria ser o vencedor: O Sukhoi Su-35.
Ah, uma coisa que ficou faltando lembrar: Toda essa minha análise se dará com base em critérios técnicos, não ideológicos. Logo, falarei dos aviões e das opções, sem levar em conta os governos que estão atrás. Sim, até quando falar do F/A-18E/F Super Hornet. Se quiser discutir ideologia, recomendo ir a um blog de política, aqui não.

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15 junho 2013

Filosofações: Sobre os protestos recentes.

Comecei a escrever isso como comentário em um post de um blog que leio vez por outra (Pavazine), e a exaltação do que chamam de a Primavera Brasileira, claramente alusivo à Primavera Árabe, que presenciamos recentemente.

Como sempre, parei e li um bocado a respeito. Pensei um tanto para poder ter assunto para me exprimir, e mesmo assim fui criticado e tratado como tolo. Fazer o quê, né? Se nem Jesus Cristo, que era perfeito, escapou livre das críticas e dos dedos em riste...

Para começo de conversa, sinto-lhe dizerem, mas não, isto não é a Primavera Árabe. Primeiro que estamos no outono, quase inverno, não é ainda primavera =). Segundo que nos países árabes, a luta era contra regimes ditatoriais, totalitários, opressores, que tolhiam entre outras coisas, a liberdade de expressão. Aqui no Brasil, liberdade de expressão é garantida na Constituição (nem sempre respeitada), assim como direito de resposta (que quase nunca tem vez - ou você vê a imprensa dando espaço?) e a responsabilidade jurídica: Abriu a boca, falou o que não deve, ouve o que não quer. Ou pague por isso.

Talvez pudéssemos definir esse movimento como uma Primavera Árabe à Brasileira se vivêssemos ainda no período da ditadura. Se bem que lamentavelmente a polícia, em particular o Batalhão de Choque, pelo visto, não saiu de lá. Mas não, não é uma Primavera Árabe. No máximo um Outono à Brasileira, e olhe lá.

Acho que sempre se fala que o brasileiro é muito passivo, que não reclama de nada... Mas agora resolveu protestar. Isso é bom. Sim, isso é bom! Porque essa autoimagem de povinho passivo pelo visto está mudando. Não acho que seja uma imagem de lá de fora, acho que seja mais autoimagem, o já conhecido nosso "complexo de vira-lata". Brasileiro sempre acha que nós somos piores do que os outros, isso é incutido de tal forma na mente que é difícil romper.

Comigo começou tem uns 10, 12 anos, quando recebi um email de um amigo falando de um monte de coisas boas que tem no Brasil e a imprensa não fala, o brasileiro não sabe, e não é valorizado. E aquilo me fez pensar. Posteriormente comecei a questionar a imprensa, me perguntando: "Mas será que o Governo não faz nada de bom? Será que nada se salva?" O cúmulo foi na crise (outra!) da queda do avião da TAM, em 2007, quando ilibada jornalista (sim, eu estou sendo irônico) falou que o presidente Lula tinha que vir a público falar, alegando que "nos EUA, em situações como essa, o presidente se pronuncia numa cadeia de rádio e TV". Ao que respondi, dentro do meu carro, dirigindo a caminho do trabalho: "Mas isso aqui é Brasil, não é Estados Unidos, catzo!". E rompi com aquela colunista (infelizmente até hoje adorada pela minha mãe) e com a rádio com a qual ela dirige um programa matutino.

Para quem chegou até aqui, entenda: A insatisfação não é o aumento da passagem de ônibus. Sejamos francos: Trem, metrô e barcas subiram, e nem por isso protestaram. Por que tinha que ser logo com os ônibus? 

Aumentos são previstos, correção da inflação. R$ 0,20 traz impacto? Hmmm... Se a pessoa pega 4 ônibus por dia, e faz uso do Bilhete Único (caso aqui do Rio e de outras capitais), o impacto num mês de trabalho é de 8 reais. Alguns vão dizer que é pouco, outros dirão que é muito... Eu não vou discutir quantidades. Mas não vivemos em um mundo onde a economia está parada. Os preços variam, e infelizmente para mais do que eu gostaria que variam.

Tive 7% de aumento de salário esse ano, que é para corrigir a inflação do período. Aliás, esse valor não merece ser chamado de aumento, mas vá lá... Correção, que seja. Logo, preços sobem, e salários sobem (ou deveriam subir, mas isso é outro caso). Teve greve (que eu furei), e que não lutava pelo aumento (na verdade foi de 7% para 8%), mas principalmente era por causa do nosso Plano de Cargos e Salários (PCS), que está parado há tempos. Agora acho que vai.

Voltando aos protestos: Se não é por causa de R$ 0,20, então é o quê? Válvula de escape, gente. Bode expiatório, chamem do que quiserem. Martin Luther King Jr começou seu movimento lutando pela igualdade no sul dos EUA numa questão contra as empresas de ônibus. Parece piada hoje, mas negros não podiam sentar-se em assentos reservados para brancos. E tudo começou ali. Não, gente, o problema não é R$ 0,20.

Para quem ainda não percebeu, o buraco é muito mais embaixo. Esta é a completa insatisfação que a sociedade vive com as instituições. Governo, Igreja, imprensa, mídia tradicional, polícia... E por aí vai.

O Governo é o primeiro alvo. Sempre é. Afinal, falar mal do Governo deveria ser decretado como esporte nacional aqui no Brasil. Não sei como é em outros países, mas acho que não é muito diferente... Afinal, muitos de nós cresceram lendo, vendo e ouvindo que nada que o Governo faz, presta. E o pior, se você acha que tem iniciativas boas, você é tachado de pelego, puxa-saco e chapa-branca para baixo. Eu já passei por isso, porque elogiei algumas iniciativas governamentais. E as palavras usadas não foram nada doces. Provavelmente a pessoa que me rotulou não lê índices do IBGE, só o que o IBOPE informa...

Não precisa ir muito longe, basta abrir qualquer jornal da grande mídia (cada vez mais irrelevante). Todo dia tem uma crise nova. Recentemente tivemos a crise do tomate, agora da crise da queda da popularidade, a "disparada da inflação", a febre amarela (com pessoas tomando superdosagem de vacina e MORRENDO) e tantas outras. Já foi a do mensalão, e tantas outras. Nossa grande imprensa vive de crises sobre crises, e trata de fazer com que muitos pensem que vivemos numa crise constante, o que não é bem assim.

Mas a atual insatisfação vem de muito tempo, e os atuais governos estão pagando o pato. Felizmente ou infelizmente, é a vez deles.

O protesto é lícito e garantido pela Constituição, e como quase toda a população, desaprovo a violência, tanto de manifestantes que danificaram patrimônio público e privado, quanto da truculência da polícia, que não sabe o que é "manter a ordem". Não tem como não lembrar de Desordem, do Titâs... Muito me preocupa ver que em São Paulo tudo começou com quem deveria conter, ao invés de insuflar. Lamentável, Polícia Militar de São Paulo. Seu supremo comandante (o governador Geraldo Alckmin) deveria ser chamado às favas.

O que vai sair daí? Não sei, mas gosto de ver o brasileiro se manifestando, não gosto de ver quebra-quebra nem de policial cometendo atrocidades. Espero que não fique no que foram os "carapintadas" da minha geração, que o único reflexo foi a eleição do presidente da UNE de então para cargo político. Espero que fique algo mais, além da direita usar isso nas eleições de 2014, e dos jovens esquecerem de tudo logo depois do próximo meme da Internet.

Eu sempre digo: Político tem medo de povo. Então, manifestemo-nos, não só na rua, mas também cobrando eles, ligando, mandando e-mail, querendo satisfações... Isso poucos fazem. Isto é cidadania! Se fizéssemos um pouco mais, certamente protestos nas ruas não seriam mais tão necessários.

PS: Sobre protestos, leia esse link aqui e veja o que a imprensa não divulgou.

PS 2: Alguém me diz uma coisa... Teve protesto em Salvador? Não? Hmm... O prefeito é de que partido mesmo? Ah, tá... It makes me wonder...

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07 maio 2013

Dell, ultrabooks e Linux - parte 1: Pesquisa e compra

Há algum tempo entrei numa queda-de-braço com a HP por causa de um Windows que veio pré-instalado em um notebook HP, e foi concluída com a empresa adquirindo novamente o notebook de mim. De lá para cá, tive (e ainda tenho) um notebook Toshiba, com processador AMD A6. Uma amiga trouxe-o dos EUA para mim (novamente, obrigado Yasmine), e ainda um tablet da HP (não o Slate 7, o Touchpad), e um SSD de 120 Gb. Removi o HD do Toshiba (640 Gb), clonei-o (com Windows e tudo) e guardei no meu servidor, para quando vendesse-o. O HD foi para um case externo, e no lugar coloquei o SSD, instalando Linux Mint e fazendo todos os procedimentos necessários para torná-lo mais rápido e eficiente. Dispensável dizer que o primeiro boot do Linux nele, eu tive que rebootar, por não acreditar que ele inicializou tão rápido.

Mas confesso-me decepcionado com esse notebook. A autonomia de bateria é inferior ao que eu imaginava, ele esquenta mais do que eu gostaria que esquentasse, e eu odeio os teclados dos notebooks Toshiba. São horríveis. Logo, depois de pouco mais de um ano, e aproximando-se o meu aniversário, resolvi que era hora de vender esse Toshiba e comprar um outro notebook. Afinal, preciso de um bom equipamento, leve e robusto, para trabalhar.

Depois de muita pesquisa, vi que os ultrabooks da Dell eram uma opção boa para rodar Linux, e me interessei pelo Dell Inspiron 14z. Quase comprei no meio de abril, mas adiei e foi uma boa ideia: Ele caiu ainda mais de preço antes do Dia das Mães (sabidamente, a segunda melhor época para o comércio varejista no Brasil), e adquiri-o, parcelando em 8x s/ juros. Dessa forma, a última parcela cai em dezembro, e eu não levo velhas dívidas para um novo ano (no caso, 2014).

Mas, e o principal: Como é o suporte dele para o Linux? E como eu vou me livrar desse sistema operacional que não irei usar, o Windows 8? Aí entra a conversa via chat com um dos vendedores, que reproduzo abaixo:
04/12/2013 03:40:15PM Ricardo J Pinheiro: "N sou usuário Windows, sou usuário Linux há pelo menos 15 anos, e n tenho interesse no software q vem pré-instalado no ultrabook. Quais são as políticas da Dell qto à devolução dessa licença de uso q n será ativada, e o reembolso?"
04/12/2013 03:44:05PM Ricardo J Pinheiro: "Se possível, preferiria comprar o ultrabook s/ sistema operacional algum, descontando o valor da licença do Windows 8. P/ mim seria a solução ideal."
04/12/2013 03:44:46PM Agente (CSMR Thiago_A): "infelizmente não temos esse modelo sem sistema operacional"
04/12/2013 03:45:45PM Ricardo J Pinheiro: "Hm. É... Seria bom se a Dell o fornecesse c/ Ubuntu, ou s/ sistema operacional. A comunidade de software livre agradeceria. :-)"
04/12/2013 03:45:50PM Ricardo J Pinheiro: "Pena."
04/12/2013 03:45:52PM Agente (CSMR Thiago_A): "caso não tenha necessidade do sistema operacional você poderá solicitar o abatimento do valor"
04/12/2013 03:46:06PM Agente (CSMR Thiago_A): "o valor do abatimento gira em torno de R$ 100"
04/12/2013 03:47:05PM Ricardo J Pinheiro: "Opa, isso é bom."
04/12/2013 03:47:13PM Ricardo J Pinheiro: "Como procedo?"
04/12/2013 03:47:46PM Agente (CSMR Thiago_A): "após efetuar a compra"
04/12/2013 03:47:54PM Agente (CSMR Thiago_A): "entre em contato com o nosso pós vendas"
04/12/2013 03:48:11PM Agente (CSMR Thiago_A): "e informe que não tem interesse no sistema operacional"
04/12/2013 03:48:30PM Ricardo J Pinheiro: "Ah, sim, entendi."
04/12/2013 03:48:33PM Ricardo J Pinheiro: "Muito bom."
04/12/2013 03:49:20PM Ricardo J Pinheiro: "Contato via chat, telefone ou e-mail?"
04/12/2013 03:50:29PM Agente (CSMR Thiago_A): "via telefone"
Logo, apesar da Dell só vender notebooks com Ubuntu que sejam da linha profissional (Vostro) e colocar Windows 8 em toda a linha, é possível solicitar o cancelamento do sistema operacional, e removê-lo do equipamento. Qualquer abatimento é bem-vindo, e a nota fiscal da Dell ajuda nisso, visto que eles discriminam na nota fiscal o valor do sistema operacional e dos softwares. Segue cópia da minha nota fiscal aí embaixo:

Ou seja, é possível receber o estorno do valor do Windows, de alguma forma! Então vamos averiguar...

PS: Se você tiver interesse em comprar o Toshiba, entre em contato comigo, então. O aparelho é bom, mas não atendeu minhas expectativas.

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17 setembro 2012

... E aí me perguntam: "Por que você quer sair da Oi?!"


Em julho passado, a Oi, preocupada com o crescimento da GVT na minha região e querendo fidelizar clientes, me apresentou uma proposta de me passar para o plano Oi Conta Total. Entre outras coisas, eu teria direito a um chip para telefone celular, coisa que nunca me interessou, mas deixa quieto, a conta ia cair de valor, vamos nessa.

Só que, ao passarem minha conta para o novo plano, eu perdi o débito automático, e com isso 2 faturas, dos meses de agosto e setembro estavam sem serem pagas, em atraso. Descobri isso quando a linha foi bloqueada para ligações e solicitei o reparo. Sendo então notificado do fato, prontamente paguei as faturas em débito, que por falta de atenção não questionei ao fazer meu controle bancário, ao longo dos últimos meses.

Tendo feito o pagamento, aguardo até hoje, segunda-feira, para solicitar o desbloqueio da linha. Ligo para a central de atendimento (103 31), e sou repassado para a central do Oi Conta Total, 1057. E nessa, falei meu número de telefone seis vezes (SEIS VEZES!), declarei meu CPF umas cinco vezes (sendo que 2 vezes foram os três primeiros dígitos), meu nome completo foi perguntado umas quatro ou cinco vezes, falei com sete pessoas, e mofei pelo menos 30 minutos no telefone. Ah, ia esquecendo, a última atendente falava a paritr de um headset com defeito, logo meu entendimento do que ela falava era quase nulo. Foi uma luta.

Não foi resolvido, e liguei novamente, para saber porque eles não me amam e querem me dar uma rasteira como essa. Fiquei esperando a atendente verificar o problema por pelo menos uns 10 minutos, só ouvindo ruído de fundo da central deles. A ligação volta para a central de atendimento, e a nona (NONA) voz do dia me fala que o desbloqueio é automático, e acontecerá de 3 a 5 dias úteis. Ou seja, só receberei chamadas até quarta a sexta-feira, dias 19 a 21 de setembro. Por que não foi falado anteriormente, eu não sei realmente. Cáspite.

Tudo isso para desbloquear o meu telefone fixo, que foi bloqueado por indireta culpa deles, não minha.

Não sei se a GVT será melhor ou pior do que eles, só sei que eu preciso respirar novos ares. Estou cansado da Oi.

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14 setembro 2012

Eleições: Humor (in)voluntário?!

  Não vou discorrer sobre as questões relacionadas às eleições, "a festa da cidadania e da democracia" (sic), mas alguns sabem que adoro essa época. Não em si por causa da eleição, mas pela quantidade de candidatos sem noção que aparecem. Nas eleições municipais, então, esse número dispara. E desde 2008 que tenho me dado ao prazer mórbido de fotografar candidatura política cretina.
  Por candidato cretino entenda-se: nomes curiosos, figuras indescritíveis, propostas mirabolantes, discursos que nunca encaixarão com a prática, apoios com nomes mais curiosos ainda... E nessa eu juntei literalmente centenas de fotos. É sério.
  Quase todas são do Rio de Janeiro, mas tem algumas de São Paulo e Rio Grande do Sul. A maioria foram fotos tiradas por mim, mas tem colaborações de amigos e da minha esposa. Agora, em 2012, comecei a fazer algo diferente: Além de fotografar na rua, passei a registrar o horário político eleitoral, sabidamente o melhor programa de humor da TV brasileira. Logo, com uma câmera no tripé (ou um celular em punho), fotografei mais um tanto que não tive oportunidade de registrar. E a quantidade explodiu.
  Bem, e onde você pode ver essas fotos todas? No meu tumblr. Sim, eu tenho um tumblr. Não sei bem ainda como usar, mas foi uma dica do Tiago Andrade, que seria uma maneira rápida de publicar as fotos e um comentário embaixo. Evitei colocar comentários e minhas opiniões, justamente para evitar dores de cabeça com candidatos cretinos. Alguns me viram tirando foto e me olharam feio. Outros ignoraram. Bem, no caso deles, o importante é que esteja sendo divulgado.
  Bem, o tumblr publica 2 fotos por dia. Logo, resolvi aumentar a periodicidade, para 5 fotos por dia. Afinal, ainda tem mais de 100 fotos para sair, e eu tenho ainda muitas na câmera e no celular para publicar. Se você chegou até aqui, parabéns, aqui vai o endereço do meu tumblr:
Divulgue, comente, passe para outros. Eu não estou ganhando nada com isso, e nem tenho pretensão de ganhar. Mas que eu quero que muitos vejam e riam, ah eu quero. 



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31 agosto 2012

Mais 2 fatos que provam que o Bradesco me odeia

Primeiro fato do dia:

  Cancelei a conta Bradesco que tinha devido a trabalhar na UniverCidade, e transferi todo o dinheiro para a conta que tenho agora, devido a ser funcionário público estadual. Até aí, tudo bem. Tive problemas para transferir dinheiro dessa conta para outras, e eu jurava que tinha preenchido um formulário para liberação, conforme o banco pede.
  Bem, de qualquer forma, preencho o formulário (talvez novamente, não sei), coloco minha conta poupança no Bradesco (conjunta com meu pai) e a conta corrente do meu pai também. Aproveito e preencho outro formulário, informando-os da minha conta corrente no Itaú. Então, são 2 formulários a serem impressos, 2 folhas cada, 4 folhas de papel no total,certo?
  Verifico todo o formulário, está para ser impresso em modo retrato (em pé), mando para a impressora... E sai em modo paisagem (deitado). Acabo gastando inutilmente uma folha de papel a mais, em cada formulário. Parece piada, mas é verdade.

Segundo fato do dia:

  Tenho algumas transferências agendadas, para ser exato, duas. Todo mês saem R$ 350,06 da minha conta: R$ 250,06 para a Aliança Bíblica Universitária do Brasil (onde estive por 15 felizes anos) e para um pastor, na Amazônia, que a Cláudia contribui. Eu faço a oferta, ela me paga depois. Sem problemas.
  Tive problemas com uma das transferências, que o Bradesco impediu que ela fosse realizada, alegando falta de fundos. Mas mesmo com a transferência feita, ainda tinha R$ 300 na conta. Vai entender.
  De qualquer forma, vou hoje olhar as transferências agendadas, e vejo que o Bradesco, inexplicavelmente, colocou a mesma transferência, de R$ 100 mensais até fevereiro de 2013... Duas vezes. Bacana, não? E lá vou eu, cancelar todas as transferências duplicadas...

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20 agosto 2012

"O Cavaleiro das Trevas Ressurge" - minha análise

Bem, eu analisei aqui o Batman Begins (em 2005), e o Cavaleiro das Trevas (em 2008). Logo, nada mais justo do que analisar O Cavaleiro das Trevas Ressurge, em 2012. Se prepara que ficou longo.


Antes de tudo, vou dizer a vocês todos que gostei do filme, mas houveram algumas coisas que, como fã do Morcegão, me deixaram profundamente incomodado. Logo, sou obrigado a classificá-lo como o mais fraco dos três (na minha opinião). Vamos falar do filme. Tem spoilers, tá? Se tiver algum problema, pule e não leia o resto. Do contrário, continue comigo.

No filme, Bruce Wayne vive há 8 anos recluso em Wayne Manor, depois dos acontecimentos do segundo filme, morte do Duas-Caras, Coringa, etc e tal. O testemunho do comissário Gordon fez com que Harvey Dent fosse alçado à posição de herói, e uma nova legislação municipal tornou a vida dos bandidos de Gotham muito pior, lotando o presídio de Blackgate (que existe nos quadrinhos, ou você acha que só tem o Asilo Arkham por lá?). Logo, Gotham está numa calmaria quase assustadora.

Eis que surge, na trama, Bane. Aqui, Bane é um terrorista internacional, que age junto com um empresário inescrupuloso, (John) Daggett (que até onde sei, só vi nos desenhos animados dos anos 90), com o objetivo de incorporar as Indústrias Wayne. Por ocasião do filme, a Wayne Enterprises investiu tudo há 3 anos em um projeto de geração de energia por fusão nuclear, e está quase falida. O projeto é de Miranda Tate, membra do conselho diretor da empresa.

Selina Kyle, a Mulher-Gato (embora não haja referências claras ao seu nome ao longo do filme), é uma ladra habilidosa, e age a serviço de Daggett por ter medo de Bane e querer limpar sua ficha criminal. Ainda temos um policial que faz a ponte para que Bruce Wayne volte a ser o Batman. Esse policial, John Robin Blake é órfão, e tem um papel importante na trama. Selina também tem seu papel, não só de ser a badass gorgeous girl.
 
Bane é interpretado por Tom Hardy, que deve ter tomado muita bomba para ter ficado daquele tamanho todo. Selina é interpretada pela Anne Hathaway, que pela primeira vez me passou a imagem de uma mulher atraente e sedutora. Não sei se é porque a vi em comédias românticas, mas a impressão que dá é que ela tem mais cara de pateta do que charmosa.

Ainda temos Miranda Tate, que é interpretado pela oscarizada Marion Cotillard (não a reconheci, lamentável) e os mesmos de sempre: Christian Bale, Gary Oldman, Morgan Freeman, Michael Caine. Nota para a participação de Matthew Modine, como o policial Foley.

Maiores detalhes vocês podem ler na página da Wikipédia sobre o filme.

Sobre o filme

Novamente sufocante, desesperançoso, pesado, e violento. Eu não sei se foi o cinema onde assisti, mas parecia que aplicaram sépia de leve no filme. Acho que isso contribuiu para criar o ar depressivo.

Resolveram o problema da batpod virar curvas (de uma maneira MUITO esquisita), e apareceu o bat-cóptero, ou seja lá como chamam... Em suma, é uma solução muito curiosa e interessante, dada pelo Lucius Fox, o armeiro não-oficial do Morcego. A Mulher-Gato está muito bem, Bruce Wayne também está bem, se bem que já o vi rendendo melhor em outros filmes. Alfred, como sempre, sensacional. Gordon está meio apagado, e os coadjuvantes (incluindo o Foley), tem alguns lampejos.

Furos

Vamos ao que me incomodou:

  1. Mudanças nas origens: todo mundo sabia que Talia iria aparecer, e admito, me surpreendi ao descobrir o óbvio, que Miranda Tate é Talia Al-Ghul. Mas a origem dela, na prisão de Santa Prisca (em nenhum momento o nome do país é mencionado), é completamente errada. A origem do Bane, então, está + bagunçada ainda, ele é a criança que foge da prisão, que não viu a luz do sol, etc e tal. Não ela. Se ela diz que o Bane era uma outra criança que fugiu, e que aquela máscara tornou-se necessária para ele depois disso... Aí eu aceitava. Mas do jeito que foi... Não.
  2. Personagens novos: todos percebem que o Blake será o Robin. Mas a origem desse Robin não tem absolutamente nada a ver com a origem "canônica" : Dick Grayson, depois de velho e ter virado Asa Noturna, foi policial em Bludhaven. E só. De comum, apenas que Blake, Dick, Jason Todd e Tim Drake são órfãos. 
  3. Filme muito longo: 2h45min de filme? Realmente gosto do personagem, mas o filme ficou comprido demais. O vai e vem da história, pelo menos para mim cansou. Entra Bruce, sai Bruce, surge o Bane, todo o desenrolar tornou o meio do filme chato. Aquela ida e volta do Bruce Wayne, de novo... Encheu o meu saco. Principalmente a ladainha da prisão.
  4. Falando em Bane, sou só eu ou aquele discurso todo dele cansou? Eu já não aguentava mais aquele discurso todo dele, aquele falatório... Não, não foi culpa da dublagem, foi o texto todo. Tremenda "fala-espada", comprida e chata. E no final das contas, o Bane resumiu-se a uma versão piorada de Hans Gruber, o falso terrorista de Duro de Matar, que na verdade quer apenas dinheiro (ações, no caso). Mas Alan Rickman está anos-luz à frente de um Tom Hardy com máscara metálica... E todo mundo quer arrancar aquela porcaria da cara dele. 
  5. O filme, em si, é a mesma história do primeiro, com algumas poucas mudanças: A Liga dos Assassinos vai destruir Gotham, Batman tem que impedir, tem uma reviravolta com a identificação de um personagem (no primeiro Ras Al-Ghul; no terceiro, sua filha), ocorre grandes explosões, cidade isolada... Ou seja, não há inovação. Parece que o Christopher Nolan estava mais preocupado em escrever o roteiro do novo filme do Superman. 
  6. O final, para fechar... Eu fiquei MUITO incomodado. Bruce Wayne, levando uma vida normal, ao lado de Selina Kyle? C/ a Selina tudo bem, a questão é viver uma vida normal. Relendo minha resenha de 2008, vejo q falei no Bruce querer largar aquilo tudo. Mas Bruce Wayne é um louco, obcecado em não deixar que ninguém sofra o q ele sofreu. E largar Gotham desprotegida não é algo que ele aceite. Alfred pedir demissão... Tudo bem, ele já fez isso várias vezes.Mas ele resolver viver "la vida loca", e passar tudo para o "Robin"... Não, não engoli.

Referências

Eu devo estar ficando velho, mas reconheci apenas "Terra de Ninguém" (o julgamento e Gotham isolada) e "A Queda do Morcego" (Bane quebrando a coluna do Batman). Há algumas referências, mas são auto-contidas no universo dos filmes: O Bat-sinal consertado, a frase q faz Gordon lembrar do pequeno Bruce Wayne sendo amparado por ele... Tem a estátua do Batman, que tem similar em "Digital Justice". Se alguém lembra de mais alguma, me fale.

Conclusão

Fechou a saga. Se tiver continuação, será o "Robin" como defensor de Gotham City. Se tínhamos esperança de ver Christian Bale num futuro filme da Liga da Justiça, esquece. Fechou bem? Bem, encerrou a história, mas pelos pontos apontados acima, para mim... Não fechou bem. Vale muito a pena ser visto, só não sei se veria novamente. Irei adquirir o DVD, mas certo de que o segundo ainda é o melhor.


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04 agosto 2012

E continua a série "Eu odeio o Bradesco"...

O seguro do meu carro está vinculado à apólice do meu pai. Chega o momento de pagar o seguro, e o Bradesco não deixa eu transferir o valor para a conta do meu pai. Pior, não deixa eu transferir o valor para outra conta que me pertence, e é no Bradesco! Resolvi tentar a última estratégia, que é agendar 4 transferências, uma para cada dia, para transferir o valor completo e ele não ficar em maus lençóis. Nada feito, o banco diz que o limite foi excedido.

Vou tentar amanhã, quando sair de casa, para poder transferir esse valor para a conta dele, e evitar o desastre. Ou seja, é capaz do meu pai ir parar no vermelho por completa inoperância desse banco de m*.

Irei na agência onde tenho conta, em breve, e solicitarei que todos os limites, bloqueios e restrições sejam tiradas. Do contrário, passarei a limpar completamente a minha conta, não deixando nem uma pataca furada para os seus cofres cheios de burocracia e regras babacas.

Bradesco, eu te odeio. E sim, eu estou furioso.

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02 julho 2012

+1 da série "O Bradesco me odeia"

Se você lê meu blog abandonado há algum tempo, já deve ter notado que eu falo muito mal do Banco Brasileiro de Descontos LTDA. Basta olhar no blog, procurar pelas tags que você acha. Acabo de presenciar mais uma.


Como todos sabem, agora tudo que é tributo estadual no Rio de Janeiro está nas mãos do Bradesco. Bem, fui pagar um DUDA de transferência de propriedade (sim, troquei de carro), e descobri que não tem como fazer o pagamento de dentro do Internet Banking. Não tem o Rio de Janeiro como opção.


Solução? Voltei à página inicial, fui na seção "Dicas", cliquei na opção relacionada, fiz tudo... E gerei um PDF com o DUDA. Daí, voltei ao Internet Banking, digitei todos os números que formam o código de barras, e aí sim, paguei.


Tenho ou não tenho motivos para falar mal do Bradesco?

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28 maio 2012

Como está a situação do carro?

Bem, o carro está pronto. Busquei ele no sábado, no final da tarde. O Edmilson (pintor e amigo) ficou me devendo colar o logo 1.8 na lateral, coisa que eu mesmo colo com fita dupla-face (dica: NUNCA use Super-Bonder. Se precisar remover, vai sair a tinta junto). Além, ele vai arrumar o arranhão que há na coluna lateral direita, culpa de um viciado que quebrou o vidro para roubar meu GPS, em 2011, e passar o ativador de brilho, q deixou o capô parecendo um espelho.

Foram trocados farol e pára-lama, além do acabamento dos faróis de milha. O acabamento da roda e o pára-choque foram recuperados. O capô foi desamassado, e repintado. Aliás, tudo foi repintado. O lanterneiro esqueceu de ligar os faróis, e lá fomos nós religar tudo... Ainda bem que vi antes de ir embora. E nessa, descobrimos que o pára-lama do meu carro não era um pára-lama de Palio Adventure, mas sim um de Palio normal. Furaram o pára-lama para prender o acabamento da roda. Já me disseram que eu poderia processar a empresa que me vendeu, mas não sei se compensa.

Quanto ao BRAT, estará pronto amanhã, e irei ao 9o BPM buscá-lo no período da tarde. Liguei para a empresa na sexta para notificar o fato, e dizer que estou providenciando o BRAT e a nota fiscal, e quero resolver isso de forma amigável. Logo me liga o infrator, aos berros, dizendo que eu bati na Kombi, etc e tal. Estava eu falando com minha mãe no telefone fixo, respondi ao sujeito, despedi-me dela e voltei à gritaria com o sujeito.

Ele terá que pagar R$ 1 mil pelo erro dele na Kombi da empresa, e agora, R$ 1500 no meu carro. Tolo seria ele, de achar que a avaria na Kombi foi um mero arranhão. Afinal, meu carro não é de manteiga. Reclamou, disse que será demitido, etc e tal. Disse que irei pedir à empresa para que não o demita, e se for preciso, que eu seja pago parceladamente. Só quero receber o que é meu, e não quero que ele seja demitido. Se eu recorresse à seguradora alegando que eu é que bati, perderia todos os bônus, e talvez meu seguro subisse no período 2012-2013. Se eu dissesse que bateram em mim, a franquia iria fatalmente subir, a seguradora iria apertar os calos da empresa, que iria arrancar o couro do funcionário infrator. Ou seja, ele está ferrado de qualquer maneira, e acredite ele ou não, a maneira que arrumamos para resolver é a que acaba sendo a mais equilibrada, para mim e para ele. Mas não quero que ele seja demitido.

Por conta disso tudo, minha mãe ficou sabendo do fato, expliquei tudo a ela, que ficou preocupada. Não quis falar nada antes para não deixá-la preocupada, e preferi não falar nada ao meu pai, pois ele iria dizer que eu teria que ter acionado a seguradora, etc e tal. Mas agi dessa maneira, não sei se certo ou errado. Vá lá, que seja. Agora já foi. Pedi a ela para não contar nada a ele. Não estou lá muito a fim de estressar ambos, por isso é que falei depois disso tudo.

E agora, José? Bem... Com a redução de IPI até agosto, volto a pensar na troca do carro, um processo que eu iria realizar no final do ano ou no início de 2013. E para piorar, penso agora em dar um salto grande, comprar um carro novo, zero quilômetro. O carro seria o mesmo, até da mesma cor. Mas seria um veículo zero.

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23 maio 2012

Dicas para quem precisar registrar um BRAT no Rio de Janeiro

Como alguns de vocês sabem, fui abalroado por uma Kombi na segunda passada, dia 21/5/2012, e tive que ir registrar um Boletim de Registro de Acidentes de Trânsito, o popular BRAT.

As regras no Rio de Janeiro mudaram: Agora você tem que levar o veículo até uma cabine da PM, se não houver vítimas fatais eles fazem... Logo, aqui vão algumas dicas para quem precisar fazer o dito cujo. Isto serve de lembrança para a minha pessoa também:
  • Você não precisa ir até o Batalhão para fazer o BRAT. Você pode fazer em qualquer cabine da PM.
  • Fazer no Batalhão não faz com que o BRAT seja entregue mais rápido. Se te disseram isso no 190, eles estão ERRADOS. Tive que aturar o oficial de dia do Batalhão reclamar disso. E o meu BRAT vai levar 3 dias úteis para ficar pronto.
  • Preferencialmente, leve o carro até a cabine da PM para que seja vistoriado. Eles reclamam muito se você levar fotos, apenas. Eu, pelo menos, tive que aturar isso.
  • Se possível, leve fotos do outro veículo envolvido no acidente. Foto de celular vale.
  • Se não tiver jeito e for levar somente fotos, leve pelo menos uma das fotos da avaria de forma que a placa do seu carro apareça.
  • O pessoal no Batalhão não gosta de fazer BRATs. O documento é chato e lento de ser preenchido. Logo, seja sempre muito educado, dizendo sempre obrigado, coisa e tal.
 Logo, terça que vem (se tudo correr bem, com meu carro já ok), estarei lá para buscar o BRAT.

Quanto à vaquinha, o sistema da Vakinha tem problemas, pedi para ver se arrumam... Nada. Logo, acho que irei suspender a vaquinha.

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22 maio 2012

Conserto do meu carro

Como alguns sabem, hoje é meu aniversário, 22 de maio. E ontem eu ganhei um "presente de grego": Uma Kombi, de uma empresa de prestação de serviços à Oi (Telemont) bateu no meu carro, a caminho do trabalho. A Kombi estava descendo uma rua na contramão, e o motorista tentou se justificar, jogar a culpa em mim, entre outras coisas que quase me fez agredí-lo.


O BRAT está sendo providenciado, e estou entrando em contato com a referida empresa, munido de fotos do ocorrido, número da placa do veículo, entre outras informações. Espero resolver amigavelmente, o que desconfio, não será possível. Se isso ocorrer, levarei o incidente à Justiça para tentar recuperar meu prejuízo.


O carro já está na oficina, com previsão de estar pronto na sexta-feira, mas o prejuízo foi na ordem de R$ 1500,00. Aquele que causou o acidente diz que não pode pagar (nunca pode). Isso foi o bastante para atrapalhar o meu dia: Me gerou estresse, dores musculares, essas coisas.

Quem quiser ver as fotos do incidente, estão todos nesse álbum aqui. O sistema da Vakinha não funciona, logo cancelei e deixei para lá. Agora quem tem que bancar não sou eu. E vamos ver no que dá.

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15 setembro 2011

Passo a passo: Como vai o processo de reembolso? (atualizado em 20/10/2011)

No princípio...
Tratei de procurar as alternativas, e nenhum fabricante que me interessava (HP, Dell, Acer, etc) tinha um equipamento nos moldes do que eu queria, mas sem Windows: Ou são equipamentos inferiores aos que eu queria, mas com Linux, ou vinham com Windows. E pronto.

Logo, decidi comprar mesmo assim, e depois ver a questão do reembolso. Citando o Código de Defesa do Consumidor, este é um típico caso de venda casada:
        Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

        I – condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

        Redação dada pela a Lei nº 8.884, de 11/6/1994.

 A Lei 8.137 de 27/12/1990 ainda adiciona:
    Art. 4°. Constitui crime contra a ordem econômica:

    (…)

    Art. 5° Constitui crime da mesma natureza:

    II – subordinar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de outro bem, ou ao uso de determinado serviço;
Por último, vale citar a  licença de uso do usuário final, a popular EULA da Microsoft. Aqui vai um trecho realmente relevante:

    Usando este software você aceita estes termos. Se você não aceitá-los, não use o software. O invés disso, contate o distribuidor para um reembolso ou crédito. Se você não conseguir um reembolso, contate a Microsoft ou o serviço afiliado Microsoft no seu país para informações sobre as políticas de reembolso da Microsoft.
Logo, há anteparo legal para que isso ocorra. Só que eu vi muitos relatos com a Dell, alguns com a Lenovo (tendo até que recorrer ao Tribunal Especial Cível para conseguir o que queria)... Mas nenhum da HP. Minto, existe um relato da HP, mas na Suíça. Não no Brasil. E para piorar, a HP é ruim de jogo.

Logo, aqui vai uma linha do tempo, que será atualizada conforme a necessidade:

3 de setembro de 2011
Fui até a Fast Shop do Barrashopping, para adquirir o equipamento. Vale dizer que o atendimento da loja é bom, a vendedora (Priscila) topou a minha proposta (vender-me pelo mesmo preço que a loja fazia via Internet), e ainda fez melhor: Paguei uma parte, tipo 15% no cartão de débito, e todo o resto (85%) no cartão de crédito. Ou seja, só irei pagar em outubro. Ainda peguei uma garantia estendida: Agora ele estará coberto até setembro de 2013, por pouco mais de R$ 300, sendo parcelado em 12 vezes. Gostei.

4 de setembro de 2011
Tiro o notebook da caixa. Abro a embalagem, removo tudo e dou de cara com uma folha da HP, uma espécie de manual rápido, onde há lá o Termo de Software, que diz:

Para instalar, copiar, efetuar download ou de outro modo usar qualquer produto de software preinstalado neste computador, você concorda com os termos deste Contrato de Licença do usuário Final HP (EULA). Se você não aceitar estes termos de licença, a única solução é retornar o produto completo não utilizado (hardware e software) dentro de 14 dias para receber um reembolso sujeito aos critérios de reembolso do local onde foi adquirido. Para qualquer informaçãoa adicional ou para solicitar um reembolso total do computador, entre em contato com seu ponto de venda local (o vendedor).

Leio o termo, fico na dúvida... Isso significa que eu tenho que devolver o notebook à HP se eu não quiser o Windows, é isso? Resolvo ligar para a HP, sem ter ligado ainda o notebook. Para ser exato, só tirei ele da caixa.

Era um domingo de tarde, e, depois de alguns passos pela interface do atendimento, sou recebido por um atendente (esqueci o nome), de voz cordial e pelo visto realmente interessado em resolver o problema. Faço um breve cadastro, ele pede-me número de série do notebook, dados, etc... Explico tudo calmamente e tendo certeza de que o que eu quero não é a devolução de todo o equipamento (que, aliás, consome muita bateria), mas sim a devolução da licença e o reembolso do Windows.

O atendente pede um tempo, e fica fora mais do que eu imaginava. Volta depois de uns 10 a 15 minutos, dizendo-me que a HP não faz isso, não é política da empresa, etc e tal. Bem, eu já imaginava. Agradeço, desligo, e vou trabalhar na máquina.

Remover a etiqueta da licença do Windows foi até fácil, nada que um secador de cabelos não ajude (obrigado, Cláudia!), assim como o uso de uma pinça. Delicadamente removemos a etiqueta de licença do Windows e aquela outra etiqueta com a bandeirinha do Windows. Faltou a etiqueta abaixo do punho esquerdo, mas essa eu tiro depois.

Daí, foi bootar com um pendrive e clonar todo o HD. Eram 4 partições, e a compactação deu no total uns 28 Gb, o que é bastante coisa. Clonei tudo e coloquei num HD externo.

5 e 6 de setembro de 2011
Ao longo desses dias, foi formatar, reparticionar o HD, transferir tudo do netbook para ele, e instalar o(s) Linux. Coloquei o Ubuntu 11.04, com tudo que tem direito - inclusive Unity. Também coloquei o Fedora 15, que arrebatou meu coração com a Gnome-Shell no Gnome 3. Curiosamente, no Fedora a única coisa que não entrou imediatamente foi a placa de rede wireless (uma Broadcom), mas que resolvi com essa dica aqui. Bastou liberar o RPMFusion, fazer uma instalação e rodar o akmods. Só isso, e a rede entrou de cara. O resto, é só alegria.

Nesse intervalo, recebi um email com uma pesquisa de satisfação da HP. Respondi, elogiando o atendente, mas deixando claro que não estava satisfeito com o atendimento da HP sobre a minha questão. Submeti a pesquisa, e fui continuar a configurar o brinquedinho novo.

8 de setembro de 2011
Passado o feriado da Independência, vou falar com quem pode me ajudar a ser independente (e reembolsado): o PROCON. Pego o manual, nota fiscal e vou até o PROCON. Fui surpreendentemente atendido de pronto (mal esperei), e expliquei tudo ao atendente. Inicialmente, ele questionou que não era venda casada, mas justifiquei, e ele concordou. Depois de uma conversa, ele recomendou que eu tirasse algumas xerox, como material do processo. Fui lá, fiz as cópias, e na volta foi atendido prontamente por uma jovem (curiosamente ao lado do atendente anterior), e para a qual eu expliquei tudo e entreguei as cópias. Ela então redigiu uma carta, solicitando esclarecimentos à HP. Dali, foi pegar a correspondência e postar como carta registrada com aviso de recebimento. Por ocasião em que escrevo estas mal-digitadas linhas, a correspondência já deve estar chegando às mãos da HP, que tem 2 semanas para prestar esclarecimentos ao PROCON. Terei que ir lá novamente no dia 30 de setembro (sexta), às 13:50, para saber do posicionamento da empresa.

No mesmo dia, à noite, recebi um telefonema. Serviço de atendimento ao cliente da HP. Converso com a funcionária, que é muito bem-humorada (ela riu quando disse que, como professor, é muito difícil eu dar zero ou dez, e por isso o atendente merecia 9), e que concordou comigo na questão de querer o devido reembolso pelo produto que não estou usando. Sim, ela concordou que eu não deveria pagar pelo que não iria usar. Será que isso é relevante? Não sei, mas pelo menos alguém do "inimigo" me entende.

15 de setembro de 2011
Enviei ao br-linux.org um aviso de notícia, citando esse post, e falando do ocorrido. Acho que nunca tive tantos comentários nesse blog como tive agora... Bem, várias pessoas perguntaram sobre o fato, e o Otto Teixeira (protagonista de uma queda-de-braço com a Lenovo, e que citei aí em cima) me mandou um e-mail com várias dicas sobre o que ele passou, e como ele procedeu. Basicamente:
  • É bem provável que a HP ignore o PROCON. Se prepare para ir ao Tribunal Especial Cível.
  • Eu deveria citar a Fast Shop no processo. Mas não achei justo, quem vende não tem culpa do erro do fabricante. De qualquer forma, será arrolada no caso de ir parar no Juizado.
  • Guardar o resultado da audiência no PROCON para o possível processo.
  • Levar tudo que tiver que possa ser anexado como provas, incluindo números de protocolo de atendimento (que eu não anotei, droga). A intenção é mostrar que foi tentado resolver amigavelmente.
  • Alegar que não declarar o valor do Windows na nota configura fraude fiscal, o que é verdade.
  • Levar junto evidências que comprovem que o Windows OEM não custa R$ 1. Basta levar informações que provem isso. Isso é para evitar que eles ofereçam um valor menor do que o que o Windows custa. Ele ainda sugere que, se achar uma loja cobrando mais caro, para levar a mais cara, o que é o valor de R$ 318 numa busca feita hoje no Buscapé
23 de setembro de 2011
Hoje a HP me ligou. Pelo que vi no site dos Correios (que estão em greve), a correspondência chegou na HP no dia 12 de setembro, e eles contactaram-me a respeito do fato. Só que me ligaram no horário em que eu pratico natação, logo meu celular, que, apesar de ser resistente à água (ele é um Motorola Defy), fica no armário. Não conseguiram falar comigo, mas deixaram uma mensagem no correio de voz.
Ao chegar em casa, vi um email da HP, pedindo para que eu contactasse-os... Num telefone de São Paulo. Ahn, tá, eu faço a queixa no PROCON e ainda tenho que pagar uma ligação interurbana? Aham Cláudia, senta lá. Respondi o email, disse que estaria em casa todo o dia, e que eles poderiam me ligar. Bem, até a hora em que atualizo esse post (20:55), não ligaram. Paciência, a audiência é daqui a 7 dias.

27 de setembro de 2011
Hoje uma funcionária da HP (Camila) entrou em contato comigo por telefone, e conversamos a respeito. Expliquei toda a situação, sobre a minha insatisfação, e ela ouviu atentamente. Expliquei que não uso Windows, que a HP mandou o notebook com o dito cujo e eu não o uso... E por aí vai. Ela foi conversar com a sua supervisora, e voltou com uma proposta: A HP compra o notebook de volta, em valores corrigidos (tem menos de um mês que eu o adquiri), e eu fico sem o equipamento, mas reembolsado do valor total, e livre para comprar outro. Ela ainda explicou que a HP não tem ainda uma política interna para situações como essa (sim, ela usou o "ainda"), e que é o que ela pode ofertar.
Antes de tudo, era o que eu esperava que eles iriam me propor. Confesso que a proposta não é o que eu queria, mas depois de adquirir esse G42-374BR, vi o quanto ele me incomoda pela sua baixa autonomia de bateria (apenas 1h30min). O equipamento em si é muito bom, mas esse é um pecado quase mortal para mim. Ele esquenta consideravelmente, logo arma a ventoinha toda hora.
Confesso que estou seriamente tentado a executar a recompra, e aguardar mais um pouco para adquirir outro notebook, dessa vez com um dos novos processadores AMD, da plataforma Llano. Curiosamente, a própria HP me avisou via twitter que em novembro eles começam a vender equipamentos com essa característica aqui em terra brasilis.
Claro que terei que lidar com mais uma cópia do Windows 7, e provavelmente isso será uma nova queda de braço, ou então aceitar tacitamente e ensopar uma licença com batatas. É um caso a se pensar, e peço a vocês que lêem esse post (e os esporádicos que lêem o meu blog) que opinem. Agradeço as opiniões.


3 de outubro de 2011
Decidi devolver o notebook à HP, pelos motivos acima apresentados. Anteriormente recebi o contrato da PSG (a empresa da HP que vende micros e notebooks), o qual conferi, assinei, digitalizei de volta e mandei de volta, por email. Hoje fui até a Fast Shop para solicitar a suspensão da garantia estendida. Entreguei uma cópia do contrato que fiz com a PSG, alguns documentos, uma carta escrita de próprio punho explicando o fato, e meus dados foram anotados. Agora é aguardar.

20 de outubro de 2011
Passados 17 dias, nenhum retorno, nem da HP, nem da Fast Shop, a respeito do dinheiro. Da HP, aguardo o depósito do valor na minha conta bancária, e daí encaixoto o notebook (que inclusive estou usando para atualizar esse post), posto no correio para eles e solicito o reembolso do valor usado pelo correio. Já enviei 2 emails à HP, solicitando o contato, mas nenhum retorno. Da Fast Shop, os valores ainda estão no meu cartão de crédito, nada foi estornado ainda. Continuo aguardando.

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14 setembro 2011

Agora é a minha vez: A luta pelo reembolso do Windows, junto à HP

Como alguns sabem, sou usuário Linux desde 1998, e abandonei o Windows definitivamente em meus computadores a partir de 2003, com o lançamento do Fedora Core 1.

Em 2005, adquiri o meu primeiro notebook, um Compaq que veio com Windows XP. Acabei removendo-o, colocando Linux e posteriormente reinstalando-o, já que eu doei o equipamento à uma ONG.

O segundo notebook foi na verdade um netbook MSI Wind, que veio com o SLED (SUSE Linux Edition Desktop). Impressionante, um netbook com Linux! Mas removi-o e coloquei Ubuntu nele. Depois, através de um amigo, ele foi vendido.

O terceiro foi mais um netbook: Um Acer Aspire One de 11,6", que veio com Linux no anúncio, mas instalaram um Windows XP pirata nele. Quase liguei para a loja pedindo pelo Linux... Mas decidi não importuná-los. Formatei sem dó nem piedade, e sapequei Ubuntu inicialmente, depois Fedora, que foi o que melhor se adaptou. O vídeo foi o grande vilão da história.

Daí, veio o quarto notebook, que é uma volta à AMD e ao tamanho maior. Trabalhar por até 7 horas direto com a cara num netbook não dá, fica cansativo demais. Então, depois de muita pesquisa, optei por um HP G42-374BR. 14 polegadas, AMD Phenom II X3, 4 Gb de RAM, 500 Gb de HD, placa de vídeo Radeon HD 6200... Alguns vão criticar, dizendo que AMD não é uma boa opção (não é o que eu acho), que esquenta demais (mais do que meu netbook é certo), que a bateria dura pouco (e realmente dura), que é pesado (2,2 kg nem é lá muito pesado)... Mas como cansei de Intel (GMA500 é o inferno na Terra para quem usa Linux), foi uma boa opção.

Só que esse notebook veio com Windows Seven Home Premium instalado. E eu não quero usar Windows, não uso Windows e pior, não quero ter que pagar por um produto que eu não uso, sendo que esse produto custa de 15 a 20% do preço do equipamento em si.

Então... O que fiz? Isso vem para o próximo post.

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