07 maio 2013

Dell, ultrabooks e Linux - parte 1: Pesquisa e compra

Há algum tempo entrei numa queda-de-braço com a HP por causa de um Windows que veio pré-instalado em um notebook HP, e foi concluída com a empresa adquirindo novamente o notebook de mim. De lá para cá, tive (e ainda tenho) um notebook Toshiba, com processador AMD A6. Uma amiga trouxe-o dos EUA para mim (novamente, obrigado Yasmine), e ainda um tablet da HP (não o Slate 7, o Touchpad), e um SSD de 120 Gb. Removi o HD do Toshiba (640 Gb), clonei-o (com Windows e tudo) e guardei no meu servidor, para quando vendesse-o. O HD foi para um case externo, e no lugar coloquei o SSD, instalando Linux Mint e fazendo todos os procedimentos necessários para torná-lo mais rápido e eficiente. Dispensável dizer que o primeiro boot do Linux nele, eu tive que rebootar, por não acreditar que ele inicializou tão rápido.

Mas confesso-me decepcionado com esse notebook. A autonomia de bateria é inferior ao que eu imaginava, ele esquenta mais do que eu gostaria que esquentasse, e eu odeio os teclados dos notebooks Toshiba. São horríveis. Logo, depois de pouco mais de um ano, e aproximando-se o meu aniversário, resolvi que era hora de vender esse Toshiba e comprar um outro notebook. Afinal, preciso de um bom equipamento, leve e robusto, para trabalhar.

Depois de muita pesquisa, vi que os ultrabooks da Dell eram uma opção boa para rodar Linux, e me interessei pelo Dell Inspiron 14z. Quase comprei no meio de abril, mas adiei e foi uma boa ideia: Ele caiu ainda mais de preço antes do Dia das Mães (sabidamente, a segunda melhor época para o comércio varejista no Brasil), e adquiri-o, parcelando em 8x s/ juros. Dessa forma, a última parcela cai em dezembro, e eu não levo velhas dívidas para um novo ano (no caso, 2014).

Mas, e o principal: Como é o suporte dele para o Linux? E como eu vou me livrar desse sistema operacional que não irei usar, o Windows 8? Aí entra a conversa via chat com um dos vendedores, que reproduzo abaixo:
04/12/2013 03:40:15PM Ricardo J Pinheiro: "N sou usuário Windows, sou usuário Linux há pelo menos 15 anos, e n tenho interesse no software q vem pré-instalado no ultrabook. Quais são as políticas da Dell qto à devolução dessa licença de uso q n será ativada, e o reembolso?"
04/12/2013 03:44:05PM Ricardo J Pinheiro: "Se possível, preferiria comprar o ultrabook s/ sistema operacional algum, descontando o valor da licença do Windows 8. P/ mim seria a solução ideal."
04/12/2013 03:44:46PM Agente (CSMR Thiago_A): "infelizmente não temos esse modelo sem sistema operacional"
04/12/2013 03:45:45PM Ricardo J Pinheiro: "Hm. É... Seria bom se a Dell o fornecesse c/ Ubuntu, ou s/ sistema operacional. A comunidade de software livre agradeceria. :-)"
04/12/2013 03:45:50PM Ricardo J Pinheiro: "Pena."
04/12/2013 03:45:52PM Agente (CSMR Thiago_A): "caso não tenha necessidade do sistema operacional você poderá solicitar o abatimento do valor"
04/12/2013 03:46:06PM Agente (CSMR Thiago_A): "o valor do abatimento gira em torno de R$ 100"
04/12/2013 03:47:05PM Ricardo J Pinheiro: "Opa, isso é bom."
04/12/2013 03:47:13PM Ricardo J Pinheiro: "Como procedo?"
04/12/2013 03:47:46PM Agente (CSMR Thiago_A): "após efetuar a compra"
04/12/2013 03:47:54PM Agente (CSMR Thiago_A): "entre em contato com o nosso pós vendas"
04/12/2013 03:48:11PM Agente (CSMR Thiago_A): "e informe que não tem interesse no sistema operacional"
04/12/2013 03:48:30PM Ricardo J Pinheiro: "Ah, sim, entendi."
04/12/2013 03:48:33PM Ricardo J Pinheiro: "Muito bom."
04/12/2013 03:49:20PM Ricardo J Pinheiro: "Contato via chat, telefone ou e-mail?"
04/12/2013 03:50:29PM Agente (CSMR Thiago_A): "via telefone"
Logo, apesar da Dell só vender notebooks com Ubuntu que sejam da linha profissional (Vostro) e colocar Windows 8 em toda a linha, é possível solicitar o cancelamento do sistema operacional, e removê-lo do equipamento. Qualquer abatimento é bem-vindo, e a nota fiscal da Dell ajuda nisso, visto que eles discriminam na nota fiscal o valor do sistema operacional e dos softwares. Segue cópia da minha nota fiscal aí embaixo:

Ou seja, é possível receber o estorno do valor do Windows, de alguma forma! Então vamos averiguar...

PS: Se você tiver interesse em comprar o Toshiba, entre em contato comigo, então. O aparelho é bom, mas não atendeu minhas expectativas.

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17 setembro 2012

... E aí me perguntam: "Por que você quer sair da Oi?!"


Em julho passado, a Oi, preocupada com o crescimento da GVT na minha região e querendo fidelizar clientes, me apresentou uma proposta de me passar para o plano Oi Conta Total. Entre outras coisas, eu teria direito a um chip para telefone celular, coisa que nunca me interessou, mas deixa quieto, a conta ia cair de valor, vamos nessa.

Só que, ao passarem minha conta para o novo plano, eu perdi o débito automático, e com isso 2 faturas, dos meses de agosto e setembro estavam sem serem pagas, em atraso. Descobri isso quando a linha foi bloqueada para ligações e solicitei o reparo. Sendo então notificado do fato, prontamente paguei as faturas em débito, que por falta de atenção não questionei ao fazer meu controle bancário, ao longo dos últimos meses.

Tendo feito o pagamento, aguardo até hoje, segunda-feira, para solicitar o desbloqueio da linha. Ligo para a central de atendimento (103 31), e sou repassado para a central do Oi Conta Total, 1057. E nessa, falei meu número de telefone seis vezes (SEIS VEZES!), declarei meu CPF umas cinco vezes (sendo que 2 vezes foram os três primeiros dígitos), meu nome completo foi perguntado umas quatro ou cinco vezes, falei com sete pessoas, e mofei pelo menos 30 minutos no telefone. Ah, ia esquecendo, a última atendente falava a paritr de um headset com defeito, logo meu entendimento do que ela falava era quase nulo. Foi uma luta.

Não foi resolvido, e liguei novamente, para saber porque eles não me amam e querem me dar uma rasteira como essa. Fiquei esperando a atendente verificar o problema por pelo menos uns 10 minutos, só ouvindo ruído de fundo da central deles. A ligação volta para a central de atendimento, e a nona (NONA) voz do dia me fala que o desbloqueio é automático, e acontecerá de 3 a 5 dias úteis. Ou seja, só receberei chamadas até quarta a sexta-feira, dias 19 a 21 de setembro. Por que não foi falado anteriormente, eu não sei realmente. Cáspite.

Tudo isso para desbloquear o meu telefone fixo, que foi bloqueado por indireta culpa deles, não minha.

Não sei se a GVT será melhor ou pior do que eles, só sei que eu preciso respirar novos ares. Estou cansado da Oi.

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14 setembro 2012

Eleições: Humor (in)voluntário?!

  Não vou discorrer sobre as questões relacionadas às eleições, "a festa da cidadania e da democracia" (sic), mas alguns sabem que adoro essa época. Não em si por causa da eleição, mas pela quantidade de candidatos sem noção que aparecem. Nas eleições municipais, então, esse número dispara. E desde 2008 que tenho me dado ao prazer mórbido de fotografar candidatura política cretina.
  Por candidato cretino entenda-se: nomes curiosos, figuras indescritíveis, propostas mirabolantes, discursos que nunca encaixarão com a prática, apoios com nomes mais curiosos ainda... E nessa eu juntei literalmente centenas de fotos. É sério.
  Quase todas são do Rio de Janeiro, mas tem algumas de São Paulo e Rio Grande do Sul. A maioria foram fotos tiradas por mim, mas tem colaborações de amigos e da minha esposa. Agora, em 2012, comecei a fazer algo diferente: Além de fotografar na rua, passei a registrar o horário político eleitoral, sabidamente o melhor programa de humor da TV brasileira. Logo, com uma câmera no tripé (ou um celular em punho), fotografei mais um tanto que não tive oportunidade de registrar. E a quantidade explodiu.
  Bem, e onde você pode ver essas fotos todas? No meu tumblr. Sim, eu tenho um tumblr. Não sei bem ainda como usar, mas foi uma dica do Tiago Andrade, que seria uma maneira rápida de publicar as fotos e um comentário embaixo. Evitei colocar comentários e minhas opiniões, justamente para evitar dores de cabeça com candidatos cretinos. Alguns me viram tirando foto e me olharam feio. Outros ignoraram. Bem, no caso deles, o importante é que esteja sendo divulgado.
  Bem, o tumblr publica 2 fotos por dia. Logo, resolvi aumentar a periodicidade, para 5 fotos por dia. Afinal, ainda tem mais de 100 fotos para sair, e eu tenho ainda muitas na câmera e no celular para publicar. Se você chegou até aqui, parabéns, aqui vai o endereço do meu tumblr:
Divulgue, comente, passe para outros. Eu não estou ganhando nada com isso, e nem tenho pretensão de ganhar. Mas que eu quero que muitos vejam e riam, ah eu quero. 



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31 agosto 2012

Mais 2 fatos que provam que o Bradesco me odeia

Primeiro fato do dia:

  Cancelei a conta Bradesco que tinha devido a trabalhar na UniverCidade, e transferi todo o dinheiro para a conta que tenho agora, devido a ser funcionário público estadual. Até aí, tudo bem. Tive problemas para transferir dinheiro dessa conta para outras, e eu jurava que tinha preenchido um formulário para liberação, conforme o banco pede.
  Bem, de qualquer forma, preencho o formulário (talvez novamente, não sei), coloco minha conta poupança no Bradesco (conjunta com meu pai) e a conta corrente do meu pai também. Aproveito e preencho outro formulário, informando-os da minha conta corrente no Itaú. Então, são 2 formulários a serem impressos, 2 folhas cada, 4 folhas de papel no total,certo?
  Verifico todo o formulário, está para ser impresso em modo retrato (em pé), mando para a impressora... E sai em modo paisagem (deitado). Acabo gastando inutilmente uma folha de papel a mais, em cada formulário. Parece piada, mas é verdade.

Segundo fato do dia:

  Tenho algumas transferências agendadas, para ser exato, duas. Todo mês saem R$ 350,06 da minha conta: R$ 250,06 para a Aliança Bíblica Universitária do Brasil (onde estive por 15 felizes anos) e para um pastor, na Amazônia, que a Cláudia contribui. Eu faço a oferta, ela me paga depois. Sem problemas.
  Tive problemas com uma das transferências, que o Bradesco impediu que ela fosse realizada, alegando falta de fundos. Mas mesmo com a transferência feita, ainda tinha R$ 300 na conta. Vai entender.
  De qualquer forma, vou hoje olhar as transferências agendadas, e vejo que o Bradesco, inexplicavelmente, colocou a mesma transferência, de R$ 100 mensais até fevereiro de 2013... Duas vezes. Bacana, não? E lá vou eu, cancelar todas as transferências duplicadas...

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20 agosto 2012

"O Cavaleiro das Trevas Ressurge" - minha análise

Bem, eu analisei aqui o Batman Begins (em 2005), e o Cavaleiro das Trevas (em 2008). Logo, nada mais justo do que analisar O Cavaleiro das Trevas Ressurge, em 2012. Se prepara que ficou longo.


Antes de tudo, vou dizer a vocês todos que gostei do filme, mas houveram algumas coisas que, como fã do Morcegão, me deixaram profundamente incomodado. Logo, sou obrigado a classificá-lo como o mais fraco dos três (na minha opinião). Vamos falar do filme. Tem spoilers, tá? Se tiver algum problema, pule e não leia o resto. Do contrário, continue comigo.

No filme, Bruce Wayne vive há 8 anos recluso em Wayne Manor, depois dos acontecimentos do segundo filme, morte do Duas-Caras, Coringa, etc e tal. O testemunho do comissário Gordon fez com que Harvey Dent fosse alçado à posição de herói, e uma nova legislação municipal tornou a vida dos bandidos de Gotham muito pior, lotando o presídio de Blackgate (que existe nos quadrinhos, ou você acha que só tem o Asilo Arkham por lá?). Logo, Gotham está numa calmaria quase assustadora.

Eis que surge, na trama, Bane. Aqui, Bane é um terrorista internacional, que age junto com um empresário inescrupuloso, (John) Daggett (que até onde sei, só vi nos desenhos animados dos anos 90), com o objetivo de incorporar as Indústrias Wayne. Por ocasião do filme, a Wayne Enterprises investiu tudo há 3 anos em um projeto de geração de energia por fusão nuclear, e está quase falida. O projeto é de Miranda Tate, membra do conselho diretor da empresa.

Selina Kyle, a Mulher-Gato (embora não haja referências claras ao seu nome ao longo do filme), é uma ladra habilidosa, e age a serviço de Daggett por ter medo de Bane e querer limpar sua ficha criminal. Ainda temos um policial que faz a ponte para que Bruce Wayne volte a ser o Batman. Esse policial, John Robin Blake é órfão, e tem um papel importante na trama. Selina também tem seu papel, não só de ser a badass gorgeous girl.
 
Bane é interpretado por Tom Hardy, que deve ter tomado muita bomba para ter ficado daquele tamanho todo. Selina é interpretada pela Anne Hathaway, que pela primeira vez me passou a imagem de uma mulher atraente e sedutora. Não sei se é porque a vi em comédias românticas, mas a impressão que dá é que ela tem mais cara de pateta do que charmosa.

Ainda temos Miranda Tate, que é interpretado pela oscarizada Marion Cotillard (não a reconheci, lamentável) e os mesmos de sempre: Christian Bale, Gary Oldman, Morgan Freeman, Michael Caine. Nota para a participação de Matthew Modine, como o policial Foley.

Maiores detalhes vocês podem ler na página da Wikipédia sobre o filme.

Sobre o filme

Novamente sufocante, desesperançoso, pesado, e violento. Eu não sei se foi o cinema onde assisti, mas parecia que aplicaram sépia de leve no filme. Acho que isso contribuiu para criar o ar depressivo.

Resolveram o problema da batpod virar curvas (de uma maneira MUITO esquisita), e apareceu o bat-cóptero, ou seja lá como chamam... Em suma, é uma solução muito curiosa e interessante, dada pelo Lucius Fox, o armeiro não-oficial do Morcego. A Mulher-Gato está muito bem, Bruce Wayne também está bem, se bem que já o vi rendendo melhor em outros filmes. Alfred, como sempre, sensacional. Gordon está meio apagado, e os coadjuvantes (incluindo o Foley), tem alguns lampejos.

Furos

Vamos ao que me incomodou:

  1. Mudanças nas origens: todo mundo sabia que Talia iria aparecer, e admito, me surpreendi ao descobrir o óbvio, que Miranda Tate é Talia Al-Ghul. Mas a origem dela, na prisão de Santa Prisca (em nenhum momento o nome do país é mencionado), é completamente errada. A origem do Bane, então, está + bagunçada ainda, ele é a criança que foge da prisão, que não viu a luz do sol, etc e tal. Não ela. Se ela diz que o Bane era uma outra criança que fugiu, e que aquela máscara tornou-se necessária para ele depois disso... Aí eu aceitava. Mas do jeito que foi... Não.
  2. Personagens novos: todos percebem que o Blake será o Robin. Mas a origem desse Robin não tem absolutamente nada a ver com a origem "canônica" : Dick Grayson, depois de velho e ter virado Asa Noturna, foi policial em Bludhaven. E só. De comum, apenas que Blake, Dick, Jason Todd e Tim Drake são órfãos. 
  3. Filme muito longo: 2h45min de filme? Realmente gosto do personagem, mas o filme ficou comprido demais. O vai e vem da história, pelo menos para mim cansou. Entra Bruce, sai Bruce, surge o Bane, todo o desenrolar tornou o meio do filme chato. Aquela ida e volta do Bruce Wayne, de novo... Encheu o meu saco. Principalmente a ladainha da prisão.
  4. Falando em Bane, sou só eu ou aquele discurso todo dele cansou? Eu já não aguentava mais aquele discurso todo dele, aquele falatório... Não, não foi culpa da dublagem, foi o texto todo. Tremenda "fala-espada", comprida e chata. E no final das contas, o Bane resumiu-se a uma versão piorada de Hans Gruber, o falso terrorista de Duro de Matar, que na verdade quer apenas dinheiro (ações, no caso). Mas Alan Rickman está anos-luz à frente de um Tom Hardy com máscara metálica... E todo mundo quer arrancar aquela porcaria da cara dele. 
  5. O filme, em si, é a mesma história do primeiro, com algumas poucas mudanças: A Liga dos Assassinos vai destruir Gotham, Batman tem que impedir, tem uma reviravolta com a identificação de um personagem (no primeiro Ras Al-Ghul; no terceiro, sua filha), ocorre grandes explosões, cidade isolada... Ou seja, não há inovação. Parece que o Christopher Nolan estava mais preocupado em escrever o roteiro do novo filme do Superman. 
  6. O final, para fechar... Eu fiquei MUITO incomodado. Bruce Wayne, levando uma vida normal, ao lado de Selina Kyle? C/ a Selina tudo bem, a questão é viver uma vida normal. Relendo minha resenha de 2008, vejo q falei no Bruce querer largar aquilo tudo. Mas Bruce Wayne é um louco, obcecado em não deixar que ninguém sofra o q ele sofreu. E largar Gotham desprotegida não é algo que ele aceite. Alfred pedir demissão... Tudo bem, ele já fez isso várias vezes.Mas ele resolver viver "la vida loca", e passar tudo para o "Robin"... Não, não engoli.

Referências

Eu devo estar ficando velho, mas reconheci apenas "Terra de Ninguém" (o julgamento e Gotham isolada) e "A Queda do Morcego" (Bane quebrando a coluna do Batman). Há algumas referências, mas são auto-contidas no universo dos filmes: O Bat-sinal consertado, a frase q faz Gordon lembrar do pequeno Bruce Wayne sendo amparado por ele... Tem a estátua do Batman, que tem similar em "Digital Justice". Se alguém lembra de mais alguma, me fale.

Conclusão

Fechou a saga. Se tiver continuação, será o "Robin" como defensor de Gotham City. Se tínhamos esperança de ver Christian Bale num futuro filme da Liga da Justiça, esquece. Fechou bem? Bem, encerrou a história, mas pelos pontos apontados acima, para mim... Não fechou bem. Vale muito a pena ser visto, só não sei se veria novamente. Irei adquirir o DVD, mas certo de que o segundo ainda é o melhor.


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04 agosto 2012

E continua a série "Eu odeio o Bradesco"...

O seguro do meu carro está vinculado à apólice do meu pai. Chega o momento de pagar o seguro, e o Bradesco não deixa eu transferir o valor para a conta do meu pai. Pior, não deixa eu transferir o valor para outra conta que me pertence, e é no Bradesco! Resolvi tentar a última estratégia, que é agendar 4 transferências, uma para cada dia, para transferir o valor completo e ele não ficar em maus lençóis. Nada feito, o banco diz que o limite foi excedido.

Vou tentar amanhã, quando sair de casa, para poder transferir esse valor para a conta dele, e evitar o desastre. Ou seja, é capaz do meu pai ir parar no vermelho por completa inoperância desse banco de m*.

Irei na agência onde tenho conta, em breve, e solicitarei que todos os limites, bloqueios e restrições sejam tiradas. Do contrário, passarei a limpar completamente a minha conta, não deixando nem uma pataca furada para os seus cofres cheios de burocracia e regras babacas.

Bradesco, eu te odeio. E sim, eu estou furioso.

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02 julho 2012

+1 da série "O Bradesco me odeia"

Se você lê meu blog abandonado há algum tempo, já deve ter notado que eu falo muito mal do Banco Brasileiro de Descontos LTDA. Basta olhar no blog, procurar pelas tags que você acha. Acabo de presenciar mais uma.


Como todos sabem, agora tudo que é tributo estadual no Rio de Janeiro está nas mãos do Bradesco. Bem, fui pagar um DUDA de transferência de propriedade (sim, troquei de carro), e descobri que não tem como fazer o pagamento de dentro do Internet Banking. Não tem o Rio de Janeiro como opção.


Solução? Voltei à página inicial, fui na seção "Dicas", cliquei na opção relacionada, fiz tudo... E gerei um PDF com o DUDA. Daí, voltei ao Internet Banking, digitei todos os números que formam o código de barras, e aí sim, paguei.


Tenho ou não tenho motivos para falar mal do Bradesco?

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28 maio 2012

Como está a situação do carro?

Bem, o carro está pronto. Busquei ele no sábado, no final da tarde. O Edmilson (pintor e amigo) ficou me devendo colar o logo 1.8 na lateral, coisa que eu mesmo colo com fita dupla-face (dica: NUNCA use Super-Bonder. Se precisar remover, vai sair a tinta junto). Além, ele vai arrumar o arranhão que há na coluna lateral direita, culpa de um viciado que quebrou o vidro para roubar meu GPS, em 2011, e passar o ativador de brilho, q deixou o capô parecendo um espelho.

Foram trocados farol e pára-lama, além do acabamento dos faróis de milha. O acabamento da roda e o pára-choque foram recuperados. O capô foi desamassado, e repintado. Aliás, tudo foi repintado. O lanterneiro esqueceu de ligar os faróis, e lá fomos nós religar tudo... Ainda bem que vi antes de ir embora. E nessa, descobrimos que o pára-lama do meu carro não era um pára-lama de Palio Adventure, mas sim um de Palio normal. Furaram o pára-lama para prender o acabamento da roda. Já me disseram que eu poderia processar a empresa que me vendeu, mas não sei se compensa.

Quanto ao BRAT, estará pronto amanhã, e irei ao 9o BPM buscá-lo no período da tarde. Liguei para a empresa na sexta para notificar o fato, e dizer que estou providenciando o BRAT e a nota fiscal, e quero resolver isso de forma amigável. Logo me liga o infrator, aos berros, dizendo que eu bati na Kombi, etc e tal. Estava eu falando com minha mãe no telefone fixo, respondi ao sujeito, despedi-me dela e voltei à gritaria com o sujeito.

Ele terá que pagar R$ 1 mil pelo erro dele na Kombi da empresa, e agora, R$ 1500 no meu carro. Tolo seria ele, de achar que a avaria na Kombi foi um mero arranhão. Afinal, meu carro não é de manteiga. Reclamou, disse que será demitido, etc e tal. Disse que irei pedir à empresa para que não o demita, e se for preciso, que eu seja pago parceladamente. Só quero receber o que é meu, e não quero que ele seja demitido. Se eu recorresse à seguradora alegando que eu é que bati, perderia todos os bônus, e talvez meu seguro subisse no período 2012-2013. Se eu dissesse que bateram em mim, a franquia iria fatalmente subir, a seguradora iria apertar os calos da empresa, que iria arrancar o couro do funcionário infrator. Ou seja, ele está ferrado de qualquer maneira, e acredite ele ou não, a maneira que arrumamos para resolver é a que acaba sendo a mais equilibrada, para mim e para ele. Mas não quero que ele seja demitido.

Por conta disso tudo, minha mãe ficou sabendo do fato, expliquei tudo a ela, que ficou preocupada. Não quis falar nada antes para não deixá-la preocupada, e preferi não falar nada ao meu pai, pois ele iria dizer que eu teria que ter acionado a seguradora, etc e tal. Mas agi dessa maneira, não sei se certo ou errado. Vá lá, que seja. Agora já foi. Pedi a ela para não contar nada a ele. Não estou lá muito a fim de estressar ambos, por isso é que falei depois disso tudo.

E agora, José? Bem... Com a redução de IPI até agosto, volto a pensar na troca do carro, um processo que eu iria realizar no final do ano ou no início de 2013. E para piorar, penso agora em dar um salto grande, comprar um carro novo, zero quilômetro. O carro seria o mesmo, até da mesma cor. Mas seria um veículo zero.

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23 maio 2012

Dicas para quem precisar registrar um BRAT no Rio de Janeiro

Como alguns de vocês sabem, fui abalroado por uma Kombi na segunda passada, dia 21/5/2012, e tive que ir registrar um Boletim de Registro de Acidentes de Trânsito, o popular BRAT.

As regras no Rio de Janeiro mudaram: Agora você tem que levar o veículo até uma cabine da PM, se não houver vítimas fatais eles fazem... Logo, aqui vão algumas dicas para quem precisar fazer o dito cujo. Isto serve de lembrança para a minha pessoa também:
  • Você não precisa ir até o Batalhão para fazer o BRAT. Você pode fazer em qualquer cabine da PM.
  • Fazer no Batalhão não faz com que o BRAT seja entregue mais rápido. Se te disseram isso no 190, eles estão ERRADOS. Tive que aturar o oficial de dia do Batalhão reclamar disso. E o meu BRAT vai levar 3 dias úteis para ficar pronto.
  • Preferencialmente, leve o carro até a cabine da PM para que seja vistoriado. Eles reclamam muito se você levar fotos, apenas. Eu, pelo menos, tive que aturar isso.
  • Se possível, leve fotos do outro veículo envolvido no acidente. Foto de celular vale.
  • Se não tiver jeito e for levar somente fotos, leve pelo menos uma das fotos da avaria de forma que a placa do seu carro apareça.
  • O pessoal no Batalhão não gosta de fazer BRATs. O documento é chato e lento de ser preenchido. Logo, seja sempre muito educado, dizendo sempre obrigado, coisa e tal.
 Logo, terça que vem (se tudo correr bem, com meu carro já ok), estarei lá para buscar o BRAT.

Quanto à vaquinha, o sistema da Vakinha tem problemas, pedi para ver se arrumam... Nada. Logo, acho que irei suspender a vaquinha.

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22 maio 2012

Conserto do meu carro

Como alguns sabem, hoje é meu aniversário, 22 de maio. E ontem eu ganhei um "presente de grego": Uma Kombi, de uma empresa de prestação de serviços à Oi (Telemont) bateu no meu carro, a caminho do trabalho. A Kombi estava descendo uma rua na contramão, e o motorista tentou se justificar, jogar a culpa em mim, entre outras coisas que quase me fez agredí-lo.


O BRAT está sendo providenciado, e estou entrando em contato com a referida empresa, munido de fotos do ocorrido, número da placa do veículo, entre outras informações. Espero resolver amigavelmente, o que desconfio, não será possível. Se isso ocorrer, levarei o incidente à Justiça para tentar recuperar meu prejuízo.


O carro já está na oficina, com previsão de estar pronto na sexta-feira, mas o prejuízo foi na ordem de R$ 1500,00. Aquele que causou o acidente diz que não pode pagar (nunca pode). Isso foi o bastante para atrapalhar o meu dia: Me gerou estresse, dores musculares, essas coisas.

Quem quiser ver as fotos do incidente, estão todos nesse álbum aqui. O sistema da Vakinha não funciona, logo cancelei e deixei para lá. Agora quem tem que bancar não sou eu. E vamos ver no que dá.

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15 setembro 2011

Passo a passo: Como vai o processo de reembolso? (atualizado em 20/10/2011)

No princípio...
Tratei de procurar as alternativas, e nenhum fabricante que me interessava (HP, Dell, Acer, etc) tinha um equipamento nos moldes do que eu queria, mas sem Windows: Ou são equipamentos inferiores aos que eu queria, mas com Linux, ou vinham com Windows. E pronto.

Logo, decidi comprar mesmo assim, e depois ver a questão do reembolso. Citando o Código de Defesa do Consumidor, este é um típico caso de venda casada:
        Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

        I – condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

        Redação dada pela a Lei nº 8.884, de 11/6/1994.

 A Lei 8.137 de 27/12/1990 ainda adiciona:
    Art. 4°. Constitui crime contra a ordem econômica:

    (…)

    Art. 5° Constitui crime da mesma natureza:

    II – subordinar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de outro bem, ou ao uso de determinado serviço;
Por último, vale citar a  licença de uso do usuário final, a popular EULA da Microsoft. Aqui vai um trecho realmente relevante:

    Usando este software você aceita estes termos. Se você não aceitá-los, não use o software. O invés disso, contate o distribuidor para um reembolso ou crédito. Se você não conseguir um reembolso, contate a Microsoft ou o serviço afiliado Microsoft no seu país para informações sobre as políticas de reembolso da Microsoft.
Logo, há anteparo legal para que isso ocorra. Só que eu vi muitos relatos com a Dell, alguns com a Lenovo (tendo até que recorrer ao Tribunal Especial Cível para conseguir o que queria)... Mas nenhum da HP. Minto, existe um relato da HP, mas na Suíça. Não no Brasil. E para piorar, a HP é ruim de jogo.

Logo, aqui vai uma linha do tempo, que será atualizada conforme a necessidade:

3 de setembro de 2011
Fui até a Fast Shop do Barrashopping, para adquirir o equipamento. Vale dizer que o atendimento da loja é bom, a vendedora (Priscila) topou a minha proposta (vender-me pelo mesmo preço que a loja fazia via Internet), e ainda fez melhor: Paguei uma parte, tipo 15% no cartão de débito, e todo o resto (85%) no cartão de crédito. Ou seja, só irei pagar em outubro. Ainda peguei uma garantia estendida: Agora ele estará coberto até setembro de 2013, por pouco mais de R$ 300, sendo parcelado em 12 vezes. Gostei.

4 de setembro de 2011
Tiro o notebook da caixa. Abro a embalagem, removo tudo e dou de cara com uma folha da HP, uma espécie de manual rápido, onde há lá o Termo de Software, que diz:

Para instalar, copiar, efetuar download ou de outro modo usar qualquer produto de software preinstalado neste computador, você concorda com os termos deste Contrato de Licença do usuário Final HP (EULA). Se você não aceitar estes termos de licença, a única solução é retornar o produto completo não utilizado (hardware e software) dentro de 14 dias para receber um reembolso sujeito aos critérios de reembolso do local onde foi adquirido. Para qualquer informaçãoa adicional ou para solicitar um reembolso total do computador, entre em contato com seu ponto de venda local (o vendedor).

Leio o termo, fico na dúvida... Isso significa que eu tenho que devolver o notebook à HP se eu não quiser o Windows, é isso? Resolvo ligar para a HP, sem ter ligado ainda o notebook. Para ser exato, só tirei ele da caixa.

Era um domingo de tarde, e, depois de alguns passos pela interface do atendimento, sou recebido por um atendente (esqueci o nome), de voz cordial e pelo visto realmente interessado em resolver o problema. Faço um breve cadastro, ele pede-me número de série do notebook, dados, etc... Explico tudo calmamente e tendo certeza de que o que eu quero não é a devolução de todo o equipamento (que, aliás, consome muita bateria), mas sim a devolução da licença e o reembolso do Windows.

O atendente pede um tempo, e fica fora mais do que eu imaginava. Volta depois de uns 10 a 15 minutos, dizendo-me que a HP não faz isso, não é política da empresa, etc e tal. Bem, eu já imaginava. Agradeço, desligo, e vou trabalhar na máquina.

Remover a etiqueta da licença do Windows foi até fácil, nada que um secador de cabelos não ajude (obrigado, Cláudia!), assim como o uso de uma pinça. Delicadamente removemos a etiqueta de licença do Windows e aquela outra etiqueta com a bandeirinha do Windows. Faltou a etiqueta abaixo do punho esquerdo, mas essa eu tiro depois.

Daí, foi bootar com um pendrive e clonar todo o HD. Eram 4 partições, e a compactação deu no total uns 28 Gb, o que é bastante coisa. Clonei tudo e coloquei num HD externo.

5 e 6 de setembro de 2011
Ao longo desses dias, foi formatar, reparticionar o HD, transferir tudo do netbook para ele, e instalar o(s) Linux. Coloquei o Ubuntu 11.04, com tudo que tem direito - inclusive Unity. Também coloquei o Fedora 15, que arrebatou meu coração com a Gnome-Shell no Gnome 3. Curiosamente, no Fedora a única coisa que não entrou imediatamente foi a placa de rede wireless (uma Broadcom), mas que resolvi com essa dica aqui. Bastou liberar o RPMFusion, fazer uma instalação e rodar o akmods. Só isso, e a rede entrou de cara. O resto, é só alegria.

Nesse intervalo, recebi um email com uma pesquisa de satisfação da HP. Respondi, elogiando o atendente, mas deixando claro que não estava satisfeito com o atendimento da HP sobre a minha questão. Submeti a pesquisa, e fui continuar a configurar o brinquedinho novo.

8 de setembro de 2011
Passado o feriado da Independência, vou falar com quem pode me ajudar a ser independente (e reembolsado): o PROCON. Pego o manual, nota fiscal e vou até o PROCON. Fui surpreendentemente atendido de pronto (mal esperei), e expliquei tudo ao atendente. Inicialmente, ele questionou que não era venda casada, mas justifiquei, e ele concordou. Depois de uma conversa, ele recomendou que eu tirasse algumas xerox, como material do processo. Fui lá, fiz as cópias, e na volta foi atendido prontamente por uma jovem (curiosamente ao lado do atendente anterior), e para a qual eu expliquei tudo e entreguei as cópias. Ela então redigiu uma carta, solicitando esclarecimentos à HP. Dali, foi pegar a correspondência e postar como carta registrada com aviso de recebimento. Por ocasião em que escrevo estas mal-digitadas linhas, a correspondência já deve estar chegando às mãos da HP, que tem 2 semanas para prestar esclarecimentos ao PROCON. Terei que ir lá novamente no dia 30 de setembro (sexta), às 13:50, para saber do posicionamento da empresa.

No mesmo dia, à noite, recebi um telefonema. Serviço de atendimento ao cliente da HP. Converso com a funcionária, que é muito bem-humorada (ela riu quando disse que, como professor, é muito difícil eu dar zero ou dez, e por isso o atendente merecia 9), e que concordou comigo na questão de querer o devido reembolso pelo produto que não estou usando. Sim, ela concordou que eu não deveria pagar pelo que não iria usar. Será que isso é relevante? Não sei, mas pelo menos alguém do "inimigo" me entende.

15 de setembro de 2011
Enviei ao br-linux.org um aviso de notícia, citando esse post, e falando do ocorrido. Acho que nunca tive tantos comentários nesse blog como tive agora... Bem, várias pessoas perguntaram sobre o fato, e o Otto Teixeira (protagonista de uma queda-de-braço com a Lenovo, e que citei aí em cima) me mandou um e-mail com várias dicas sobre o que ele passou, e como ele procedeu. Basicamente:
  • É bem provável que a HP ignore o PROCON. Se prepare para ir ao Tribunal Especial Cível.
  • Eu deveria citar a Fast Shop no processo. Mas não achei justo, quem vende não tem culpa do erro do fabricante. De qualquer forma, será arrolada no caso de ir parar no Juizado.
  • Guardar o resultado da audiência no PROCON para o possível processo.
  • Levar tudo que tiver que possa ser anexado como provas, incluindo números de protocolo de atendimento (que eu não anotei, droga). A intenção é mostrar que foi tentado resolver amigavelmente.
  • Alegar que não declarar o valor do Windows na nota configura fraude fiscal, o que é verdade.
  • Levar junto evidências que comprovem que o Windows OEM não custa R$ 1. Basta levar informações que provem isso. Isso é para evitar que eles ofereçam um valor menor do que o que o Windows custa. Ele ainda sugere que, se achar uma loja cobrando mais caro, para levar a mais cara, o que é o valor de R$ 318 numa busca feita hoje no Buscapé
23 de setembro de 2011
Hoje a HP me ligou. Pelo que vi no site dos Correios (que estão em greve), a correspondência chegou na HP no dia 12 de setembro, e eles contactaram-me a respeito do fato. Só que me ligaram no horário em que eu pratico natação, logo meu celular, que, apesar de ser resistente à água (ele é um Motorola Defy), fica no armário. Não conseguiram falar comigo, mas deixaram uma mensagem no correio de voz.
Ao chegar em casa, vi um email da HP, pedindo para que eu contactasse-os... Num telefone de São Paulo. Ahn, tá, eu faço a queixa no PROCON e ainda tenho que pagar uma ligação interurbana? Aham Cláudia, senta lá. Respondi o email, disse que estaria em casa todo o dia, e que eles poderiam me ligar. Bem, até a hora em que atualizo esse post (20:55), não ligaram. Paciência, a audiência é daqui a 7 dias.

27 de setembro de 2011
Hoje uma funcionária da HP (Camila) entrou em contato comigo por telefone, e conversamos a respeito. Expliquei toda a situação, sobre a minha insatisfação, e ela ouviu atentamente. Expliquei que não uso Windows, que a HP mandou o notebook com o dito cujo e eu não o uso... E por aí vai. Ela foi conversar com a sua supervisora, e voltou com uma proposta: A HP compra o notebook de volta, em valores corrigidos (tem menos de um mês que eu o adquiri), e eu fico sem o equipamento, mas reembolsado do valor total, e livre para comprar outro. Ela ainda explicou que a HP não tem ainda uma política interna para situações como essa (sim, ela usou o "ainda"), e que é o que ela pode ofertar.
Antes de tudo, era o que eu esperava que eles iriam me propor. Confesso que a proposta não é o que eu queria, mas depois de adquirir esse G42-374BR, vi o quanto ele me incomoda pela sua baixa autonomia de bateria (apenas 1h30min). O equipamento em si é muito bom, mas esse é um pecado quase mortal para mim. Ele esquenta consideravelmente, logo arma a ventoinha toda hora.
Confesso que estou seriamente tentado a executar a recompra, e aguardar mais um pouco para adquirir outro notebook, dessa vez com um dos novos processadores AMD, da plataforma Llano. Curiosamente, a própria HP me avisou via twitter que em novembro eles começam a vender equipamentos com essa característica aqui em terra brasilis.
Claro que terei que lidar com mais uma cópia do Windows 7, e provavelmente isso será uma nova queda de braço, ou então aceitar tacitamente e ensopar uma licença com batatas. É um caso a se pensar, e peço a vocês que lêem esse post (e os esporádicos que lêem o meu blog) que opinem. Agradeço as opiniões.


3 de outubro de 2011
Decidi devolver o notebook à HP, pelos motivos acima apresentados. Anteriormente recebi o contrato da PSG (a empresa da HP que vende micros e notebooks), o qual conferi, assinei, digitalizei de volta e mandei de volta, por email. Hoje fui até a Fast Shop para solicitar a suspensão da garantia estendida. Entreguei uma cópia do contrato que fiz com a PSG, alguns documentos, uma carta escrita de próprio punho explicando o fato, e meus dados foram anotados. Agora é aguardar.

20 de outubro de 2011
Passados 17 dias, nenhum retorno, nem da HP, nem da Fast Shop, a respeito do dinheiro. Da HP, aguardo o depósito do valor na minha conta bancária, e daí encaixoto o notebook (que inclusive estou usando para atualizar esse post), posto no correio para eles e solicito o reembolso do valor usado pelo correio. Já enviei 2 emails à HP, solicitando o contato, mas nenhum retorno. Da Fast Shop, os valores ainda estão no meu cartão de crédito, nada foi estornado ainda. Continuo aguardando.

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14 setembro 2011

Agora é a minha vez: A luta pelo reembolso do Windows, junto à HP

Como alguns sabem, sou usuário Linux desde 1998, e abandonei o Windows definitivamente em meus computadores a partir de 2003, com o lançamento do Fedora Core 1.

Em 2005, adquiri o meu primeiro notebook, um Compaq que veio com Windows XP. Acabei removendo-o, colocando Linux e posteriormente reinstalando-o, já que eu doei o equipamento à uma ONG.

O segundo notebook foi na verdade um netbook MSI Wind, que veio com o SLED (SUSE Linux Edition Desktop). Impressionante, um netbook com Linux! Mas removi-o e coloquei Ubuntu nele. Depois, através de um amigo, ele foi vendido.

O terceiro foi mais um netbook: Um Acer Aspire One de 11,6", que veio com Linux no anúncio, mas instalaram um Windows XP pirata nele. Quase liguei para a loja pedindo pelo Linux... Mas decidi não importuná-los. Formatei sem dó nem piedade, e sapequei Ubuntu inicialmente, depois Fedora, que foi o que melhor se adaptou. O vídeo foi o grande vilão da história.

Daí, veio o quarto notebook, que é uma volta à AMD e ao tamanho maior. Trabalhar por até 7 horas direto com a cara num netbook não dá, fica cansativo demais. Então, depois de muita pesquisa, optei por um HP G42-374BR. 14 polegadas, AMD Phenom II X3, 4 Gb de RAM, 500 Gb de HD, placa de vídeo Radeon HD 6200... Alguns vão criticar, dizendo que AMD não é uma boa opção (não é o que eu acho), que esquenta demais (mais do que meu netbook é certo), que a bateria dura pouco (e realmente dura), que é pesado (2,2 kg nem é lá muito pesado)... Mas como cansei de Intel (GMA500 é o inferno na Terra para quem usa Linux), foi uma boa opção.

Só que esse notebook veio com Windows Seven Home Premium instalado. E eu não quero usar Windows, não uso Windows e pior, não quero ter que pagar por um produto que eu não uso, sendo que esse produto custa de 15 a 20% do preço do equipamento em si.

Então... O que fiz? Isso vem para o próximo post.

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17 maio 2011

Sobre o kit-gay, fazendo eco.

Meu amigo Tabajara postou no blog dele a sua opinião (dessa vez, serena e calma) sobre o tal do kit-gay. Li, pensei um pouco... E resolvi escrever um pouco também.

Concordo com ele. Defendo o direito dos homossexuais, e sou visceralmente contra a violência que alguns imbecis tem feito contra quem tem uma opção sexual diferente da sua. Isso é preconceito (mas não é racismo, entendam!). Tenho certeza que num dos meios onde convivo, falar que concordo com o direito à união civil homossexual causaria mal-estar, mas acho que eles tem direito a ter herança, plano de saúde e dividir outros direitos que casais heterossexuais também tem. Aliás, foi muito curioso conversar disso há algum tempo com minha mãe, e ela dizer que também acha que eles devem ter direito. E minha mãe é uma senhora com mais de 60 anos de idade, cristã protestante, logo o rótulo de conservadora sobre a cabeça. Mas gostei de ouvir isso dela.

Mas me desculpem, o homossexualismo não é normal. Sinto muito, do tempo em que estudei Psicologia I na licenciatura, lembro que não encaixa na definição do que é a uma relação sexual normal: Homem e mulher, pelas vias normais. Ou é um desvio de foco (homem para mulher, ou mulher para homem) ou é desvio de uso (troca-se as vias normais por outros orifícios do corpo humano). Não lembro os termos ditos pelo professor (Amândio, gente finíssima), mas é isso mesmo.

E olha, nem entrei no mérito religioso, ou coisa do tipo. Aliás, lembro sempre de uma frase de um amigo cristão, que dizia que deveríamos nos envolver em causas na sociedade, a falada co-beligerância: "Se os homossexuais estiverem protestando contra a violência que eles sofrem, devemos ir lá também protestar! Eu iria, com 2 placas. A primeira diria: Abaixo a violência contra os homossexuais! A segunda seria: Eu não sou um deles!"

Sou contra o kit-gay, acho que não é assim que obteremos igualdade de direitos, e a minoria homossexual barulhenta já fala em criar cotas para professores gays em escolas. Isso é algo completamente descabido. A sociedade brasileira é conservadora, e não será por decreto ou por força que eles serão vistos como pessoas normais na sociedade. O ser humano não sabe lidar com as diferenças, não tem jeito, é um aprendizado, e infelizmente muitos não querem. E não será por força de uma lei que a cabeça das pessoas irá mudar.

Quanto às crianças serem "agredidas" com cenas de violência na TV, Internet e jornais... Eu cresci vendo filmes policiais. Brinquei muito de polícia e ladrão. Ganhei pistola de plástico de brinquedo (aliás, algumas das minhas primeiras lembranças são do Natal de 1977, quando ganhei uma pistola vermelha e branca, com a cabeça de um touro gravada no cabo), joguei muito jogo de tiro... E nem por isso sou violento, quero pegar numa arma para matar gente (se bem que alguns alunos mereciam tortura) ou cometer atrocidades. Sou diferente? Cortar isso das crianças vai tolher o instinto assassino de alguns? Pior é que não. Colocar crianças numa bolha não irá protegê-los, irá torná-los menos preparados (como aquela menina que foi baleada na saída do Metrô, e hoje os pais falam que "sou da paz"). Existem homossexuais na sociedade, e isso é um fato. Eles são pessoas como outras quaisquer, e merecem ser tratados como pessoas normais. Mas daí, como alguns fazem (que se beijam no meio da rua, de forma quase erótica), é um ataque ao pudor. Assim como é um casal heterossexual fazê-lo. Decência e ordem, por favor.

 E que cada um eduque o seu filho para entender a pluraridade da nossa sociedade.

Na boa, muito mais grave é a questão do racismo velado que temos no Brasil. Isso sim, é muito mais sério do que a questão homossexual. Então, kit-gay... Tô fora.

Meu medo é quando o homossexualismo deixar de ser uma opção e tornar-se uma obrigação...
(Maurício Menezes, quanto tempo não assisto um show desse cara, saudades!)

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08 fevereiro 2011

Relatos de Campus Party - quarto dia

No sábado fiz diferente, não fui direto à Campus Party. Dessa vez fui até a Santa Ifigênia, para mais uma vez perambular sem lenço e sem documento, para ver coisas curiosas e sem noção... E os lixões das redondezas da Santa. Fui acompanhado do Daniel Ravazzi e posteriormente do Dante Nishida, e rodamos um bocado, procurando algo que fosse minimamente interessante. Maiores relatos eu trarei posteriormente, no Uruguaiana é Punk.
Dali, voltamos para a Campus Party. Comentando com o Ravazzi a respeito do calor lá dentro, disse que um carioca ou um nordestino ali sente-se tranquilo. Um paulista se incomoda. Um morador do sul já sofre com o calor. E um rapaz na fila complementa: "E eu, que sou de Cuiabá (Mato Grosso), estou até sentindo frio!" Rimos à beça com o fato. Já chegamos lá depois do almoço, com uma ligação do Giovanni avisa que ele está chegando. Nos encontramos lá, na própria Campus Party. Tentamos usar todo o nosso charm person para ver se conseguirmos com que o Dante e o Ravazzi entrem na área dos campuseiros, sem sucesso. Almoço, passeio na área de exposições... Comprei o livro do Woz, além de 2 camisas na LinuxMall. Preço bom, pena que não pude adquirir adesivos. Por lá encontramos com o Rigues (junto com a turma da PC World que veio com ele), e a Elaine, grávida de 6 meses, esperando a Carmen.
Na área de exposições da Campus Party havia vários estandes, e alguns locais para exposições relacionadas. Por isso vocês podem ver aí embaixo fotos de itens relacionados, como o carro movido a bateria de nobreaks, o relógio movido a água e um sapo (da @agenciafrog) usando um notebook. O Dante foi assistir uma palestra (depois de ter tentado comer um Cup Noodles de graça - e não conseguiu), e acabamos nos desencontrando dele. Nisso eu já tinha ido lá dentro, colocado o netbook para continuar fazendo downloads - e tentar fechar o que ficou pendente.



Na volta, estandes, inclusive o da AMD, onde conversei longamente sobre a tecnologia Fusion, as APUs, que reúnem processador + processador de vídeo + chipsets ponte norte e sul numa peça única - e pequena... Além de tirar muitas fotos. Algumas já subi para o álbum (como a que está aí do lado), outras talvez irão, mas terão mais utilidade no trabalho. Algumas ideias sobre media-center para a sala de casa foram devidamente adiadas. Já que eu sou fã mesmo de AMD, vamos esperar pois a promessa é que o dito cujo vai ser bom. Eu, pelo menos, vi uma plaquetinha dessas tocando um vídeo em full-HD (era Transformers 2, tá aí a Megan Fox que não me deixa mentir). Ainda teve o robô da Petrobrás (operado por 2 pessoas, um controlava o robô, e outro mexia com a fisionomia dele), o "super-piano" (semelhante àquele do filme "Quero Ser Grande"), e outros itens. Volto para ver como está os downloads, e a maior parte dos podcasters não voltou. Parece que o Tour Gastronômico do Papo de Gordo estava sendo bom mesmo. Só espero que o último prato não tenha sido a canja de galinha do Hospital das Clínicas...

Bem, chegou a grande hora: Vamos fazer a entrevista com Steve Wozniak, o Woz. Pergunto como é o esquema para o Rigues, e entro, meio assustado, já que é a primeira vez em que sou imprensa credenciada. Eu queria, como a maioria ali, um autógrafo do Woz na autobiografia dele (que eu tinha comprado pouco antes), e fazer uma pergunta a ele.
Filmei boa parte da coletiva, na medida com que era possível, já que a câmera trepidava, eu estava sem tripé, a iluminação não ajudava... E eu cansava. Fiz várias fotos desse sujeito simpaticão, pouco mais novo do que meu pai (60 anos), e com um iPod nano no pulso (direito). Ainda filmei... E consegui fazer a pergunta! Quase não pude, já que quando pedi o microfone, a moça que conduzia a entrevista disse que não podia. Mas houve espaço para mais duas, e eu perguntei a ele sobre o que ele mudaria no projeto original do Apple II.
Para a maioria dos jornalistas especializados (ou não), essa pergunta não era relevante. Afinal das contas, eles queriam perguntar da saúde de Steve Jobs (Woz não falou nada que não sabemos), sobre o iPad, sobre a Apple... Só que ele saiu da Apple em 1987, ele não trabalha mais lá há quase 25 anos! Caramba... O Rigues perguntou sobre o que ele acha de uma afirmação no blog dos desenvolvedores do Android, que dizem que os fabricantes terão que tomar uma posição: Ou fecham o aparelho completamente, ou permitem que o usuário faça o que quiser com ele. Woz saiu bem pela tangente, quase perpendicular, e não respondeu à pergunta.
Quanto a resposta à minha pergunta, ele falou sobre o uso do Microsoft BASIC (ele queria evitar o fato), sobre colocar unidade de ponto flutuante no Apple II, e o mais só vendo o vídeo. Eu estava emocionado por um dos heróis da minha geração estar ali, respondendo uma pergunta minha. O Tabajara teria infartado do coração com o fato. No final da coletiva, Woz sai pela lateral, rapidamente, e todos nós com o livro na mão, esperando a assinatura. A Babs, do Garotas Geeks, trouxe um Mac Classic II para ser autografado. Não foi, mas foi o alvo das câmeras dos jornalistas presentes. Bem... Fica para o final.
De Campus Party 2011
Ah, vale dizer que o Giovanni não conseguiu entrar na coletiva de imprensa, e como bom (?!) Marvin que é, mandou-me um SMS de despedida (iria voltar para Campinas) e deu um jeito de passar a pulseira cinza dele (a de convidado VIP) para o Ravazzi, e assim ele poderia entrar na área dos campuseiros. Bem, assim ocorreu, e o Ravazzi adentrou o recinto (finalmente).
Acaba a coletiva, vamos de volta para área dos campuseiros, Rigues vai ver como está a Elaine, e eu vou me enfiar no meio da molecada que quer ouvir o Woz (mas não faz a menor ideia do que ele fez na Apple). A aglomeração é grande, e fica díficil fazer fotos. Mesmo assim consegui registrar algumas da palestra, além de vê-lo chegando, tal qual estrela do rock, até o palco principal. Nisso, o Fernando Valente, da Chiaro Software está com um MacBook aberto, e na tela escrito: "Woz, I wanna talk with you :-)". Ele manteve o MacBook sobre a cabeça, aberto para que Steve Wozniak visse e, quem sabe, chamasse-o para falar. Acabei papeando e revezando com ele para segurar o notebook.
Ravazzi liga. Ele tinha ido tentar tomar uma água na sala VIP de dentro da área dos campuseiros, mas fora barrado pelo segurança, já que a sessão de assinaturas do Woz seria ali. Ele me telefona, e saio da palestra correndo para a fila, que estava se formando. Perco a maior parte da palestra do homem, fico na fila e conheço algumas pessoas muito simpáticas, como um jornalista que disse-me que a minha pergunta foi a mais pertinente de todas (Ricardo Bánffy) e um fã de Apple II, que trazia um mouse de Apple IIgs para que o Woz autografasse. Conversa vai, conversa vem... Mais de uma hora na espera.
De repente, alguém do apoio nos retiram da fila, sob a alegação de que já que somos da imprensa credenciada, poderíamos tirar fotos do Wozniak autografando livros: "Mas vocês não podem pedir autógrafo dele. Fã é fã, e imprensa é imprensa". Discordamos prontamente, e o Bánffy respondeu de maneira exemplar: "Esse homem é meu herói desde os 10 anos de idade, eu sou fã dele. Não saio daqui sem o autógrafo dele, mesmo sendo imprensa". Argumentei que as fotos dele já tinham sido feitas na coletiva de imprensa, só queria ser fotografado com ele, e o autógrafo. Conclusão... Pedido de desculpas a nós e voltamos para a fila. Fila que, aliás, estava bem desorganizada: Ela estava próxima a um bebedouro, e os seguranças ainda mandaram aproximá-la do móvel. Ou seja, veio gente com a desculpa de irem beber água, e ali ficaram, mesmo debaixo de protestos. Ainda houve a restrição de apenas um item seria autografado pelo Woz (para que a fila andasse), mas não foi muito observada pelas pessoas que entraram com 3, 4 MacBooks debaixo do braço. No final, ainda foi formada uma segunda fila, dos dinamizadores (a equipe de apoio da Campus Party), e por pouco não ficamos parados, esperando que todos eles entrassem e recebessem seus autógrafos, para depois sermos atendidos: Debaixo de protestos, o apoio teve a brilhante idéia de misturar a fila, subindo algumas pessoas de cada uma das duas filas. E assim se fez.
Finalmente subimos, e tudo foi muito rápido. Sentei-me ao lado desse que é um dos heróis da nossa geração, e disse, em inglês claro e direto: "Senhor Wozniak, este é o nosso cartão. Nós temos um podcast sobre retrocomputação, e falamos também do Apple II". E o sorridente gordinho (como disse minha mãe) estendeu a mão, pegou o cartão, agradeceu e disse: "Interessante". E ele pegou um pacotinho, abriu, pegou um cartão de visitas dele e me entregou. Fiquei branco na hora, mas sorri e estendi a mão a ele para cumprimentá-lo, o que foi respondido. Logo fui tirado às pressas, já que não dava para esperar muito, mas ainda consegui fotografar o Daniel Ravazzi, atrás de mim, também com o Wozniak.
As curiosidades do cartão de visitas do Wozniak consistem em que:
  • Ele não dá esse cartão a qualquer um. Pelo contrário, ele só entrega esse cartão a quem ele considera interessante.
  • O cartão é feito de lâmina de aço, com alguns desenhos feitos a laser, e perfurações também.
  • O cartão traz o nome, email, endereço e número de telefone do Wozniak. 
O próprio Wozniak já brincou dizendo que ele usaria o cartão para cortar bifes recebidos nos serviços de bordo das companhias aéreas aos quais ele viajaria... Mas é um troféu, o que coroou uma semana de correria, e fez valer a pena o esforço. Como diz meu amigo Marcio Lima...
Ajoelhe-se aos meus pés, filho de Jor-El!

Dali, o que sobrou? Foi procurar os amigos na fila. Rafael Rigues, infelizmente, ainda estava no meio da fila. Ele foi para a sala VIP. Mas a sala do lado de fora, na área de exposições. O rapaz do mouse de Apple IIgs disse que o Woz se emocionou quando viu a procedência do mouse, assinou e parabenizou-o por ter esse micro. O Bánffy conseguiu 2 autógrafos: Um na sua edição da autobiografia, e outro na edição da autobiografia que ele vai dar ao filho dele de presente. Teve gente descendo com iMac autografado, outros com Macbooks... O que é meio burrice, já que você vai vender depois o notebook, e vais fazer o que com o autógrafo? Pedir mais caro? Bem fez a Babs, que conseguiu o autógrafo dele (finalmente) no seu Mac Classic II.

E com isso fecha a Campus Party para mim. Com o sentimento do dever cumprido, despedi-me de quem ainda estava por lá (Jurandir e Maurício, do RapaduraCast, por exemplo), e segui rumo ao microônibus, despedindo-me da minha primeira Campus Party, rumo ao metrô e depois, no Esfiha Chic, para comer com os amigos MSXzeiros que lá estavam (Piter Punk, Raimundo e sua namorada, Adriana), e os que depois chegaram (Rigues e Elaine, José Luiz e Marluce). Rendeu uma boa conversa, muitos risos, e o retorno, tarde da noite ao hotel.

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06 fevereiro 2011

Notinha antes de seguir com o relato da Campus Party...

A todos que fazem campanha nos meus comentários para presentear o Tabajara com o meu Nokia 5800...
  1. Por que vocês não presenteiam-o com o celular de vocês?
  2. Eu tenho que vender o meu celular para ter dinheiro para completar e comprar outro. Vocês me pagariam o valor do aparelho, para que eu o presenteie?
  3. Se eu fosse passá-lo para a minha esposa, ela iria me pagar pelo aparelho, num valor acordado entre nós. Se eu fosse dá-lo, daria para a Maria Cláudia primeiro, ora.
Se quiser comprar, vendo ele sim. A vista ou a prazo, parcelado em uma vez. Valor? Pergunte-me.

PS: Lá vou eu dar comida para troll..

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05 fevereiro 2011

Relatos de Campus Party - terceiro dia

Vamos ao terceiro dia de Campus Party, a sexta-feira, dia 21 de janeiro. Bem, esse acabou sendo o dia dos podcasts, pois todas as atividades relacionadas foram concentradas pela organização nesse dia. Acabou sendo muito bom, pois foi um dia em que eu cheguei bem cedo (antes das 10 horas), e de lá só saí para jantar... Num rodízio de pizza.

Minha estratégia sempre é comer muito bem no café da manhã (e como comi mamão esses dias...), para depois só jantar. Nada de almoço. Na 3a, comi no Habib's com o Capitão Nelson Wakai. Na 4a, fui sozinho para o imperdível Esfiha Chic, próximo ao hotel e detentor de originais esfihas de catupiry e calabresa (fora as tradicionais, de carne, frango e queijo). Na 5a, comi um yakisoba júnior e refrigerante na própria Campus Party (R$ 11!). Não fui à Choperia Opção para beber c/ o povo por querer aproveitar o tempo em q estava na Campus... Para downloads. Ah, tá, tem as conversas tb. E q conversas boas! O tempo investido na conversa c/ o Sérgio Vieira (Impressões Digitais) foi excepcional, e ainda rendeu um networking: Entreguei cartões para parte da organização da Campus, como o Edney Silva (Interney). Quem sabe ele n vira ouvinte nosso?

É claro que o interesse de muitos não era só debate e conversa, oficina e palestra: A maioria foi lá aproveitar a banda larga disponível para baixar tudo o que pode e mais um pouco. Chega a ser assustador ver que teve gente que praticamente não levantou a bunda (gorda ou magra) da cadeira nem para comer. Os gamers ficaram lá, como que em clausura. Não os recrimino na questão do download pois fiz igualzinho, e desci algo em torno de 80 Gb de dados. Não enchi o HD, mas foi o bastante para animar o meu netbook. Antes que alguém me acuse de pirata, 2 comentários:
  • Desci 6 DVDs de Linux: O último DVD-live beta do Ubuntu 11.04 (o Natty Narwal) e TODA a Debian 5.0.7 (Squeeze). Nisso já vão 6 DVDs, que desceram em média, a 2 Mb/s.
  • Pirataria é crime. Afundar navios dá cadeia. Compartilhar não é crime.
Aproveitamos a banda, mesmo com as deficiências que ocorreram. Os downloads diretos vieram bem rápidos, coisa de 6,83 Mb/s (Ubuntu a partir da Locaweb) e média de 2 Mb/s, no caso da Debian.

As falhas de infraestrutura eram claras, e sempre fala-se que uma boa organização é aquela que não se vê trabalhando, mas tudo segue normalmente. Nesse caso vimos muitas vezes a organização da Campus Party apagando incêndios, felizmente nenhum literal. Olha a lista até então:
  1. Na terça, dia em que cheguei a São Paulo, a chuva foi a vilã (segundo a Eletropaulo), e provocou a queda de luz no pavilhão por mais de uma hora, sendo precedida por outra queda, agora curta. Houve a procissão da Santa Banda Larga, gente pedindo uma graça... E depois ocorreu. Bem, segundo a Eletropaulo a queda de luz foi em todo o bairro, como disse. Mas alguns campuseiros relataram-me que viram todo o bairro aceso, e só o Centro de Exposições Imigrantes apagado. Ora, será que eles não preveram a possibilidade de um apagão? Afinal, quando chove em São Paulo no verão, é chuva violenta, com possibilidade de quedas de luz. O aluguel de um ou mais grupos geradores ia bem. Economizaram por um lado mas chamuscaram a sua imagem no outro lado.
  2. Na quarta, como já devo ter relatado, algumas bancadas estavam sem acesso à rede. Essa falha ocorreu novamente ao longo de alguns dias, com picotes na conexão, o que desagradou algumas pessoas (ou muitas). 
  3. Voltando à sexta, tivemos mais duas quedas: A primeira foi no início da tarde, e que fez o MalcomTux pular da cadeira ao meu lado e gritar, socando o ar: "Dez minutos!". Não entendi nada, mas ele explicou que a organização do evento prometeu a retomada total da energia elétrica em no máximo 10 minutos. Levou 15. A queda foi contida em parte pelos geradores que mantiveram o cubo de vidro da Telefonica no ar, e alguns pontos estratégicos. Mas nessa, a rede foi paralisada novamente. Para ser exato, houveram 2 quedas da rede na sexta, como vocês podem ver nessa foto do tráfego. Se vi direito, o consumo de banda não alcançou o topo oferecido pela patrocinadora do evento, mas mesmo assim houve cortes e com isso reclamações.
  4. A infraestrutura montada pela Telefonica deixou a desejar em alguns momentos, e o acesso quase instantâneo a alguns sites ficou mais lento do que na minha casa, com o meu ADSL de apenas 2 Mbps, acreditem se quiser. No caso de torrents, a flutuação é normal, mas a variação era maior do que a esperada. Muito maior.
Voltando ao dia dos podcasts, além das múltiplas gravações ocorridas (Radiofobia, Guerrilha Geek, Dimensão Nerd, entre outros), tivemos a oficina do Gustavo Guanabara sobre podcasts. A oficina foi muito boa por vários motivos:
  • O Gustavo é professor, então sabe como falar em público para uma audiência numerosa, com um linguajar apropriado. Quem lida com adolescentes em sala de aula e é bem sucedido, é capaz de fazer qualquer coisa.
  • Ele tem muita experiência com palestras, e com podcasts. Logo, qualquer dica é útil.
  • Ele não se prendeu às ferramentas, apesar de precisar delas para apresentar como as coisas funcionam. Claro que não gostei dele falar mal do Audacity, e nem todos tem dinheiro para comprar o Soundbooth ou o GarageBand. No final das contas, nem ele mesmo gostou, pois numa conversa (gravada) com o Vinícius Schiavini (Kombo Podcasts), ele falou que foi infeliz na sua afirmação. É, eu concordo, o Audacity não é o melhor programa para edição de áudio, mas é muito bom, embora gaste muito espaço com dados. E sim, ele trava. Mas já aprendi a contornar o seu gênio temperamental... Se bem que o Gustavo gosta do Mevio, o que eu abomino. Aí fica no "elas por elas".
  • Ele falou não só da parte técnica, mas também falou de estatísticas, como contabilizá-las, e algumas dicas de sites que podem fazer esse "serviço sujo".
A oficina foi ótima, e tive inclusive algumas idéias sobre edição que envolvem o Ardour (o "clone" open-source do ProTools) e o Audacity. Preciso estudar o primeiro. Gostei do que ouvi, apesar do marketing pró-Apple...

Logo depois, no palco principal, o pessoal do Nerdcast, Alexandre Ottoni (jovemnerd) e Deive Pazos (azaghal). E parte da turma se manifestou por lá: Eduardo Spohr ("A Batalha do Apocalipse"), BlueHand, entre outros. Não, não fui lá olhar eles. Por quê? Porque não havia nada de novo a ouvir... Embora fosse algo realmente novo: Eles fizeram um NerdCast ao vivo, praticamente. Mas, o que mais incomoda nem é o status de "estrelas nerds" que eles alcançaram. Não os invejo, e nem desejo ter essa posição. O que incomoda mesmo é o nível de fanatismo que alguns fãs deles tem: O Deive comentou que um fã desmaiou ao apertar a mão dele. No palco, fãs só faltaram dizer que o NerdCast ajudou ele a curar um câncer, obter a paz mundial ou revolucionar a ciência. Falaram, falaram, falaram... E não disseram nada.

E quanto às estrelas? Olha, de estrelas não tem nada, ambos são muito simpáticos. Só não falei com eles por não ter parado e tido a oportunidade. Minha timidez também não ajuda, e fiquei em débito com o Eduardo Moreira (TargetHD e SpinOff), além de ter falado tão pouco com o Jurandir Filho (RapaduraCast). Quando sentaram para gravar a seção de emails do NerdCast 241, na mesa de som do Leo Lopes (Radiofobia)... Logo se avoluma uma pequena multidão para assistir o evento. É bacana vê-los, apesar de serem estrelas de primeira grandeza dentro da constelação da Campus Party, sentando na bancada de podcasters, batendo papo, falando abobrinha e rindo, como a gente fez em boa parte do tempo.

Rir, aliás, é o melhor remédio, e o Radiofobia, na pessoa do Leo Lopes e do Quessa, e com o auxílio do Tarcan, do Professor Maury, da Dani Monteiro e de tantos outros protagonizaram dois dias de maratona podcastal, a #maratonapod. Foi tão comentada que chegou ao 2o lugar nos trending topics do Twitter no Brasil. O Leo tem curso de radialismo, sabe fazer um programa ao vivo, e leva o Radiofobia como se fosse um programa de rádio AM. Não é à toa que ganharam o prêmio Podcast de melhor podcast de humor. Na 6a, a mesa de som, o iPad usado para scratches, os notebooks e os microfones profissionais deram lugar a um potente gravador com entrada para mais 2 microfones, e a corrida para os lados, para catar possíveis convidados (ou não) para um programa especial Campus Party do Radiofobia. A Maratona Podcast foi transmitida via Twitcam, e foi simplesmente hilária. Queria ter visto mais, tentarei procurar posteriormente na rede.

A chuva desabou de forma BEM violenta às 14 horas desse dia, e um vento fortíssimo uivava do lado de fora do Centro de Exposições Imigrantes. O Vinícius chegou encharcado, o Tiago Andrade quase foi levado pelo vento (filé de borboleta...), e tive que fechar o meu netbook por causa dos respingos de água. Sim, respingou água dentro do pavilhão. E eu estava no MEIO do pavilhão, estávamos muito próximos ao centro do mesmo, onde estava o cubo de vidro da Telefonica, ao lado da "sala de imprensa" e do quiosque da assistência técnica (que desassistiu alguns conhecidos meus).

Mas, vamos ao debate. E lá estavam Mafalda (do Monalisa de Pijamas), Alan Polar (do Nerdrops), Eduardo Moreira (TargetHD e SpinOff), Leo Lopes (Radiofobia) e o Maestro Billy (do programa do Luciano Hunk, da ABEPOD e por aí vai). Foi um debate rico, com inestimáveis dicas sobre pautas, convidados, montagem, direitos autorais de músicas, e principalmente a transformação do seu podcast em algo profissional: A necessidade de um media kit, estatísticas de acesso...  A mídia podcast ainda é muito nova, e a maioria das agências de publicidade não despertaram para esse novo meio de propaganda. Formatos de áudio, histórias engraçadas, problemas... E quando acabou a luz, aí é que a coisa desandou, com o Leo Lopes fazendo muita piada corporal (fica feio falar que o amigo estava fazendo macaquices), e o Moreira indo questionar, na platéia, quem viu e gostou do final de Lost... Felizmente (ou não) o microfone estava s/ funcionar, mas o streaming de vídeo continuou, graças aos no-breaks. Se não editaram, experimente ver e tentar ler os lábios do Moreira. Sim, ele nunca gostou de Lost, o que é uma novidade para todos que nunca ouviram o SpinOff. Engraçadíssima, além de preciosa conversa.

Nessa noite tudo terminou em pizza, na Mansão da Pizza, no Ipiranga. A mesa tinha mais de 40 pessoas, com um bocado de gente comendo como animais. Infelizmente vários não foram porque senão fecharíamos um andar todo da pizza. Conversas sobre a organização, trânsito, entre outros. Revi o Ock-Tock (Máquina do Tempo), conheci a Vana Medeiros (SpinOff Podcast), e comemos como ogros famintos na companhia de dois piratas da melhor/pior espécie, o Maycon (jabour_rio) e o Júnior, do Baú Pirata.

Na volta, caminhada junto com o Tiago Andrade até o metrô (15 a 20 minutos), e dali, até o hotel. Depois de um banho, notebook ligado, 3G ativado, conversa via messenger... E cama. O outro dia seria ainda mais extenso, com Santa Ifigênia e o Steve Wozniak.

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21 janeiro 2011

Relatos de Campus Party - segundo dia

Hoje na Campus Party já não tive maiores problemas para chegar, aprendi o "caminho das pedras", mas antes fui até o Stand Center Boulevard Monti Mari buscar minha câmera digital, comprar um par de headphones, e daí seguir rumo ao Centro Imigrantes. As estórias de São Paulo (além da Campus Party) serão contadas depois, em outro post, inclusive no Uruguaiana é Punk. No caminho para a Campus Party, o ônibus atrasa por conta de um mané/palhaço/idiota/imbecil/whatever que cismou de andar no microônibus... Em pé. Até tirarem o cidadão... Atrasou tudo. Curioso foi que em dias posteriores o ônibus trafegou com até seis pessoas em pé. Bem, isso varia de motorista para motorista, pelo visto. Mais uma falhinha de organização, se bem que essa nem é falha propriamente dita.

Cheguei na Campus quase que no meio do dia, para sair logo rumo à Santa Ifigênia. E a chuva se antecipou, e ao invés da tradicional pancada às 18 hs, a chuva desceu forte às 14 hs. Tomamos chuva, estreei guarda-chuva... Acabei saindo um pouco mais tarde do que deveria, e fiz um fudeba MSXzeiro (o Junior Capela) tomar um chá-de-cadeira da gente. Acabou que, do povo todo do Guerrilha Geek, só foi o Maxwell, um sujeito super-simpático de Franca que tem claustrofobia... Mas era seco para andar de metrô! E andou. Sabe que ele não se desesperou? Mas o incômodo para ele só aumentou quando o trem encheu. 

Chegamos na estação São Bento, e rodamos à beça, olhando e perguntando... Algumas coisas que vi foram:

  • O meu sonho de consumo, uma Canon Powershot SX20 IS... 35x de zoom. Péra aí, eu disse TRINTA E CINCO VEZES DE ZOOM. A minha câmera tem 12x. Dá para fazer miséria, e acredite, dá para usar o zoom máximo sem ter que apoiar a câmera num tripé. Fiz a experiência, e as fotos não ficam tremidas mesmo com todo esse zoom (e um pouco de zoom digital ligado). Usa bateria (R$ 110 cada uma - Rua Santa Ifigênia, 379 - loja 02), até 6400 de ISO... Achei de R$ 1100 no Boulevard Monti Mari a R$ 1450 na Santa (Rua Santa Ifigênia, 403 - loja 09). Sendo que no último, nota fiscal e 1 ano de garantia. O Guanabara me indicou uma importadora (FastImport - Rua Santa Ifigênia, 490 - loja 15/18), que parcela e dá garantia. Vou dar uma olhada no sábado.
  • Achei um Motorola Milestone a R$ 900 (Rua Santa Ifigênia, 373 - loja 13), o que me faz pensar no que eu faço com o meu Nokia 5800. É a chance de abandonar Palm + celular e fazer tudo uma coisa só. Será a primeira vez, desde 1999, que eu não teria um dispositivo rodando Palm OS comigo... Mas é um senhor aparelho com Android, apesar de comentários desagradáveis do seu microfone, por parte do Leandro Pereira.
  • HDs externos, de 500 Gb (R$ 200), 640 Gb (R$ 230) e 1 Tb (R$ 360). O endereço? Rua Santa Ifigênia, 452 - loja 12. Todos Samsung... O que eu não gostei muito. Acho que a melhor opção é comprar um HD Seagate de notebook e por numa gaveta genérica qualquer.
  • E ainda achei uma loja com um saldão de notebooks, vendendo notes usados a um preço considerável (Rua dos Andradas, 242). A melhor oferta que achei foi um Dell XPS M1330, 13,3", 3 Gb de RAM, 320 Gb de HD, leve, gravador de DVD-RW, etc e tal... R$ 1450, parcelável em 6x sem juros. Ah, tem leitor biométrico também. E Windows Vista Business. Mas se eu comprasse um note usado, teria o saco cortado pela minha amada esposa.

Ainda encontramos com o José Luiz e a Marluce, já que eles foram de carro para São Paulo e foram dar uma olhada na Santa também. O Maxwell andou muito, se assustou com o tamanho dos prédios do Vale do Anhangabaú e comprou um micro usado (mas em ótimo estado) para a sua esposa: Um Pentium 4 com 1 Gb de RAM e 40 Gb por R$ 300. O Kinect que ele pensou em comprar variava de R$ 550 a R$ 900, sem contar os desbloqueios necessários, etc e tal. Já o Wii, pediram R$ 1300 por um com 50 jogos (talvez os únicos disponíveis, hehehe).

Voltamos para a Campus Party no final do dia, bem cansado. Pelo visto o pessoal que ia ao PodBreja, na sua maioria, não foi. E gravei podcast com Schias, Tiago Andrade, Maycon (jabour_rio) e outros. Conversei, me diverti e fiz mais de 100 fotos. Jantei um yakisoba júnior com guaraná, na (cara) praça de alimentação da Campus Party. Para quem não almoçou, ótimo. E ainda liguei para o meu amigo Luiz Jacob, para ver se a gente se encontra no domingo, já que tem anos que não o vejo. No final do dia, carona com os pais do Vinícius (Schiavini), e conversa com o Tiago no metrô, até chegar na Paraíso. E agora, aqui, finalizando esse post. Amanhã tem mais.



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20 janeiro 2011

Relatos de Campus Party - primeiro dia

Olá turma, estou na Campus Party 2011, pela primeira vez aqui, e como imprensa credenciada. Já que (ainda) sou autor de um blog quase abandonado, mas com ouvintes de alto garbo e elegância (como diz meu amigo Tiago Andrade), nada mais honesto de minha parte anotar, relatar e observar o que tenho visto por aqui. Minha câmera está no conserto, logo amanhã vocês deverão ter melhores fotos do que as feitas pelo meu celular e twittadas para o Twitpic. Por enquanto, fotos só no celular.

Não posso relatar nada do que vi e senti na segunda e terça-feiras, já que eu não estava aqui. Hoje é o meu primeiro dia de #cpbr4, logo não posso falar da minha experiência pessoal na queda de luz, ou na falta de Internet. Mas posso falar do que tenho visto. Lá vão aqui algumas impressões:

  1. A chegada é confusa: Desculpem organizadores, mas... Achei a chegada à Campus Party muito confusa. Eu, pelo menos, como imprensa credenciada, não sabia onde pegar o ônibus no Terminal Jabaquara, e tive que perguntar um bocado até alguém me dizer. Faltou avisos na saída do metrô. Em compensação, o resto foi tranquilo, com o microonibus conduzindo os campuseiros até o Centro de Exposições Imigrantes. 
  2. O excesso de calor humano é latente. Aliás, o excesso de calor é latente. Apesar dos ventiladores com borrifador de água, o calor é forte. Mas nada que um carioca não resista. Os paulistanos e o pessoal do Sul, por sua vez, devem estar sofrendo. Já nós, cariocas, e os amigos do Nordeste estão sentindo-se em casa.
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  4. Tudo na Campus Party é muito grande: São 6500 campuseiros, num espaço de alguns milhares de m2, com uma banda larga de 10 Gbps, vários patrocinadores, montes de oficinas... E muita gente com a cara enfiada no desktop/notebook/netbook/whatever. Engraçado como muitos preferem ficar na companhia dos seus micros ao invés de moverem as bundas (gordas e magras) e ir até as palestras.
  5. A internet é rápida se você pegar um link com cabo CAT-6 (o cinza) e conectá-lo. Cheguei a baixar um CD do Ubuntu 10.10 em 2 minutos (média de 7 Mb/s), e todo mundo gera tráfego, de uma forma quase inimaginável. Os gráficos que são expostos no quiosque da Telefonica mostram isso (olha aí do lado).
  6. Assisti uma oficina, do meu chapa Rodrigo Troian e do Vinícius John, sobre... OpenWRT. As oficinas são espaços interessantes para prática, já que teoria só não basta. E a turma flashou roteadores, instalou e configurou alguns brinquedinhos com o firmware amigo da rapaziada... Aliás, ainda não consegui descobrir qual roteador que suporta 804.11n, tem porta USB e pode ter o OpenWRT instalado. Se alguém souber... Me responda, por favor. Minha rede doméstica agradece.
  7. É bom conhecer pessoalmente pessoas fantásticas que só conheci via Internet, e ver alguns de perto. Por exemplo, Jurandir Filho e Alexandre Ottoni sendo entrevistados pelo Leo Lopes. Aliás, o homem por trás do Radiofobia sempre refere-se à turma que mexe com som como "a família podcastal". Apesar de alguns serem mais bem sucedidos do que outros, isso não quer dizer que sejam estrelas, pelo contrário: Estavam lá, como todo mundo, papeando, gravando, discutindo... Sendo pessoas normais, como são.
  8. Tem de tudo por aqui: Podcasters conhecidos e desconhecidos, blogueiros, famosos e não-famosos, celebridades, sub-celebridades, não-celebridades e outros tantos, anônimos e ainda alguns que querem aparecer. Muita gente fazendo flashmobs para ganhar brindes, outros que não tiram a cara dos seus monitores imensos, e seus desktops cheios de enfeites (como diz o Sturaro, "mais enfeitado que mula de cigano").
  9. Gostei de ver um torneio de Urban Terror, um FPS open source que é bem legal de se jogar, mas eu não sou um bom referencial de jogo. Em compensação, registrei um pessoal jogando Rock Band Beatles, com uma TV LCD IMENSA.
  10. Achei um monitor CRT, um gabinete full tower, um chapéu com um Tux colado em cima, um boneco do Bart Simpson... Tem de tudo, além dos quase onipresentes notebooks, netbooks, desktops, cabos de rede... 
  11. Fiz alguns contatos, distribuí alguns cartões do Retrocomputaria, peguei mais outros... Descobri que o headphone que comprei ontem é um lixo, e por aí vai. 
  12. Na volta, ainda conversei com o Wagner, da comunidade de SL e convidado da Agência Espacial Brasileira. Falamos sobre o projeto da ANATI, que eu acho fantástico, e sobre onde comer tarde da noite em São Paulo. Parei no Esfiha Chic, q ainda está aberto na hora em que faço o arredondamento desse post.

Abaixo vai o álbum de fotos. 


Campus Party 2011


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01 janeiro 2011

Mais balanço de 2010 - rompimentos e mudanças

Ano novo, é tempo de fazer um balanço das coisas que aconteceram no ano anterior. E como os meus vizinhos estão tocando música em alto volume, sem a menor intenção de deixar ninguém dormir... Melhor escrever algo.

Então... 2010 foi diferente para mim em muitos aspectos. Vou tentar relacionar primeiro os rompimentos e mudanças. Antes de tudo, em 2009 eu troquei de operadora de celular: Fui da Vivo (12 anos) para a Tim, e nela estou até agora. Mas, vamos ao que mudou:

Ô terra bonita, essa Costa Verde...
Há pelo menos 25 anos não ia a Parati, e a Angra eu já não ia há alguns anos. Dessa vez fomos em janeiro, e parte do que aconteceu vocês leram aqui mesmo, em posts anteriores. E foi bom revisitar Angra e Parati, tirei muitas fotos (álbum no PicasaWeb), e fiz várias panorâmicas (vai no álbum de panorâmicas e veja as últimas que eu subi). Como o cunhado da (Maria) Cláudia é da Marinha e trabalha na Capitania dos Portos de Parati, ele conhece metade dos barqueiros da região. Resultado: ganhamos passeios de graça, o que rendeu fotos muito bonitas. Só não mergulhei com minha câmera por não ter comprado uma caixa estanque ou uma bolsa própria para levá-la para dentro d'água, e é uma ideia para 2011.

A entrada no Twitter
2010 foi o ano em que eu entrei no Twitter, e quase abandonei esse blog. Venci a minha resistência de quase 4 anos e fui falar com o passarinho azul. Admito, o "piador" é muito mais simples de escrever, mais rápido (tenta blogar de um celular que eu quero ver), e atinge mais pessoas. Num prazo de pouco menos de 1 ano (comecei no Twitter em 9 de janeiro de 2010), enviei 4656 tweets, o que significa 13,15 tweets por dia. Atingi 260 seguidores, embora segundo o Twifakes, tenho 21 seguidores fake. Só isso?
Cheguei até a comprar um programa, quem diria? E esse é o Gravity, um super-cliente Twitter/Foursquare/Google Reader/escambau a quatro que funciona muito bem em Symbian. Paguei a monstruosidade de... R$ 17. E se pagou nas primeiras horas de uso, o dito cujo aí do lado é fenomenal.

Saída do Terra, não da Terra
Em 2010 eu cancelei a minha conta do provedor Terra e migrei para a Oi. Motivo? Simples e direto: na véspera de carnaval vieram com uma cobrança de valores 20 vezes o que eu pagava, a título de "conexões duplicadas", o que é meramente conjectural: Eu uso NAT aqui em casa, e eles não tem como descobrir quantas máquinas tem aqui dentro. Depois de muita discussão com o setor comercial (levando uma atendente a subir o tom da voz - eu já berrava), o valor foi estornado, mas logo mais cobranças abusivas apareceram. No domingo de carnaval abri uma conta no provedor da Oi (débito na conta telefônica, R$ 4/mês), e em março enfrentei a luta de fechar a minha conta no Terra. Consegui, ela existia há mais de 10 anos. A minha única falha foi não ter ficado com provedor algum e ter usado um número de Velox empresarial. Mas R$ 4 por mês não dói tanto assim.

Bye-bye, Banco do... Ricardo.
No mesmo mês de março fechei uma conta no Banco do Brasil que eu tinha desde julho de 1997. Ou seja, 13 anos. Abri essa conta ainda no tempo do mestrado, com o objetivo de facilitar uma possível ida minha ao exterior. A viagem de mochila não saiu (passei para a FAETEC em 1999), e a conta foi ficando... Até que cansei dela, peguei 2 frigideiras como brinde pelos pontos do cartão de crédito, e decidi encerrá-la.
O banco não fez a menor força para me segurar por lá, o que me causou a maior estranheza. Foi quase melancólica a minha saída, mas peguei o que eu tinha e fechei. O dinheiro do grupo MSXRio foi para uma segunda poupança vinculada à minha conta do Itaú, com data fixa de movimentação (todo dia 17), o que é chato por ter que agendar operações sempre. Mas tem funcionado muito bem.

Fuga do Inferno
Em julho, pedi demissão pela primeira vez na vida, e saí da Faculdade Paraíso, onde trabalhei por 7 anos. Com a saída da minha amiga que era a diretora em 2009, já sabia que meu tempo lá tornou-se abreviado. Era claro para mim que não iria continuar por muito tempo nessa instituição. E também certas situações que já me irritavam, começaram a se avolumar, e comecei a questionar se valia a pena. Para completar, tive uma oferta de trabalho da Hostnet, algo completamente diferente do que eu estava acostumado a fazer. Aceitei, mas pedi à Hostnet para me esperar até o fim do primeiro semestre. Logo, 2010/1 foi um período sufocante para mim, contando os dias para pedir as contas e cair fora. Motivos não faltaram para me cansar:
  1. O pior de todos: O trânsito, cada vez pior, no sentido Rio-Niterói. Isso tira qualquer um do sério um que tente ser zen. A Ponte está cada vez pior, e tive que sair bem mais cedo para chegar no mesmo horário. Dispensável dizer que com a motivação em baixa, cheguei mais atrasado do que na hora.
  2. O gasto extra de ir para São Gonçalo: GNV+Carro+Pedágio. Sem contar o tempo, sei lá quanto tempo para ir e 45 minutos para voltar, tarde da noite.
  3. Fiquei sem controle do portão do estacionamento dos professores por quase 1 ano. Entreguei o meu controle para trocar a codificação, e quando fui  ver, trocaram... E deram-no para outro professor. Era todo dia chegar, largar o carro no corredor, descer e ir pedir ao porteiro para abrir para mim. Às vezes, eu conseguia passar e gritar para o pipoqueiro (sim, o pipoqueiro) para avisar ao porteiro para abrir a porta para mim.
  4. Sobre o estacionamento, a situação piorou mais ainda, quando o dono do terreno ao lado (por onde passávamos para entrar no estacionamento) fechou a passagem, e passamos a ter que catar vagas no entorno da faculdade. Tudo escuro, meio deserto... Isso só ficou resolvido no final de 2010/1, quando fizeram uma passagem por dentro da faculdade. Mas aí eu já estava de saída.
  5. A faculdade paga um salário mínimo em cheque, e declara isso ao governo. O resto do salário é pago em dinheiro, que não é rastreável. Além de não ser a coisa certa, todo dia de pagamento eu saía com pouco mais de R$ 500 em dinheiro no bolso, na mochila ou em algum canto obscuro (na cueca não, e nem na meia), receoso de ser assaltado até o carro. Sem contar a chateação de ter que ir ao banco depositar o pagamento.
  6. As disciplinas que eu lecionava já estavam cansando. Uma coisa boa da Paraíso é que eu lecionava várias disciplinas, e trabalhei em todos os períodos menos 2 (o 6o e o 8o). Mas eu já tinha ficado preso a 3 disciplinas (Sistemas Operacionais 1, Sistemas Distribuídos e Projeto Final 1) e não me trocavam de jeito nenhum. Na última, então, eu peguei 1 período como favor e tive que aguentar 3, o que para mim era insuportável. Melhorou porque eu preparei notas de aula e com isso escrevia pouco no quadro, e falava mais. Mesmo com todos os atrasos, fechei o conteúdo no prazo.
  7. O sistema de lançamento de notas funcionava quando tinha vontade. E no fim do período, tive que ir lá especialmente para lançar notas, o que parece impensável com um sistema pago e feito por uma grande empresa do ramo.
Mas vamos ser justos e falar das coisas boas:
  1. O salário saía em dia. Nunca atrasou 1 dia sequer. Só que eu tinha que ir atrás do chefe do DP (que estava sempre cheio de coisas a se fazer), e vez por outra atrasou para que eu pegasse o dinheiro.
  2. Quando pedi demissão, todo o trâmite foi feito nos conformes: Homologação no sindicato, exame demissional, etc.
Logo, por tudo isso e mais um pouco, eu pedi demissão em julho. Com a oferta da Hostnet, não dava para deixar passar. O meu último período, como disse, foi uma contagem regressiva para a demissão: Em maio informei à coordenação de informática da minha saída; em junho, o setor de pessoal ficou sabendo; em julho fizemos os procedimentos; em agosto, exame demissional, homologação e meu adeus. Por tudo isso, eu já estava no fim do período completamente desmotivado para trabalhar lá, era patente no meu rosto e para os alunos, que perceberam que eu estava completamente sem saco. E saí, sem medo de errar.

Ah, se alguém da faculdade ler isso, paciência, é tudo verdade e eu não sou mais funcionário. Não tiro nem ponho nada, e aqui está tudo certo. Tenho provas do que afirmo, inclusive. Não gostou? Discuta com a minha mão.





Ida ao FISL

Há 10 anos queria ir ao Fórum Internacional de Software Livre, e dessa vez consegui finalmente. E melhor, como palestrante! Duas palestras dadas, alguns contatos novos, muitos brindes adquiridos (arrumei eles hoje!), ótimos papos, muitas idéias, um jantar pago pelo Grande G, estado novo conhecido (Rio Grande do Sul), passeio por Porto Alegre, Gramado e Canela, além do próprio FISL (fotos no PicasaWeb) e 6 dias muito divertidos. Mas muito frios. Nossas malas foram molhadas, tomamos vinho e comemos um fondue caríssimo, fui imprensado num vôo da Webjet (espaço limitado entre as cadeiras), senti o vento mais frio que já enfrentei na vida, tirei fotos belíssimas, montei panorâmicas... Fiz de tudo. E foi muito bom.

Sai Peugeot, entra Adventure
Em julho comecei a ver um carro para substituir o meu bom e velho Peugeot 306. É verdade que eu gostava do carro, mas depois de exatos 8 anos e mais de 150 mil km rodados, eu queria trocar de carro. E com os últimos prejuízos que tive com ele (como a caixa de marchas em fevereiro), meu mecânico disse-me sabiamente que "Esse carro já passou da validade contigo". E por obra e ação divina, consegui trocar de veículo. Consegui vender o Peugeot por um preço menor do que eu queria, mas consegui adquirir um carro que eu queria há tempos, que foi um Palio Adventure ano 2007/2008. O Peugeot seguiu seu rumo, se tivesse boca iria contar algumas histórias legais (e outras impublicáveis). Vários confortos que eu tinha no Peugeot eu não tenho no Adventure, como air-bag no volante, freio a disco na traseira, regulagem de altura do banco... Mas é um carro muito menos rodado, com som de fábrica, maior, com um motor quase tão forte quanto o do Peugeot, e flex. Já falei que a mala é imensa? Pois é, depois de tanto tempo com o 306 com GNV, quase me perdi com a mala da nova "viatura", que é realmente grande.Tive que por uma caixa amarrada na mala para poder levar itens menores, já que eles balançavam o tempo todo. Troquei as molas traseiras por molas de GNV (colocaram aro 15 no carro - ficou muito melhor, mas qualquer peso o pneu raspava na caixa da roda), e tive um problema sério com ar-condicionado, que ainda estou pagando. Mas como estou rodando em média 600 km a MENOS por mês, devo tentar conviver com o carro flex, e não por GNV nessa viatura. Gostei de ter pego um carro verde (adoro a cor), espaçoso e com um bom motor. Um pouco beberrão, é verdade. A suspensão é reforçada (peguei uma estrada de terra com ele e acelerei a 60 km/h, no Peugeot não passei de 40 no ano anterior) e em resumo, é um carrão, próprio para os planos futuros.

Emprego novo, rotina nova
Em agosto comecei na Hostnet, e estou lá fazendo tutoriais de Drupal até o momento. É engraçado trabalhar em escritório quando você trabalhou a vida toda como professor, falando para um monte de adolescentes que não querem nem te ver ali. O resultado do meu trabalho está saindo na seção de Drupal dos Tutoriais Hostnet, o que é uma idéia muito boa: Ao invés de dar brindes como pastas, blocos e canetas, a Hostnet dá conteúdo e conhecimento de graça, para quem quiser ler, ver e aprender (sim, tem vídeos também, mas eu não os faço). Você não precisa ser cliente da Hostnet para isso, basta ter acesso à Internet. Aí, um dia, você quer hospedar um site. Certamente você se lembrará da Hostnet. Então você vai e hospeda com eles. Eu acho ótimo, porque essa iniciativa paga o meu salário, você compartilha conhecimento (a base de uma sociedade), e o ganho para a empresa não é só o cliente em potencial, é também respeito e mérito.A Hostnet é elogiada e respeitada por essa iniciativa.
O ambiente de trabalho é meio louco, mas é bacana ver que todo mundo trabalha a sério, embora ninguém seja sério: É divertido, ganho por hora (quanto mais trabalho, mais ganho), faço o meu próprio controle de hora, e informo ao departamento de pessoal quanto eles me devem no fim do mês (o que me lembra ser responsável e honesto, e contente por acreditarem em mim). Consegui conciliar tudo num dia só da semana, e às 6as-feiras foram novamente perdidas, saindo de casa às 6 da manhã e voltando depois das 21 horas. Mas em compensação, somente mais uma noite trabalhando, a de terça. O resto resume-se a 3 noites folgadas, e algumas manhãs. Ganho menos na Hostnet do que ganhava em São Gonçalo, mas meus gastos são bem menores, logo compensa. Também descanso mais. E se precisar, dá para fugir mais um dia e ir lá fazer um extra.

Bem, é isso. Acho que está bom. Depois falo mais. E falarei mesmo.

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