02 Julho 2009

E até eu tenho currículo no sistema Lattes agora

  Acabei de vencer uma resistência pessoal de mais de 10 anos, e finalmente coloquei o meu currículo no sistema Lattes, do CNPq. Por que eu resisti tanto? Por conhecer o meio acadêmico, e me decepcionar com muita gente que endeusa um pedaço de papel listando tudo o que fez ou o que é. Já devo ter contado por aqui a história do meu orientador, que imediatamente após a minha defesa de tese, foi lá e acrescentou no currículo dele a minha tese. Nem esperou esfriar, parecia que estava ansioso para isso. É a velha competição do "meu é maior do que o seu". E escolhi que só o faria quando realmente precisasse. E agora, precisou.

  Foi exigido por uma das instituições de ensino onde leciono que eu colocasse o meu CV no Lattes. Logo, tive que preencher. E como é chato de ser preenchido, os detalhes são muitíssimos, e levei horas fazendo. Mas, como vocês sabem, "em Roma, aja como os romanos". Logo, fiz o currículo mais esmiuçado, detalhado e completo que já apareceu por lá. 10 páginas impresso. Até parece que produzi muito. Nada, coloquei todos os detalhes que lembrava, mesmo os que eu achava irrelevantes. Quem olha, pode até se impressionar. Eu mesmo, nem dou muita bola. Mas, se alguém quiser olhar... Clique aqui.

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28 Junho 2009

O Rei está morto. Viva o Rei!



Homenageie Michael Jackson da maneira nerd: pegue um Mega-Drive e jogue Moonwalker! Ah, se você não tem o videogame, pegue o emulador de Genesis mais perto, ora.

Ele era um bom cantor, um compositor dos melhores, um dançarino incomparável, e alguém que merecia o título de Rei do Pop, por saber como ninguém fazer um show. Pena que a sua vida pessoal, absurdamente atribulada, fez o que fez. Vai fazer falta.


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Filosofação Rápida: Como se combate a pirataria - mas ainda não perceberam?!

Fui ontem nas Lojas Americanas gastar um vale-presente que ganhei no meu aniversário, em maio. Depois de procurar muito, adquiri 2 DVDs de bandas (U2 e Dire Straits), 1 DVD de um filme que queria há tempos (Platoon), e um CD do Paralamas do Sucesso, "Brasil Afora". Gastei R$ 53, o vale era de R$ 50... R$ 3 que paguei, apenas.
O CD custou R$ 9,90, apenas. CD original, naquela capinha esquisita, meia de papelão... 12 faixas. O preço antigo era de R$ 30, mas por milagre caiu para menos de R$ 10. Comprei porque gosto de Paralamas, e coleciono os CDs deles (faltam apenas dois, acho). Muito bom para um CD, e é dessa forma que combate-se a pirataria, não é fazendo o que fazem. Como disse um (ex-)aluno meu: "Ah, professor, eu vou comprar a R$ 10 o CD do Furacão 2000 no camelô. CD todo mal-tratado, caixa arranhada, encarte feio, ainda correndo o risco de estragar o som do meu pai? Prefiro parar R$ 15 e comprar o CD bom mesmo na loja. Vale a pena". Tirando a qualidade musical duvidosa, concordo 100% com ele.


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25 Junho 2009

Star Wars e esquilos!

Aeiou, Silver!

Essa eu achei na BBC Brasil. Normalmente eu não faço reblog de mim mesmo, o que eu coloco no Guanabara.info é diferente do que coloco aqui, mas... Essa mereceu! O cidadão que fez essas fotos é fotógrafo, autor e ilustrador... E canadense. O cara fez umas brincadeiras com personagens de Star Wars junto com os esquilos que viam até o jardim dele (ele mora em Halifax, na Nova Escócia). Não, ele não usou nenhum programa de montagem de fotos. Dá uma olhada na galeria dele no Flickr (clica aqui), tá muito divertido. A do Chewbacca é uma das melhores.

PS: Lá aparecerá na 6a-feira, acho. Aqui saiu em avant-première.

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22 Junho 2009

Para evitar um reblog....

Somente indico onde ler. Leiam esses textos, muito engraçados, sobre relacionamentos e diferenças entre homens e mulheres. O de Jesus no SUS é ótimo também.

PS: Tabajara, você não sabia quem era uma certa pessoa... Agora tens chance de saber o que ela pensa. E olha, pelo visto, tem bem mais dentro daquela cabeça do que os olhos vêem. More than meets the eye, como diria a música de abertura de Transformers (e lá vem A Vingança dos Derrotados, oba).

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17 Junho 2009

Liberto... Por dois dias.

Meu bom (e já velho) Nokia 6265 está com um mal-contato no cabo flex, que é o meio pelo qual os dados vão da placa lógica do aparelho para a tela. Ou seja, fecha e a tela apaga, ou só funciona quando quer. Isto significa que ele está no conserto, e que só estará pronto amanhã de noite. R$ 70 para consertar, e é mais provável que eu o resgate na sexta-feira próxima. Portanto, estou dois dias sem a famigerada "coleira eletrônica".Dois dias sem celular, e tenho certeza, vou gostar disso.

E antes que perguntem, eu pergunto e explico: Por que não trocar logo o aparelho, ao invés de consertar?
  1. É um aparelho excelente. Tela boa, boa câmera (2 Mpixels), funciona muito bem. Gosto dele. E não sou só eu que falo, o técnico para o qual entreguei, falou a mesma coisa.
  2. No programa de pontos da Vivo, não tem nenhum aparelho que me interesse, ou os que me interessam, tem que torrar todos os pontos da operadora e colocar um BOM dinheiro em cima. Dos três celulares Nokia que tem por lá, o E71 me custaria todos os pontos e mais R$ 640. O N95 me custaria R$ 950. Quanto ao N95 8 Gb, R$ 1400. Esse cara me custou, na época, R$ 150. Tô fora.
  3. Sim, eu quero trocar para GSM, largar essa vida de CDMA. Mas não tive nenhuma proposta de outra operadora para abandonar a que eu estou. A Vivo tem uma cobertura muito boa, e eu preciso disso vez por outra. O custo... Bem, está mais ou menos na mesma.
  4. Não quero trocar de aparelho agora para pegar um Palm Pre daqui a 1 ano, e já me desfazer de outro aparelho. Se tudo ocorrer de acordo com o planejado, descarto o Nokia 6265 em favor de um Palm Pre GSM, em 2010. Sim, eu sou chato, eu planejo tudo.
Portanto, se você quiser me ligar, liga para o meu telefone fixo. Ou mande um email. Ou fique calado, não fale nada. Lembre-se das palavras de um sábio chinês:
Aquele q fala n sabe.
Aquele q sabe n fala.
Feche a boca.
Lao Tzu

PS: Se você não tem o número do meu celular, relaxe. Não era para você ter mesmo...




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16 Junho 2009

Filosofações: E do que adianta?

  • Um amigo meu, embalado pelo discurso de preservação do meio-ambiente, comprou as lixeiras coloridas, e começou a fazer a separação do lixo na casa dele. E foi separando o lixo, conforme manda o figurino: Lixo orgânico, papel, metal, vidro... E por aí vai. Até que ele viu como era feita a coleta no caminhão de lixo, no prédio onde ele morava. O lixeiro juntava TUDO, misturava TUDO, e de nada servia a coleta seletiva dele. Resultado: Parou de fazer.
  • Na minha igreja, o pastor coleta garrafas PET para reciclagem. Pegou um banheiro desativado, fechou o box e lá ele junta as garrafas que ele mesmo pega na rua, e que a gente leva. A gente amassa tudo, para ocupar menos espaço, e quando o box fica cheio, ele amassa o que falta e leva para reciclagem. Do dinheiro recebido, ele compra cestas básicas e mantimentos para pessoas que vez por outra passam lá e pedem, recebem alimento mas também ouvem da palavra de Deus. Só que ele está com problemas, pois poucos querem ficar com as garrafas. Quase ninguém quer mais garrafas PET, estão dando preferência a latas. E as PET estão acumulando.
  • Meu pai sempre juntou papel e papelão para reciclagem, muito antes de se falar em preservação do meio-ambiente. Mais recentemente ele ganhou de presente do Dia dos Pais uma máquina retalhadora de papel. É pequena e simples, mas que corta até 5 folhas por vez. Ele pega tudo o que é papel que vai ser jogado fora, retalha na máquina ("é uma terapia", diz ele), ensaca e leva a um depósito do lado da academia onde eu nado e ele treina. O dinheiro que ele recebe, ele dá para a igreja. É pouco, mas ajuda. Só que o dono do depósito está recusando o papel e o papelão, porque ele não tem para quem vender. Eu sei que papelão dá um lucro muito baixo (acho que R$ 0,01 por quilo), mas estão também recusando papel, já que o dono do depósito não tem o que fazer com o papel. Não querem comprar. O jeito é procurar uma associação de catadores de papel (que também devem estar com problemas) para fazer a doação.
  • Em muitos supermercados, temos agora a seção de alimentos orgânicos, onde temos hortifrutigranjeiros cultivados sem agrotóxicos. São produtos sem toxinas, com certeza mais saudáveis. Mas são mais caros, e esse é o principal problema. Um pé de alface custa R$ 0,70, em média, no supermercado. O alface orgânico custa pelo menos o dobro: R$ 1,50. A população ganha pouco? Sim, ganha. Mas tenho certeza de que a maioria - incluindo aqueles que tem poder aquisitivo para adquirir alimentos orgânicos, mesmo mais caros - prefere o mais barato. É a mesma coisa da fila de posto com GNV, e que já aconteceu comigo: Tem um posto com um preço imbatível, e uma fila de gente para abastecer que vai te fazer esperar por 30 minutos. Mas pouco mais à frente, tem um outro posto com um preço não tão bom (digamos, R$ 0,05 por m³ mais caro), mas sem fila. No final das contas, você gasta R$ 0,30 a 0,40 a mais, mas economiza quase meia hora de espera. Compensa?
Isso me lembra uma história: No século XIX, na Inglaterra vitoriana, minha igreja (Exército de Salvação) comprou uma fábrica de fósforos, e começou a produzí-los. Acontece que a produção de fósforos naquela época era em condições muito insalubres: Uso de fósforo branco (tóxico), ambiente mal-ventilado, poluído, salários ridículos, crianças trabalhando... Logo, havia uma certa quantidade de vítimas fatais nas fábricas de fósforo.

O Exército adquiriu uma fábrica, e mudou o modo de produzir fósforos: Passou a usar fósforo vermelho (não-tóxico), ventilou as fábricas, despoluiu os ambientes, pagou salários justos, colocou crianças em escolas, e por aí vai. O slogan do fósforo produzido era: "O nosso fósforo não mata". O preço era o mesmo dos fósforos de outros fabricantes. A população, lógico, preferiu o fósforo do Exército de Salvação, e rapidamente tornou-se líder de mercado. As outras fábricas foram obrigadas a mudar a sua forma de agir, e pouco a pouco, todas as fábricas migraram de uma forma de produção para outra, bem melhor. Quando todas migraram, o Exército de Salvação vendeu a fábrica. William Booth, o fundador, disse: "Nosso chamado não é para vender fósforos. Fomos chamados por Deus para mudar essa sociedade". Mas isso só foi possível porque o preço era compatível.

Ou seja... Tanta campanha para preservação do meio-ambiente, tanto incentivo, TI verde, uso mais racional... Só vai funcionar se for financeiramente compensatório. Não adianta falar que é importante, tem que trazer compensação. Alimentos orgânicos são melhores? Sim, mas são mais caros. Se o preço for igual, muitos vão nesse sentido, e a agroindústria vai ter que se virar. Coleta seletiva de lixo só será realmente feita se ela for realizada pela companhia que recolhe o lixo nas casas. Senão é tiro n'água. Reciclagem de papel, papelão, garrafas PET... Só vai dar certo se render dinheiro para o bol$o das pessoas, mesmo que não dê para comprar o jornal popular que vendem nas ruas. Senão, não vai valer a pena, será discurso vazio, apenas. E nada de prático.

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06 Junho 2009

Hoje realizei um sonho de infância

  Quando fiquei sabendo de que os Harlem Globetrotters viriam ao Brasil para uma série de shows, disse a mim mesmo que teria que vê-los. Meu pai contava de uma exibição que ele viu quando criança, ao lado do meu avô, e como se divertiu. Do pouco que vi quando criança, na televisão, minha curiosidade foi aguçada, não só pelas brincadeiras na quadra, mas também por conta do desenho animado, os "Super Globetrotters", dos quais lembrava de forma vivaz do Variedades (com sua cabelereira vasta, de onde ele tirava de TUDO), e do Homem-Esfera.
  Logo, ir hoje ver um show dos Harlem Globetrotters é realizar um sonho de infância. E hoje fui lá, me sentir uma criança, rir e me divertir, me deliciar com a brincadeira quase infantil, mas a habilidade quase sobre-humana daqueles homens com uma bola de basquete nas mãos.
  Quem não os conhece, sugiro que visitem a Wikipédia e conheçam um pouquinho desses malucos divertidos. E hoje, 6 de junho, fui eu com minha esposa e meus pais para vê-los aprontar. O show foi no Maracanazinho, onde não tinha ido depois da reforma para o Pan 2007. De cara, muita gente, peguei uma fila de 15 minutos para pegar o ingresso que comprei pelo telefone, com o Ingresso Rápido. Alguém ironizou na fila o nome da empresa, e eu respondi: "Ingresso não tão lento assim, que tal?"
  Pegos os ingressos, entramos nós no Maracanazinho... Mas é preciso deixar as garrafas plásticas, que mesmo sob protestos entregamos... Uma. A outra estava escondida no bolso da calça do meu pai. É por causa dos vendedores ambulantes que transitam dentro do estádio, e cobram preços tabelados (e absurdamente caros). Entramos, pegamos um bom local... Nossa, o Maracanazinho está lindo por dentro, depois da reforma: Uma quadra bacana, um painel no meio (como nas quadras de basquete americanas) com telões, ar-condicionado central (e deveria ter umas 30 a 40 mil pessoas por lá!), a ponto de meus pais e Cláudia sentirem frio (eu levei uma camisa de manga comprida, acertei no que não vi).
  Todas as apresentações são precedidas de exibições de basquete, brincadeiras, como deve ser um show para toda a família. Norte-americanos sabem fazer shows, e presenciamos um desses. Nessa tivemos um jogo-exibição de um time da Liga Internacional de Basquete de Rua (Reis da Rua) contra o time da Central Única das Favelas (CUFA). O juiz desligou a percepção de faltas, e fez uma partida de 2 tempos de 7:30 minutos cada. Claro que rolou falta, mas simplesmente não foram marcadas. Era exibição, e foi um jogo divertido, embora o som estivesse alto demais e não levasse em conta a acústica do estádio. Conclusão, não entendi quase nada do que o narrador (que agia como se estivesse cantando um rap) falou. Além de "É o seguinte", e "Som na caixa, DJ!", poucas palavras foram inteligíveis. Ah, faltou dizer que um dos jogadores do Reis da Rua, um branco de cabelo comprido, precisa por a mão na forma: Errou seguidamente quatro ou cinco cestas. Quando acertou, a platéia o ovacionou efusivamente, com alguns até gritando: "Até que enfim!".
  Depois, uma apresentação de street dance, que eu não consigo ver como outra coisa senão a evolução do break, dos anos 1980. Michael Jackson tem uma participação nisso, e a apresentação foi impressionante pelas acrobacias realizadas. O engraçado é que minha mãe gosta de street dance, acha divertido vê-los. Depois, distribuição de brindes, com um pequeno canhão de ar-comprimido para lançar camisetas bem longe, na platéia. Não, não ganhei nenhuma, infelizmente.
  Finalmente, uns 80 minutos depois de ter iniciado tudo, começa o show dos Globetrotters, começando por vídeos nos telões... E eu finalmente entendi porque tinha o Variedades no Super Globetrotters! Nos anos 1970, tinha um jogador com cabelo black power. Daí a inspiração. Ainda teve uma dança das cadeiras com as crianças e o Globie, um boneco animador de torcida deles que armou um bocado e arrancou risadas de todos nós.
  Entram os homens... É, sinal dos tempos: Antes um time só de negros, os Globetrotters agora tem dois brancos na sua formação atual - ou pelo menos, na formação que veio ao Brasil. E eles são showmen, engraçadíssimos, criam situações que fazem-nos rir desvairadamente... O time dos Generals, que SEMPRE PERDEM, tentaram armar para cima deles. O técnico, de muleta e brigão, aceitou a aposta de colocar uma saia de bailarina se perdesse. Dispensável dizer que perdeu, de 78 a 70 (na verdade era para ser 50, mas erraram de propósito no placar para aumentar a expectativa). E daí veio a tampa colocada na cesta, uma bola com controle remoto, a bola murcha, outra com elástico e presa na mão... Arremessos impossíveis, enterradas sensacionais, e um dos Trotters enfiando a cabeça na cesta (de baixo para cima), para impedir que as bolas entrassem. Foram 4 tempos de 10 minutos cada, com paradas para brincar com a platéia, e trazer crianças (que adoram um show como esse) à quadra e fazer brincadeiras. O mais saidinho de todos (Special K) apresentou um dos meninos como seu filho, e acabou tirando a camisa do menino. No intervalo, entra em campo o Big G, um boneco inflável deles que é divertidíssimo, tropeça e cai, faz careta e todo mundo ri dele.
Aconteceu de tudo, e terminei o dia com as maçãs do rosto um pouco doloridas, de tanto rir das brincadeiras, troças (como quando um dos Generals vai bater um lance livre, e os Trotters olham para ele e caem na gargalhada por já ter errado o primeiro). O juiz é um caso à parte, participando da brincadeira de uma forma hilária: Só não fez cesta, mas mais de uma vez fizeram passe... Para ele! Foi muito, mas muito engraçado. Valeu o preço pago de longe, foi uma diversão daquelas, para um total de pouco mais de 3 horas de apresentação.
  Infelizmente minha câmera deu defeito, travou... E eu louco para fotografar e filmar tudo o que eu pudesse... Minha expectativa era filmar a maior parte do jogo, encher o cartão de 1 Gb, e se ainda precisasse de espaço, espetar o cartão do Palm, esvaziá-lo em parte e continuar filmando. E depois meter tudo no YouTube. Não deu certo. Mas tem vídeos do show do dia 5 de junho já postados, estão aqui e aqui.
  Voltei a ser criança por algumas horas, e me diverti à beça, sonhando com a chance do homem poder voar. E eles o fazem isso, da maneira mais engraçada e bem-humorada possível. De qualquer forma, se não foi, ainda dá para ouvir a música-tema dos Trotters nesse link aqui. E se tiverem a chance, vejam porque vale a pena.

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Série "fotografia e eu" - E quando a câmera não mostra imagem?

Hoje eu fui ao show dos Harlem Globetrotters (falo mais no próximo post), e levei a minha câmera fotográfica (uma Canon Powershot S2IS) para fazer um monte de vídeos e fotos do espetáculo. Só que ela ligava, mas não abria imagem. Tentei de tudo, mas não consegui fazer com que saísse da tela preta. Frustrado, voltei para casa encucado sobre como resolver o problema, sem ter que levar na assistência técnica. Fui para a Internet, e achei 2 links para o problema, aqui e aqui. A solução é a seguinte:
  1. Coloque a câmera no modo Tv, para poder mudar a velocidade do obturador.
  2. Coloque (com as setas para os lados) o valor mais alto que a câmera tiver (que é 15 segundos).
  3. Dispare uma foto, e espere um pouco.
  4. Abra o compartimento das pilhas ENQUANTO você estiver batendo a foto. A máquina bipará e desligará.
  5. Feche o compartimento, e ligue a câmera. É provável que tenha funcionado, e você tenha imagem novamente. Se não funcionar, tente de novo.
Explicação: Algumas câmeras da Canon tem esse problema, do obturador fechar e travar, não abrir mais. O que é feito aqui, é basicamente rebootar a câmera. Desativei o CHDK, por via das dúvidas (tirei o cartão SD e virei a chave), e mandei ver. Funcionou!

Atenção: Tem uma série de câmeras da Sony que sofreram recall do CCD por reterem umidade e inutilizá-lo.  A lista está aqui. Só que a lista não restringe-se às câmeras da Sony: Canon, Fuji, Konica, Minolta e Olympus também tem modelos de câmeras com CCDs Sony embarcados, logo estão inseridos no contexto. Esse thread do HTForum é bem claro quanto a esta situação, e traz muitas informações a respeito.

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04 Junho 2009

"Olá amigos, amantes da tecnologia..."

Pois é, se alguém conhece esse bordão, sabe quem é o Gustavo Guanabara e o seu site, o Guanabara.info. Se não sabe, clica no link e vai lá ver. Mas tem uma novidade: Virei um dos editores do blog (finalmente, depois de 10 meses de espera - o Gustavo é bem enrolado!), e comecei a postar também lá. O podcast dele é um dos que eu vou comentar num próximo post sobre podcasts que eu ouço, e foi através dele que eu o conheci. O Gustavo é uma figuraça, mas não, ele não é dono dos supermercados Guanabara...
Bem, se quiserem me ler por lá, dêem um pulinho no site e leiam também o que eu escrevo. Quem sabe algo se aproveita?

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31 Maio 2009

E a gente reclama de pouco...

  Tenho um amigo de infância lá da igreja que voltou para os caminhos de Deus recentemente. Ele saiu, foi viver com uma moça, filha de pastor. Viveram juntos, depois casaram. Tiveram 2 filhos. Tiveram muitas brigas, e acabaram separando-se. Devido a circunstâncias que não iremos discutir, ele teve que assumir a guarda dos meninos, e voltou à igreja por volta de maio de 2008, começando a passar por dificuldades financeiras. Ele é segurança, sofreu um acidente de trabalho (estapeou um arruaceiro que o agrediu dentro de um shopping center, e quebrou alguns ossos da mão), e recentemente foi chamado de volta.
  O filho mais velho tinha um caroço no pescoço, do lado direito, e o pai levou-o ao médico para ver. Exame de sangue, baixa nas plaquetas... Sim, câncer. O menino tem câncer linfático. Ainda está no início, é correr e tratar. A vida dele vira de pernas para o ar: Começa a quimioterapia, o menino perde todo o cabelo (o que é um bom sinal), ele volta da licença médica para o trabalho... Falta o dinheiro, aumentam as preocupações... É hora de achegar-se mais a Deus e à igreja, já que a família, embora numerosa, não ajuda muito. Chegou a mandar correspondência para o Caldeirão do Huck, para ver se no Lata Velha ele ganhava a reforma do carro (um Voyage bem mal-tratado), para poder levar o filho para o tratamento. O menino trata na UFRJ, e ele mora em Bangu (uma distância de 30 km, acho).
  É uma luta que parece não ter fim. A gente ajuda no que pode: Periodicamente Cláudia manda uma bolsa de compras, e além das orações, temos oferecido consolo, apoio e amizade. Deus está no controle, e o médico está muito feliz com a caminhada dele. Apesar das quimioterapias que trazem vômitos e muito sofrimento, da radioterapia localizada que ele ainda fará no pescoço (para ter certeza de que esse tumor será definitivamente eliminado), ele está reagindo bem ao tratamento, e a esperança de que até o fim do ano ele só continue na manutenção, que deve ainda acontecer por pelo menos 5 anos. Ele vendeu o que sobrou do Voyage, raspou o fundo do tacho e comprou um Monza. Deu uma ajeitada, fez cabeçote, carburador... E o carro foi furtado. Desgraça pouca é bobagem? Talvez, mas, como ele mesmo diz, foi por Deus que o carro foi furtado e não roubado, porque ele poderia reagir. Afinal, ele é segurança e tem porte de arma. A arma dele foi junto com o carro.
  O tempo passou, ele conheceu uma mãe, numa situação parecida com a dele: Sozinha, 2 filhos, o mais velho tratando câncer também. Leucemia, no caso desse menino. Começaram a namorar e caminhar juntos. Ela tem ido também à nossa igreja. Hoje, conversando com o pastor da minha igreja, fiquei sabendo que o filho dela, o que tem leucemia, foi desenganado pelos médicos. No caso dele, não tem jeito. Um transplante de medula não resolveria a situação, embora fosse possível tirar parte da medula dele, tratar e realizar uma infusão. O câncer começou a atingir o pulmão e outras partes do corpo. Agora é a vontade de Deus. E estamos orando.
  É difícil olhar para o menino, todo arrumadinho para ir à igreja, e saber que, segundo os médicos, ele vai morrer. Quase chorei hoje, quando o vi saindo do escritório, onde ele, a mãe, o namorado da mãe (esse meu amigo) e mais um presbítero da igreja tinham orado. Esse meu amigo estava com os olhos vermelhos, e os meus se encheram de lágrimas naquele momento. Um dos nossos maiores medos é que, caso aconteça, isso abale o filho do meu amigo, o que tem câncer linfático. Ele já perdeu 3 colegas de quarto nesse tempo de tratamento, e não é nada fácil para nós, adultos. Extrapole para uma criança de 10 anos.
  Por mais que saibamos que a vontade de Deus é soberana, ainda nos ansiamos e nos preocupamos. Por mais que queiramos que tudo ocorra na forma que queremos, nem sempre é assim. Lembro-me da oração do C. S. Lewis, pedindo a Deus para mudar o seu coração, e entender a vontade de Deus. No caso dele, Joy Gresham morreu, não teve jeito. É difícil. E, se Deus não curá-lo? Bendito seja o Seu Nome, e bendita seja a Sua vontade. Muitos tem o péssimo hábito de jogar a culpa em Deus para os fatos que ocorrem no mundo. Gente que culpa o Senhor das mazelas e sofrimentos que temos por aqui. Meio que parecido com a idéia do governo como o "pai de todos" (que vem de Getúlio Vargas, a propósito).
  E lá é a culpa de Deus para o sofrimento nosso? Como o próprio C. S. Lewis disse: "O sofrimento é o megafone de Deus". Muito fácil falar que não dá para acreditar em Deus com tanto sofrimento no mundo. E eu me pergunto se essa pessoa que está justamente dizendo isso, aceitaria e admitiria ser manipulado por um ser superior, mesmo que fosse para ser o melhor para ela. Eu duvido que a perda da liberdade individual e do livre arbítrio valha isso. Ninguém toparia. Por isso, é fácil argumentar sem argumentos. E enquanto isso, o que podemos fazer é pedir a Deus a Sua misericórdia e a realização da Sua vontade. Porque, por mais que seja difícil aceitar, ela é o que temos para nos agarrar. O sofrimento é o caminho que temos para entender que Deus não é uma esperança, a mais importante, ou a mais certa. Ele deve ser a nossa única esperança. E se não for assim, estaremos fadados a andar em círculos, perdidos, sem saber o que fazer.

  PS: E a mãe do menino, ex-esposa desse meu amigo, como está nessa história toda? Olha, pelo que eu sei, não está ajudando em (quase) nada. A vi uma vez lá na igreja, e o menino falou com ela, mas estava distante... Parece que ela agora quer "curtir a vida". O que é lamentável, já que, independente das rusgas que tiveram, o filho não tem nada a ver com isso. Mas, como dizem: "Começou tudo errado, não tinha muito como ir parar em outro lugar."

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Volta ao Orkut...

O engraçado de voltar ao Orkut depois de quase 9 meses de ausência é descobrir através dos perfis as novidades: É uma ex-aluna minha que está namorando (com o pai que ela tem, ela estar namorando é um acontecimento), são amigos que estão morando longe, que aparecem... Principalmente quando você faz aniversário. E é engraçado o povo que aparece e posta "Parabéns!" apenas num dos recados, só para dizer que apareceram e falaram algo. Em contrapartida (isso denuncia a idade), outros colocaram textos maiores... Alguns postam aquelas animações malucas. Outros catam algum texto na Internet. E como diria Robert Plant em Stairway to Heaven: "And it makes me wonder..."

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26 Maio 2009

22 de maio - eu e os famosos

Nesse ano resolvi investigar na Wikipédia o que tem de importante no dia 22 de maio (que é o meu aniversário), e achei essa lista de quem nasceu no mesmo dia do que eu, mas é mais famoso. quem nasceu no mesmo dia que eu, mas é mais famoso... Olha só a lista:
  • 1813 - Richard Wagner, compositor alemão (m. 1883). Para quem não lembra... "Cavalgada das Valquírias", entre outras peças clássicas famossíssimas.
  • 1844 - Mary Cassatt, pintora impressionista estadunidense. (m. 1926). O Google fez um doodle a respeito dela.
  • 1859 - Sir Arthur Conan Doyle, médico e escritor inglês (m. 1930). Quem é esse? O criador de Sherlock Holmes, ora!
  • 1907 - Hergé, criador da série de história em quadrinhos As Aventuras de Tintin. Nesse eu fiquei todo bobo, o Hergé nasceu no mesmo dia que eu! Uau.
  • 1907 - Sir Laurence Olivier, ator, diretor inglês (m. 1989). Uau.
  • 1911 - Anatol Rapoport, psicólogo, matemático e pianista. Esse vai listado por ser matemático, mas contribuiu com várias áreas de interface, como biologia matemática, modelos estocásticos para contágio de doenças, etc.
  • 1924 - Charles Aznavour, cantor, ator e compositor francês. E encerrou carreira recentemente, fez a última turnê.
  • 1930 - Harvey Milk, político, ativista por direitos civis estadunidense (m. 1978). Milk foi o primeiro ativista gay a ser eleito nos EUA para um cargo político (no caso, prefeito de São Francisco). Hoje em dia é mais lembrado pelo filme "Milk", com Sean Penn no papel-título.
  • 1940 - Bernard Shaw, jornalista e âncora de longa data da CNN. Hoje em dia, aposentado.
  • 1942 - Theodore Kaczynski, o Unabomber, responsável por diversos atentados a bomba e autor de um manifesto contra a crescente industrialização da sociedade mundial. O manifesto estava sendo traduzido para o português, mas não sei se foi concluído.
  • 1950 - Bernie Taupin, compositor britânico e colaborador de longa data de Elton John. Não gosto do tipo de música do Elton John, mas merece meu respeito e admiração. E o Bernie Taupin também.
  • 1959 - Morrissey, vocalista e líder da banda indie britânica The Smiths, que fez sucesso nos anos 80. "Big mouth strikes again...", essa é uma das minhas favoritas. The Smiths é muito bom.
  • 1970 - Naomi Campbell, modelo e atriz inglesa - além de boxeadora, já que agrediu muita gente por aí.
  • 1970 - Pedro Paulo Diniz, ex-piloto brasileiro de Fórmula 1, filho do Abílio Diniz (Pão de Açúcar, Extra), e que parou de correr, agora é empresário e cuida de um hotel em Fernando de Noronha.
  • 1975 - Fabíola Molina, nadadora brasileira.
  • 2002 - Maísa Silva Andrade, apresentadora brasileira. Sim, a "mini-petiz", o andróide em miniatura, a cópia espevitada de Shirley Temple... Chamem como quiser, a baixinha fez 7 anos na semana passada.
De mortos, temos:
  • 1457 - Santa Rita de Cássia, Santa das causas impossíveis. Disse uma enfermeira para minha mãe que, se eu nascesse menina, para que o nome dado fosse Rita. Ah, tá, se eu fosse menina, seria Patrícia. Mas como saí com cromossomos XY, foi Ricardo mesmo.
  • 1977 - Carlos Lacerda, jornalista, e principal opositor de Getúlio Vargas. Meus pais o acham um herói, como político. Eu acho que ele fez muita coisa boa pelo Rio, como a UERJ, a estação de tratamento de água do Guandú... Mas também fez das suas. Mas como eu não vivi a época, não sei o que dizer.
  • 2009 - Zé Rodrix, cantor e instrumentista brasileiro (n. 1947). Esse deu pena. Ah, droga, não terei a oportunidade de ver um show do Joelho de Porco ao vivo!
É, pelo visto estou acompanhado de gente ilustre.

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25 Maio 2009

Curiosidade rápida em termos de peças

Como contei há 2 posts atrás, precisei trocar óleo, filtro de óleo e correia dentada. Bem, vamos ver na concessionária quanto está o preço. Ligo para a concessionária da Taquara, e recebo os seguintes preços:
  • Óleo: R$ 26,50 o litro (preciso de 4, e é o semi-sintético).
  • Filtro de óleo: R$ 32.
  • Correia dentada: R$ 233.
Bem, é o preço da casa de óleos por aqui por perto. Deixa eu ligar para outra concessionária do mesmo grupo, no Campinho. Se o preço estiver melhor, compro lá, afinal, é meu caminho para o trabalho. Resposta que obtive:
  • Óleo: R$ 26 o litro.
  • Filtro de óleo: R$ 32.
  • Correia dentada: R$ 209.
Opa, uma boa economia! Mas o mesmo dono, e a da Taquara ainda é mais cara? Estranho. Deixa eu ligar para uma da Barra da Tijuca, só por desencargo de consciência, para saber o preço. E recebo:
  • Óleo: R$ 24 o litro.
  • Filtro de óleo: R$ 32.
  • Correia dentada: R$ 209.
Ou seja, do primeiro para o último, R$ 34 de economia. E a concessionária é na entrada da Barra da Tijuca. Logo, adivinhem onde fui? Pois é... Conclusões curtas:
  1. Não é porque é na Barra que é mais caro.
  2. Pesquisar sempre vale a pena.
  3. Dinheiro não é capim.
  4. Eta correia dentada cara...

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Filosofações: Sobre carros novos e usados

Eu acho uma besteira o que falam por aí, que é melhor comprar carro novo do que carro usado. Vamos lá, o que trago para justificar meu argumento:
  1. Uma das alegações é que com o carro novo, você não precisa dar manutenção por 2 anos. Mas você não está dispensado de fazer a manutenção normal do carro. E aí vem:
    • Troca de óleo (5000 km ou 10000 km, dependendo do óleo);
    • Filtro de óleo (10000 km);
    • Velas (10000 km);
    • Filtro de ar (10000 km);
    • Amortecedores (40000 km em média);
    • Correia dentada (50000 km, mas eu troco sempre antes);
    • Por água no radiador (eu coloco semanalmente);
    • Trocar pneu (60000 km em média);
    • Calibrar pneu (eu calibro a cada 1000, 1500 km)...
    E por aí vai. Se você comprar um carro usado de uma agência séria, que você confie, então a dor-de-cabeça sua diminui enormemente, e tudo dá no mesmo. Eu comprei esse carro de uma agência assim. Quando recebi o carro, eles tinham trocado o óleo, filtros de ar e óleo, e me passado o prazo para trocar velas e outras coisas. Como eles dizem, "melhor a gente gastar um pouco e não dar dor-de-cabeça para o cliente, do que ganhar um pouco mais e perdê-lo".
  2. O IPVA é muito mais caro. Eu paguei R$ 320 de IPVA, ou algo assim, esse ano. Quem tem carro novo pagou algo em torno de R$ 1500.
  3. A garantia do carro te impede de por GNV, por exemplo. E se você roda muito, será gasolina por 1 ano sugando a sua carteira, de canudinho.
  4. Para você ter algum conforto, como direção hidráulica, vidros elétricos, trava geral, ar-condicionado e outros... Bem, num carro novo você vai ter que pagar a mais. Um amigo do trabalho comprou um carro novo agora, e resolveu sapecar opcionais, dar um pouco de conforto a ele e à esposa. O carro dele é 1.0 (não anda), assumiu um parcelamento de 48 meses, e de entrada deu o carro antigo dele, um outro que ele comprou zero. Ou seja, no final das contas, o carro antigo, que ele comprou zero em 2005, para a concessionária vale tanto quanto o meu carro, que tem pelo menos 6 anos a mais de idade (isso, consultando a tabela da FIPE). Fora o parcelamento por 4 anos.
  5. Não, não morro de amores por carro. Talvez esse seja o fator primordial, de que carro para mim é mais ferramenta do que outra coisa, e por isso eu acho que gastar um dinheirão com carro novo seja desperdício, e é mais interessante poupar, ou fazer o que falta em casa, sei lá. Não compensa.
  6. Comprar carro novo em concessionária significa depreciarem MUITO o seu carro velho para aceitarem como parte da compra, e com isso você perde dinheiro.
Argumentos a favor são:
  1. O parcelamento. 48 vezes, 60 vezes, 72 vezes! Eu tenho o mesmo carro há quase 7 anos, e atingiria tal parcelamento por agora, de um carro que comprei em 2002. Eu não gosto de parcelar dívidas assim, tão grandes. Já estou incomodado com 2 empréstimos que irão encerrar-se em breve (setembro e novembro), e não gostaria de pegar um novo parcelamento. Além, comprar à vista é melhor para negociar preço. Mas aí é uma questão minha. Tenho um outro amigo que comprou um carro novo, pagou a maior parte, e o pai dele emprestou o dinheiro para completar o pagamento a vista. Agora, ele deve ao pai, e não ao banco. E é melhor dever para a família do que para banqueiro (salvo raras exceções, como uma das minhas tias).
  2. O gosto de ter um carro novo. Ah, eu reconheço que é bacana, o cheiro de carro novo, essas coisas. Mas eu não pagaria tanto apenas por isso.
  3. Seguro mais barato. Em 4 anos, o seguro do meu carro subiu pelo menos 25%. E eu me aperto todo em julho para pagá-lo a vista, de forma integral e aproveitar o desconto que tenho direito. E as seguradoras estão encrencando com gente que quer segurar carro muito velho, por não achar monetariamente compensatório. É, esse é um argumento forte.
  4. Carro usado gasta, e há problemas que surgem com o uso normal. Afinal, tudo gasta. E nos últimos 12 meses tive que mexer no eixo traseiro do meu carro, encapar os bancos, manutenção no alternador... Ainda haverá reparos no motor de arranque, pelo menos, e um ajuste no freio traseiro que não está perfeito. Algumas lâmpadas do farol de milha queimaram (acho que duas vezes), e a mangueira do ar-condicionado rachou, logo desliguei o termostato e só tenho o modo frio demais disponível. Isso são coisas que ocorrem com o uso, e ocorreriam fazendo a manutenção preventiva regular ou não. Mas vários outros problemas foram evitados fazendo a manutenção preventiva regular, e que todo dono de carro, novo ou velho, deve fazê-lo.
O que concluo? Bem, concluo que eu irei comprar um novo carro usado daqui a algum tempo. O tempo do 306 comigo já está passando... Assim que tiver condições, vou trocar de carro, talvez para um onde as peças sejam mais em conta, um mais novo, com seguro mais barato (ele só sobe nos últimos anos). Mas será outro carro usado, com certeza.

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E o 306 me deixou na mão...

Quem me conhece, sabe que eu tenho um Peugeot 306 ano 1999 há quase 7 anos. Faço o possível para manter a manutenção dele sendo regularmente feita, e cuido direitinho dele porque preciso dele para trabalhar. Logo, feita corretamente, poucas surpresas ele tem me dado. E nessa semana, uma delas ocorreu:

Segunda-feira, 17/5, chego em casa e constato que a luz do alternador está levemente irradiada de vermelho. Como uma lâmpada do farol de milha queimou, vou até o eletricista automotivo da área, peço a ele para trocar a lâmpada, aproveito e pergunto. Ele diz que é o alternador que está esquisito, 1 dia de serviço para tirar e consertar. E se ele voltasse a acender mais intensamente, para levar o carro lá.

Dito e feito, e naquele dia, no final da tarde, na descida da Linha Amarela para a Avenida Brasil, o carro apaga completamente. Bem, desço no embalo, e na pista lateral da Avenida Brasil abro a porta e empurro-o para o meio-fio. Corro, pego um dos triângulos (tenho dois) e coloco a uns 20 metros do carro. Ligo para a faculdade, aviso do problema, e de talvez não poderia ir. Aviso Cláudia e a seguradora, que manda um mecânico. Chega o mecânico, olha, converso com ele... E ele conclui o que eu já sabia: Que o alternador está ferrado, para eu voltar para casa com somente a lanterna ligada, e torcer para não apagar de novo. Bem, a turma da faculdade está bem adiantada na matéria, a perda de uma aula não será tão drástica assim. O carro pega, e lá vou eu.

Sigo, retorno em Benfica, subo o viaduto, desço... E o carro apaga de novo, agora em frente a um ponto de ônibus, na passarela 5, sentido Zona Oeste. Alguns populares me ajudam a empurrá-lo para a calçada, dois policiais sinalizam, ligo para o reboque, é o jeito. E pela primeira vez, o Vader é rebocado. Conversa vai, conversa vem, o reboquista me conta histórias dele do tempo de caminhoneiro, daonde ele mora (em Santa Cruz), pegamos a Linha Amarela (liberaram caminhões, eba), chegamos em casa, descemos o pretinho e coloco-o na garagem. No dia seguinte, levo para o eletricista.

Na quarta, 20/5, de manhã BEM cedo levo o 306 a duras penas até o eletricista. A coisa estava tão feia que choveu e tive que limpar o pára-brisa com a mão, e dirigir 300 metros com a cabeça para fora do carro. Deixo lá, vou nadar, volto, converso com o eletricista... E vamos de buzão hoje. Aproveito e passo no meu mecânico, pergunto se dá tempo deles trocarem óleo (tinha vencido a troca), filtro de óleo (idem) e correia dentada (faltava 6000 km), fazia tudo de uma vez. Dava, se desse tempo o eletricista levaria o carro até eles para completarem o serviço.

Mas não deu tempo, só as 19 horas o carro ficou pronto. Na 5a, 21/5, vou eu pegar o carro, espero mais de 1 hora para o eletricista chegar (trânsito ruim), levo no mecânico, que troca tudo e eu pego na hora do almoço, finalmente. A bateria está carregando, tem 6 ou 8 meses que comprei. O rádio está acendendo, mas desliga o display depois de 5 segundos, vou ainda ver o que faço para resolver isso (talvez um hard reset). O próximo passo é o motor de arranque, que agarra um pouquinho ao ligar, mas é abrir e trocar o rotor, coisa mais simples. Isso fica para o mês que vem.

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Meu aniversário - nesse ano, atrasado

Todo ano eu posto algo no dia 22 de maio, mas esse ano foi diferente, e como quem me lê notou, não veio nada. Explico: A semana foi muito corrida (para variar), e justamente no dia 22 de maio (o início do meu 36o ciclo em torno do Arbol, e a finalização do 35o ciclo), eu ralei demais em casa. Mas deu tudo certo. Explico nos próximos posts.

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17 Maio 2009

Podcasts que tenho ouvido - a nova lista - quem entrou - podcasts de esportes e música

Bem, a lista do que entrou é grande, portanto lá irei eu dividir a lista (novamente). Nesse primeiro post, podcasts de esportes... Se bem que no meu caso, é Fórmula-1 mesmo.
  1. Buteco Racing - Um dos podcasts mais zoneados que eu já ouvi: Não tem música de fundo, não tem edição, não tem nada... Mas é um dos melhores para falar de Fórmula-1. O Moyna, o Stênio, o Luis e o Maurício conseguiram me fazer voltar a me interessar pelos carrinhos. É um papo de fã, logo é de gente que lê ardorosamente sites, fóruns e blogs, que vê as corridas e olha além do que estamos acostumados a ver. É bem grande (4 a 5 blocos de 20 a 30 minutos cada) e bem detalhado. Recomendo fortemente se você gosta de automobilismo.
  2. Pit Stop - Na contramão, um podcast produzido pelo UOL, com o Fábio Seixas, jornalista especializado em automobilismo (e que tem a minha idade!). Na verdade é um programa da TV UOL, mas eu só ouço, não vejo. No máximo 30 minutos, semanal, toda terça, sobre automobilismo. 
Também tem os podcasts de música, que são:
  1. Alternativando - O primeiro dos podcasts da Kombo Podcasts que cito aqui. Do Vinícius Schiavini e do Tiago Andrade, um podcast de música com uma fórmula super-simples:
    • Sempre tem um convidado, com exceção dos episódios múltiplos de 5 (5, 10, 15, etc) em que eles apenas lêem os comentários enviados e tocam músicas sugeridas.
    • 1 música dos Beatles e 1 música diversa escolhida pelo Schias (ele é Beatlemaníaco), 2 músicas pelo Tiago, 2 músicas pelo convidado e 1 cover bizarra.
    • Logo, faz-se assim um podcast muito divertido de se ouvir. Vale a pena.
  2. OctopusLand - Esse eu ouvi muito pouco, mas é sobre rock psicodélico e progressivo, dos anos 60 e 70. Ouvi um em homenagem ao Richard Wright, tecladista do Pink Floyd e morto em 2008. Tem um problema sério de variação de volume de som entre o que é falado e o que é tocado. Mas, tirando isso, é ótimo para ouvir bandas completamente desconhecidas. Recomendo para quem gosta do estilo.
  3. Privada Elétrica - Carolina Garofani começou fazendo um podcast que fala sobre rock em geral, mas no caso dela, bandas novas, ou muito novas. Muito bom para conhecer sons novos, como os Fratellis (não consigo esquecer da família de bandidos dos Goonies). Hoje em dia o podcast está sendo apoiado por uma rádio de Curitiba, a 91Rock (e que me faz sentir saudade da Cidade). Vale a pena ouvir pelo menos um para conhecer.
Num próximo post, mais podcasts.

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Podcasts que tenho ouvido - a nova lista - quem saiu

Lá vai uma lista minha de podcasts que ouço... A primeira foi feita no final de 2006, e foram 4 posts:
De lá para cá, mudou muita coisa na minha lista. Saíram vários, entraram outros... Vamos primeiro a quem saiu, e por quê:

  1. Podcast INFO - Minuto Tech - muita informação e não dava vazão para acompanhar. Tornou-se chato de ouvir.
  2. Rádio PC Mag - Esse acabou, o Rigues foi para o IG Tecnologia, o Henrique Martin, para o Zumo e para a Mac World. Simples assim.
  3. Papotech - Enchi o saco desse aqui. O João Roberto virou um velho resmungão, o Vinícius resume-se a ficar falando que não conhece, que é muito novo, não é do tempo dele... Pouca precisão nas notícias, muito mais "achismo" do que informação relevante. Tornou-se dispensável, e ouvi até o episódio 100 para depois cancelar o feed. Já foi bom, mas lá pelo episódio 60 e poucos, depois da volta deles dos EUA, desgringolou de vez. Quando bateram palmas para o Windows Vista (enquanto o mundo todo fala mal), aí é que eu vi que não tinha jeito. Cansei.
  4. Podcast Código Livre - Outro que parei. Esse tem episódios absurdamente longos, chegou um a ter mais de 3 horas de duração. E fala de TUDO, menos de software livre. O Maccari agora usa Windows para fazer o podcast, enrola demais, e ainda chama a Bia Kunze para ficar enchendo linguiça. E de Linux, não fala absolutamente nada. Ainda tive que aturar num episódio (acho que o 67 ou 68) um discurso pró-ateísmo do Maccari, idolatrando Richard Dawkins e colocando as religiões como alvo de tiro. E é claro, atira-se primeiro na fé cristã. Se eu já estava cansado de ouvir e não reter nada, aí é que eu joguei a pá de cal. Na boa, meus ouvidos não são penico. Cansei e cancelei. 
  5. Podsemfio - Outra que cancelei faz tempo. Cansei de ouvir risinhos tolos, falta de embasamento e papo desconexo. Não consigo vê-la como uma "consultora em mobilidade" como falam aí, desculpem. E sinceramente, mobilidade como ela fala... Eu prefiro ler os Pinguins Móveis, do meu amigo Cesar Cardoso.
  6. PoOOoOooODCAST! - Palavrão demais, besteira demais, assunto de menos.
  7. PodVariar - Esse era sem foco, e ficou desfocado, acabou parando. E ficou chato também. Ah, o Marcos Vieira defendeu o Alckmin com unhas e dentes, como toda (boa?) classe média paulistana, num email trocado comigo. Logo, não dá para dar muito crédito.
Agora, os que morreram e/ou estão em coma:
  1. Rock Bola - Não tem calhado de ouvir mais, agora meu servidor passa a maior parte do tempo desligado, em nome da economia de energia e dinheiro. E o horário mudou, agora é meio-dia.
  2. Abobrinhas Digitais - Esse na verdade eu não cancelei o feed, eles é que cancelaram o podcast. Um dos melhores que já ouvi, mas não publicam nada há tempos.
  3. Momento Retrô - Outro que subiu no telhado, e não colocam nada no ar há quase 1 ano. Infelizmente.
Nos próximos posts, a nova leva do que tenho ouvido.

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11 Maio 2009

Resenhando Star Trek [SPOILERS AHEAD!]

Agora, sobre o filme: Assisti ao filme duas vezes na última sexta. Sendo sintético, minha opinião pode ser resumida numa frase da Maria Cláudia, que não é fã e muito mal conhece a franquia: "Adorei! Eu não via um filme bom assim no cinema desde 'Cavaleiro das Trevas'!"

Muitos elementos para fãs delirarem e muita coisa para quem não é fã se divertir à beça. Algumas que eu listo:

  1. Uma montanha de citações e homenagens, desde a sabatina que Spock criança sofre (Star Trek IV) até frases do velho Spock ("Eu sou e sempre serei seu amigo", Star Trek II), passando pelo beagle do Almirante Archer (Star Trek: Enterprise), o Kobayashi Maru (Star Trek II) e um monte de detalhes que você só pega muito atento, sendo fã ou na 2a, 3a, 4a vezes que ver o filme. Aposto que alguém já está compilando uma lista de citações, como "Fascinating", e "Dammit Jim, I'm a doctor!", que ouvimos pelo menos 2 vezes. Christopher Pike presente (inclusive na cadeira de rodas, alusão à Série Clássica), o uniforme que ele está vestindo (Star Trek: Phase II e Star Trek I) são mais referências que não podem ser deixadas de fora.
  2. A Enterprise é muito parecida com a nave da Série Clássica, e ao mesmo tempo atualizada, e com isso muito bonita. Foi um cuidado impressionante.
  3. Spock é o melhor caracterizado, Zachary Quinto É o Spock. Fantástico.
  4. Chekov e seu sotaque russo bem carregado... "Uictor-Uictor", quem vê, entende. Hilário.
  5. Chris Pine diz que não se baseou em Shatner... Conversa fiada. Até o sorriso de canto de boca e o olhar do Capitão ele imitou. E ficou fenomenal! Claro, faltou a voadora do Kirk, mas a canastrice do Shatner estava também presente.
  6. Oficialmente deram o 1o nome à Uhura, que já tinham dado no Universo Expandido. Ela chama-se Nyota, e junto com Scotty, Chekov e Sulu, tiveram maior participação na história, muito mais do que ser apenas escada para o trio principal.
  7. Aliás, McCoy foi talvez de todos o melhor interpretado, Karl Urban soou como Magro o tempo todo: ranzinza, chato, irônico e divertidíssimo. E de quebra, a explicação da origem do apelido, Magro (Bones, em inglês).
  8. Detalhes como o interior da nave (bastante crível em comparação à nave dos outros filmes e do seriado, se bem que os turboelevadores mudaram de posição em relação à série); a transição dos uniformes, de Star Trek Enterprise para o novo filme, que vemos através da USS Kelvin; o pai de Kirk, o Corvette Stingray do padrasto, as bebidas no bar (drinques cardassianos, mas nada de cerveja romulana ainda), o comunicador Nokia (merchandising!) fizeram a gente adorar.
  9. Mudanças como o interior da engenharia da Enterprise (não dá para acreditar que é tão grande e tão... Sujo), as piadas do Scotty, os alívios cômicos, as mudanças sutis que fizeram a gente se divertir.
  10. E como não poderia deixar de ser, morreu um red shirt, para delírio dos papa-defuntos da série, ou seja: Todos nós.
Tem falhas? Bem... Alguns pontos que ficaram obscuros, não ficaram claros, ou que poderiam ser adaptados... Em resumo, chateação minha mesmo, mas que não tiram o brilho do filme. Citações a furos em relação ao Universo Expandido (como o capitão Robert April) não serão consideradas.
  1. A trama é fraca, mas o foco são os personagens, então passa.
  2. Um transportador colocar 2 pessoas dentro de uma nave em dobra espacial vai. O problema é essa nave estar a anos-luz de distância.
  3. Chekov com 17 anos, já na Frota, formado? Afinal, ele é alferes. Kirk tem 25 e não se formou.
  4. A nave capitânea da Frota recheada de cadetes ainda não formados, também não soa lá muito bem. Mas, nessa realidade, a Enterprise É a nave capitânea? Isso não fica nada claro.
  5. Só uma citação aos Klingons, e mesmo assim à distância... Espero que voltem no próximo filme.
  6. Delta Vega já existia na Série Clássica, mas não era ali, naquele local.
  7. Kirk encontra-se com o velho Spock, e eles dois com o Scotty. Muita coincidência, não?
  8. A USS Kelvin tem 1 nacele de dobra, e segundo as explicações técnicas que tantos gostam (como eu), é preciso um número par de naceles para fazer o campo de dobra. A Enterprise tem 2, a Stargazer tinha 4, e por aí vai.
  9. E um deslize que ninguém que eu li, comentou: DeForest Kelley (McCoy) tinha olhos azuis. Karl Urban (McCoy) tem olhos castanhos.
E como fã, fui levado às lágrimas, de emoção, pelo menos 3 vezes. Vi duas vezes, peguei uma cópia via Torrent e ainda pretendo assistir uma cópia dublada semana que vem, junto com o povo da AFERJ. E comprarei o DVD, e verei de novo... E aguardarei ansiosamente pelo próximo Star Trek. Como falei no post anterior, é uma nova realidade, vamos explorá-la. Voltamos, e com força total!

PS: Curioso... Não ouvi NENHUM podcast falando sobre Jornada nas Estrelas. O "famoso" podcast nerd Nerdcast (que eu estou ouvindo menos e achando cada vez mais sem-graça e cada vez mais preocupado em vender), falou sobre mercado financeiro. Outros ignoraram, mas quem salvou a pátria foi o RapaduraCast. Dois episódios, um explicando tudo antes e outro para quem viu o filme. Sim, eles sentaram e falaram de Star Trek, embora a falta de um trekker de carteirinha e a presença do Maurício Saldanha me façam ter medo desse episódio. Não entendam-me mal: Gosto do Maurício, mas aposto que ele imitou o McCoy e resmungou à beça, disse que Star Trek é subcultura, pobreza cultural, que falta o Paul Thomas Anderson dirigindo um filme de ST, etc e tal. Bem, vamos ver.

PS 2: Cláudia agora quer ver a Série Clássica toda. Acho que criei um monstro.

PS 3: George Lucas, faça um favor a Star Wars e terceirize a produção dos filmes 7 a 9 de SW. Quem sabe não fazem algo melhor do que os Episódios 1 a 3?

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10 Maio 2009

Realmente audacioso... E eu adorei!

Antes de tudo, está tudo aqui entupido de spoilers. Se não quiser saber nada, pule esse e o próximo post.

Sim, continuo falando sobre Jornada nas Estrelas, e comentei no post anterior sobre a minha preocupação com as rupturas em relação à cronologia e ao cânon de Jornada nas Estrelas, do qual sou fã confesso e fissurado, e preocupado com todos os rumores que ocorreram a respeito do filme.

Mas J. J. Abrahms conseguiu sossegar o coração desse trekker aqui e da maioria, quando é deixado claro por Spock (Zachary Quinto) que a realidade que eles vivem agora é a alternativa. Quando Nero ultrapassa um buraco negro, volta no tempo e destrói a USS Kelvin, ele muda completamente o futuro, tornando (quase) tudo o que vemos no filme verossímil dentro do universo de Star Trek. Afinal, a aparição de Nero acaba sendo o fator que faz mudar a realidade, criando um fork (como dizemos em Software Livre), separado do que já temos.

Exemplos? O acontecimento com a Narada, nave de Nero, pode ter feito com que a Federação e os Romulanos finalmente se aproximassem, e nessa realidade alternativa, o episódio da 1a temporada da Série Clássica "Equilíbrio do Terror" teria até acontecido, mas não com as surpresas que foram colocadas, como o oficial Romulano sendo tão parecido com Spock, e todo mundo na nave levando um susto. Logo, o ponto 1 que coloquei deixa de ser um problema. Spock fala normalmente aos membros da Enterprise que Vulcanos e Romulanos guardam similaridades culturais e físicas, e ninguém se choca. Logo, todos sabiam.

Da mesma forma, a morte da mãe de Spock, Amanda Grayson, encaixa bem nesse futuro, assim como a destruição de Vulcano, que deve estar fazendo os trekkers mais radicais darem pulos de desespero nesse instante. Pontos 4, 5 e 7 (Kirk nessa realidade não foi oficial de armas da USS Farragut e nasceu no espaço, não em Iowa, mas sim criado) resolvem-se. O ponto 2 pode até passar, sem muita dificuldade. O ponto 3 passa também por não ter nenhuma referência se aquela nave na doca seca é a Enterprise. Chekov tão novo na Frota (ponto 6) é complicado. Como disse, resolve a maioria, mas não todos... Que podemos aceitar como "licença poética". 

Como disse, estamos diante de um novo universo de Star Trek, que eu chamo de Star Trek Ultimate (sim, estou me aludindo ao Universo Ultimate, da Marvel). E como diria o Calvin: "É um mundo novo, Haroldo. Vamos explorá-lo!" Obrigado a Abrahms, Orci e Kurtzman e Lindelof pelo presente que nos deram, um universo novo a ser explorado.

A propósito, na minha última olhada no TrekBrasilis, o filme tinha R$ 31 milhões de bilheteria nos EUA. Isso desde o início da exibição, em algumas salas na 5a à noite, e até dia 8 de noite, ou seja, pouco mais de 24 horas. Muito bom! Espero que o filme se pague (US$ 150 milhões) e dê muito lucro, para termos um 2o e um 3o filmes, pelo menos.

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07 Maio 2009

Audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve

Amanhã é a estréia mundial do novo filme de "Jornada nas Estrelas", Star Trek XI ou simplesmente, Star Trek. Pelos três trailers veiculados, estamos todos nós, fãs, ansiosos pelo que iremos ver. Pelo visto, cenas de batalhas espaciais que sempre sonhamos em ver na telona serão vistas por nós; sequências de ação que arrancarão os ares dos nossos pulmões, e, quem sabe, boas atuações.

Mas também, por boa parte dos fãs, um pouco de preocupação. Sim, a quebra da cronologia, e da canonicidade será grande. Antes que alguém solte um "Get a Life" ou coisa do tipo, dêem-nos licença, porque se não fôssemos nós, os fãs, todo o universo teria morrido no final da Série Clássica. Então, alguns fatos serão infelizmente recontados, alguns episódios da Série Clássica (inclusive um dos melhores) serão simplesmente desconsiderados... E o pior, algumas dessas coisas poderiam ser evitadas.

Abaixo vão alguns spoilers, logo o texto estará em cor branca - se quiser ler, não é comigo, é contigo, só marcar o texto.
  1. Já sabemos que a aparição de Nero, o vilão romulano do filme, tendo contato com humanos, é uma violação clara do melhor episódio da 1a temporada da Série Clássica, "O Equilíbrio do Terror". Só há uma maneira de contornar, que é fazendo com que a Frota não saiba que a Narada e seus tripulantes é composta de Romulanos. Mas parece inevitável. Poderiam ter trazido outros vilões, por exemplo.
  2. O primeiro capitão da NCC-1701 foi Robert April. Christopher Pike foi o 2o, e James T. Kirk, o 3o. Mas no filme, Pike é o 1o capitão, assim que a nave sai da doca seca, e Kirk já assume no final. Ou seja, o episódio piloto da Série Clássica, "The Cage" foi pela janela. Número Um, etc... Vai tudo fora, o que afeta até a Nova Geração. Como corrigir? Bem... De cara poderia dizer que a nave vista pelo jovem Kirk sendo construída era uma nave da classe Constitution, mas não a Enterprise.
  3. A Enterprise sendo construída na Terra? Mas a sua placa de dedicação diz que ela foi construída no San Francisco Fleet Yards, em órbita terrestre. Bem, podem ter levado ela para o espaço, e finalizado na doca seca espacial. Mas levar aquilo tudo... Haja rebocadores!
  4. Amanda Grayson, mãe de Spock, morta? Mas e o episódio da Série Clássica "Jornada para Babel", e o 4o filme, "A Volta Para Casa"? Well... Que tal ela ser encontrada depois, no buraco cavado em Vulcano pela britadeira espacial do Nero?
  5. O Kirk, sair da Academia e já virar capitão? Ei, ele foi oficial de armas da USS Farragut antes... Episódio da Série Clássica "Uma Pequena Guerra Particular". Como resolver? Um estágio por lá, quem sabe? Bem, pelo menos foi mantido que ele foi o capitão mais jovem da Frota...
  6. Chekov, já na Enterprise? Mas ele chegou na 2a temporada da Série Clássica, no episódio "The Janus Gate" (esqueci o nome em português, e não estou com pressa de procurar).
  7. Kirk nascer no espaço nem é complicado, ele foi criado em Iowa, por exemplo.
Logo, as wikis a respeito de Star Trek na Internet estão em polvorosa, fechando tudo para edição, para sair reescrevendo tudo a partir de 8/5/09. Mas a questão que fica para mim é: E a canonicidade? E a continuidade? E a cronologia?

Bem, o que posso encarar esse filme é como um universo ultimate de Star Trek. Rebootaram o Batman (ficou ótimo), o 007 (esquisito, mas começou a melhorar), o Superman (não sei se dá para piorar), ignoraram o Terminator 3, Highlander 2... Vamos ver. Eu ainda estou muito ansioso para ver o filme. Irei amanhã, na 1a sessão, no início da tarde, vê-lo. Emocionarei-me ao ouvir a fanfarra de Star Trek mais uma vez nos cinemas. Irei vibrar, pular da cadeira e me divertir à beça. Provavelmente irei ver novamente, com a Cláudia, no sábado. E vou baixar da Internet, para rever. E irei comprar o DVD da edição especial, para ficar junto das minhas maquetes de naves (já tenho 2 Enterprise, faltam 4).

Mas me entristece como fã saber que estão dividindo a cronologia em duas, e essa Star Trek Ultimate não será ruim ou fraca, mas terá diferenças cruciais em relação à Star Trek que conhecemos.

Duas curiosidades para acabar:
  1. Chris Pine (Kirk) disse que não iria copiar Shatner (Kirk) na atuação. Mas quem conhece a Série Clássica, e vê o trailer, tem cenas que o mais novo copiou claramente do mais velho. Duvida? Olha o sorriso de canto de boca do Pine. Eu olhei e vi o Shatner ali. Não adianta negar.
  2. Ah, o Kobayashi Maru estará lá. Oba.
  3. Em 2004, J. Michael Straczynski, autor de Babylon 5 (uma das melhores séries sci-fi que já vi), propôs um reboot em Jornada nas Estrelas, e começou inclusive a trabalhar num roteiro para novas aventuras de Kirk e cia, com atores novos. Não foi à frente. É... O homem era um visionário, mirou no que viu e acertou no que não viu.
E que venha o filme, continuo ansioso!

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02 Maio 2009

Passados 15 anos...

E ontem, 1 de maio, lembramos da morte do Ayrton Senna. Já fazem 15 anos... Ele nos deixou uma saudade imensa. Meu pai, fanático por automobilismo, recusou-se a ver o acidente. Acho que até hoje ele não viu. Ele sempre virava o rosto quando aparecia a batida violenta na curva Tamburello, em Ímola, naquele 1o de maio de 1994. Ele parou de assistir Fórmula-1, e só voltou a ver depois do fim da carreira do Schumacher, em 2007, acho. Minha mãe, que nunca foi fã de corridas, chorou com a morte do Ayrton. Meu avô ficou mudo. Meu irmão murchou. Um amigo de faculdade embargou a voz ao falar do fatídico dia. E logo ele, que eu nunca imaginei que daria bola para Fórmula-1?

Naquela semana, uma edição especial da Veja dizia: "A tragédia dobrou o Brasil". Eu ainda tenho essa revista, guardada em algum canto aqui em casa. Um bobo colega de faculdade buscou procurar palavras para expressar, e como sempre, não conseguiu, usou alguma expressão mal-colocada para enfatizar o que tinha acontecido - e como em muitas vezes, foi ridículo. E eu? Confesso que nem dei atenção para o que aquele tonto dizia. Foram 2 semanas de tristeza, nada me tirava daquele sentimento de fossa. Uma faixa preta amarrada ao meu braço esquerdo, o qual eu mais dependo. Afinal, sou canhoto, assim como o Ayrton o era.

Curioso que, esses dias, recebi uma entrega de madeira aqui em casa, e travei o seguinte diálogo com um dos entregadores:
"- Nossa, o senhor é canhoto?!"
"- Pois é... Eu gosto, sabe?"
"- Puxa, eu acho um barato, ser canhoto."
"- Mas incomoda um pouco às vezes. Abridor de latas, tesouras... Melhorou para nós."
"- Eu acho muito bonito."
"- Tem suas vantagens também. A mão forte está sempre no volante, a gente passa a marcha com a direita. Como o Ayrton Senna."
"- O Ayrton?"
"- Sim, ele era canhoto."
"- Puxa, e eu sou fanático por F-1 e não sabia disso... Obrigado!"

Mas o Ayrton não era só um piloto de F-1. Ele foi o nosso maior ídolo esportivo individual. Numa época em que não tínhamos muito o que comemorar, ele trazia ao povão alegria, ao passar os bichos papões e mostrar que brasileiro não é só barbeiro, é bom piloto também. Pergunte a várias pessoas que viveram o ano de 1988 sobre o que eles lembram de mais relevante daquele ano. Poucos apontarão a Constituição nova. A maioria irá lembrar do primeiro título mundial do Ayrton na McLaren. Ainda tentaram ascender o Guga ao posto de novo herói nacional, principalmente depois dele ter feito-nos pular na frente da TV com voleios e smashes espetaculares em Roland Garros. Felizmente o Guga não tornou-se outro Ayrton.

O Ayrton era aquele sujeito que qualquer brasileiro o aceitaria de bom grado em casa para tomar um café, filar um almoço... E ninguém aceitaria um não dele para um lanchinho lá em casa! Ah não, afinal, ele já era íntimo de todos nós: Em várias manhãs de domingo do ano, ele entrava na nossa casa, e travava belíssimos duelos contra grandes pilotos como Prost, Mansell, ou o nosso conterrâneo e não menos fera, Nelson Piquet (o pai).

E como xingamos Jean-Marie Ballestre, então presidente da FIA, com aquela desclassificação que tirou-lhe o título de 1989... Tudo por que ele saiu da pista! Mas nós mesmos que xingamos, aplaudimos ele deixar a sua McLaren bater e levar o carro do Prost para fora da pista, naquela largada. Jogou sujo? É, não foi lá muito leal. Michael Schumacher fez as dele também, e muitos o criticam até hoje (meu pai, inclusive). Mas o Ayrton pode ter sido o nosso "santo". Mas os pés eram de barro.

Santo ninguém é dentro de um carro de F-1. Ninguém está ali de graça, ninguém tira uma superlicença simplesmente porque quer. E ninguém está ali para perder. Muito menos o Ayrton, que dizia que "o segundo lugar é o primeiro perdedor".

Já éramos campeões mundiais. 2 títulos com o Emerson Fittipaldi, e 3 com o Nélson Piquet, que apesar de ganhar várias vezes o Troféu Limão dos jornalistas que cobriam a F-1, era o meu piloto favorito. Mas o coração era grande, e sempre houve espaço para mais pilotos. E o Ayrton, que a gente nem chama de Senna, mas pelo primeiro nome, dada a intimidade... Conquistou todo o Brasil.

Adriane Galisteu surgiu nesse momento, como a última namorada. Viviane Senna abriu um instituto com o nome do irmão morto. E o Rubens? O Barrichello acabou levando o peso de toda uma torcida acostumada a vencer nas costas. E, embora seja um piloto excepcional, vice-campeão mundial duas vezes, e o piloto com mais corridas na F-1 (o único ainda em atividade que correu com o Ayrton)... Injustamente é ridicularizado por um bando de idiotas que não entendem nada de F-1 e ainda repetem a piadinha boba: "Rubinho Pé-de-Chinelo...".

O Senninha, personagem infantil, ainda faz sucesso até hoje. Leonardo, o irmão, foi sócio da Cibertron Informática, "produtora" de software para MSX e hoje revende carros da marca Audi, a Senna Imports. Bruno, o sobrinho, quase vai para a F-1, 15 anos depois da morte do tio, e 25 anos depois da estréia do mesmo. Agora, vai correr na DTM, em algumas provas da Le Mans Series, enquanto espera para ver se pinta uma vaga em 2010. Seria ele um gênio como o tio? Não acho. Bruno é um ótimo piloto, mas ainda não é genial como o Ayrton. Talvez se tivesse tido a assessoria do tio... Mas não houve tempo.

O que teria sido do Ayrton se não houvesse aquele rompimento da barra de direção da Williams, naquele 1/5/94? Bem, ele hoje teria seus 49 anos (21/3/1960). É possível que estivesse casado, com filhos, e fosse meio calvo. Talvez tivesse ganho mais um ou dois mundiais (no lugar do insosso Damon Hill), e protagonizado duelos homéricos com uma estrela em ascensão, que era o Schumacher. Quem sabe estaria empresariando o sobrinho, que teria se desenvolvido ao longo de todo esse tempo, e não apenas a partir dos 18 anos, como ele fez. Traumas de família, todos nós sabemos.

Ayrton teria saído da F-1, talvez tivesse corrido nas 500 Milhas de Indianápolis, 24 Horas de Le Mans... E pudesse falar de cátedra a famosa frase de Nelson Piquet: "O melhor momento na vida de um piloto não é ganhar um mundial, ou uma corrida só. É quando ele dá uma porrada, destrói o carro, mas sai de lá vivo e inteiro". Teria levado e dado umas boas cacetadas, e se divertido um bocado.

Hoje ele talvez estivesse à frente da sua fundação, apoiando tratamentos de crianças com câncer, coisa que ele fazia e não pedia reconhecimento algum. Quantos equipamentos ele doou para o INCA, sem que ninguém soubesse! Talvez ele tivesse estendido aquelas idéias que ele teorizou, sobre o carro de F-1 do futuro, que parecia um avião caça, todo computadorizado. Talvez ele tivesse escrito aquele livro, contando histórias escabrosas que só quem esteve por trás dos paddocks saberia... Mas corríamos o risco de ouvirmos ele sendo comentarista de corridas ao lado do seu grande amigo Galvão Bueno. Bem, se fosse assim o Luciano Burti teria perdido o emprego.

A Williams não teria entrado nessa espiral descendente de fracassos, e não estaria hoje devendo até os pneus da cadeira de rodas do seu chefe, Frank Williams, o último "garagista" da F-1. A Honda não teria desaprendido a fazer um carro, e Schumacher não teria ganho 7 títulos, mas talvez uns 4 ou 5... E teria sido melhor para nós, brasileiros. Esse buraco, na cabeça do povão, entre 1994 (morte do Ayrton) e 2007 (Felipe
Massa na Ferrari) não teria ocorrido.

Mas quis Deus que Ayrton fosse estar com Ele. No seu túmulo, a paráfrase do lindo versículo escrito pelo apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 8, verso 39: "Nada pode me separar do amor de Deus". Quis Deus que o Ayrton fosse estar com Ele. Pelo menos, a infame coletânea de piadas de humor negro que atravessaram a iniciante Internet ao longo de 1994 teria sido abreviada.



Ainda carrego um cacoete que tem origem no Senna. Sempre saio de um túnel com um olho fechado e outro aberto. E depois de um tempo abro o outro olho. Na entrada do túnel, fecho um e abro outro. Na saída, é o contrário. O Ayrton fazia isso, para não ser ofuscado na saída do Túnel do GP de Mônaco. É... Não é à toa que ele levou Mônaco cinco vezes, merecendo o título de Mister Mônaco. É... A tragédia dobrou o Brasil, e passados 15 anos, ainda traz saudade. Meu aplauso ao maior piloto brasileiro de todos os tempos, e um dos maiores da história, o nosso amigo Ayrton Senna da Silva. Que, como todo Silva, é comum. Mas que foi cantado pela Tina Turner como "You are simply the best". É, o simplesmente o melhor.

PS: Viúva é a @#$%"&*(+)!

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19 Abril 2009

Essa é para eu nunca mais esquecer...

Na atual situação lá da rede da escola, nosso tráfego passa por um proxy (o nosso) e depois pelo proxy da FAETEC. Depois de um pouco de trabalho com o comando route (já que 10.0.0.31 é um endereço interno da nossa rede E o endereço do proxy da FAETEC), alguns sites seguros (SSL) não entravam. Depois de muuuuuuuuito tentar, perguntar e ver com outros, a solução foi usar uma lista associada, e um comando, o never_direct.

Logo, basta criar uma lista de sites que irão querer que o navegador faça o acesso direto, e colocar essa lista como argumento do comando never_direct, no Squid. E pronto. Lógico que não lembrei de todos os sites que requerem isso. Além dos sites seguros, alguns requerem para logon em fóruns, e saí acrescentando. A lista cresce de acordo com a colaboração de colegas que noticiam sites que não funcionam, e assim funciona.

Quem me deu a dica foi um usuário do VivaOLinux, muito obrigado mais uma vez. Eu já estava perdendo os cabelos com essa.

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06 Abril 2009

E o nosso presidente é "o cara"

E não sou eu que estou dizendo, é o Barack Obama. Acho que todo mundo viu isso na televisão recentemente, no encontro do G-20. O presidente americano dá um efusivo aperto de mão, e diz o quanto gosta de Lula, dizendo que é fã dele, que ele é o político mais popular do planeta, e isso deve-se à sua boa aparência. Lula retruca através do intérprete: "São seus olhos, Barack, são seus olhos..."

O vídeo está correndo o mundo, e está na Internet. No Youtube tem várias cópias, achei essa mais completa, e resolvi colocar aqui:



Independente de você gostar ou não do governo Lula, de você criticá-lo sem nenhum fundamento ou cheio deles, de sentir orgulho dele ou não... Ele é o cara. Segundo o homem mais poderoso do mundo, o presidente do nosso país é o cara. Tem muita coisa errada? Poderia estar melhor? Sem dúvida. Mas tenhamos uma pontinha de orgulho: O presidente do nosso país é "o cara". E eu adorei ter visto isso.

PS: Poupem-me das críticas raivosas a respeito do governo dele, tá? Embora goste do governo Lula, tenho minhas (muitas) ressalvas, e não adianta ficarem apontando todos os erros (que foram muitos) por aqui.

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